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O irresponsável. Sempre o irresponsável.

por Vasco Lobo Xavier, em 23.01.13

A baralhação que vai na cabeça de António José Seguro, que o impede de perceber às quantas anda, confundindo prazos da dívida com metas do défice, é evidente. Mas o disparate das suas afirmações não é menos divertido. Diz ele que teve razão no tempo certo, pois há mais de um ano que reclama, ente outras coisas, mais tempo; e acusa o Governo de ter tido necessidade de agora pedir o prolongamento dos prazos de reembolso por ter fracassado a sua política do último ano.

 

O desgraçado homem nem percebe que as coisas são incompatíveis: se o pedido de prolongamento do prazo se deve ao fracasso da política do Governo, há um ano atrás Seguro não tinha razão alguma. Se Seguro tinha razão há um ano, então a necessidade de prolongamento do prazo não decorre da política do Governo. É elementar.

 

Seguro é tão cego que não percebe sequer que a aceitação do prolongamento do prazo (bem como o sucesso de hoje da emissão de dívida, convirá não esquecer) se deve, apenas, à política do Governo e ao esforço de todos os portugueses. Quanto aos socialistas, a verdade é que eles, três meses depois de terem assinado o memorando de entendimento, já clamavam pela sua alteração e têm-no feito desde então, de onde se conclui que se Seguro fosse Governo, seguro era que não teria havido aceitação do prolongamento do prazo nem sucesso na emissão de dívida.

 

E julga-se ele “alternativa credível”… O homem não se enxerga.

 

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4 comentários

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De O Falso Rei das Pampas a 23.01.2013 às 22:37

"É possível que não haja um segundo resgate. Através das novas regras do BCE, ele será trasvestido de idas aos mercados. Como a Grécia, estaremos ligados à máquina fingindo que há vida num cadáver económico e social."
Adivinha onde fui buscar isto.

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De GONIO a 23.01.2013 às 22:59

Quando ontem o vi, nos noticiários, a falar após o "alargamento do prazo", só me apeteceu dar uma gargalhada. O que ele disse foi escrito pelas Produções Fictícias?
Só de imaginar que um dia ele possa chegar ao governo (nem sequer é a primeiro-ministro), e tenho medo, muito medo.
Se depois de um chico-esperto socialista (Sócrates) nos calhar em sorte um Seguro, resta concluir que este país não tem mesmo remédio.
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De Zé a 24.01.2013 às 15:52

Sem dúvida. Não é por acaso que os seus correligionários lhe andam a "fazer a cama" há algum tempo. 
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De monge silésio a 23.01.2013 às 23:56


Vasco,

Vítor Gaspar teve um momento  cirúrgico.
O credor precisa de ter confiança no devedor.
--
Portugal conseguiu obter factos que alicerçam uma argumentação que irá produzir uma...convicção, a convicção do credor. A resposta hoje dos juros acrescenta mais um facto: 4,8%; o empréstimo teve como compradores EUA 30%, GB aprox 23%, Ásia 9%, França , Portugal 7%; quer dizer um amplo consenso de vários mercados.
--
Não era assim há um ano; há um ano ...nada havia do ponto de vista do credor, havia juras, e juras quando se trara de dinheiro é ...vento...
O sec-geral do PS está a prazo . Nunca teve um negócio, não tem lastro para perceber o que no mundo acontece. Ainda se pensa no PS...mas pensa-se baixo.

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