Pedro Passos Coelho apresentou-se há um ano como «liberal». Os outros que vão à frente, não vá haver minas, apresentam-no como liberal. Eu até acreditei que Passos Coelho fosse liberal. Defendia a privatização da CGD e tal. Mas Pedro Passos Coelho deu uma entrevista. E as entrevistas são tramadas. Nos primeiros cinco minutos, conseguiu dizer que era a favor de um Estado Social forte, redistributivo e que achava que era preciso o país criar riqueza e que o governo tinha de proporcionar isso. Enfim, as acostumadas ideias dos acostumados incumbentes. Enquanto a caravana passa, continuarei a ler Tocqueville.
De Desconhecido a 29 de Outubro de 2009 às 17:36
"Enquanto a caravana passa, continuarei a ler Tocqueville."
Na mouche!
Porquê é que o liberalismo é incompatível com o Estado Social?
Com um Estado Social imposto, é.
Antes demais na minha opinião não é imposto mas escolhido (o que é bem diferente).
Mas parece-me que qualquer estado nesse sentido é imposto, ou não?
Nesse caso não é o liberalismo que é incompatível com o Estado mas sim o anarquismo...
Estarei confuso, talvez. Desculpa-me, João, não prolongar a discussão na caixa. Prometo-te que quando estiver tudo alinhavado e organizado, te mando :)
Obrigado! e obrigado pela tua paciência para me aturares... :)
Concordo. Após a entrevista, fiquei com a impressão de que Passos Coelho concorre no terreno político e ideológico de José Sócrates.
Abraço
Não pus isso no post, mas fiquei precisamente com a mesma ideia. Paradoxal, se tivermos em atenção que ele começa a entrevista por dizer que temos tido rotatividade e não alternativa...
Abraço
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