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F-16

por João-Afonso Machado, em 08.01.13

J:\FOTOS\PORTUGAL - PROVINCIA\LEIRIA\ALCOBAÇA\S.

Só haverá possivelmente uma explicação plausivel para a compra, nos idos de 1998, de 41 caça-bombardeiros F-16 - o entranhado, irresistivel, gosto dos nossos pilotos em pilotar. Aliás, por isso mesmo, é sobremaneira injusto os nossos governantes não comprem às duzias Ferraris, Maseratis e McLarens, assinalavelmente mais baratos do que os F-16, e na mesma capazes de satisfazer o mais exigente apetite dos nossos também muitos ases do volante.

O  mal está na tremenda lotação das estradas e dos ares nacionais. Na ameaça permanente de hecatombe. Daquele lote supersónico que tanto alegrou e encheu de orgulho a nossa FA, dois exemplares perderam-se já, destroçados em acidente. E uma vida humana também.

Enfim, a "crise" - há sempre males que vêm por bem... -  se encarregará de corrigir esses excessos. Na altura, o negócio custou uma bagatela de cerca de 400 milhões de euros. Agora, com o combustivel a encarecer todos os dias, pensas-se já em vender a frota, ou parte dela. Os romenos e os búlgaros terão até manifestado interesse na sua aquisição. Mas estes últimos, maçadoramente, regateiam o preço: afinal, dizem, não são mais do que aviões em terceira mão!...

Unhas de fome! É preciso descaramento! Ainda se fossem máquinas desgastadas pela guerra... Se não tivessem sido sempre primorosamente tratadas, com as revisões todas em dia, uma quilometragem baixissima!

 

 

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31 comentários

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De Jose Domingos a 08.01.2013 às 20:50


Os f-16, os a-7, os sistemas de incêndio dos c-130, os p-3 orion, os.....os..............os.........
Desgraçada pátria que tais filhos tem
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De carneiro a 08.01.2013 às 22:27

... e de garagem.
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De António Luís a 08.01.2013 às 23:15

Caro João Afonso!
Sugiro-lhe uma leitura atenta disto:
http://www.passarodeferro-operations.blogspot.pt/2013/01/mantendo-o-f-16-um-caca-de-ultima_6.html
ou aqui:
http://www.passarodeferro-operations.blogspot.pt/2012/12/cacadores-nocturnos_16.html
E perceber que o tradicional tremendismo lusitano nem sempre nos fica bem!
Já agora, fique sabendo que os pilotos não voam por capricho ou porque querem. São militares, homens altamente qualificados, pais de famílias e tão respeitáveis como, por exemplo, qualquer agente da PSP. A única diferença é que os pilotos, guardam os nosso céus!
Cumprimentos.
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De João-Afonso Machado a 08.01.2013 às 23:29

Com todo o respeito pelos pilotos portugueses, a verdade é que não fazem falta nenhuma aos céus portugueses, assim como estes aviões.
Mais: qualquer acidentado em terreno de guerra - caso a FA portuguesa interviesse em operações no estrangeiro - daria azo a um movimento de indignação nacional que obviamente não acontece em outros países.
O post não está dirigido aos pilotos mas ao despesismo do estado pelintra e megalómano. A prova: o facto da venda em negociação destes aviões.
Afinal para que os compraram?
Cumprimentos.
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De jose silva a 08.01.2013 às 23:27

Que confusão entre ironia e ignorância...
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De pnave a 09.01.2013 às 00:48

os F-16 foram comprados em 1994 pelo seu fabuloso querido líder a múmia de boliqueime, bem compreendo que quer lançar a conta para mais um desvario socialista mas nesta é facilmente apanhado na mentira.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 10:30

Essa do querido líder é de gargalhada!
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De António Luís a 09.01.2013 às 00:39

Caro José!

Ignorância é a palavra!
Ponto!
Cumprimentos.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 10:32


Caro António Luis:
Ignorância, sim. Ainda não consegui perceber para que servem os aviões - para patrulhar Timor, o Kosovo, o Afganistão? - e, muito menos porque os vendem, se els nos fazem falta.

Pior do que a ignorância é a importância dos que sabem mas não partilham a sua sabedoria. Fica sempre a impressão de que afinal não sabem.
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De F a 09.01.2013 às 11:10

Eu percebo a acusação de ignorância pelos seguintes motivos:

. Desconhece os factos, os números. Compraram-se inicialmente 20, para substituir aviões da guerra da Coreia (os F-86 de 1950 e tal), num acordo de nome Peace Atlantis, que ofereceu condições especiais a Portugal (por causa das Lages e não só), assim como potenciou um salto tecnológico que seria alavancado pelo facto de a maioria dos países europeus NATO possuírem a mesma plataforma.
. Os restantes 20 vieram bem mais tarde, e ao contrario de outros países, foi a própria força aérea que os actualizou, valendo actualmente mais do triplo do que custaram, tendo surgido já bastantes interessados.
. Enorme dificuldade em entender a necessidade da defesa do espaço aéreo e dos meios necessários para a sua realização bem como dos compromissos internacionais perante essa missão, que são-nos exigidos. Secalhar também deveria contestar as dispendiosas maquinas de raio-x nos aeroportos, e todo aquele staff, para quê? Nunca houve nenhum atentado à bomba num avião português, nós até somos pacíficos.
. É tipico do europeu do "achismo", contestar tudo o que tem a ver com forças armadas, uma espécie de ingratidão de quem não entende, não quer entender, nem percebe a missão silenciosa destes militares que 24/7 protegem o seu território. Proteger não é só andar aos tiros, como deve calcular.
. Pela sua ideia, secalhar o melhor é nem trancar as portas do seu carro, ou vender a fechadura cara de sua casa, "eles entram na mesma", porque não facilitar o acesso, e até convidar os larápios para a sua mesa de jantar?
. Informe-se leia mais do que o pasquim e as opiniões esquerdistas do assunto que minaram e minam a posição da Europa no mundo. Hoje não temos economia, não temos forças armadas, mas queremos impor ao mundo o nosso belo modelo democrático, mas nem as rotas comerciais de navios conseguimos proteger (têm de ser os EUA), as nossas águas, os interesses exteriores, o terrorismo etc.
. Peace and love não é?
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 11:45

Pronto, aqui estava a resposta que eu esperava.
Vamos então por partes:
- O nosso território nacional não tem qualquer hipótese de defesa em caso de invasão - nem com forças de terra, nem marítimas nem aéreas.
- Logo os aviões são uma  alucinação.
- E tanto que é assim que os nossos pilotos nem sequer integraram programas de intervenção da NATO ou ONU. Portugal nunca foi além do policiamento.
- FELIZMENTE A HIPÓTESE DE INVASÂO NÂO SE COLOCA. A Guerra Fria terminou e o «perigo amarelo» ainda só está na banda desenhada.
- Porque se se colocasse, alguém tinha de vir cá ajudar-nos.
- A ideia de que comprámos barato e os aviões até se valorizaram é delirante: 1º a tecnologia obviamente evolui; 2º, os actuais interessados na compra JÀ (facto concreto) querem comprar por menos. 3º Fica a desagradável impressão de que compramos aviões como quem investe num negócio e não por motivos, digamos assim, «patrióticos».
- Como efectivamente não sabe o que está a dizer, não reparou que os 400 milhões € que eu referi já incluem o custo de actualização (modernização) dos ditos aviões efectuados cá em Portugal.
- Por fim, conjugando - 1º a confusão entre a vigilância em aeroportos com a vigiulância do ar - isto é atentados pessoais são tão prováveis como invasões e guerra e 2º o «peace and love» como se fosse isso, uma só conclusão se impõe - a Direita só tem mesmo de se queixar dela própria.
Pobre Direita, digo eu que sou de Direita.

 
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De F a 09.01.2013 às 12:28

Ah sim?
Desde quando é que defesa aérea tem exclusivamente a ver com qualquer tipo de invasão?
Sim, a tecnologia evoluiu, por isso é que actualizamos os nossos caças no programa MLU.
Obviamente que sei o que estou a dizer, ao contrario do seu post, que vem agora com estas contra-respostas armado em conhecedor. Já se demonstrou que está longe de dominar estes assuntos. O google pode ajudar, mas não lhe dá conhecimento instantâneo. So não me alongo mais, porque o teor demonstrado claramente não me obriga a mais do que apenas trivialidades. Falei nos aeroportos, para dar uma noção, com um exemplo simples, de que os equipamentos servem para um propósito dissuasor, de controlo e vigilância e não, megalomanias de invasões ou perigos amarelos.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 12:42

Se tiver tempo, explique com que é que a defesa tem a ver senão com um ataque.
E um país que pede emprestados aviões para comater incêndios estar tão bem dotado para a guerra... defender-se de perigos imaginários esquecendo perigos reais - deve ser o seu País; eu não quero o meu assim.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 12:47

E «Contra-respostas armado em conhecedor» também gostei.
Deveriam, é claro, ser «contra-respostas armadas em desconhecedor» ou «não-respostas» pura e simplesmente. Os seus conhecimentos é que entretanto ficaram pelo caminho, sem pernas para argumentar.
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De F a 09.01.2013 às 13:00

Se quiser entrar por ai, concordo consigo. Mas isso são outros negócios. A Força Aérea dispunha dessa capacidade com o modulo MAFFS para o C-130, mas creio que foi abandonado em prol do aluguer. Sim a poderia ser este ramo que deveria operar aviões de combate a incêndio. Mas lá está, o outsourcing dá muito dinheiro... Quando ataca os militares, ataca o proposito, mistura as missões, tem de seguir um caminho e não disparar em múltiplas frentes. A força aérea não é um ramo político, nem um grupo de interesse, cumpre o que lhe é mandado, não será portanto, por eles que o combate aos incêndios é efectuado. Alias, não sei como está agora, mas durante muitos anos, exercito, marinha e força área, cooperaram no combate, empenhando milhares de homens, que apoiavam logisticamente os bombeiros e as populações, empenhavam a engenharia, faziam patrulhas a pé e usavam dos meios que dispunham de combate aos incêndios. (Ref Plano Lira)
Penso que a politiquice encarregou-se de ir "exterminando" essa capacidade, lá está, a informação não chegava ao publico, e se o combate fosse muito eficaz, como se justificaria verbas para outras entidades bastante mais importantes que os omnipotentes elementos das forças armadas?

Quanto à noção de defesa, o problema é que vê a "invasão" como única ameaça, logo a única a ser considerada neste âmbito, quando existem uma infinidade de perigos a que assiste aos Estados prever, monitorizar e deter. Seja terrorismo, tráfico de droga (e não só), violação do espaço aéreo por aeronaves não autorizadas, ameaças aéreas assimétricas, etc. Já para não falar da capacidade de resposta NATO. Sim, exigem-se responsabilidades a Portugal nesse âmbito, ou julga que só por não querermos defender o nosso cantinho não existem outros países que para SUA própria defesa nos viesse (e a eles) defender? Os perigos de Portugal e da Europa, não terminam e acabam nas nossas fronteiras. O que se passa no nosso espaço aéreo diz-nos respeito, mas também diz respeito a quem nos exige reciprocidade nos meios de dissuasão, combate e controlo.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 14:07

Quanto ao seu 1º §, parece que finalmente stamos de acordo. AS FA's têm obrigação de colaborar em todo esse género de actividades. Remeto apenas para um comentário acima em que digo que não critico os militares mas os governantes que decidiram a compra dos F-16.

Quanto à questão defesa/ataque, uma vez que tudo o que refere se resume a vigilância/prevenção, acrescento somente que não precisamos de caça-bombardeiros para isso, obviamente. Não vai «deter» ninguém com eles...

Em suma: Portugal não necessita de umas FA's com tal aparato - apenas tropa de elite, especializada sobretudo em segurança e controle. Em caso de perigos reais e identificados, a defesa do território nacional tem de decorrer no contexto das organizações militares de que Portugal faz parte.

Para concluir: acho muito bem que Portugal tenha os melhores pilotos de guerra do mundo. Somente, carecemos de meios para os treinar - e fica mais barato custear esse treino em países «amigos» e mantê-los em funções no quadro da NATO, por exemplo.

 
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De F a 09.01.2013 às 14:32

Então como sugere que essas missões se efectuem?
Eu gosto sempre de dar o exemplo da Suiça. Como explica perante a sua forma de ver as coisas até aqui, a sua politica? Como explica o serviço militar obrigatório? Como explica a aparente situação de geobloqueio em que se encontra? Como explica o seu investimento na defesa aérea e nas restantes componentes? Quer ir lá explicar aos Suiços, esses burros que não devem ligar a essas questões para nada? Quer explicar isso ao resto do mundo, em especial aos asiáticos? Quer explicar a eles que "não vale a pena porque não têm hipótese nenhuma"? Nas nossas batalhas, guerras e combates vamos sempre como vencedores, é?

Quanto ao treino ele já é feito à muitos anos, daí a minha referência ao facto da plataforma ter sido bem pensada, por ser comum aos países NATO. Programas de troca de pilotos, uso de simuladores de parte-a-parte, uso de infraestruturas reabastecimento em voo, exercícios, são milhares de cooperações entre os diversos países e sistemas aéreos. Acho um bocadinho surreal que as pessoas pensem que um avião levanta porque sim, os pilotos fazem os que lhes apetece, o primeiro-ministro liga a pedir umas rasantes a casa, e a malta tire umas fotografia para aparecer nos calendários. Há toda uma estrutura altamente profissional (ao contrário da maioria do que se passa no mundo e em particular em Portugal) do qual fazemos que se empenha todos os dias garantindo que a sua presença nem sequer é notada. A tal missão silenciosa de que falava. A nossa responsabilidade partilhada com os restantes membros da NATO (e também UE via PESD) permite que estas missões e alertas (15 mins 24/7 365 dias anos), façam parte de um conjunto coordenado que espera rapidez e eficácia entre todos, daí a cooperação e entrosamento treinados ad nauseum.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 14:49

Eu responderia a este seu comentário com uma pergunta (sem querer fugir à sua): já leu as notícias hoje no que toda ao Ministério da Defesa?
O Governo prepara-se para reduzir os quadros militares.
A Suiça é a Suiça. Até mantem a respeitabilidade dos que constituem o melhor exército do mundo: a Guarda do Vaticano.
Nós somos nós. Não é por termos 3 dezenas de F-16 que vamos a lado algum: não temos meios de qualquer tipo para sustentar um confonto.
Neste sentido, meios de patrulha são claramente compreensiveis. Caças bombardeiros, não.
Aliás, tente averiguar de que municiamento dispomos para eles. E de que serve um caça não municiado?
Enquanto, «nos ares» voamos tão alto, não esqueça - em terra a banditagem às vezes está melhor armada que a polícia.

Ou seja: megalonomamente sonhamos com tontices enquanto sofremos o dia-a-dia.

E quanto as missões - só estamos habilitados para fazer ãs que fizemos no Kosovo, Timor, Afeganistão... O resto é combate à droga, em que avionetas são mais eficazes do que caças.
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De F a 09.01.2013 às 19:29

O melhor exército no mundo é o americano, em treino, experiência, capacidade, mobilidade, equipamento.
Por favor vamos ser sérios.

O armamento que dispomos é semelhante aos nossos aliados NATO europeus, em termos de ar-ar, para além do pod LITENING (que permite o reconhecimento de aeronaves a longas distancias), temos o SIDEWINDER comum e o míssil de médio alcance AIM-120C-5. Nem mais nem menos que os outros.

Essa dos caça-bombardeiros é um pouco como a guarda do Vaticano, é uma verdade da wikipedia ou do discovery channel.

Todos os caças actualmente são caças-bombardeiros, ou alias, caças-multifunções. Antigamente, isto é, à umas décadas, tinha-se uma aeronave para cada função, hoje uma plataforma desempenha o serviço de várias. Veja-se o caso dos porta-aviões americanos, 3 ou 4 aeronaves substituídas por uma única, o F/A-18, sendo assim na maioria das forças aéreas de todo o mundo.

Alias os anteriores aviões da FAP foram substituídos por isso mesmo, A-7, F-86, Fiat G91 que trabalhavam lado a ladro eram limitados, obsoletos, um pesadelo de manutenção e pouco confiáveis. Actualmente 1 tipo desempenha todo o tipo de missões.

Quanto ao armamento da "badidagem", é normal que um bandido não tenha que obedecer a leis e regras que estipulem o seu equipamento, não estou a ver um policia ter de andar de AK-47 só porque as máfias eslavas a usam. Contudo, a policia e a GNR já estão equipadas com as GLOCKs, em substituição progressiva da velhinha PPK. Mas se no seu entender isto é um país pacifico com baixa criminalidade, porque andarmos a comprar armas, temos ai algum grupo terrorista separatista, ista, ista à porta é? Mudou os critérios de prevenção e equipamento? Afinal temos de ter armas superiores à ameaça? Qual ameaça? Decida-se!
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 21:09

Não quero acreditar que baralhe as coisas DESprpositadamente!!!


Uma coisa é a segurança dos cidadãos.
Outra coisa o poderio militar.


Uma coisa é um País pequeno mas seguro.
Outra coisa é uma potência.


Uma coisa é criar todos os meios para que as pessoas vivam sem ameaças a si mesmas ou ao seu património.
Outra coisa é aspirar a meios de competir com grandes países em termos bélicos.


Uma coisa é ter 39 F-16 para inglès ver.
Outra coisa é o inglès ter centenas de aviões similares que tornam inuteis os nossos 39.


Uma coisa é ser Portugal
Outra coisa é ser os EUA.




Será assim tão dificlil compreender isto???
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 21:10

Acabo de ver o Aguiar Branco na TV. Ele diz que não, não é dificil compreender isto. E por isso vai vender aviões, para "racionalizar meios"
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De F a 09.01.2013 às 21:19

Só pode estar a brincar comigo.

Quem mencionou os cidadãos e a falta de equipamento da nossa policia numa conversa sobre a defesa aérea foi o Afonso.

Uma coisa é uma país pequeno e seguro, outro é uma potência, sim e desde quando é que nos somos uma potência? Está escrito em algum lado por mim?

Mas alguma vez Portugal está em competição? Sabe mesmo o que é competição militar? Olhe para Ásia se quiser informar-se um bocadinho.
Continua a confundir o numero com a capacidade, o propósito. Mas o que tem a ver os ingleses e Portugal?
EUA?

Sinceramente, nota-se que não está à vontade com o assunto, percebe pouco, tem noções wikipedia e normais para um leigo, por isso não me vou aqui alongar mais, lamento mas achismos não é conhecimento. Não sabe, não fala.

Mais, não o quero ofender, mas este tipo de discussão tinham eu no secundário, "cavalos", "numeros", "tenho mais armas que tu", peço desculpa mas não é minimamente séria.


Passe bem e informe-se.
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De Major Alvega a 09.01.2013 às 10:53


Eu preferia os Spitfire.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 11:46

Caro Major, também eu, e as revistas Falcão também. Mas o nosso ego carece hoje de mais despesa e menos combate.
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De carneiro a 09.01.2013 às 11:45


O que está em causa é a crítica ao despesismo do Estado com os "brinquedos caros" de que o Embaixador Americano diz que os portugueses gostam.

Ter comprado Canadairs  e alugá-los na época baixa, como fazem os outros países  era exigir muito à inteligencia de quem gasta  o nosso dinheiro.

Quanto aos Pilotos, obviamente que todos nós, pobres mortais sem asas, vergamos a cerviz à Parceria Publico Privada que lhes permite à custa dos nossos impostos obter a formação profissional mais cara que o nosso país sustenta, para termos pilotos sentadas à secretária a aguardar a promoção a general por mero efeito do heroico coçar do cú pelo cabedal dos maples da messe durante anos, a menos que se consigam safar para a Sata  ou TAP aí pelos 45 anos de idade com a patente de coronel ou ten-coronel e, pelo menos, 2500 € mensais de pré-reforma, acumuláveis com o vencimento das companhias dos autocarros do céu. As quais, por acaso, também vivem à custa dos nossos impostos.
Todos nós, pobres mortais sem asas, somos devedores de tanto heroísmo e enaltecemos quem deste modo vive dos nossos impostos.

E pena é não ficarem ainda mais caros que todos nós, pobres mortais sem asas, de bom grado cumpriríamos o nosso dever patriótico se tudo pagar.

E depois - surpresa das surpresas - ainda aparecem em público a arrotar posta de pescada pela "guarda dos ceus", como se da  última vez não tivessem deixado  fugir  o cessna da Serra da Malcata. Um  Lince, portanto.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 11:51

Caro Carneiro, até que enfim alguém...
A gente a pensar na defesa dos nossos céus e a polícia na terra com pistolas de há 60 anos... e a gatunagem com metralhadoras às vezes.
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De Oliveira a 09.01.2013 às 12:01

Há aqui alguma ignorância.  Os F-16 comprados em 1998 foram cedidos pelos EUA ao estado português como contrapartida pelo uso da base das Lajes.  Daí Portugal ter ficado com aviões desactualizados, alguns dos quais ainda encaixotados. 

http://www.areamilitar.net/analise/analise.aspx?NrMateria=33

Também não referem que parte desses F16 foram posteriormente vendidos pelo estado português a países como a Bulgária.

Como parte do negócio, Portugal teve ainda para receber umas fragatas da classe Oliver Hazzard-Perry, que os EUA voltaram a insistir que o estado português ficasse com elas na altura da compra das fragatas MEKO e Karel Doorman.

Antes de falarem teorias de conspiração e corrupção era bom que fizessem alguma pesquisa para não se revelarem completamente desinformados.
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De João-Afonso Machado a 09.01.2013 às 12:10

eorias da conspiração e corrupção, não - teorias da megalomania e do ridiculo, sim. (E uma vez mais).T
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De José Antunes a 23.01.2013 às 14:47

O F16 é um modelo de avião que foi lançado em 1976.  Ter uma força aérea equipada com meios com mais de 30 anos, ainda por cima dados, não é uma megalomania.  Para se arranjar mais velho e mais barato só mesmo no museu da marinha.
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De João-Afonso Machado a 23.01.2013 às 17:31

Então, pior ainda, a megalomania já só está no preço elevadíssimo. Mais baratos ficariam aviões para apagar incêndios, que é outra guerra e muito mais perigosa.
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De carneiro a 09.01.2013 às 12:17

Mas o  luso-britanico Jaime Eduardo de Cook  não preferia o DeHavilland em madeira com  2 Rolls-Royce Merlín de 12 cilindros en V ?

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