De Peter a 21 de Outubro de 2009 às 01:51
Marketing ainda vá que não vá agora ignorância não me parece que seja, mas uma coisa é certa cada qual deve expressar aquilo que sente, e a biblia/igreja católica/religiões não estão isentas de ser criticadas ou contestadas assim como o autor, no entanto mais uma vez o psd através de um deputado do parlamento europeu mostrou as suas tendências para a asfixia democrática já não lhes tinha chegado o evangelho e o sketch do herman sobre a ultima ceia que encerrou o humor de perdição. O autor com estas afirmações não só está a publicitar e bem a sua obra na minha opinião como por outro lado até está a promover a leitura da biblia, porque esta polémica quer se queira quer não aguça a curiosidade das pessoas para a leitura da mesma, vai haver uma necessidade de confirmar ou desacreditar aquilo que o Saramago diz,portanto até lhe deviam agradecer.Mas amanhã a conversa com ele na rtp será concerteza deliciosa. Estou ansioso por ouvi-lo.
p.s. O velhote é terrível lol.
De Manuel Loureiro a 21 de Outubro de 2009 às 08:14
O Saramago não ofendeu ninguém, limitou-se a dar a sua opinião sobre um livro chamado Bíblia. Será que quando se dá uma opinião negativa s/ um livro, um filme, um quadro, se está a ofender o autor dos mesmos? Penso que não! Agora, quando se chama senil, pateta, ignorante a alguém, ou até se o convida a mudar de nacionalidade, isso sim, é ofensivo.
Essa do «senil e pateta» não é para mim: jamais recorro a linguagem desse género. Saramago, como é óbvio, tem todo o direito de criticar quem quiser. E sujeita-se, obviamente também, a ser criticado. Nas sociedades abertas é assim. Nas sociedades marxistas-leninistas que ele em tempos defendeu - não sei se ainda defende - isso não poderia acontecer.
De Haja Decência a 21 de Outubro de 2009 às 12:32
Pedro Correia:
Quem leu a obra de Saramago, nota que se há um "livro" que ele leu com especial atenção foi A Bíblia. Aliás, eu julgo que as palavras que ele proferiu se dirigiam especialmente ao Antigo Testamento. E esse foi um ponto que ele deveria ter explicitado melhor nas suas declarações.
De qualquer forma, Saramago é ateu e, como tal não pode ter da Bíblia a concepção de um livro inspirado por Deus. Isso é óbvio e faz toda a diferença nesta polémica.
Numa coisa ele mostra coerência. Ao contrário do que aconteceu no "Drama de João Barrois" o caminhar inelutável para o fim da vida - até ver - parece não lhe afectar as convicções.
Concordo consigo. Saramago insurge-se sobretudo com o Antigo Testamento e o seu Deus castigador, embora isso não tenha ficado explícito até agora nas declarações que deu. Daí que algumas das críticas mais severas que já recebeu terem partido da comunidade judaica. Ele próprio já disse ter a certeza de ter desagradado "aos judeus", adiantando que isso não lhe faz qualquer diferença. No limite, tudo ajuda a promover a obra.
De Católico Português a 21 de Outubro de 2009 às 16:03
Já que temos (e muito bem!) um regime democrático e uma sociedade livre e plural, é bom que cada um assuma a responsabilidade daquilo que diz.
Portanto, o sr. Saramago, sabendo que é livre, tome livremente a iniciativa de se calar. A liberdade implica responsabilidade: não podemos mandar-nos calar uns aos outros, portanto quem diz disparates é que devia, espontânea e livremente, calar-se, sem ser necessário ninguém o mandar.
Mas o sr. Saramago julga que engana quem? Quer que realmente acreditemos que desconhece a Bíblia a esse ponto? Sabe muito bem que a Bíblia não é um «manual de maus costumes», mas faz de conta que ignora isso para servir os seus interesses ideológicos.
A Bíblia tem crueldades, mas não ensina crueldade. É muito fácil isolar e tirar do contexto passagens sangrentas da Bíblia e dizer que a Bíblia é um manual de maus costumes.
Mas essa é a superficialidade de um adolescente. É fazer-se de ignorante!
Acho que é bem claro para toda a gente que o que a Bíblia ensina é o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e não «maus costumes».
Duvido muito que «sem a Bíblia seríamos melhores», mas tenho a certeza de que sem a sua arrogância o sr. Saramago seria melhor.
De Peter a 21 de Outubro de 2009 às 17:09
Meu caro católico português o Saramago cala-se se ele quiser o tempo da inquisição já lá vai.Interesses ideológicos!? É preciso ter lata na freguesia onde resido o ps local ganhou as eleições graças ao apoio mútuo entre a igreja desta paróquia e o candidato do ps (e ainda dizem que o ps é 1 partido da maçonaria).Mas afinal somos todos filhos de Deus ou há uns que são filhos da mãe e outros filhos da .... . Para não falar do apoio mútuo entre o Salazar&Caetano e a Igreja católica portuguesa durante os 48 anos do Estado Novo.Mas que moral tb tem você para evocar interesses ideológicos quando o catolicismo ao longo de 2009 anos não tem feito outra coisa. Sobre a Bíblia os homens têm todo direito tanto de a glorificar como de a criticar, agora mandar calar quem critica não é ser religioso é ser fascista.
Pois é, Pedro Correia,o êrro está aí. Quado se critica o escritor, lá vem sempre a insinuação que ele defende as sociedades marxistas-leninistas, por estas ou outras palavras. Aliás, recordo que ele já declarou uma vez que a URSS nunca tinha sido para ele uma referência. Nunca ouvi Saramago insurgir-se contra as críticas à sua obra, favoráveis, ou não, desde que sérias, naturalmente. Saramago não criticou o livro Bíblia, criticou os actos de Deus nele descritos, que demonstram que aquele Deus é mau,violento desonesto. É o que lá está escrito, preto no branco.
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