Ao confundirmos Portugal com o Estado caímos no truque dos que querem mais Estado e não percebendo a diferença tornamo-nos irracionais na defesa do que nem sabemos o que é.
Nas últimas semanas, devido à decisão da Moody''s de descer o rating da República, ou, dito de outra forma, a capacidade do Estado português de pagar a dívida que contraiu, voltou à baila uma confusão que nos tem prejudicado bastante. Aquela que fazemos entre país e Estado. Das páginas dos jornais às televisões, do Facebook às conversas de rua, todos falam de Portugal ser "lixo". No entanto, não há nada mais errado que esta afirmação, e, se percebermos o erro, compreenderemos porque ficamos tão indignados quando uma agência internacional nos diz que o Estado, que nos cobra cada vez mais impostos e nos presta cada vez piores serviços, foi classificado como lixo.
A crise que vivemos em Portugal deve-se essencialmente à acumulação sucessiva de défices. Devido a uma gestão que nas últimas décadas podemos classificar de péssima e nos últimos cinco anos de danosa, o Estado gastou mais do que recebeu, sustentou clientelas, grupos de pressão, lóbis, fez obras que satisfaziam certos sectores e algumas empresas, patrocinou iniciativas e meteu-se em projectos que iam muito além das funções, já de si alargadas, do Estado social. Pôs-se em xeque e fez--se mate. Faliu. E agora, o país que não é o Estado, mas Portugal, está a pagar a conta. (...) Ler mais »».
Foi uma boa surpresa encontrar o André Abrantes do Amaral numa rubrica do jornal i. Boa malha!
Muito nossos
Outros blogs
Blogue da Real Associação de Lisboa
Centenário da República - Blogue
O Amor em Tempos de Blogosfera
This is not simply a metaphore
Links úteis