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O programa Olhos nos Olhos faz mais serviço público na sua hora semanal do que a RTP numa semana inteira, e o mérito é de Medina Carreira. O convidado ontem foi o Professor António Teixeira, médico e presidente do conselho de administração do Hospital de São João, no Porto, que nos veio dizer algumas coisas extraordinárias (no sentido de serem notícias importantes, portanto omitidas pela generalidade dos jornalistas).Disse ele que:

- Portugal tem melhores registos que os EUA e que a restante União Europeia em mortalidade infantil, esperança de vida, e em todos os principais indicadores de saúde...

- ... mas que, não obstante, apenas 49% dos Portugueses consideram estar em bom ou muito bom estado de saúde, contra 83% dos irlandeses (é todo um retrato de pieguice);

- que a ADSE custa anualmente 600 milhões, mas os servidores do Estado seus beneficiários só pagam 1/3, sendo o restante pago a essa classe pelo comum dos contribuintes;

- que a legislação impede a reorganização racional de serviços e carreiras hospitalares, obrigando a inventar cargos de chefia inúteis;

- que o absentismo no seu hospital chega a atingir os 600 funcionários por dia, sem que seja possível retirar consequências;

- que o Estado paga serviços a privados muito acima do seu justo preço e mantém peados os hospitais públicos nalgumas áreas médicas, reservando-as aos hospitais privados;

- que os níveis de produtividade actuais são inaceitáveis, mas leis, burocracia e interesses preservam-nos (basta ouvir a reacção imprudente e patética do bastonário da ordem dos Médicos);

- e que, finalmente, o Serviço Nacional de Saúde funciona bem, mas poderia funcionar muito melhor com muito menos dinheiro (sim, muito melhor com muito menos dinheiro). 

António Teixeira deu informação da mais nobre, enunciou factos e números como punhos.

A constante perplexidade e desnorte da moderadora Judite de Sousa não promete, porém, que as notícias tenham continuidade. Além de repetida e visivelmente não compreender o que era dito, Judite propunha, às tantas, que se falasse das pessoas em filas de espera, porque, dizia ela, «é disso que as pessoas falam». Foi o que ela disse, mas não aquilo que o que ela disse queria dizer. Judite queria apenas que, em vez daquelas notícias graves que Teixeira tão brutalmente punha perante ela, falassem «disso que os jornalistas falam». Ou, em alternativa, é claro, ouvir algum ministro defunto ou algum pateta senil com proclamações rancorosas de calamidade e desgoverno.

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5 comentários

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De Anónimo a 19.12.2012 às 09:59

"- Portugal tem melhores registos que os EUA e que a restante União Europeia em mortalidade infantil, esperança de vida, e em todos os principais indicadores de saúde..."

Maldito socialismo.
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De RO a 19.12.2012 às 12:13


A presença de J.de Sousa está a tornar este programa quase impossível de seguir.É verdade,foram ditas coisas de arrepiar os cabelos,e logo a seguir ficava-se a perceber que a senhora não tinha entendido nada.Como é possível tanta medíocridade com tanto estatuto?
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De Coitada dela a 19.12.2012 às 20:20

Aquela loira que vai nos 52 e tem décadas de profissão e teve direito a uma transferência caríssima é uma autêntica barata tonta.

E agora convenceu-se de que, por aparecer produzida e arreada, isso a melhora.
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De Antonio a 19.12.2012 às 21:46

O home é doido? então o sns pode funcionar melhor com menos guito? e há 10 pc de absentismo? e médicos tipo profes com horário zero? óh Judith, corta, corta c'o home é doido... fala dos póbrinhos e das bixas... e vai pensando no penteado de amanhã...
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De zé luís a 20.12.2012 às 22:27


Já não tenho paciência para a Judite, deslumbrada com as suas unhas, as botas, até as perdigotas. É uma burra cheia de livros, por isso uma doutora da mula russa. Uma desgraça há muito tempo reconhecida. Ela e o Zé Carvalho estão bem um para o outro, RTP e TVI são apenas infelizes coincidências de ambos ao mesmo tempo.

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