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O assalto e o papel da GNR

por Francisco Almeida Leite, em 20.08.07
Ainda sobre o caso de Silves, que o Duarte já aqui ontem abordou, registo que, desta vez, Marques Mendes esteve bem ao exigir explicações do ministro da Administração Interna e do próprio primeiro-ministro sobre a invasão de uma propriedade por parte de uma série de irresponsáveis que deitaram abaixo uma plantação particular de milho transgénico. O presidente do PSD sugeriu ainda que deve haver uma reunião da comissão permanente da Assembleia da República sobre o assunto.
Parece que o ministro Jaime Silva, responsável pela pasta da Agricultura, vai hoje visitar a Herdade da Lameira, onde atacaram os "activistas". É pouco, digo eu. Porque o caso não tem só a ver com a contestação aos organismos geneticamente modificados, a legalidade ou a ilegalidade da plantação. Para mim, tratou-se de uma invasão de propriedade privada, que ainda por cima foi filmada em directo e a cores pelas televisões, pela certa devidamente avisadas pelos "activistas". Nessas filmagens o que eu vi foi uma GNR passiva, nada actuante perante um bando de encapuçados e com uma única preocupação: aparecer bem nas televisões. Ora, este é um caso que mina a autoridade do Estado, deixa-nos a todos nós preocupados com o que será a actuação de uma força de segurança num caso que se passe connosco. Com as nossas terras, os nossos bens, as nossas vidas. Em mais uma coisa estou de acordo com Mendes: tem que haver consequências. Uma força que actua com aquela passividade e bonomia numa invasão só pode estar corroída pela inércia e pelo desrespeito à sua função legal. Isto ainda é um Estado de Direito, ou não?

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12 comentários

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De Anónimo a 21.08.2007 às 13:17

Um dos sectores em que é maior a falta de transparência na utilização de dinheiros públicos, é o dos financiamentos públicos de ONGs e de toda uma rede de associações e grupos, que proliferam por aí, apresentando-se como independentes, mas cumprindo agendas políticas, quase sempre radicais. As "causas" são conhecidas, o racismo (o SOS Racismo por exemplo), o apoio aos imigrantes, ou o ambiente . A Ecotopia, de onde veio o assalto ao campo de milho, tem locais na Rede que omitem quaisquer referências aos financiamentos, mas denotam no entanto uma actividade profissionalizada a nível nacional e internacional (*). No caso da Ecotopia esta é anunciada pelo Governo que aconselha os jovens a participar, pelo que também aqui há perguntas a fazer ao Governo sobre que tipo de actividades patrocina e se, directa ou indirectamente (através de associações participantes), não está envolvido no " dia de acção contra os transgénicos". Isto, é do pacheco.

e agora para alguma coisa completamente diferente, como por exemplo uma possível relação entre o "ecoterrorismo" e a discussão que está para rebentar sobre o nuclear, aqui:

http://cafepuroarabica.blogspot.com
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De FAL a 20.08.2007 às 22:52

Sim, é verdade. O João Távora também aqui abordou o assunto. E muito bem tratado.
Ni, estou de acordo.
Afonso e Profano, é incrível...
Ao anónimo que falou na declaração de Macário: não me diga que ficou surpreendido?.. Eu não.
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De O Profano a 20.08.2007 às 21:50

A G.N.R. não actuou de outra forma, porque a herdade era de um "pobrezinho".
Porque se fosse de um burguês ou grabde latifundiário, a coisa corria de outra maneira...
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De Afonso Reis Cabral a 20.08.2007 às 19:37

O comunicado emitido ontem sobre a destruição do milho transgénico, apoiando a actuação da GNR, desapareceu do sítio oficial do MAI. Gostaria de pensar que se trata de um erro técnico, mas não me parece. Por mais que procure não encontro e o link que há poucas horas estabeleci já não funciona.
O MAI já não apoia a GNR?
http://www.mai.gov.pt/actualidades_d.asp?id=241
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De Anónimo a 20.08.2007 às 19:02

O mais engraçado é que na 6-feira Macário Correia fez declarações em que se mostrava "preocupado" pelo facto de aquela plantação existir. Mas nada se viu escrito acerca da sua condenação ao acto dos gândulos.

E isto, é suficiente, como posição política?
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De Anónimo a 20.08.2007 às 17:47

Isto não pode ficar assim tem que haver consequências: eleições antecipadas e Marques Mendes a primeiro-ministro.

Só assim é que Portugal vai lá.

Hird
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De ni a 20.08.2007 às 16:27

Primeiro, Sou contra a destruição da terra e milho do algarvio que planta Organismos Geneticamente Modificados.
Segundo, Estou farto de ver a GNR impassível perante todo o tipo de gentes (por exemplo alegados empresários que tentam tirar máquinas de fábricas que fecharam durante as férias do Verão) mas nunca antes vi apelos para reunir a permanente. Ofendidas, é o que são! Só guincham quando lhes toca em certos sítios.
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De Anónimo a 20.08.2007 às 16:10

Caro Francisco,e se a GNR,carrega-se sem dó nem piedade como por vezes faz?MM também viria pedir responsabilidades ao ministro?
A demagogia fica sempre mal,e a falta de bom senso politíco tambem.

Um abraço.

Ergela
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De Anónimo a 20.08.2007 às 15:47

Mas o que é que está primeiro (só para perceber) :
A ilegalidade da plantação ou a destruição da mesma ? Porque se a plantação é ilegal, já devia ter sido pura e simplesmente arrasada. Se está conforme a lei, os «activistas» deviam ser presos.
Provavelmente o que acontece é que nem uma coisa em outra. Mais um «inquérito» ; triste país este !
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De António de Almeida a 20.08.2007 às 15:22

-A fazer fé no DN-Sociedade é esperada nova maré de turismo ecológico na Ilha do Pico! Com ou sem a colaboração da GNR?

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