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A jihad cultural

por Corta-fitas, em 11.02.08
Às vezes olhamos para o óbvio. E esquecemos o que é verdadeiramente importante. Quando o Governo pretende que as escolas de música públicas deixem de oferecer cursos de iniciação nessa área aos miúdos do 1º ciclo, apenas segue militantemente, como numa “jihad”, a sua tarefa de destruir tudo o que é emoção, pensamento e crítica. Porque, convenhamos, esta medida, apresentada bondosamente como “reforma”, segue ideias tão simples de desertificação cultural como sufocar a filosofia no ensino, encaixotar a Faculdade de Letras numa redoma sem respiração, ir fechando literalmente o interior do país. O que o Governo está a fuzilar é o pensamento crítico, a possibilidade de questionar. No fundo a alma crítica de uma nação. Algo que não interessa à sociedade deslavada, tecnológica e de “design” puro que o sr. Sócrates está a tentar impor. À sua imagem e semelhança. Como em “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.

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13 comentários

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De ViriatoFCastro a 13.02.2008 às 02:42

Mas a Ministra presta declarações??? (Espanto)... E eu a pensar que ela só debitava a cartilha do programa oficial para a formatação das novas gerações, no modo simplex. É curioso ver como a colar cartazes sempre se vai aprendendo a "falar bem".
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De Anónimo a 12.02.2008 às 19:59

Independentemente da reforma ir no sentido correcto ou não - temo não fazer a miníma ideia - julgo que alguma coisa deve ser feita nessa área.

O Fernando SObral certamente nunca assistiu a uma aula de música do 1º ou 2º ciclo.

"emoção, pensamento e crítica" - numa aula de música nas nossas escolas por esse País fora...???

Vivemos em países diferentes concerteza. No País em que vivo, os miúdos aprendem a assobiar numa flauta...

Falar de cor assim não...
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De Pedro Correia a 12.02.2008 às 18:13

Vejo que os "spins" do Governo continuam muito atentos à blogosfera, o que é salutar.
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De Ana Cristina Leonardo a 12.02.2008 às 17:34

Vou roubar este post
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De Anónimo a 12.02.2008 às 15:54

Só quem não sabe nada do que se passa nas 5 escolas públicas do ensino artístico de música pode vir falar na destruição (de quê? do que não existe nem nunca existiu? porque a iniciação musical nessas escolas é recentíssima-sei do que falo: o meu filho frequenta uma). O que é certo é que o ensino artístico precisa de uma grande reforma e só quem não pesca nada do assunto pode achar que o que o ministério prepara é pior do que o que existe agora. Porque o que existe agora é quase quase nada!!!
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De Nuno a 12.02.2008 às 12:07

Os senhores empreitam pelos ouvidos que é um disparate(com a preciosa ajuda da merda de comunicação social q temos)! E q tal um comentário às declarações de hoje da ministra q desmente todo o teor deste post?
Mil novecentos e oitenta e quatro? Mao? Estratégia socialista de destruição do país? Um gajo lê com cada merda q até mete dó!
E apresentar alternativas em vez da critica gratuita!
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De ViriatoFCastro a 12.02.2008 às 05:29

Pessoalmente, quer-me fazer parecer que estas "medidas", a par de outras tantas - que se arvoram de "higiénicas" - encontram uma certa analogia, ainda que mitigada pela prática da sua implementação, num país como o nosso (que sempre vai estando integrado num espaço europeu, onde a ameaça de denúncia dos abusos ainda vai valendo alguma coisa), em certas passagens do "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro" do Orwell. Citando um único exemplo (mas adequado ao que neste "post" muito bem se escreve), temos o caso da Novilíngua. Essa invenção, criada na "Pista Um" da "Nova Oceania", fruto de um certo "NovoSocialismo" e que se queria mais acessível porque alegadamente mais democrática. De facto, lembro-me de ter lido uma espécie de apêndice gramatical, também criado por Orwell, onde ele explicava a essência deste idioma. Expressões tão lineares como "upstairs" e "downstairs" teriam sido suprimidas e sintetizadas num único termo simplex: "stairs". À partida, realmente, sempre qualquer incauto poderia perguntar: o que é isso interessa? Contudo, a questão, bem se vê, é um pouco mais complexa. É que se, aos poucos e poucos reduzirmos a expressão do pensamento a uns quantos cânones legal ou culturalmente impostos pelos poderes instituídos, cedo teremos uma comunidade de indivíduos que bem cumprirá com os mesmos, mas que, à parte disso, nunca mais se atreverá a pensar, a especular ou, precisamente, a criticar. A imposta linearidade do pensamento terá sempre esta virtude: embrutecer desde a nascença.
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De av a 11.02.2008 às 22:39

A Revolução Cultural do Mao também tinha esse nome pomposo, e foi o que se viu: quase tudo o que era cultura na China foi destruido, para dominar e "nivelar" (por baixo,claro) um povo aterrorizado e faminto.
Aqui não se chega a esse extremo, claro, mas é assim que se começa: com a extinção de um Conservatório, por exemplo.
É triste.
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De Anónimo a 11.02.2008 às 15:16

mas alguém acha que este Ministério da Educação não é alienígena? Em casos como este justifica-se o assassinato de extra-terrestres...
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De Anónimo a 11.02.2008 às 14:31

As medidas no sector da Educação, é triste reconhecê-lo, inscrevem-se numa estratégia socialista de destruição do País.
Claro que passará muito tempo até que isso seja uma evidência para a maioria dos portugueses.
Entretanto, com a ajuda dos Menezes e apaniguados, o soi-disant engenheiro continuará por mais uns anos a realizar a sua "obra".
Pobre Portugal! - como diria o eng. (este sim!) Nobre da Costa.

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