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Downton Abbey

por Luísa Correia, em 12.12.12

Gostava, como toda a gente, da "Downton Abbey": apreciava, como toda a gente, essa série serena e recatada, como já não se fazem outras. E foi porque gostava da "Downton Abbey", que decidi rever a velha "Upstairs, Downstairs", na qual me parecia que a primeira fora beber inspiração. O resultado foi que deixei de gostar da "Downton Abbey". "Downton Abbey", revisitada a família Bellamy, assume a condição de "xaropada", naquele seu desenvolvimento "políticamente correcto", em que todos falam em sussurros e se sucedem os milagres da compreensão e da reconciliação. "Upstairs, Downstairs" é, pelo contrário, um trabalho realista, dando expressão descomplexada à dura implacabilidade da vida; tem outra substância e outra profundidade.

Aproveitei ainda para, usando das "oportunidades" tecnológicas da net, ver a segunda série "Upstairs, Downstairs", que mantém por cenário o nº 165 de Belgravia, mas é protagonizada por uma nova família, a família de um diplomata britânico, contemporâneo da abdicação de Eduardo VIII e da vertigem Mosley. Muito, muito interessante! Vejam, se puderem... e não me falem mais na qualidade ímpar da "Downton Abbey", por favor. Que tempos estes, de que se pede tão pouco!

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13 comentários

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De Dário a 12.12.2012 às 23:44

Sobretudo, no "Uptsairs Downstairs",cada um sabe o seu lugar e é pen que esse mundo tenha acabado. Abomino o politicamente correcto do inter-classismo artificial do Dowton Abbey,tão longe da verdadeira tradição britânica. 
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De Luísa Correia a 13.12.2012 às 02:22

A palavra certa é essa, Dário: artificial. Há muita artificialidade nos pequenos dramas domésticos da "Downton Abbey".
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De xico a 13.12.2012 às 21:22

O problema de cada um saber qual é o seu lugar, é que quando quem estivesse por baixo se esquecia do seu lugar era severamente punido. Quem estava por cima e esquecia-se do seu lugar, era perdoado. Isso era bem evidenciado em Upstairs Downstairs.
Quanto ao inter-classismo, a tradição já não é o que era. A começar logo pela família real. Se isso é bom ou mau? Só pode ser bom para um cristão.
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De Joka a 13.12.2012 às 00:48


Cara Luísa: cada um tem direito à sua opinião mas a segunda série do "UpDown" foi arrasada pela crítica e teve audiências cada vez mais baixas até ser cancelada, após apenas duas temporadas. Gostava de saber a sua opinião quando acabar de a ver...
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De Luísa Correia a 13.12.2012 às 02:37

Joka, já acabei de a ver e até já a vi duas vezes. :-)
São só 3 episódios. Compreendo bem que a crítica lhe tenha sido adversa. Da primeira vez que a vi, também não gostei. Mas, desta segunda, talvez tenha conseguido contextualizá-la melhor. Uma parte do enredo parece inspirar-se no caso real das irmãs Mitford.
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De José Mendonça da Cruz a 13.12.2012 às 03:22

Absolutamente de acordo, Luísa. O que mais me tem impressionado na revisão de Upstairs & Downstairs é ver como a série é desapiedada, brutal, mesmo. Entre esses momentos gélidos acho que duas ocasiões de renúncia por parte do mordomo merecem lugar de honra na galeria da angústia. E a saída da senhora Bellamy? Todo um episódio em alegres preparativos, para ficarmos a saber na última cena, vendo um bilhete, que vai embarcar no Titanic... Até o despedimento de actores seguia padrões mais exigentes.
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De Luísa Correia a 13.12.2012 às 17:56

A saída da Sra. Bellamy, aquela elegantíssima matriarca, foi um golpe tão severo, quanto inesperado, José. Nem queria acreditar!
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De Anónimo a 13.12.2012 às 09:34

Bom dia Luísa, e bem vinda de volta. Talvez lhe interesse uma mini série mais  recente, chamada Parade's End, adaptada para televisão por Tom Stoppard a partir do livro original de Ford Maddox Ford. Ainda não vi, mas tem Benedict Cumberbatch (um fabuloso Sherlock Holmes noutra série recente) como protagonista, e vi-a descrita no Daily Telegraph como "Downton Abbey para adultos".
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De Luísa Correia a 13.12.2012 às 17:57

Muito obrigada, Anónimo. Vou já entrar em pesquisa.
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De João Távora a 13.12.2012 às 12:02

Downtown Abbey é a única telenovela que sigo, nos últimos 30 anos. Bons actores, boa fotografia e um guião simpático com angústias controladas.
às vezes comer um chocolate não faz mal. Luísa. 
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De Maria Teixeira Alves a 13.12.2012 às 12:22

Acho uma série média.
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De Costa a 13.12.2012 às 15:45

Precisamente. Nem tudo tem que ser denso, profundo (e deprimente, coisa não raras vezes tida como necessária e suficiente para algo ser bom). Distrair, apenas isso, e com muita qualidade, é coisa absolutamente digna.

Argumento aceitável, coerente, credível, mesmo que distorcido e doseado para fazer render e criar "bons" e "maus"; excelentes actores; técnica apurada e a elegância e contenção que só os ingleses sabem ter (há quem lhe chame presunção; pois seja). Onde uma lágrima, uma voz alterada, um esgar só aparecem quando absolutamente apropriados. E sem um átomo de espalhafato, de histeria.

Que distância face à dieta de brasileirices e "produções nacionais" que nos querem obrigar a engolir.

Venha a próxima temporada.

Costa   
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De Luísa Correia a 13.12.2012 às 18:00

Meus caros Amigos, saibam que estão a falar com uma "chocolate addicted".

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