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Patrioticamente

por João-Afonso Machado, em 03.01.13

Foi ontem. Chegámos para almoçar já a desoras e o restaurante perdido entre a várzea e umas matas, alumiado somente por uma Nossa Senhora e três pastorinhos em volta dela, mais os seus anhos, no pátio da entrada. Um pormenor de mau gosto, achei inicialmente, um afloramento de almas bondosas, conclui no fim. À porta, um letreiro: «O Multibanco não funciona».

Não sobrava tempo para procurar outro poiso. E o contado na carteira era escasso. De modo que a cada garfada, a cada gole, lá iamos perguntando preços, a saber até onde poderíamos chegar.

O patrão, simpaticamente, percebeu eramos da terra. Que ficássemos à vontade... E desculpássemos, a máquina registadora ainda não estava adaptada ao novo programa informático, isto agora das facturas...

A 2 de Janeiro de 2013. No primeiro dia útil do novo ano de vida nova. Com o Fisco mais amatilhado do que nunca.

Perseguidos. Mas sempre portugueses. Havemos de dar ao volta ao Estado-papão. Digo: ao Estado Social. E continuaremos patrioticamente a contribuir com o menos possivel para quem nada nos oferece senão obras públicas... para benefício de alguns privados -  e encargo de todos os demais.

Viva Portugal!!!

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4 comentários

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De Costa a 03.01.2013 às 15:56

Não guardemos ilusões.
Aqueles para quem "continuaremos patrioticamente a contribuir com o menos possivel para quem nada nos oferece senão obras públicas... para benefício de alguns privados - e encargo de todos os demais", tarde ou cedo encontram-nos e confiscam-nos.

Vivemos tempos de crime generalizado com força de lei, as mais iníquas normas são concebidas e expeditivamente aprovadas em nome do sagrado desígnio nacional de extinção da classe média. Às mãos de um Leviantã sem ponta de vergonha e com todo o poder para isso.

Ou não se esteja a dedicar - quando tudo o que ao estado compete, em favor da população, escasseia e é cortado, desde logo os meios de proporcionar segurança aos cidadãos -, mais e mais recursos e poder à infame máquina fiscal.

Uma só precisão: não se perdoe a quem lá está agora; e nem a quem nos trouxe ao ponto a que chegámos (e que um dia destes regressa em força ao Poder; o povo não brilha pela inteligência). 

Costa
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De O Falso Rei das Pampas a 03.01.2013 às 16:00

O Estado Social não é o Estado-papão.
O Estado-papão é que está a destruir o Estado Social.
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De João-Afonso Machado a 03.01.2013 às 16:35

O Estado Social foi o autor da proeza das PPP (entre outras). Que nós agora temos de pagar, Pampas. Como tudo o mais que o Estado papou nestes últimos 30 anos.
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De O Falso Rei das Pampas a 03.01.2013 às 17:20

Não foi o Estado Social mas o Estado-papão gerido pelos colegas da outra trupe que costuma alternar na sua gestão.

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