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O crescimento económico

por João Távora, em 03.01.13

 

Ou coisas simples que toda a gente sabe mas
que temos que repetir todos os dias

 

De há duas décadas para cá, os estímulos ao crescimento económico não deram resultado algum, para além duma incontrolável divida externa e consequente falência do Estado que hoje estamos a pagar com língua de palmo. Tais estímulos apenas serviram para engrossar exército de funcionários públicos e promover as suas carreiras, para sustentar uma multidão de dependentes directos e indirectos das deficitárias empresas Estado, desenvolver o parque automóvel mais moderno e luxuoso da Europa, para a proliferação de mais ou menos redundantes auto-estradas e tuneis “sem custos para o utilizador”. A brilhante estratégia passou também pela construção de luxuosos estádios, centros comerciais e uma praga de cafés, restaurantes e mercearias gourmet que por aí pululam aos pares a cada esquina, empreendimentos subsidiados pelas campanhas de auto-emprego promovidas pelo respectivo Instituto, não esquecendo os sofisticados edifícios de escritórios, pólos empresariais e condomínios privados que agora se degradam semiabandonados, hipotecados pelos bancos com o dinheiro dos nossos impostos. O resultado do "festim", para além do "crescimento zero", foi uma lenta e sólida destruição de emprego, que não foi mais trágica porque muitos recursos financeiros foram despendidos em engenhosas reformas antecipadas.
De resto, ninguém quanto eu, que depende do sucesso de um pequeno projecto empresarial, mais anseia por uma consistente “retoma”, proporcionada por uma economia dinâmica, flexível, em que o mérito, o trabalho e a imaginação prevaleçam sobre as negociatas que favorecem as oligarquias do costume. Desconfio que esta dolorosa revolução que preconizo, não coincida com os desejos manifestados pelo nosso semipresidente e seus correligionários keynesianos.

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