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O irreal "Estado Social"

por João-Afonso Machado, em 02.12.12

O drama recente de alguém de poucas posses - uma empregada doméstica, precisamente - em quarteis do IPO, o drama, portanto, de quem padece de um cancro e a quem o IPO fez acreditar a doença se encontrava sanada, que voltasse lá passado uns tantos meses, pelo sim, pelo não, mas o tumor, afinal, cresceu entretanto não sei quantos milímetros, a operação afigura-se agora inútil e a desgraçada desespera e bate à porta dos que (crê ela) a conseguem ajudar... porque conhecem pessoalmente médicos de confiança, desses que olham para os pacientes como seres humanos e não como peças de uma lista de espera - toda esta história que, decerto, todos já presenciaram ou mesmo acompanharam em tonalidades as mesmas ou idênticas, leva-nos a pensar no famigerado Estado Social.

A reportagem no DN de hoje sobre vinte portugueses - eclesiásticos e, maioritariamente, leigos - que dedicam a sua vida a ajudar quem de auxilio careça - também trouxe à tona essa tenebrosa arma de arrremesso chamada Estado Social.

O mesmo acontece a cause da campanha do Banco Alimentar este fim-de-semana.

Em suma, porque vivemos apenas um estéril combate de palavras cada vez mais destituidas de sentido. A Esquerda desembaínha a espada pelo Estado Social apenas para acutilar a Direita e encostá-la a uma parede ideológica de onde só sairá viva confessando-se pérfida e neo-liberal. Rendendo-se, assim, totalmente submetida.

E, deste modo, admitindo que o Estado Social é, tão-só, o Estado Socialista. O Estado Seguro do Tozé. O Estado Estatizante da tropa restante. O Estado Clientelar da velha ditadura burocrática.

E, acima do mais, o Estado falido. o tal que Sócrates tentou "revitalizar" encerrando escolas e centros de saúde. Ou seja, sonegando serviços para manter os custos do aparelho. Decerto, razoavelmente como agora também se pretende agir, mas com toda  a autoridade do rótulo "socialista".

Como acima referi, nada disto é real, sofrimento das pessoas à parte; o mais pertence ao mundo virtual das ideologias.

 

 

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3 comentários

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De http://www.eurofoodbank.org/ a 02.12.2012 às 16:17

Vêem-se por aí, nas caixas de comentários sobre a acção de recolha de alimentos do BA, coisas absolutamente nauseabundas de bestas que têm acesso à net mas nunca tiveram a curiosidade de aceder aqui:

http://www.eurofoodbank.org/ (http://www.eurofoodbank.org/)

Sugestão para iniciar a visita: clicar em "Countries" ou "Les Pays", consoante o idioma utilizado.

O que realmente importa é que esses tais raivosos profissionais não passam de uma minoria ressabiada.

 
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De monge silésio a 02.12.2012 às 16:32


1. Compete à Sociedade Civil e a cada um de nós ser ou não "social", uns por consciência religiosa, outros por dever sem transcendência, mas todos pelo Homem;

2. O Estado Social é uma ilusão criada por uns filantropos quando a Europa crescia a 4%;

3. O resto do mundo não conhece essa treta ilusória. O resto do mundo (3/5 do mundo produtivo e com quem competimos) nao conhece subsidios e pensões. Em 1974, Portugal era 27º no mundo desenvolvido hoje 41º. Foi o Estado Social. O Estado Social hipoteca o futuro com dinheiro do presente. Agora é óbvio dizer isto, agora imaginem há 21 anos...mesmo no CDS?!!

4.- Parece que o Passos não vai pôr a mesada do menino como propina. Mais impostos...ou menos meninos?A realidade faz mais politica que os homens...
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De João-Afonso Machado a 03.12.2012 às 17:37

Apreciei especialmente o seu comentário.
A pergunta «Mais impostos... ou menos meninos» é excelente.

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