Terça-feira, 2 de Março de 2010
Rangel e uma espécie de Sócrates


Decepcionante o debate, hoje às 22, na Sic Notícias, entre dois candidatos à liderança do PSD, entre Paulo Rangel e uma espécie de Sócrates.
Rangel reclamou a ruptura; a espécie de Sócrates, apesar de querer «Mudar», defendeu a distensão.
Rangel defendeu reformas profundas na Educação; a espécie de Sócrates disse que se fez muito.
Rangel falou de claustrofobia; a espécie de Sócrates disse que falar disso prejudicou o governo nos mercados.
Rangel apoiou Jardim e a Madeira, a espécie de Sócrates continuou a defender (agora até já mesmo sem o apoio socialista) que dinheiro para a Madeira é um mau sinal para a austeridade necessária.
Mas Rangel esqueceu-se que as espécies de Sócrates, embora possam ter a alma vazia, têm um discurso cheio e fluente; Rangel esqueceu-se de dar as linhas mestras do que pensa, além de esmiuçar pormenores avulsos; Rangel esqueceu-se de que o brilho cosmético pode ser mais visível que o brilho intelectual; Rangel esqueceu-se de que o especial tipo de mansidão cultivado pelas espécies de Sócrates apenas pretende desprevenir o adversário para os golpes baixos que vão semeando.
Rangel precisa, de facto, de preparar-se muito melhor.
Concordo em pleno!
Boa apreciação.
De Fortuna a 3 de Março de 2010 às 01:00
Pois, meu caro. O problema é que Rangel mal pensa...
Caro José,
Desculpe, mas discordo de si.
O debate correu bem, foi elevado, com pequenas picardias de parte a parte que não o deslustram, Paulo Rangel e Passos Coelho mostraram-se concordantes em muito do essencial (economia, gravidade da situação a que o PS conduziu o país nestes 15 anos, etc.).
Agora, para além de comparar Passos a Sócrates (desculpe lá mas a simples comparação é ofensiva para qualquer pessoa normal) o que me parece é que o meu caro está a 'torcer' tudo o que Passos disse de modo a encaixar na ideia que dele previamente tem. A isso chama-se preconceito.
De Por aí não se vai lá a 3 de Março de 2010 às 10:21
Não é com ofensas que se vai lá...
Isto digo eu, independente (partidariamente falando).
Se as directas elegerem uma espécie de Sócrates, mais valerá então o original.
De Carlos Garcez Osório a 3 de Março de 2010 às 11:23
Tenha juízo.
A versão que dá do debate é perfeitamente coerente com perspectiva que o seu candidato tem sobre ética, rigor e realidade.
O que vale é que as eleições não são em Saturno, mas no PSD e os seus militantes têm, felizmente, uma ideia bem mais equilibrada do que é, efectivamente, verdade.
Rangel pelos vistos precisa é de arranjar apoiantes melhores. ;-)
Como é possível a alguém minimamente inteligente e com dois dedos de testa dizer que Passos Coelho, em cuja cabeça não se vislumba o resquício de uma ideia, venceu o debate com Paulo Rangel?
Como é possível achar que o vazio ganhou a uma visão segura e consistente dos problemas do País?
A cegueira mental, não haja dúvidas, é bem pior que a cegueira física.
De Zé Rénaldo a 3 de Março de 2010 às 16:25
Qual ideias qual quê A. Pinto Pais, o que conta é a imagem de Marketing.
O PPC consegue-me alterar com aqueles tiques de cagança
Este post é absolutamente desprezível. Não há desespero de causa que justifique a ofensa pessoal.
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