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Não páro de ler indignações às propostas do FMI para cortar 4 mil milhões na despesa pública. Mas as pessoas estavam à espera do quê? Portugal é um país intervencionado pelo FMI que vive como se o FMI cá não estivesse. Só vejo insultos ao Governo e à austeridade, que comparando com o que o que o FMI quer e é necessário, é ainda bastante light. Mas a instabilidade política só vai agravar a situação e precipitar a entrada nessa "noite escura". 

Portugal vai ter de mudar o Estado Social e a Constituição que o suporta, disso não há dúvida e quem se opuser terá de assumir a responsabilidade pelas consequências disto. Apesar de evidentemente me assustar com algumas das propostas do FMI, não posso deixar de concordar com isto: 

conceptualmente, não existe razão para os funcionários públicos terem uma semana laboral mais curta que a maioria dos trabalhadores do sector privado” e que como tal o número de horas de trabalho no sector público “deve ser colocado em linha com o praticado no sector privado”.

O FMI defende assim que os funcionários públicos deixem de trabalhar 35 horas semanais e passem a trabalhar 40 horas semanais.

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5 comentários

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De Anónimo a 10.01.2013 às 16:01

E eu convencido que o FMI estava a defeder as 35h de trabalho... para diminuir o desmprego...
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De l.rodrigues a 10.01.2013 às 16:25

Mas alguém acredita que aquilo sejam propostas do FMI? A mesma instituição que reconheceu o erro nos multiplicadores de recessão vem agora recomendar cortes que todos jundos dão uns 10 mil milhões de euros? 

É claramente uma manobra para nos fazer engolir os magicos 4 mil milhões que nos mantém aquém do progresso...
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De Tó Zé a 10.01.2013 às 18:28

Se calhar devia era reduzir-se o horário do privado para 35 horas semanais. Assim encontravam-se postos de trabalho, que diminuiriam o desemprego, e consequentemente aumentariam o consumo e as receitas em impostos.
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De PT a 10.01.2013 às 20:32

Depreendo dessas palavras que o Tó Zé não é trabalhador e muito menos empresário no sector privado. Ou a juntar a todas as medidas restritivas à economia e o aumento pornográfico de tudo o que é taxas e impostos e custos operacionais ainda quer juntar a obrigatoriedade de contratar mais pessoas para fazer o mesmo trabalho e ter os mesmos rendimentos para satisfazer o bando dos "direitos sem deveres" que gosta pouco de trabalhar?
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De Tó Zé a 11.01.2013 às 19:16

Tem toda a razão! Na verdade eu sou professor universitário numa faculdade pública (belga). Aqui as empresas têm horários como os que referi (ou mais pequenos) e curiosamente a economia não está mal como a portuguesa.
Certamente o senhor estará familiarizado com Keynes quando ele disse que no futuro a economia só seria viável se cada pessoa trabalhasse apenas três a quatro horas por dia. Desse modo, não haveria uma grande acumulação de riqueza e o desemprego seria muito menor. É claro que decidimos ir pela escola de Chicago, enquanto não nos chegasse ao bolso era um mundo ótimo!
Só para deixar esclarecido, quando lecionei em Portugal foi numa faculdade privada, assim que pude abandonei o país porque no público nunca teria trabalho e no privado estava a vender notas.

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