Nos últimos dias começou a despontar um discurso alarmado para além do de Medina Carreira: na sequência da situação de pré falência verificada na Grécia, das medidas drásticas tomadas na Irlanda, a comunicação social doméstica dá progressivamente mais destaque à incontornável realidade económica portuguesa: um deficit que caminha para os 10%, um Estado sem margem de manobra “pelo lado da receita” e os custos com a dívida que remontam já a dois milhões de euros a cada hora que passa.
Ontem no programa Roda Livre na TVI 24 Rui Ramos antecipou timidamente uma questão primordial para a discussão política que se impõe: não se vislumbra uma solução governativa dentro do actual sistema partidário, nem com os actuais protagonistas, cujo discurso encontra-se demasiado distante da realidade, das medidas disruptivas que se adivinham inevitáveis. Se é de todo improvável um “perdão da dívida” a uma democracia europeia, suspeito que a resolução do imbróglio português só poderá sair duma solução de “salvação nacional” amplamente consensual e de forte liderança. Enfim, é sobre os paradigmas da nossa sobrevivência como país que urge centrar a discussão política nacional: a terceira republica está moribunda e é urgente redescobrir a verdadeira alma portuguesa para fundar um novo ciclo.
De
M.Coelho a 11 de Dezembro de 2009 às 13:00
Uma República nunca está moribunda. Nem esta SEGUNDA República !
De O Falso Rei das Pampas a 11 de Dezembro de 2009 às 14:08
O que ainda nos vale é que a dinastia de bragança já morreu há quase um século.
De Não há crise a 11 de Dezembro de 2009 às 14:32
Mas agora, com a aprovação em conselho de ministros do diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, todos esses problemas se resolvem.
Num mundo inviável, porque é que Portugal há-de ser uma excepção?
De tric a 11 de Dezembro de 2009 às 15:22
"Enfim, é sobre os paradigmas da nossa sobrevivência como país que urge centrar a discussão política nacional: a terceira republica está moribunda, é urgente redescobrir a verdadeira alma portuguesa para fundar um novo ciclo. "
mas primeiro alguem tem que tomar conta do barco! é necessario um Governo de Salvação Nacional de iniciativa Presidencial, o mais rapido possivel... ha que queimar etapas, pois quanto mais tempo se adiar, mais grave será
Sim! Depressa! Todos pegar nas pás e para Santa Comba Dão, rapidamente e em força!
Ó Luís, o homem nem levou as botas para a cova, deixe-se de fantasmas. Não se canse e fique por cá, e vá ao cinema, leia um bom livro. :-)
Tem toda a razão, afinal a sugestão era alguém tomar conta do barco. Há que arranjar é um grande timoneiro :)
De Isto vai bem, vai a 11 de Dezembro de 2009 às 17:03
E agora preparam-se para avançar com a regionalização, mais um pedregulho para levar o barco ao fundo, com toda a gente a querer aumento da despesa...
De Zé da Póvoa a 11 de Dezembro de 2009 às 19:14
Os melhores exemplos vêm de cima. Para acompanhar a cimeira Ibero-Americana, realizada a 10 kms do Palácio de Belém, Cavaco alugou 22 quartos para si e para a sua troupe ".
Na discussão do Rectificativo, toda a oposição zurziu no governo por causa dos gastos. Ao mesmo tempo fez passar mais uma transferência de 79 milhões para o regabofe da Madeira.
É um fartar vilanagem!!!
De
Luis Melo a 11 de Dezembro de 2009 às 21:13
O país ainda vai a tempo de recuperar. Mas para isso precisava de ter um governo em condições, que tratasse de tomar medidas para inverter o sentido das coisas.
Mas em vez disso, o actual governo anda a brincar aos casamentos homosexuais, aos TGVs, aos Aeroportos, às Auto-Estradas, etc...
Este sistema político é o melhor que há, tem é de se ter nos partidos gente de mérito e com sentido de missão. Não é com esta gente do cacique, sem profissão que por aí anda.
De JMG a 11 de Dezembro de 2009 às 23:01
A verdadeira alma portuguesa tem votado, e o que está é o que o eleitorado quis e quer que esteja. Medina Carreira anda há dez anos a bradar que assim não pode ser, e agora começa a ter companhia, cada vez mais numerosa. E, em resumo, diz: se os políticos dissessem a verdade ao Povo, o Povo dava-lhes apoio para as medidas necessárias. Mas os políticos mentem, esses malditos. Medina engana-se em dois pontos: Há a verdade dele, que eu subscrevo; e há a do Partido do Estado, que é maioritária; e um político que dissesse o que ele diz não chegava a deputado. O novo ciclo virá, é claro. Mas ninguém sabe como.
De saudades das boas sextas-feiras a 12 de Dezembro de 2009 às 00:15
E agora a despropósito: então já não há miúda à sexta-feira?
Isto está bonito, está.
A tradição já não é o que era e o «Corta» também não...
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