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A Losangatura do Círculo

por José Mendonça da Cruz, em 25.01.13

António Lobo Xavier transformou-se no vestígio restante de serenidade e juízo na Quadratura do Círculo. Mas o trabalho a que se vê obrigado para repor um pouco de inteligência e bom senso e o trabalho que o obrigam a dispender os particulares tiques dos outros intervenientes começam a ser um pouco fatigantes para os espectadores.

Hoje, Lobo Xavier teve que explicar:

a) a Carlos Andrade que não, o alargamento do prazo de reembolso dos empréstimos a Portugal não era a mesma coisa, como julgava Tavares, que o alargamento do prazo de consolidação orçamental defendido pelo PS;

b) a António Costa que não, que a emissão de dívida foi no mercado primário, devendo-se o bom desempenho à confiança no governo português, e não à geral descida de juros no mercado secundário;

c) e a Pacheco Pereira que não, que os investidores estrangeiros que tomaram as obrigações não eram portugueses, nem sobretudo bancos, e que não, não podem contar com o apoio do BCE, que não os recomprará. Pelo que não, o sucesso da emissão de dívida se deve não ao respaldo do BCE mas à credibilidade do governo português.

O nojo que tem a Passos Coelho toldou, decerto passageiramente, a inteligência e a cultura de Pacheco Pereira, imensas como a sua vaidade.

António Costa vai titubeando sobre a apertada linha entre a necessidade de fazer oposição para agradar aos seus correligionários e a necessidade de criticar quem, por enquanto, de facto lidera a oposição.

Carlos Tavares é moderador, o que nos poupa a ouvi-lo muito e a constatar que assume o discurso socialista hoje tanto como nos tempos em que dirigia a TSF.

E  a Quadratura do Círculo vai-se transformando num losango: tem 3 vértices em baixo, a pronunciar inconsequências, e um vértice superior que trata de os informar.  

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6 comentários

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De António P. a 25.01.2013 às 10:15


Quem é o Carlos Tavares?
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De José Mendonça da Cruz a 25.01.2013 às 13:04

Tem razão, Tavares não é ninguém. Carlos Andrade. Obrigado.
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De zeca marreca a 25.01.2013 às 10:31

"b) a António Costa que não, que a emissão de dívida foi no mercado primário, devendo-se o bom desempenho à confiança no governo português, e não à geral descida de juros no mercado secundário;"
Você e oLobo Xavier percebem disto a rodos... Se eu comprar hoje, no mercado primário, posso vender amanha no mercado secundário. Logo se no mercado secundário as bonds estiverem a 4% e eu as comprar a 5%, ganho logo uma pipa de massa na operação. O preço de emissão original tende a equivaler o valor no ,mercado secundário, haja liquide. Ponto!
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De Balhelhas economista vesgo a 25.01.2013 às 11:04

Solução: quadratura do círculo só com o antónio lobo xavier!
Assunto resolvido. Resolvido não... O moderador podia ser o doutor relvas.
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De Andre a 25.01.2013 às 11:09

Ontem JPP disse que os juros da dívida pública no mercado secundário desciam desde Agosto, data do cada vez mais célebre discurso ("tudo fazer para salvar o euro") de Mario Draghi. Aliás gesticulou que a até a essa data era vê-los subir e depois descer. Vejamos:

1) Os juros da dívida pública subiram sempre até 30-Jan-2012 (17,393%). Nessa altura continuava o programa "Securities Market Program" (SMP) que viria a terminar em Fev-2012 (por orientação do próprio Draghi) e que consistia na compra de títulos da dívida pública no mercado secundário.

2) O discurso de Draghi foi a 26 de Julho de 2012 (não em Agosto). Além disso, apenas em Setembro foram publicitadas as especificações da reactivação do SMP,

3) A 26-07-2012 os ditos juros estavam a 11,336 (desciam 6,057 pp). Já antes atingiriam um mínimo de 10,15%, fruto de flutuações obviamente. Desde o discurso até à emissão no mercado primário de 23-01-2012, desceram a 5,819 (portanto mais 5,517 pp).

4) O discurso de Draghi foi um dos marcos importantes na percepção de risco dos mercados. Mas repare que JC Trichet fazia o que Draghi apenas ameaça fazer, i.e. comprar dívida pública nos mercados secundários.

Tendo em conta os pontos previamente referidos. O que motivou a subida dos juros até Janeiro de 2012 e descida desde então? Na minha opinião, os 6 primeiros meses de de programa de ajustamento têm de ter contribuido alguma coisa. Além do """brilharete""" (apesar de muito artificial) do cumprimento do défice de 2011.

PS: Saliento também o papel de AL Xavier em tentar marcar a diferença juros da dívida no mercado primário e secundário. Na minha opinião não foi conseguido para a maioria das pessoas. Os comentários de JPP mais uma vez não ajudam. Sei que não é financeiro. Eu também não.
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De zeca marreca a 25.01.2013 às 14:49

"Saliento também o papel de AL Xavier em tentar marcar a diferença juros da dívida no mercado primário e secundário."
Outro a repetir a MENTIRA DO XAVIER.
Vocês aprenderam mesmo todos com o Goebbles!

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