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A obediência consentida

por Rui Crull Tabosa, em 18.03.10

Temos assistido, na nossa sociedade, a um permanente ataque a todos os atributos, instrumentos e manifestações da Autoridade.
Apoucam-se os símbolos nacionais, degrada-se a função política, defende-se a irrelevância das Forças Armadas, desprestigia-se a Justiça, desrespeita-se sistematicamente a polícia, ignora-se a relevância da missão formadora e socializadora da família, destroi-se a tarefa educadora dos professores.
Em alguns casos têm sido os próprios agentes dessas funções públicas a contribuir para a presente situação negativa.
O resultado de tudo isto é a degradação funcional dos instrumentos da Autoridade, a qual é já bem visível nas instituições políticas do Estado, nos tribunais, nos estabelecimentos de ensino e na própria acção policial.
Há dias seguia de carro, sem cinto de segurança e a falar ao telemóvel. Deparei-me com uma operação Stop. De imediato abrandei, liguei o pisca da direita em sinal de paragem e encostei o carro junto aos polícias, não esperando destes a previsível ordem de paragem. Mostrei os documentos, assumi o meu erro e o polícia lembrou-me o risco que a minha condução estava a representar para mim próprio e para terceiros, reconhecendo embora a meu favor a atitude colaborante que tive ao parar voluntariamente, não me armando em distraído ou chico-esperto. Não houve caça à multa, apenas pedagogia cívica. Aprendi.
Vem isto a propósito do trágico falecimento recente de um automobilista que foi mandado parar também numa operação Stop, mas que não obedeceu à ordem policial, optando por fugir e só sendo imobilizado alguns quilómetros depois.
Claro que a sua morte é lamentável e estou certo que o polícia que desferiu os tiros (creio que primeiro dois para o ar e só depois um para o veículo em fuga) estará profundamente consternado com o desfecho do caso.
Mas a verdade é que não compreendo, não posso compreender como é que um condutor, à ordem policial de paragem, não obedece e se põe em fuga.
Que razões ponderosas o levaram a fugir à polícia, perguntar-se-á sempre qualquer agente minimamente zeloso? Será um assassino? Um terrorista? Um ladrão? Um raptor? Um violador? Ou um qualquer outro criminoso não subsumível nas referidas categorias?
Não esqueçamos que, ainda ontem, um agente da polícia foi morto por um terrorista da ETA que levantara suspeitas por conduzir em excesso de velocidade…
Os cidadãos têm pois de perceber que, quando fogem à polícia numa operação Stop, se colocam à margem da lei, sendo lícitas todas as suspeitas sobre o seu comportamento.
Obedecer às ordens policias não significa apenas respeito pela Autoridade. É também um pressuposto do salutar convívio numa sociedade livre e democrática, como é o nosso caso.
Daí que o que aconteceu, sendo obviamente de lamentar, deve, no entanto, servir de aviso para todos aqueles que, não sendo lobos, tenham a tentação de lhe querer vestir a pele

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134 comentários

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De carneiro a 18.03.2010 às 00:25

Ai, Sr. Tabosa ...

Desta vez não concordo consigo.

Liminarmente porque estando em confronto dois valores - a vida humana por um lado e a civilidade traduzida no acatamento de uma ordem policial para parar, por outro - a minha opção pelo valor hierarquicamente superior é óbvia.

garanto-lhe que não sou adepto das teoria sociológicas que desresponsabilizam os actos individuais. Mas existem bairros em Lisboa - e nem me estou a referir em especial aos novos guetos da habitação social - nos quais a Polícia é um elemento agressor e repressor desde sempre. Por razões históricas que não vêm agora ao caso. E a actuação policial, qualquer que ela seja, é mal recebida. Estou a afirmar o facto, não o estou a justificar ou a concordar com ele.

Não estando em causa um flagrante delito - que inclui a fuga posterior desde que sempre á vista dos perseguidores - a perseguição é descabida e, aliás, excluída nos manuais de procedimento policial. É tida apenas como uma "infracção" menor, mesmo pelo padrão policial.

Foi uma tragédia para o jovem que morreu - que aos 18 anos teve uma passagem pelo crime e cumpriu pena - mas que actualmente tinha a sua vida estabilizada com uma filha de ano e meio - segundo me garante um músico que conheço pessoalmente e que com a vítima trabalhava. Mas isso até é secundário, pois o polícia que disparou não estava a ler o registo criminal e não sabia quem lá ia dentro. E se vamos presumir que cada um que não pára é um terrorista da ETA, temos o pressuposto da ditadura militar lançado...

Foi uma tragédia para o Polícia - rapaz de 28 anos - atraiçoado pela inexperiência e por uma formação desadequada, potenciada pela demagogia dos políticos que querem por cá fora polícias sem a devida preparação.

Li algures que na Alemanha um polícia só ao fim de seis anos de actividade passa a usar arma.

Foi sobretudo uma tragédia para a criança, ainda bébé. E restante família.

A desobediência a uma ordem policial tem uma sanção prevista na lei. Não inclui servir de alvo.

Os nossos polícias estão sujeitos ao regime geral da legítima defesa para o uso de armas - só em caso de ameaça actual e iminente. Ou seja, só quando o Polícia vê uma arma a si apontada é que pode disparar. Aliás, neste particular, sou adepto do alargamento dos pressupostos em caso de actuação policial. Se um polícia identificando-se devidamente manda um fulano levantar os braços, o simples facto de ele ter uma arma na mão mesmo que apontada para o chão ou até à cintura, mas que não cumpre a ordem de levantar os braços, já deve legitimar o polícia a disparar.

Mas na infeliz ocorrência, a vítima não estava a praticar qualquer crime, apenas não parou. Não pode morrer com uma bala por isso.

Aliás, em 1975 ocorreu uma morte muito parecida numa barricada do MFA , na qual um automobilista que não parou foi baleado por trás na cabeça por uma G-3 do Copcon.

Uma coisa é a segurança policial da qual não prescindimos como pessoas bem formadas e cidadãos cumpridores. Coisa diferente é o cidadão passar a ser morto a tiro cada vez que desobedece a uma ordem policial de paragem, sem que tenha praticado qualquer outro acto que não seja o de não parar.

O ocorrido foi digno dum estado militar-totalitário . Pode acontecer na antiga União soviética, em Angola, em Cuba ou na Coreia.

Em Portugal, não. No nosso Portugal, não. Definitivamente.

Não quero crucificar o jovem polícia, mas que ele fez asneira da grossa, parece-me evidente.



Por muito que seja, e é seguramente, o respeito que as Polícias me merecem.
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De Velho da floresta a 18.03.2010 às 01:18

A certa altura o Senhor escreve "Não quero crucificar o jovem polícia, mas que ele fez asneira da grossa, parece-me evidente.", se não o quer crucificar e acho muito bem que não o queira, resta saber o que quer que lhe aconteça, pois isso não refere em parte alguma. Também escreve que "Coisa diferente é o cidadão passar a ser morto a tiro cada vez que desobedece a uma ordem policial de paragem, sem que tenha praticado qualquer outro acto que não seja o de não parar", realmente não sei qual a razão que deu origem à perseguição, o que sei foi o que li na imprensa, sobre a mesma ter começado em Alcântara (zona das docas) e ter terminado em S. Domingos de Benfica, parece-me que qualquer pessoa normal que fosse a conduzir um carro, assim que verificasse estar a ser perseguida por uma viatura policial, imediatamente parava para se inteirar de tal procedimento por parte da autoridade, mesmo que estivesse distraído, seguramente que no espaço que separa o inicio e o final da perseguição, seguramente que verificava estar a ser seguido, pelo que sabia estar a ser perseguido, logo, porque é que não parou. Também escreve que "Não estando em causa um flagrante delito... a perseguição é descabida", se bem entendo então o sentido das suas palavras, parece-me que não há qualquer problema para si, em que sempre que a autoridade mande parar um veiculo por qualquer motivo operacional, se o condutor não estiver com vontade de o fazer, pode pura e simplesmente ir-se embora que não há qualquer problema.
Esta morte é noticia de grande impacto mediático e mereceu a sua condenação, a noticia sobre as mortes em acção de agentes da autoridade, não têm este tipo de cobertura mediática e na próxima que suceda, se porventura alguém do corta fitas publicar um artigo sobre o assunto, veremos qual o seu comentário se houver.
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De fcamisao a 18.03.2010 às 13:48

Sou português, vivi no Brasil 40 agora estou cá porque quase fui morto num assalto. É por causa de pessoas tãp boazinhas e tantos direitos «humanos» que o certo seria dizer direito dos seres humanos que o Brasil está entregue aos bandidos e Portugal caminha para o mesmo lugar.
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De RF a 18.03.2010 às 14:24

digame pff k nao esta a comparar a situaçao do brasil com a sutiaçao d portugal.
kual foi o crime assim tao grade ke ele fez?
como é d conhecimento publico, foi preso aos 18 anos por trafico d droga (nao por homicidio ou roubo) e cumpriu a sua pena, estava agora com 30 anos e nao foi encontrado nada ke desculpe a actuaçao da policia.
se eles fizeram bem entao imaginemos, se ele fosse um raptos e na bagagem fosse uma pessoa, como era? a pessoa ia morrer pk o policia "se enganou"?
o policia é um assassino e tem d ser julgado como tal
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De BMaria a 18.03.2010 às 14:44

RF, vai-me desculpar mas também está aí a fazer uns assassinatozinhos à língua Portuguesa...
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De fcamisao a 18.03.2010 às 15:22

Como acredito que deve ser uma pessoa inteligente, e como deve ter lido que estive 40 anos no Brasil à de convir que posso misturar o português que se escreve aqui com o de lá, mas se preocupe com a notícia e não com a maneira de escrever.
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De maria vai com as outras a 18.03.2010 às 15:01

Desculpe mas nao concordo. Como é que o policia, sabe que o menino nao fez nada? se nao fez nada e é tão boa pessoa, porque andou tanto tempo a fugir e nao parou? Ainda me falta saber porque nao parou.. vocês já sabem?Porque? a policia manda-nos parar e se nao nos apetecer vamos embora, na boa?Nao concordo em absoluto com esta morte.. Penso que a policia deve ter meios de parar um carro em fuga, sem ser á lei da bala. Nao conheco nem a pessoa que morreu , nem o policia.. .... mas a historia está mal contada. E, não vou dizer que é o caso,quando morre um malandro, o policia é sempre culpado. Por isso é que isto está como está. E tem sempre muitos defensores..... alguns táo anjinhos... que metem pena... Se o policia é culpado que seja condenado. Se nao, que seja absolvido. Eu ainda nao sei o que se passou ao certo.....
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De RF a 18.03.2010 às 16:39

todos os dias ha pessoas a fugir às operaçoes stop, isso nao é justificaçao para se matar uma pessoa, se for entao para que os tribunais? acho k temos em portugal casos muito mais graves de veraddeiros criminosos de fato e gravata que roubam como lhe apetece, mas para esses a policia ja nao os tem no sitio nao é? se ha tribunais para quem rouba milhoes tambem tem de haver tribunais para quem foga às operaçoes stop e tribunais para condenar assassinos como o caso do policia
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De Maria da Fonte a 19.03.2010 às 05:07

Quais Tribunais?

E quais penas?

As do Recurso, do Recurso, do Recurso?
Com dezenas de exames médicos extravagantes pelo meio, pagos pelo contribuinte, para que o coitadinho do criminoso, seja declarado Inimputável?

Para os esquecidos recordo o famoso Mata-Polícias, que nos tem custado os olhos da cara.

Mas este, é apenas um exemplo entre muitos.

A impunidade que grassa em Portugal, é a razão destes casos extremos.

Ainda há pouco, um Professor de Música, e uma criança de 12 anos, preferiram morrer a continuarem a ser torturados por energúmenos, que tanto quanto se sabe, continuam por aí, risonhos, felizes e subsidiados, com o dinheiro dos impostos das famílias do Professor e do pequeno Leandro, por cujas mortes são responsáveis.

Quanto ao especto legal, deste caso do Rap. antes de se atirarem ao Polícia, leiam o Tratado de Lisboa.

Que se saiba, está em vigor.

Quando há tempos, eu me insurgi contra os Termos da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, poucos se incomodaram.

Agora, porque um Rap com cadastro, fugiu à polícia, e foi baleado, já é um Deus nos acuda!

Agora é tarde!

Maria da Fonte
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De Anónimo a 19.03.2010 às 13:11

Tratado de Lisboa que é o «foral socretino» dado pela pulhítica e pulhiticos portugueses que se calaram, à Europa.

O Tratado de Lisboa vende Portugal, amarra Portugal e permite formalmente a ingerência dos parlamentares europeus no parlamento português. Sendo este o local onde os eleitores estão representados e são alegadamente representados, bom será de ver as consequências do dito Tratado.

Claro está que os portugueses, que se preocupam em julgar por tudo e por nada, estavam distraídos nessa questão da «Europa versus Portugal».

Educadinha
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De carneiro a 18.03.2010 às 17:50

obrigado. Comentário seguro, claro e esclarecedor.
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De mn a 18.03.2010 às 16:12

Se por acaso esse menino em fuga , atropelasse alguém , que até podia ser seu familiar, o POLICIA já não era um assassino, pois não?
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De P- a 18.03.2010 às 16:43

entao e s fosse o carro da policia a atropelar alguem? as lagartas existem para que? as matriculas existem para que? o policia ate podia nao ter disparado aquela arma, mas em qualquer arma a pontaria é igual, ou seja, fosse que arma fosse ele ia acertar nas costas do rapaz.
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De eu a 18.03.2010 às 19:14

Lagartas!! Não sabe que o uso das chamadas lagartas por parte das forças policiais é proibido... Segundo os nossos politiqueiros atentam contra os direitos dos cidadãos .. lindo não!! Olhe vá você para a polícia e quando fizer uma perseguição meta-se á frente do carro perseguido e pare-o com o seu corpo. Quem foge a uma operação stop tem algo a esconder, e quem foge durante tanto tempo alguma culpa deve ter, além de que após dois disparos do agente para o ar o indivíduo continua a não parar !! A polícia não é obrigada a saber que os elementos perseguidos vão ou não armados. MUITO BEM POLÍCIA DEFENDAM OS CIDADÃOS DE BEM E CUMPRIDORES DOS MALFEITORES INCUMPRIDORES E ARRUACEIROS,e já agora se não for pedir muito, de quem os defende também.
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De fcamisao a 18.03.2010 às 23:16

Muito bem!!!!!!
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De mc a 19.03.2010 às 00:45

Olha passo deste ja informar-vos que o rapaz em questão dois dias antes parou numa operação stop sem problema algum, agora essa q dizem os jornais q fugiu durante 8 km com um carro velho a cair aos pedaços e so pararam dp de disparar humm estranho, alem do mais segundo consta o policia so disparou dp do 2 tiro para o ar e agora eu pergunto: psp diz que ele disparou ao sair da carrinha,para eles sairem e pq o carro ja estava parado, matou sem perguntas, sague do rapaz so do chão da rua pq dentro na viatura nem uma simples gota tinha.
podem me explicar como isso e possivel?
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De RF a 19.03.2010 às 12:54

ent e se fosse o policia a atropelar alguem? e s no tiro k prefurou a bagagem tivesse assertado num possivel refem k poderia estar na bagagem=? o policia assassino foi inresponsavel! para k servem as matriculas? nao o poderiam ir buscar à morada dele? nao podem usar lagartas? ou mandavam um tiro no pneu, agora nas costas do condutor nao
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De Joana a 18.03.2010 às 21:08

Por favor RF aprenda a escrever PORTUGUÊS !!!
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De rita a 18.03.2010 às 21:53

Tem a certeza que não falta uma vírgula que seja na sua intervenção?
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De Anónimo a 19.03.2010 às 13:14

Um vírgula ou um ponto de exclamação ....por causa do pedido....

Educadinha
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De JV a 18.03.2010 às 16:31

Muito bem!
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De eu a 18.03.2010 às 10:40

"Mas na infeliz ocorrência, a vítima não estava a praticar qualquer crime, apenas não parou" A desobediência à autoridade não é um crime? Seja como for, este policia optou pela segurança de todos cidadãos que estavam na rua em detrimento de um fora-da-lei. É de agradecer.
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De Réspublica a 18.03.2010 às 11:06

Por acaso até é crime, crime de desobediência art. 348º do CP.
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De carneiro a 18.03.2010 às 17:48

a desobediência é um crime, sim. Mas não está prevista a pena de morte para esse crime... A questão é essa.
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De Maria da Fonte a 20.03.2010 às 00:56

Foi por isso que eu referi a Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que acompanha o Tratado de Lisboa, e que num ponto: " Direito à Vida", tem segundo os termos da Carta, clausulas de excepção, que contemplam, exactamente isso:

A pena de morte.

Ninguém se incomodou, porque era suposto que a dita pena fosse só para os Contestatários do Regime.

E os insurgentes não contam.

Queimam-se na fogueira, ou são passados a baioneta ou fusilados, consoante as épocas.

O que levantou este Deus nos acuda todo, foi que o baleado foi o Rap com cadastro. Portanto bem ao jeito do sistema.

Maria da Fonte
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De zetuga a 18.03.2010 às 11:05

Sr. Carneiro: o meliante não se limitou a não parar numa operação stop, mas sim a fugir à policia por 8 km.
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De Jorge Silva a 18.03.2010 às 14:31

Quando se deixa fugir alguém sem disparar, quantos valores superiores / vidas humanas, ficam ameaçados?

Quem foge não pode ter boas intenções, ou já fez algo que não devia e quer permanecer impune.

Lamento a morte mas acho que o policia cumpriu o seu dever.

Afinal que meios devia ter usado? Simplesmente deixar fugir?

Já pensaram nisso?
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De PAKITO a 18.03.2010 às 14:57

Sr Carneiro
Eu em parte concordo com quase tudo o que diz,não sei a sua idade,mas a verdade é que este país e outros que conhecemos são governados por pessoas muito inteligentes,muito intelectualizadas com o conhecimento lirico e virtual da realidade, que se formaram em bonitas casas protegidos e colégios tambem protegidos e infelizmente somos regidos por pessoas assim a fazerem leis ,regras, e eu sei lá muitas outras situações sempre muito moralistas e condescendentes,dos criminosos,dos que estão contra as regras,ajudam-se os que não estudam.os que não querem trabalhar,enfim um país tipo Alice....Os senhores intelectuais têm que perceber que no futuro cada vez vais ser pior,eles os mausões estão-se a cagar para os moralismos,regras,obdiencia,ect estão fora da lei,e para isso para os castigarmos temos de ser mais duros para quem fura as regras,penalizaçoes para quem não cumpre as leis.....dar mais protecção aos policias,justiça mais rápida mais dura...acreditem senão for assim,os que querem cumprir vão ser impedidos de o fazerem deixem-se de utopias,perdões para assassinos,condições e outras merdas que querem fazer para quem não está interessado em receber ou cumprir com as regras...e quem não quer cumprir sujeita-se a uma situação destas ...pode morrer ..serve de exemplo para aqueles que não param numa operação de stop...cuidado isto pode acontecer...era assim que todos deviamos falar e então ninguem se espantava que tenha acontecido.
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De lxxmaria a 18.03.2010 às 16:16

Ai Sr Carneiro,
Quando diz:
"Mas na infeliz ocorrência, a vítima não estava a praticar qualquer crime, apenas não parou. Não pode morrer com uma bala por isso."
Acho que queria dizer infeliz ocorrência para o policia porque a vitima praticou o crime de não parar a uma ordem que lhe foi dada. E porquê ? Sabe? Algum motivo deve ter tido e não deve ser nada bom.
Eu tenho três filhos e estava a sair do meu carro para ir para casa quando apareceram 8 negros que me cercaram, puxaram o casaco, a mala, os sacos das compras atiraram-me ao chão deram-me uns pontapés e foram-se embora.
Aí eu pensei ainda bem que se foram embora e não me fizeram pior, ainda bem que os meus filhos hoje não vinham comigo e porque raio não havia aqui policia para verem isto.
A seguir fui à esquadra participar o caso e depois? Nada a fazer!! Já tinham conhecimento que um grupo de negros estavam a fazer asneira atrás de asneira num espaço de 1 Km. Assaltaram, agrediram, partiram automoveis e não houve ninguem que fizesse nada contra, nem sequer sabiam quem eram. É claro que não concordo com o assassinar alguem, mas tambem não concordo que não possamos viver em paz. Talvez quando o ser precisar da policia lhe de algum valor.
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De carneiro a 18.03.2010 às 17:59

A Senhora foi assaltada por 8 negros, por isso o Polícia fez bem em matar pelas costas este "negro". Certo ? O seu argumento é este, não é ?

Se assim for, tem razão. O Polícia fez bem. Já só faltam sete.

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De Ai Jesus a 18.03.2010 às 18:05

Ainda bem que não concorda, as ideias de pessoas como você, estando de acordo às ideia da Fernanda Câncio, valem o que valem, ou seja NADA
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De carneiro a 19.03.2010 às 15:54

Ai Jesus,

Esperei por hoje para lhe responder, depois de passar a avalanche.

A opinião que dei, que eu saiba, foi emitida antes dos blogues estarem referidos no sapo e seguramente antes de eu ter lido o poste de Fernanda Câncio. O qual , aliás, é um texto baseado na figura retórica do escândalo - ao melhor estilo do jornalismo actual, sempre com a mão na anca - e no pressuposto de que a Policia é sempre má.

Aliás, se eu soubesse que Fernanda Câncio tinha editado aquele poste eu nem me tinha metido nisto. Até para evitar confusões com pessoas com as quais nada tenho a ver nem politicamente, nem socialmente, nem filosoficamente.

E se o amigo ou amiga "ai jesus" se der ao trabalho de reler o que Fernanda Cancio escreveu e o que eu escrevi, de certeza que encontrará diferenças significativas e incontornáveis. Se não der pelas diferenças é porque não tem capacidade para isso e então também não se perde nada.

O meu ponto era e é o primado do Valor Absoluto da Vida Humana, que vale para brancos, vale para pretos, vale para cinzentos, vale para amarelos e vale para fetos e nascituros.

De certeza que existirão muitas diferenças entre a minha postura filosófica de princípio e a posição de Fernanda Câncio que neste caso só usou o argumento do primado da Vida Humana para poder atacar a Polícia enquanto instituição. Porque noutras questões em que se discutiu a Vida Humana, a Ilustre Jornalista não assumiu esse encargo argumentativo, antes pelo contrário.

Complementarmente, se o mais que consegue dizer sobre uma situação tão grave quanto a que se discutia é aquilo que disse, mais valia ter-se poupado.

Não adiantou nada à discussão do assunto e, conforme, lhe expliquei agora, nem percebeu o que leu. Pelo menos o que eu escrevi.

Bom fim de semana.
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De Zé Postas de Pescada a 18.03.2010 às 19:36

E depois? Será que você ainda não percebeu? Em que mundo vive? Para si a única vida que vale é a sua e a dos seus. Quando o policia vê a arma na mão do outro está morto e depois fugir à policia é crime.
Este tipo de discurso é do facilitismo que nos leva à morte e aos nossos às mãos daqueles que se estão nas tintas para os seus dilemas morais e acham que podem ter tudo à força. Você pelos vistos não sabe o que é ser vitima. Deixe lá, se isso o consola o rapper teve uma morte santa. Todos os rappers sonham morrer ás mãos dos policias, é bom para o negócio, faz vender discos. Só fogem quem tem algo a esconder.
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De Anónimo a 18.03.2010 às 23:47

Falar no conforto de um sofá, sobre acontecimentos de uma realidade que pura e simplesmente não conhecemos, julgando factos, decisões, pessoas...
Portugal não se defende com hipocrisia, defende-se com o sangue suor e lágrimas de poucos...
Só erra quem decide, quem faz, quem combate, quem vive o momento.
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De Lola a 18.03.2010 às 23:57

Vejo que por aqui, andam pessoas muito esclarecidas sociologicamente, psicologicamente, etc. Quem de todas estas pessoas me pode responder quanto ao número de policias em serviço ou não que foram abatidos,e quantos civis foram mortos por policias?
Gostava que esses números fossem divulgados.
Quando tanta gente apregoa os direitos humanos, e outros tantos direitos, porque não se questionam, porque existe cada vez mais violencia?
Já sei! Lá vem a resposta dos bairros sociais....
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De Autoridade a 19.03.2010 às 01:45

Tudo o que se pode fazer é lamentar a perda de uma vida, com filhos ou sem filhos. O que se constata é que o agente estava no exercício das suas funções e de forma não intencional atingiu uma pessoa que desrespeitou, sabe-se lá porquê, uma ordem. O que não é admissível é que de imediato o agente tenha sido constituido arguido, as vozes contra o exercício da autoridade não se tenham feito tardar, presumindo-se que a vítima se não obedeceu, paciência, era um cantor "com a vida estabilizada..." e passa a ser o malfeitor o agente da polícia. A sociedade portuguesa prima por estas incongruências mas, acima de tudo, deixou-se arrastar para um ambiente de anarquia, falta de respeito e ordem onde estas confusões entre quem faz bem e quem faz mal acaba por reverter perigosamente a favor de quem faz o mal. É necessário repor o respeito, a autoridade (não o autoritarismo), a ordem e, se calhar voltar a contar histórias com uma lição da moral no fim, em que se aprende que há regras para que todos possamos viver livremente em sociedade. Mas essas regras definem responsabilidades elevadas para cada um individualmente e respeito pelas regras e pelo Outro.
Nós estamos agora na fase de tudo o que se faça com ordem e autoridade traumatiza crianças e adultos. Só não temos autorização para ficarmos todos traumatizados com o que esses alguns, que se julgam senhores dos seus e dos direitos de todos, atentam contra a sociedade e o civismo.
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De João das Regras a 18.03.2010 às 00:26

Já que falamos do Sócrates, aqui deixo para todos os interessados o site com o famoso livro Dossier Sócrates, que não conseguiu ser editado em Portugal tendo sido por isso editado nos USA. Está em formato PDF , leiam e passem esta informação máximo possível.

http:/ www.lulu.com content /content_download_redirect.php?metaId=3517076
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De Anónimo a 18.03.2010 às 11:39

Acerte mas é lá o link, que assim não dá nada! Nem acrescentado a barra que falta...
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De carneiro a 18.03.2010 às 08:41

Velho da Floresta,

Agora de manhã não vou ter tempo. Mas responder-lhe-ei logo que possa.

Bom dia.
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De jonasnuts a 18.03.2010 às 10:18

Este post está em destaque na Homepage do SAPO.
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De Maria a 18.03.2010 às 10:30

Inteiramente de acordo com o autor do texto base.
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De Anónimo a 18.03.2010 às 10:39

é o estado a que o porco do corrupto (há quem lhe chame trocaste) deixou isto chegar.
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De Ricardo Oliveira a 18.03.2010 às 10:40


Não podia estar mais de acordo com as frases transcritas.
Percdoe-me a intransigência, mas o meu modo de pensar neste assunto é em tudo igual ao seu.
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De Anónimo a 18.03.2010 às 10:50

Velho da Floresta,

Percebi que o Senhor não concorda comigo, mas confesso que não percebo exactamente onde.
Apenas na parte em que afirma "se não o quer crucificar (...), resta saber o que quer que lhe aconteça," .
Mas eu não quero nem deixo de querer que aconteça alguma coisa ao jovem polícia. Desculpe, mas é um repto a que não posso corresponder.

No meu comentário afirmei o Primado da Vida Humana, como o Valor essencial da Comunidade. E não há Vidas Humanas de primeira nem de segunda.
No resto do meu comentário faço a enumeração dos problemas legais que se levantam: as regras policiais na utilização das armas, o conceito de legítima defesa (repare que até sustento que em relação à nossa Polícia o conceito deva ser alterado para melhor protecção dos nossos Agentes).
E salientei - com base nas notícias publicadas - que nem antes nem durante a perseguição existiu qualquer comportamento da vítima de ameaça contra o Agente policial. Apenas a mera fuga.
E agora sou eu que lhe lanço o repto: e quem foge, só por fugir, merece ser abatido pelas costas ? Essa resposta, como compreenderá, envolve a definição de sistema politico em que se pretende viver. Se em liberdade, se num Estado Policial. Repare que eu não digo que a fuga não deva ser punida. A tiro é que não pode ser. O poder que uma sociedade livre confere aos seus polícias nunca pode abranger o poder de disparar pelas costas sobre quem não pára. Isso era o que o Copcon chegou a fazer em 1975.

Do ponto de vista da decência humana lastimei todas as partes envolvidas, em especial a criança que ficou sem pai. Poderia ser um Pai com defeitos, mas era "o" pai. E criança alguma merece crescer sem o seu pai.

E lamentei a situação do jovem agente policial - que defini como vítima da precipitação dos políticos em colocar no terrenos agentes sem a preparação devida.

Na minha vida já por 3 vezes enxuguei as lágrimas do remorso de alguém que matou outra pessoa sem querer - e um deles, por acaso, era polícia.

E olhe que é arrepiante assistir ao desespero e ao sofrimento de alguém que mata sem querer. As pessoas quase sufocam na sua culpa. Se pudessem voltar atrás...

Agora que o jovem polícia fez asneira da grossa, parece que só o meu ilustre interlocutor é que discorda.

O Homicídio por negligência está sujeito a uma pena muito reduzida - é a minha opinião desde sempre, pois que é inferior a muitas outras que se aplicam a crimes contra a propriedade. E uma vez mais, a Vida Humana vale mais que a propriedade.
E como a Vida humana é o Bem mais Precioso, quem mata, mesmo que apenas por ter pouco cuidado, deve ser sancionado com mais rigor.
Por ex. um atropelamento mortal de peão em passadeira regra geral envolve condenação em 9 meses de prisão, em pena suspensa. É certo que o condutor matou sem querer. Mas matou porque não teve cuidador, baixou o grau da sua atenção e alheou-se das consequências que essa baixa de atenção poderiam ocasionar. E o peão que é morto na passadeira pode seu um Filho seu ou meu....que esperou pelo verde para atravessar e depois veio de lá um tipo menos atento que o mata e nem sequer cumpre pena de prisão.
Mas voltando ao nosso caso: até aqui a comunicação social tem relatado que a morte foi enquadrada em homicídio por negligência.
Mas vou confidenciar-lhe uma coisa: existe um país que eu não vou dizer qual é onde os casos de desobediência ao sinal de paragem policial não envolvem qualquer dever de actuação do polícia em termos de encetar a perseguição. É muito parecido com o nosso sistema. Só que nesse país que eu não digo qual é, alguns polícias inventaram uma forma de identificar mais tarde os carros fugitivos: disparam dois ou três tiros para furar a mala e marcar o carro para futuro.
Se uma dessas balas perfura a bagageira e atinge as costas do condutor, matando-o, o homicídio deixa de ser negligente e passa a ser com intenção ou dolo, na forma eventual.
Acredite que o meu anterior comentário foi pleno de compaixão para com o desgraçado do jovem Polícia.
E o argumento de que "não é normal não ter parado" não colhe. Claro que é "anormal". Por isso é que existe a Polícia. Se tudo fosse normal, dispensávamos a polícia, os tribunais e os códigos de conduta. A questão é se alguém merece morrer por uma falta dessas.
cumprimentos
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De TELES a 18.03.2010 às 11:02

Segundo os diversos comentários a melhor solução seria nunca fazer operações stop, a policia devia acabar e a democracia chegava para vivermos. Deixava fugir o menino e depois aplicava-se a lei. Aplicava a lei a quem se ninguem foi apanhado? Por isso, é que muitos preferem andar no mundo do crime porque compensa, nunca são apanhados. Este já não volta a fugir à policia. E os outros que aprendam!
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De Ana Cristina Abrantes a 18.03.2010 às 11:05

Exmo. Sr
estou absolutamente de acordo consigo!!! Temos todos a obrigação de respeitar a Policia e quem está a trabalhar. Deixo mais um vez a pergunta no ar...Porque será que o individuo não parou, quando interceptado pela policia? ou se distraído, quando se apercebeu que era perseguido pela policia? Talvez porque se achava acima da lei ou simplesmente ChICO ESPERTO! COITADO DO PLOICI QUE VAI TE QUE VIVER COM ESTE PESO NO CORAÇÃO!
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De Robocop a 18.03.2010 às 14:05

Cá para mim, o gajo teve uma caganeira repentina e precisou de ir rapidamente à sua casa de banho... pois não queria ser multado por faze-lo diante da polícia. E esta heim ?
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De Rui a 18.03.2010 às 19:24

E se a bala do Sr. Policia falhasse o alvo e lhe acertasse a si ? Sim porque pelo relatório não disparou só uma ...
Também achava bem porque coitado estava a trabalhar ...

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