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"E depois do adeus"

por João-Afonso Machado, em 27.01.13

O título é bem escolhido. A série, quase excelente (não ficariam mal umas imagens de arquivo sobre a destruição das sedes do CDS, já que à do PCP em V. N. de Famalicão foi dado o maior enfase...).

Mas o drama dos retornados - afinal, como eles sempre sublinhavam, refugiados do Ultramar- é muito conseguidamente desenhado. A perda dos seus bens, as longas filas de desespero ante o Banco de Angola, o nada que se fez para lhes dar emprego e subsistência, vem lá tudo. Confirmadamente, após dois episódios, na RTP1 aos sábados à noite.

Foram muitas centenas de milhar de portugueses as vítimas de Rosa Coutinho & Cª. A sua integração, tortuosissima, na nova vida a que os obrigaram, uma vez mais um dos expoentes altos do E Depois do Adeus.

Acresce o salutar e oportuno olhar sobre os lados mais ridículos e caricatos da Revolução, mundo insano de kamaradas.

Há-os - dos mais responsáveis - ainda vivos e impunes. Bem falantes, bem instalados, bem consigo e com as suas consciências a quem não pesam as muitas mortes e a muita miséria de que foram causa.

Ainda assim, tudo poderia ter sido pior. Não truinfasse a coragem de homens como Jaime Neves, que hoje partiu e está numa vida melhor. A quem deixo, por isso, uma obvia palavra de homenagem.

 

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7 comentários

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De Joaquim Amado Lopes a 28.01.2013 às 02:47

"o nada que se fez para lhes dar emprego e subsistência"
Pela minha experiência (uma família de retornados de Angola foi minha vizinha), esse "nada" incluiu acesso privilegiado a empregos na Função Pública.
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De Ana Sousa a 30.01.2013 às 15:06

Alguns tiveram, tinham cunhas outros não, esta serie retrata a maioria. O meu avô era essa maioria e posso lhe garantir que esta serie retrata muito bem a vida dos refugiados do ultramar. Não se baseie num exemplo para dar um comentário sobre algo que desconhece.
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De Ana Sousa a 30.01.2013 às 15:08

Alguns  tinham cunhas outros não, esta serie retrata a maioria. O meu avô era essa maioria e posso lhe garantir que esta serie retrata muito bem a vida dos refugiados do ultramar. Não se baseie num exemplo para dar um comentário sobre algo que desconhece.
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De Anónimo a 24.02.2013 às 22:06

Eventualmente ter-se-á preocupado em saber o que faziam os seus vizinhos em Angola?
É que provavelmente seriam funcionários públicos do Estado Português, pelo que a sua integração na Metrópole teria, necessariamente, que ser prioritária...
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De monge silésio a 28.01.2013 às 12:58

Presente!
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De Nuno Castelo-Branco a 12.02.2013 às 16:17

Pois sim, mas antes do "caso Angola" houve o de Moçambique. Por sinal, foi inaugurado com uma chacina logo em Setembro de 1974. Coisas silenciadas pelo poder ainda vigente. Não compreendo como é que os autores da série nem sequer se dão ao trabalho de introduzir uma ou outra personagem proveniente de outra província, desculpem, Estado do Ultramar. 
Mas antes isto do que o NADA até agora verificado. 
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De Conceição Ramos a 24.03.2013 às 22:15

Porque, apesar de relatar factos reais, é uma história de ficção. Conta a história deste grupo de pessoas, os que vieram de Angola e a família que tinham em Lisboa.
Porque haveria de ter personagens provenientes de outras colónias? Também deveria ter de outras zonas do país com realidades diferentes? A história é esta. Ponto.

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