Muitos analistas criticaram a escolha do novo presidente da União Europeia e da nova alta representante. Observadores que geralmente contestam a falta de transparência nas coisas europeias agora lamentam a opção por duas figuras menores.
A muitos destes comentários escapa a contradição: as escolhas demonstram que a UE será ainda mais intergovernamental. Devidamente traduzido, isto significa que serão as potências a mandar na UE, nomeadamente as seis maiores. Não há diluição de poder, pelo contrário, os grandes países lideram o processo, que agora pode acelerar.
O presidente e o alto representante não são eleitos pela população, por isso não podiam ter grandes poderes, o mesmo raciocínio que se aplica ao presidente da comissão.
Os líderes que reúnem no conselho europeu são eleitos, por isso o mínimo denominador comum ou o método comunitário ou o que quiserem chamar-lhe foi a escolha acertada, a mais democrática e a mais transparente. Não faria qualquer sentido que os chefes de governo obedecessem a uma figura não eleita.
Por isso, se o presidente e o alto representante são figuras menores, tanto melhor. Enquanto não forem eleitas, terá de ser assim...
Todos pela Liberdade | 11 Fev | 13h30 | Frente à A.R.

Muito nossos
Blogue do Centenário da República
Outros blogs
Blogue da Real Associação de Lisboa
This is not simply a metaphore
Links úteis