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Há muito quem compare os homens ao vinho do Porto. Eu, por exemplo, comparo (embora preferisse poder excluir da comparação a gama "vintage", que me dizem ter de se consumir em vinte e quatro horas depois da abertura da garrafa).

Pertenço, portanto, ao grupo das mulheres sensíveis ao "charme" de Fernando Ulrich. O bom ar, digno e viril, a candura meio cínica da expressão e a voz timbrada de juventude e irreverência são quanto basta para que as suas palavras - quaisquer que elas sejam! - encontrem em mim, ou num certo público feminino, uma enorme (quase enternecida) compreensão.

Banqueiro patafísico, selvático, anarquista? Talvez... Mas o que é que isso interessa?

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11 comentários

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De José Mendonça da Cruz a 08.02.2013 às 00:25

Patafísico, nada! Era o que faltava meterem o meu idolatrado Boris Vian nestes trânsitos mesquinhos...
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De José Mendonça da Cruz a 08.02.2013 às 01:55

A Sociedade Patafísica é uma invenção do Vian e amigos, salvo erro nos anos 50.
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De Luísa Correia a 08.02.2013 às 05:29

José, o meu "perdão?" supra é mesmo um pedido de desculpas por o ter indignado. ;-)
Já agora, tanto quanto julgo saber, o conceito de 'patafísica como ciência das soluções imaginárias ou das excepções vem de trás, do princípio de século. Mas Vian foi, de facto, o seu grande promotor. E como conceito, não o acho totalmente inaplicável à apreciação da nossa realidade, incluindo bancária.
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De Renato a 08.02.2013 às 10:27

Ah, é o banqueiro das senhoras :)
"Banqueiro patafísico (http://declinioqueda.wordpress.com/2013/02/01/o-banqueiro-patafisico/), selvático, anarquista? Talvez... " Talvez mal educado, talvez grosseiro, oportunista, mas ainda assim, ou por isso mesmo, com aquele ar de forcado da praça de touros de salvaterra de magos, de que as tias gostam muito.
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De Luísa Correia a 08.02.2013 às 12:30

Ar de forcado, Renato? Permita-me - e perdoe-me - a piada, mas homem ciumento é cego!
Renato, estes postes são a gozar. Não quero com isto dizer que não compreenda muito bem a posição de Ulrich que, sendo um pouco desbocado, se sujeita como ninguém a que lhe distorçam, se não as palavras, pelo menos o sentido delas.
E saiba que, apesar dos meus 12 sobrinhos "de sangue" e dos milhentos sobrinhos do coração, não gosto nada de touradas. 
:-)
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De Renato a 08.02.2013 às 12:49

Eu acho uma ternura os mil cuidados com que se rodeia o charmoso. Ai, mas o senhor não quis dizer isso, não sejam maus, ele é só um bocadinho desbocado, pronto, etc. Luísa, você vai a qualquer lado, e ouve aqueles a quem o gajo se dirige, com o “aguenta, aguenta” e se “os sem abrigo aguentam, vocês também podem aguentar”, etc. O que a malta diz sobre o aguenta é aqui impublicável. Sobre aquela do charmoso dizer que também pode ser sem abrigo, é uma festa ;). Estou a falar de malta que se está nas tintas para a esquerda e a direita, nem vota nos aldrabões e demagogos do Sócrates e do Passos Coelho e suas trupes, nem escreve nos jornais. O tipo é um cromo, que acha que pode gozar com o pagode. Tanto cuidadinho para se negar que o charmoso é um imbecil, não percebo. Alguém lhe deve alguma coisa? O gajo tem prejuizo, a gente dá-lhe o dinheirinho para ele tapar o buraco.

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De Luísa Correia a 08.02.2013 às 13:13

Pois, Renato, como anarquista, filosoficamente falando, também sou pouco amiga do poder e menos ainda dos poderes (grandes e pequenos). Mas os mil cuidados com que chamo os bois pelos nomes, tenho-os com todos os bois e com todos os nomes.
Por outro lado, reconheço que os meus sentimentos de revolta estão cada dia menos vivos e menos dirigidos contra os homens (no sentido de humanidade). Cada vez me sinto menos capaz de os julgar. 
Mas obrigada por ter tido a coragem de comentar um poste eminentemente feminino. ;-)
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De Renato a 08.02.2013 às 14:54

Sim, Luisa, isso é bonito. mas o que eu disse não tem nada a ver com filosofia, nem com esses sentimentos cósmicos.
De nada :)
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De Luis a 08.02.2013 às 16:34

A bem da verdade, quero aqui esclarecer que o F. Ulrich se referiu não aos sem-abrigo mas aos "sem-abrigos", o que faz toda a diferença.


É de toda a justiça lembrar a coerência do banqueiro sobre a propriedade privada, mesmo dos mais pobres.


Assim sendo, e é verdade, há "sem-abrigos" que dormem à beira-mar, na cidade, no campo e debaixo de pontes.
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De Luísa Correia a 09.02.2013 às 16:26

Não posso contrapor-lhe nada, Luís, porque, para ser franca, não ouvi o que disse o F. Ulrich, nem tive curiosidade em saber. :-)

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