Já escrevi imensa parvoíce. É um facto. No entanto, em todo o conjunto de parvoíces que me atrevi a escrever, nunca houve nada que me fizesse arrepender por vergonha. Excepto uma. Em alturas de eleições, quando «participei» – com aspas, que bem se sabe que não sou propriamente um fiel – na campanha do Partido Social Democrata, acabei a escrever um texto sobre António Preto, quando a sua inclusão nas listas se tornou – ó país! – no principal assunto da campanha. E escrevi um texto, este texto, em que defendi uma tese absurda que, confesso, apenas me ocorreu no quente do debate, o fraco debate, político-partidário. É um texto desonesto, é. Foi basicamente um pedacinho de lixo que quem se envolve demais acaba por criar. Se calhar se eu não escrevesse este post, ninguém se lembraria mais dele e poderia continuar fingindo que não o escrevi. Pessoalmente, não me sentiria bem. De vez em quando lembro-me dele com um pequeno esgar de nojo e é sempre melhor quando se clarifica tudo. Não, aquela não seria a minha opinião para qualquer outro caso, do mesmo modo que não era a minha opinião sobre aquele caso em específico. Continuo a achar que os arguidos não deviam ser proibidos de se candidatar? Continuo. Continuo a achar que o tratamento dado à inclusão de António Preto das listas foi desproporcionado? Continuo. Acho que António Preto não devia estar na Assembleia da República e que a imagem, só imagem, de seriedade e honestidade em que assentou a campanha levou ali a estocada final? Acho. As minhas desculpas.
Todos pela Liberdade | 11 Fev | 13h30 | Frente à A.R.

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