A 5 de Outubro do ano passado, Francisco Louçã afirmou preto no branco, num comício político, que Paulo Teixeira Pinto “conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal”.
Teixeira Pinto, no legítimo gozo dos seus direitos de cidadania, pede agora satisfações a Louçã, desafiando este a provar em tribunal a grave acusação que então lhe fez.
Porém, em vez de se querer defender, como um cavalheiro o faria, Louçã prefere esconder-se atrás da imunidade parlamentar e implorar que não o obriguem a responder em tribunal.
Diz mesmo, pasme-se, que o processo judicial que lhe é movido por Teixeira Pinto constitui "uma ameaça sem significado e inaceitável, que pretende limitar a liberdade de expressão".
Acontece que a liberdade de expressão acaba onde a calúnia e a difamação começam. Por isso, bem ficaria ao antigo líder desse patusco grupo trotskista, que foi o PSR (como a fotografia acima recorda), deixar que os tribunais esclareçam se Teixeira Pinto foi ou não ofendido quando dele disse que “conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal”. Porque é esta a expressão que, julgo, está verdadeiramente em causa.
O resto é conversa mole de quem tem medo de assumir os seus actos e palavras.
Mas o que não deixa também de ser muito revelador, de má fé ou pelo menos de incompetência, é que a generalidade da comunicação social, secundando aliás a notícia da Lusa, omita agora a supra referida expressão de Louçã sobre Teixeira Pinto (“conduziu”), preferindo noticiar que o primeiro teria apenas dito sobre o segundo que este está “associado ao período do colapso da liderança do BCP.”
E todos sabemos que é muito diferente dizer-se que alguém conduziu um escândalo de criminalidade ou que apenas está associado ao colapso de uma administração.
Enfim, a esquerda no seu melhor...
De 2rista a 3 de Janeiro de 2010 às 12:22
Bem... no estado a que a justiça portuguesa chegou, nada me admiraria que em tribunal o caso desse nada. Isto ao fim de uns bons anos, claro.
Se ficar por aqui, até se poupam uns cobres ao contribuinte e o resultado é o mesmo.
Realmente a justiça é um dos grandes pilares do " pântano ", mas, só por si a alegação do BE já dá para que a opinião pública faça a sua análise; ou deveria dar...
De Anónimo a 3 de Janeiro de 2010 às 16:54
Boa tarde, D. Cristina. Bom Ano Novo para si!
(Ah, é verdade, e para o sr. Paulo Sérgio...)
:) Boa noite - só agora pude cá voltar - Caro Anónimo.
Obrigada, e que seja Bom para si também ( gostei de o ver )
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 09:30
Gostei de saber que mantém o seu imbatível bom-humor (ou só humor), como quiser, cara D. Cristina.
De Ega a 3 de Janeiro de 2010 às 18:35
Como está, caro Rui Crull:
Sempre os bons temas, estes que traz consigo.
O velho Louçã. Quaisquer 150 anos de comunismo conservado naquela expressão meio seminarista de lama de Shanghri-la.
E com a coragem que se lhe conhece: o PTP de criminoso para baixo, e se há um Tribunal para conhecer da calúnia, a «reacção» está bem viva, «eles» (nós...) atentamos contra a liberdade, a democacia e outras realidades que aquele dizeres enegrecem.
Resta-nos continuar a fazer algo, em nome de um ideal.Se calhar, pura perda de tempo. Mais nos valia ir para a porta das fábricas pregar o aumento dos ordenados e para a AR e jornais chamar criminosos aos adversários politicos (que para Louça são todos os que não se rotulem de proletários - ainda!).
Um abraço
J. da Ega
Muito obrigado pelas suas palavras, caro Ega.
Voltámos ao combate, todos nós, como vê.
Quanto a valer a pena, não parece que a nossa Alma seja pequena...
Um abraço do
Rui Tabosa
Muito bem vindo de volta à blogosfera Sr. Crull Tabosa.
Quanto à questão de fundo é interessante.
Todos sabem que o Dr. Teixeira Pinto não é das minhas pessoas favoritas, não se deixa o BCP para cair nas mãos da malta do avental sem dar luta...
Mas, seja como for, espero que ele pegue no Dr. Anacleto Louçã e o faça sentar no banco dos réus das Varas Criminais de Lisboa.
Não tenho dúvida que o Dr. Anacleto seria condenado, até porque a difamação foi pública e repetida.
Há já agora espero que o Jugular não consiga controlar este blog como faz no 31... agora até lhe pedem desculpa.
De LAM a 3 de Janeiro de 2010 às 19:27
Que a acção da "causa Real" foi patusca é evidente, só maus humores não acharam graça.
Que, pelo cargo que ocupava no BCP, Teixeira Pinto conduzia os negócios da instituição não pode haver duvidas. É esse o papel de um administrador, para o bem e para o mal.
Afinal qual a parte das afirmações de Louçã de que alguém, ainda hoje, necessite de esclarecimento?
De Ega a 3 de Janeiro de 2010 às 20:08
O que está em causa é o Louça ter acusado o PTP de «criminoso». E depois esconder-se atrás da imunidade parlamentar para não suportar as consequencias que o Tribunal atribuiria a qualquer normal cidadão.
Mas o "Velho da Floresta", infra, tem esta mesma explicação, de forma muito mais detalhada.
Recomendo a sua leitura.
De Velho da floresta a 3 de Janeiro de 2010 às 19:36
Lamento contradizê-lo caro Réspublica , mas a sua afirmação "cair nas mãos da malta do avental", não corresponde à verdade, posso garantir-lhe que isso não aconteceu e não acontecerá.
Não se esqueça então de dizer isso ao A. Vara...
Bem vindo também, caro Respública.
Apesar de não concordarmos em tudo, parece-me que estamos juntos no essencial, que é Portugal!
Abraço do
Rui Tabosa
Obrigado amigo Crull, mas parece-me que na essência no que descurdamos é sobre a direcção do Dr. Teixeira Pinto sobre a Causa Monárquica, quanto ao resto já não me parece haver muita discordância, provavelmente S. Francisco de Xavier, por intervensão de Deus, fez-me ver o mérito da Monarquia e a legitimdiade das reivindicações de Sua Alteza Real, o Duque de Bragança, D. Duarte II.
De Ega a 4 de Janeiro de 2010 às 11:21
Meu caro amigo Rés:
Receba um grande e comovido abraço do
J. da Ega
De Marquesa de carabás a 4 de Janeiro de 2010 às 11:50
Muito bom dia senhor Réspublica,
Deixe-me ajeitar o meu lorgnon, para ver se eu li bem.(neste blog tenho que usar o meu lorgnon, senão o Senhor Távora zanga-se)
Foram de facto muitos meses de "folhetim", mas parece que deram os seus frutos...e a Maria da fonte que ainda não cHegou para ver isto...
Acaba de ser "beneficiado" com a primeira dúzia de empadinhas do Corta Fitas.Totalmente merecidas!
Cumprimentos,
Marquesa de Carabás
De Velho da floresta a 3 de Janeiro de 2010 às 19:51
Não somente o fez no comício, como repetiu essa afirmação para a equipa de reportagem da SIC, pois eu recordo-me muito bem de as ter ouvido num dos noticiários dessa rede.
Qualquer cidadão que sinta o seu bom nome ser posto em causa, tem o direito de recorrer aos tribunais para reclamar justiça. É o caso do Doutor Paulo Teixeira Pinto, que sentindo-se ofendido (eu também sentiria o mesmo) decidiu recorrer à justiça. Porém se o autor da injuria insistir na imunidade parlamentar, de nada vale ao ofendido o recurso aos tribunais, pois estes nada poderão fazer, ficando um direito constitucional elementar de qualquer português, o direito à justiça vazio de significado e conteúdo.
Porque é que as pessoas enquanto detentoras de determinado estatuto oficial continuam a ser inimputáveis, independentemente da gravidade dos seus actos é algo que fere o sentido de Justiça.
Caro Velho da Floresta,
Também a si envio um abraço.
Continuaremos ambos pessimistas e apesar disso obrigados a defender um Ideal que se chama Portugal.
Volte sempre que é muito bem vindo!
Rui Tabosa
De Marquesa de Carabás a 3 de Janeiro de 2010 às 20:37
Senhor Crull Tabosa,
E agora com o meu lorgnon, devidamente colocado (pelo desculpas Senhor João Távora, mas eu mantenho-me fiel...ao meu lorgnon), as minhas boas vindas à blogosfera neste espaço, bem como aos grandes comentadores do 31: Senhor Ega, Senhor Réspublica, Senhor Velho.
Cumprimentos,
Marquesa da Carabás
Senhora Marquesa,
Quantas saudades...
O Natal, passou bem?
Espero que não tenha abusado das iguarias que certamente a tentaram nesta quadra festiva...
Respeitosamente a cumprimento,
Rui Tabosa
Lembram-se da gritaria de Louçã durante o caso do conselheiro imunizado, Dias Loureiro? Sempre ficamos aqui à espera da atitude que o fuehrer do BE vai tomar. Realmente, é melhor ir preparando uma almofadinha para o banco de madeira do tribunal, ou então, que arranje um "acordo fora da barra" e pague uma indemnização pecuniária ao lesado nos eu bom nome.
Vai ser igual à atitude que têm em relação às Câmaras Municipais não BE , em Coimbra à 4 anos andaram a com panfletos a injuriar o Presidente da Câmara, em que o acusavam de participação no negócio dos correios, por causa da decisão camarária aprovada por unanimidade (entretanto este nem sequer foi acusado).
Exigem a demissão de todos os autarcas arguidos...
Em Salvaterra, entretanto, o BE realça os valores da sua autarca, afastada do PCP todos sabem bem porquê, como é obvio os processo em que essa autarca é arguida (ressalve-se sempre a presunção de inocência) são invenção daquele ente controlado pela Direita (PS incluído ), o MP.
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 23:13
« fuehrer do BE »...ahahahahah
Fantástica expressão...sem dúvida «haute couture» do expressionismo crítico.
Venham destas, muitas mais.
As palavras são tal e qual os tecidos...o que se pode fazer com elas...Mas o brilhante Louçã ficou-se pelo remendo da serapilheira....Coisas de malados ...
O banco de pau corrido está à espera...sim que a palavra depois de desferida é como a flecha, não volta atrás.
Educadinha
De PDuarte a 4 de Janeiro de 2010 às 10:23
Fico feliz por revelo, homem.
Venha daí um abraço.
Caro Pedro Duarte,
Sabe como é, não podemos fugir ao combate!
Um abraço também para si do
Rui Tabosa
De Anónimo a 4 de Janeiro de 2010 às 13:49
Bem ...se me permitem...também virei por aqui.
Sr. Crull Tabosa continue a escrever e a denunciar, vejamos agora no que vai dar a afirmação do Sr. Louçã. A prescrição neste país ganhou raízes, um pouco como a ivy...uns dizem que é do excesso de trabalho das magistraturas ( que nalguns casos, não duvido, de todo), outros falam da perda de interesse da sociedade em perseguir o crime...coisa estranha esta última.
A imunidade parlamentar, essa é outra que permite a distinção ou discriminação quanto aos bancos corridos dos arguidos e/ou réus...consoante a perspectiva...no caso da esquerdalha louçanista assim seria se não fosse um deles o acusado...
Folhetins de defesa de bom nome e boa imagem se aproximam...só espero que a tão noticiada inteligência louçanista contribua para uma rápida convicção do juíz...afinal, sendo mais inteligente «que todos», o Sr. Louçâ só poderia saber «mais que todos» o que queria expressar com tão doutas afirmações.
Cumprimentos,
Educadinha
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