Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
A direita em convulsão

A ver se nos entendemos,
Paulo. Quando digo que
este PSD acabou refiro-me ao partido híbrido existente desde 1974 - um partido que (con)funde populistas, liberais, conservadores e sociais-democratas. A partir de agora é impossível manter em funcionamento esta espécie de albergue espanhol. Se
Luís Filipe Menezes ganhar, a reduzida ala social-democrata do partido e boa parte da falange liberal não tardarão a debandar: era isto que
Paula Teixeira da Cruz queria dizer ao alertar contra o provável êxodo das "elites". Se
Marques Mendes for confirmado líder, a facção saudosa do velho PPD sentirá mais que nunca a tentação de fundar um novo partido, que sirva de efectivo eco à "voz do povo". Desaparecerá o ténue traço de união entre o PPD e o PSD, que o cimento do poder manteve inalterado mais tempo do que mandava a lógica. Lisboa, onde o tradicional eleitorado laranja ficou recentemente dividido entre Fernando Negrão e Carmona Rodrigues, constitui um sério teste à recomposição da direita política. Foi também um teste à recomposição da esquerda, como a seu tempo se perceberá melhor. Mas para já é sobre o PSD que se abate a tempestade. Depois de sexta-feira nada ficará na mesma.
De guilhotinha a 28 de Setembro de 2007 às 10:47
Essa do "albergue espanhol" tem direitos de autor algures. Não foi o Alberto João que gostou do mesmo epíteto para mandar a sua posta sobre a guerra pelo poder? Alguém copiou alguém.
De Anónimo a 28 de Setembro de 2007 às 10:30
Agora resta saber se a força do PSD (não me refiro à actualidade) não residia mesmo nessa amálgama que o formava.
De Joshua a 27 de Setembro de 2007 às 23:35
Carreirista e frango-de-aviário do aparelhismo partidário, a Mendes todos o preferem porque não agita as águas, não faz a incomodativa e desinstalante diferença.
De Gabriel a 27 de Setembro de 2007 às 23:32
de uma forma ou outra, excelente mesmo era que as aguas se separassem e deixassemos de ter apenas partidos socialistas
De JM Coutinho Ribeiro a 27 de Setembro de 2007 às 22:39
Estou inteiramente de acordo consigo, Pedro. Acho que o PSD pode implodir, ganhe quem ganhar. Não sei se a fractura será exactamente por onde aponta, mas será por algum lado. Nãop sei se isso é bom ou mau. Talvez seja bom, porque, às tantas, permitirá uma redefinição ideológica do que sobrar e nos alinhamentos. E talvez se conclua que o PSD cumpriu o seu papel num determinado período histório e agora seja tempo de avançar para um partido mais homogéneo que se distinga do PS.
abraço cr
De Sorriso Risonho a 27 de Setembro de 2007 às 21:03
Pedro Correia
Agradecia que lesse o meu comentário em Catmandu
De Joshua a 27 de Setembro de 2007 às 20:57
Mas a verdade é que nenhum de esses esquemas espelha a realidade: falar assim da direita, do PPD e do PSD é como um cirurgião a falar de incisão, compressão e tal.
A História é feita de dinamismos e imprevisibilidades e Menezes enquadra-se naquilo a que eu chamaria 'um safanão' à anomia e à clara decomposição deste Partido.
Carreirista e frango-de-aviário do aparelhismo partidário, todos o preferem porque não agita as águas, não faz a diferença.
Manezes é a promessa de um grande shake na Política Nacional.
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