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É amanhã (a greve "geral")

por João-Afonso Machado, em 13.11.12

Porquê? Para quê? Geral? Aonde?

Evidentemente, o País não paralisará. Tão a contragosto da malta do costume. Somente marchará mais devagar rumo à desejada recuperação económica. E enquanto a Esquerda em geral, e os sindicalistas em particular, se entretém a apresentar números fantásticos de adesão à greve, os menos tontos (também ditos reaccionários) referirão os milhões que este fogo-fátuo custará ao País. Assim a História prosseguirá o seu republicanissimo, apocaliptico, curso.

Porque o direito à greve é, entre nós, infelizmente, por demais recente. Valerá a pena uma brevíssima retrospectiva: depois de, com a queda da Monarquia, Afonso Costa - por isso apodado o "Racha-sindicalistas" - iniciar a perseguição a socialistas e anarquistas, depois da severa opressão sobre o operariado levada a cabo por Salazar, depois desses 64 anos de República, os portugueses gozam o agora seu, muito seu, direito - a fazer greve. Não vá alguém distrair-se e tornar a coartá-lo...

Lamentavelmente sem que a tantos ocorra contabilizar prejuizos e identificar prejudicados - por acaso eles (nós) próprios, excepção feita aos profissonais do sindicalismo e aos cultores da política de terra queimada.

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25 comentários

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De jojoratazana a 13.11.2012 às 21:34

Foram os grevistas que puseram o país, nesta situação miserável?
Deixo a resposta para as pessoas inteligentes.
Porque de parvos, estou farto.
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De Espelho a 13.11.2012 às 21:35

Deita-te ao rio.
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De jojoratazana a 13.11.2012 às 22:15

Não sou o Marcelo Rebelo de Sousa, estás muito enganado.
A guerra a mim ensinou-me uma coisa preciosa, deixa-os poisar.
Os passarinhos é claro.
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De PUM!!! a 14.11.2012 às 08:55

Morreste!
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De jojoratazana a 14.11.2012 às 12:13

De repente pum.
Não, não morri, foi o pum que se suicidou.
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De Morreste sim a 14.11.2012 às 12:32

Sob os escombros do Muro de Berlim.
E o mais grave (para os da tua laia) é que ainda nem deste por isso.
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De jojoratazana a 14.11.2012 às 14:08

A minha morte à muito anunciada, é falsa.
Já tu não passas de um morto vivo, um robo sem sentido nem sentimentos.
Que confundes a realidade, com aquilo que te contam.
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De Vai estudar, iletrado a 14.11.2012 às 14:36

So quem tirou a instrução primária na festa do avantesma escreve "à muito".
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De jojoratazana a 14.11.2012 às 20:39

Não, não sou dr. como tu e os Relvas.
Trabalho desde os 10 anos, e sempre paguei imposto para chulos como tu, poderem estudar.
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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 09:11

Há grevistas e grevistas - os «profissionais», os paladinos da luta de classes são os vivem do atraso do País e do nenhum contributo que dão para a sua recuperação.
Jojó: nunca estaremos de acordo, isso já se percebeu.
E dou-lhe um exemplo: o PCP teve oportunidade de mostrar o que sabia de economia na reforma Agrária. Mas todas as UCP's faliram.
V. vai atirar as culpas à «Reacção»....
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De jojoratazana a 14.11.2012 às 12:17

João não respondeu à minha pergunta.
Então todas as UCP faliram?
Não confunda as UCP com as Tecnoformas.
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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 12:42

Jojo: não posso garantir que todas as UCP's faliram. Mas faliram quase todas. E repare: terrenos «herdados» com todas as alfaias e, pretensamente um projecto e um interesse colectivo. Mas com uma GESTÃO péssima - politica, apenas, afastada da realidade económica.
Havia muito de errado no Alentejo pré-25/A. Mas muitos justos pagaram pelos pecadores e a situação parece hoje bastante mais equilibrada.
Aproveito para lhe dizer que do ponto de visto de preservação do património histórico as autarquias PC no Alentejo (do que conheço) são irreprensiveis.
O que demonstra que fora da ortodoxia politica se pode chegar a muito bons caminhos.
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De jojoratazana a 14.11.2012 às 20:37

Olhe João a " Lei Barreto " serviu apenas para acabar com elas.
Ao contrário do que diz não faliram.
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De Diogo a 13.11.2012 às 22:21

Isso é verdade, o mal é outro:

 

</a>Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007: 

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]
</a>

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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 12:44

Totalmente de acordo. Mas as greves nada contribuem para melhorar o que quer que seja sobretudo a esse nível.
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De Anónimo Veneziano a 14.11.2012 às 07:33

De um ponto de vista puramente sociológico, as greves são reestruturações de poderes fácticos. Os governos lúcidos sabem tirar proveito disso mesmo. Na vida individual, cada um de nós pode sofrer no seu dia-a-dia pequenos inconvenientes, mas nada de inquietante numa perspectiva mais ampla. 

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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 10:00


As greves, caro AV, são um protesto inconsequente. Ou só são consequentes se se inserem num quadro de instabilidade social em que basta uma gota para a taça transbordar e o poder cair na rua.
Já que quer ver o fenomeno pelo lado da sociologia - política - á greve sempre tem sido um instrumento de combate da esquerda. Para acirrar os ânimos, apenas.
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De Anónimo Veneziano a 14.11.2012 às 10:08

Claro que as greves só são divertidas para quem participa nelas. Seria bem melhor que não ocorressem. Mas creio que não se pode deixar de reconhecer que, numa democracia, elas são importantes instrumentos de descompressão social. Por outras palavras: do mal, o menos.




 
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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 12:46

Descompressão social, quer dizer, alívio pessoal Umas palavras de ordem berradas bem alto, uns desfiles, e os participantes vão para casa mais aliviados. Como se tivessem jogado uma futebolada para descomprimir...
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De Anónimo Veneziano a 14.11.2012 às 20:15

Creia que não estou em desacordo consigo, caro JAM, mas o ser humano é feito desse barro. Só depois de muitas cozeduras é que se transforma em cristal.
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De Façam muitas greves, a gente agradece a 14.11.2012 às 09:44


http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2884824&seccao=Dinheiro (http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2884824&seccao=Dinheiro) Vivo
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De Ora bolas a 14.11.2012 às 14:23

"Informamos que é falsa a informação que circula nas redes sociais referente à alegada realização a 14 de Novembro de uma acção promocional semelhante à que efectuámos no passado dia 1 de Maio."
 
Nesse caso, façam antes muitos primeiros de Maio.
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De l.rodrigues a 14.11.2012 às 10:06

Estamos todos a pagar pelo enfraquecimento dos sindicatos. Em países considerados civilizados, Alemanha incluida, os sindicatos são fortes e contam. E se não há greves é porque as coisas são negociadas com transparência e boa fé. Não é por elas serem inconsequentes.
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De João-Afonso Machado a 14.11.2012 às 12:48

Sobretudo na Alemanha, a greve (direito inquestionável) não é levada a sério por ninguém.
Já imaginou a dificuldade que as Alemanhas teria sentido em se reconstruir após a GG se a mentalidade fosse como a nossa?
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De l.rodrigues a 14.11.2012 às 16:50

Pelo contrário acho que é levada demasiado a sério por todos. 

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