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Os inimigos do progresso

por José Luís Nunes Martins, em 10.12.12


O progresso que se deseja hoje é algo que dependerá mais da vontade individual do que dos prodígios impessoais dos mercados.

 

A miséria e a ignorância são dois travões ao desenvolvimento.

 

Hoje, nenhuma pobreza é casual ou inevitável, porque existem os meios que permitem garantir a total erradicação da indigência. A que existe é fruto de uma decisão maioritária de vontades individuais. Alguns julgam que será consequência da ação dos mercados que, ao selecionar e premiar os melhores, filtra e castiga os que têm menos capacidades de contribuir para o sucesso tal como o entendem alguns; outros, preferem apontar como causa da pobreza a existência de gente rica, logo, a solução passaria, para estes, por eliminar as camadas sociais mais abastadas. Entre tanta discussão não fazem nada, e quase unanimemente condenam quem o faz.

 

A ignorância é um mal. A liberdade supõe o privilégio até de errar, mas sempre dentro de um quadro com todas as opções. Quem não sabe, não pode escolher bem. Só há liberdade com conhecimento. Mas há muitos que julgam que só serão livres enquanto não o formos todos...

 

Se em vez de nos sentarmos a divagar, nos levantássemos e, sem justificações ou teorias, dessemos pão a quem tem fome e saber a quem não sabe, o verdadeiro progresso aconteceria de forma lógica. Não se trata de dar tudo a todos mas, tão só, de garantir que a ninguém falta o mínimo.

 

Hoje, muitos são os que tendo pão e ciência decidem viver longe da sua essência humana, justa e humilde. Gente miserável e ignorante. São eles a asneira que impede o progresso.




 

(publicado no jornal i - 8 de dezembro de 2012)

 
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1 comentário

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De l.rodrigues a 10.12.2012 às 11:22

"O progresso que se deseja hoje é algo que dependerá mais da vontade individual do que dos prodígios impessoais dos mercados."


Começa logo com uma dissonância cognitiva. Aquilo que os defensores dos "mercados" acreditam é que aqueles são fruto de vontades individuais e portanto por definição, deles, mais virtuosos do que qualquer acção colectiva. 


Está bom de ver o resultado...

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