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duas verdades

por Vasco Lobo Xavier, em 09.11.12

 

Isabel Jonet limitou-se a dizer duas verdades inequívocas: vivemos acima das nossas possibilidades e agora vamos todos empobrecer. Não há como contrariar estas duas realidades, elas são assim e temos de aprender a viver com isso. Cerrar os dentes e seguir para a frente.

 

Curiosamente, a multidão ululante do costume atirou-lhe insultos execráveis. E escudou-se para isso em pormenores perfeitamente desinteressantes, como as imagens dos bifes e dos concertos de rock. No que é essencial e real, nada podiam criticar, pelo que se limitam a insultar quem tanto faz pelos mais pobres.

 

Mas a realidade é indiscutível: vivemos acima das nossas possibilidades e vamos todos empobrecer. Ricos, pobres, remediados, o país inteiro vai empobrecer. Até a multidão ululante vai empobrecer.

 

É inconcebível que esta gente não perceba a realidade e viva num mundo irreal. Quem vive num mundo irreal nunca poderá contribuir para consertar o real, é gente que não serve para nada a não ser para proferir insultos gratuitos.

 

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17 comentários

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De henrique pereira dos santos a 09.11.2012 às 17:53

Não vamos empobrecer. Já empobrecemos quando gastámos o que não tínhamos. Agora só temos de nos habituar ao facto
henrique pereira dos santos
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De makarana a 09.11.2012 às 18:30

Nós? Os governantes e sector publico peço desculpa.E que mal que as politicas do governo estão a correr.Défice abaixo de 5%? Ainda se lembra? ehehee
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De henrique pereira dos santos a 09.11.2012 às 20:07

Lembro, e esperemos para ver no fim. Aparentemente estaremos nos 5,7 a 5,9. Não é mau nas actuais circunstâncias, mas espero pelo fim do ano para perceber melhor o que aconteceu.
henrique pereira dos santos
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De makarana a 09.11.2012 às 20:26

Henrique, o próp+io ministro já falou em ficar no final em 6%(note-se no final do 4ºtrimestre, o que quer dizer que as coisas correram aparentemente mal.O que aconteceu foi insistência na receita, em vez de diminuição da despesa, sem ter-se em conta que a via dos impostos está esgotada, como ontem foi referido por Teodora Cardoso.Todos estamos de acodo em controlar contas, mas a politicade auteridade falhou na dose e no alvo.Provavelmente as suas contas e de muitos,revelaram-se otimistas face ao que vinha i.Estando de acordo em diminuir défice, sucede qe não são todos os métodos que nos permitem atingir essa meta.Basta errar , para o resultado tabém falhar
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De henrique pereira dos santos a 09.11.2012 às 22:08

Veremos no fim do ano.
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De makarana a 09.11.2012 às 23:31


e o que o prórpio ministro diz não tem valor para si? Com a receita a cair abruptamente, quai as suas bases para o seu otimismo?
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De henrique pereira dos santos a 10.11.2012 às 06:18

Tem um valor relativo: a situação é muito volátil e é natural que o ministro faça previsões prudentes. DE resto pessoas insuspeitas de qualquer simpatia pela política orçamental do governo, como Paulo Trigo Pereira, a comissão europeia ontem ou anteontem, toda a discussão sobre a contabilização da concessão da ANA (0,7%) apontam para valores na ordem dos 5,7 a 5,9. A acima disso tudo, o que eu próprio vejo nos boletins de execução mensal do orçamento. Mas a situação é muito volátil, repito, esperemos pelo fim do ano.
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De makarana a 10.11.2012 às 13:05

o que ve nesses boletins?
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De Vasco Lobo Xavier a 12.11.2012 às 17:50

e viver com ele.
Abrçs
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De André a 11.11.2012 às 00:16

Acho piada a essa conversa das possibilidades. Se calhar acha que as empresas do sector da construção, automóvel, textil, restauração, etc., bem como os bancos que chegavam a pedir \"por favor\" para as pessoas pedirem empréstimos, teriam sobrevivido sem o consumo irracional dos portugueses.
Enfim, é vergonhoso ver os capitalistas e os seus lacaios a queixarem-se do cidadão comum porque aderiu ao consumismo tal como lhe era pedido.

Alguém ainda se lembra o que esteve na base do início da crise financeira? As instituições financeiras fizeram especulação com as obrigações criadas para financiar os empréstimos que a banca concedia o mais possível sem qualquer critério.

Mas a culpa é sempre do povo, não é?
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De Vasco Lobo Xavier a 12.11.2012 às 17:52

Não. Essencialmente é da governação socialista, com Sócrates à cabeça.
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De Andre Santos a 05.01.2013 às 17:08

Que comentário tão profundo que demonstra bem a sua agenda.

Suponho que a governação socialista do Sócrates seja responsável pelo problema económico da Grecia (igual ao nosso), pelo problema da Espanha (igual ao nosso, mas sem resgate) e noutra vertente, o problema irlandês (mais a nível da banca).
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De Andre Santos a 05.01.2013 às 17:18

Qualquer pessoa sem agenda sabe qual a origem da crise e onde e como se instalou.

Eu traduzo o "andamos a viver acima das nossas possibilidades agora vamos todos empobrecer":

O estado endividou-se acima do que podia, e a bolha (crise financeira da banca) rebentou. Agora para pagar os juros do resgate, o povo vai ter que empobrecer (pagar a crise), para que os "Lobos Xavieres" e as "famílias Jonets" possam continuam a viver com o mesmo estilo de vida.

Ou seja, Vocês têm que empobrecer para a senhora Jonet e os amigos possam manter o seu estilo de vida actual (em muitos casos até subir o estilo de vida, basta ter os contactos certos).
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De Rui Crull Tabosa a 05.01.2013 às 18:07

Matem-se os ricos! A Jonet devia ser queimada! Ainda pra mais anda a gozar com o pagode a dar sopa dos pobres!
Viva a Revolução proletária!
(Esqueceu-se de tiras estas naturais conclusões)
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De Andre Santos a 05.01.2013 às 18:30

As conclusões foi você que as tirou.

Apenas dispenso o moralismo de direita tão visivel no discurso da Sra. Jonet e neste Sr. Xavier. que soa a hipocrisia e com clara agenda.

A Sra. Jonet não vai empobrecer de certeza, afinal ela não tem rendimentos, como é que empobrece??
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De Rui Crull Tabosa a 05.01.2013 às 19:13

Portanto, é culpada: "é rica!"
E sim, é de um moralçismo ofensivo dizer-se que "não se pode comer bife todos os dias" e "quando se lava os dentes deve-se poupar água, não a deixando a correr".
Quem não é pobre esteja calado, é pois o corolário do seu raciocínio.
Sabe, quanto mais vejo essas reacções, mais admiro quem faz o bem (e há milhares e milhares de pessioas apoiadas pelo 'banco alimentar', oxalá não venha a ser o seu ou o meu caso) e mais percebo a razão de Camões ter terminado os Lusíadas com a palavra "inveja".
Sem comentários.
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De Andre Santos a 05.01.2013 às 19:50

Não entendo porque é que, lá por a Sra. Jonet fazer trabalho caritário em regime de voluntariado, tenhamos que aceitar o que ela diz como se tivesse algum moral superior?

O ideal é ninguém precisar de bancos alimentares, independentemente de estar de acordo ou não com o que os responsáveis dessas instituições dizem no domínio publico. Ou é necessário estar de acordo com o que Sra. Jonet diz para usufruir da caridade da instituição Banco Alimentar contra a Fome?

Em relação à "inveja" e ao "rica=culpada".. Mais uma vez são conclusões suas.

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