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A Igreja que eu conheço I

por João Távora, em 25.06.06
Há dias declarava eu num comentário a um “post” do Nuno Sá Lourenço que tenho tido ao longo da vida a sorte de conviver com uma Igreja Católica as mais das vezes actuante, sóbria e valorosa, com leigos de uma generosidade infinita, e clérigos que se têm revelado para mim inspiração e testemunha de um caminho de vida em santidade. Nesse sentido, pareceu-me importante concretizar um pouco mais. Os exemplos com que me tenho cruzado são tantos que me é impossível listar e com justeza fazer referência a todas as pessoas e obras que conheço. No entanto, nestes tempos de descrença e desconfiança, parece-me de grande importância trazer à superfície alguns exemplos de heroísmo e excelência de cidadania que os “media” bem pensantes, por um ataviante pudor laico, teimam em ignorar.

Assumo a simpatia por esta igreja peregrina dos dias de hoje. Despojada do poder, mas muito mais consciente, evangelizada e com cariz de “contra-poder”. Talvez um pouco como no tempo dos primeiros cristãos. Esta Igreja, possuidora de uma mensagem revolucionária de libertação, cresceu e multiplicou-se sem protocolos vazios ou gratuitos formalismos. Hoje a evangelização é uma dura batalha a encetar pelos cristãos, que terão que pregar perante o ruído ensurdecedor desta cultura Neo-liberal do sucesso "a todo o custo" e lucro individual. Contra as trevas e alienação do imediatismo do consumo e do hedonismo individualista. Desagregador.
Em prol da felicidade e liberdade do homem, a igreja dos dias de hoje fornece cada vez mais activos grupos e movimentos de diferentes sensibilidades culturais e políticas. Das simples mas dinâmicas paróquias às comunidades de desenvolvimento espiritual e organizações de intervenção social, a igreja de hoje é um sério exemplo de pluralidade democrática e cidadania actuante. No entanto esta acção deverá ser apenas fruto da inspiração que para nós cristãos provém de uma mensagem muito clara: A realidade de Jesus Cristo, filho de Deus que entregando-se à morte por amor fraternal supera as trevas para sempre em favor dos homens. Estabelece-se o lugar da esperança. Esta é para nós a revolução. Paralelamente temos o segundo e fundamental o mandamento que distingue e caracteriza esta religião: Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos. É neste exercício de aproximação ao divino que se deverá pautar a vida dos cristãos; acto de libertação só plausível pela relação aprofundada e exercitação espiritual de uma relação verdadeira com Deus.

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3 comentários

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De bosco, joão a 26.06.2006 às 10:18

Eu não diria melhor.
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De ZMD a 26.06.2006 às 03:39

Confesso que me comovi com os seus dois ultimos posts.

Conheço o projecto do Padre Pedro Quintela através de vários amigos meus que lá trabalham e fazem voluntariado (a minha mãe chegou a ir lá dormir umas noites).

Fiquei especialmente comovido com a clareza com que afirma Cristo como a verdadeira fonte de libertação para o homem.

Já tinha ganho o hábito de vir a este blog, agora passei a ser fã.
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De Cãocompulgas a 26.06.2006 às 00:31

"(...) Assumo a simpatia por esta igreja peregrina dos dias de hoje. Despojada do poder, mas muito mais consciente, evangelizada e com cariz de “contra-poder”(...)".

"(...) É neste exercício de aproximação ao divino que se deverá pautar a vida dos cristãos; acto de libertação só plausível pela relação aprofundada e exercitação espiritual de uma relação verdadeira com Deus."

O Cristianismo como factor de evolução espiritual. Gostei muito do seu texto; porque, embora tenhamos convicções não coincidentes, temos certamente uma mesma visão de como melhorar a vida do Homem no mundo: respeitar o próximo como a nós mesmos.

Cumprimentos

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