
Vi há dias, pela primeira vez, o programa da RTP
O Caminho Faz-se Caminhando. E de facto lá iam eles,
Mário Soares e
Clara Ferreira Alves, caminhando. Chegaram a Córdova, onde lhes deu para falar muito de religião. A Clara nem parecia o mesmo espírito acutilante do
Eixo do Mal, em que costuma contestar tudo e todos. Chegou até a pedir desculpa por fazer uma pergunta ligeiramente incómoda a Soares, assumindo-se como "advogada do diabo". Exagero dela. Soares, imperturbável, falava com a imodéstia que sempre o caracterizou - "Sou um homem do iluminismo, do enciclopedismo" - enquanto defendia doses urgentes de tolerância para solucionar os mais graves problemas mundiais. A tolerância só se desfez quando visou o inquilino da Casa Branca, insurgindo-se contra o "flagelo que foi para a América, e para o mundo em geral, o presidente Bush". Já em relação ao extremismo islâmico, mostrou-se mais compreensivo:
"Os terroristas são seres humanos como nós."Por estas e por outras - e não por causa da idade, como alguns disseram - é que só teve 15% na eleição presidencial de 2006. Se fosse hoje, teria ainda menos. Não devido à idade, mas devido às ideias: ao pé dele, Francisco Louçã parece um tranquilo social-democrata. Aposto que Soares ainda há-de admoestá-lo (odeio esta palavra) pela sua crescente moderação.
De comendador pirillau mágico a 28 de Dezembro de 2007 às 17:30
"Foi descoberto o elo de ligação entre o macaco e o Ser Humano: nós."
Citado de cabeça, lido algures, escrito por não sei quem. Se alguém me quiser ajudar?
De Manuel da Mata a 28 de Dezembro de 2007 às 16:32
Quer eu queira quer não, os terroristas são mesmo seres humanos.
É erro capital acreditar que os seres humanos atingiram determinados patamares civilizacionais.Nunca se porá fim à barbárie. No fundo, o ser humano, nas suas misérias e grandezas, permanece imutável.
Entre o meu querer e a realidade há um abismo.
No fundo, a surpresa também é meramente circunstancial.
De Verónica a 28 de Dezembro de 2007 às 08:56
Por aqui é tudo reaccionário e sem cotas para mulher.
Ps. Programas feitos por medida com gente da "treta".
De Luis Eme a 28 de Dezembro de 2007 às 00:17
O Só-ares está nas sete quintas, é um comunicador, embora não seja de confiança (tal como o Hermano...)mas a rapariguita fica tão mal naquele papel de "acompanhante", e sempre mal vestida e sem jeito...
De hot legs a 27 de Dezembro de 2007 às 23:41
O Bin Laden no Corta-fitas? Que horror! Oh Pedro, tire-me lá essa coisa daqui, que não posso olhar para vermes, dá-me nojo! (alguém falou em seres humanos?)
De Cristina Ribeiro a 27 de Dezembro de 2007 às 22:45
Se assim é, Dr.Soares, só pode querer dizer que o ser humano bateu no fundo...
De Anónimo a 27 de Dezembro de 2007 às 21:56
A Clara para fazer umas viagens mais e para estoirar mais uns largos milhares faz de tudo, como se sabe. O Soares é o que sempre foi, um tipo que hoje diz uma coisa, amanhã outra (ou estarei errado quando ele diz mal (não muito) do Sócrates e no dia seguinte diz bem - até parece o chocolari com aquela novela do vai não vai. Mas com tanta coisa que diz também acerta, o que é o caso.O sr. jornalista não pense que os terroristas não são humanos, são, como qualquer outro bandido o é. Mas se o sr jornalista começa a achar que não são humanos, com um bocado de sorte ainda vai defender umas teorias muito engraçadas e que, infelizmente estão a renascer em Portugal.
De Anónimo a 27 de Dezembro de 2007 às 21:22
Esse gajo está completamente cheché.
Farto-me de rir com ele e a Clarinha, uma dupla que só a RTP podia descobrir.
O lado chato da coisa é ser a gente a pagar.
De Á de Moura Pina a 27 de Dezembro de 2007 às 21:17
Por muito que custe, os terroristas são tão humanos como nós e Bush também, como também o é Mário Soares.
Provavelmente, para eles, Bush incluído, o terrorista sou eu.
De j.c. a 27 de Dezembro de 2007 às 21:02
Viste Soares na primeira pessoa do singular: o tolerante mais categórico do mundo. A senhora que o tratou por «você» entre uma risada alarve e um vazio desconfortável, no primeiro programa, esteve mais contida e polida: Soares na primeira pessoa do singular não quer mais do que umas peles a passear por perto e trocadas de quando em vez.
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