Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O PSD parece ter decidido que não irá pela via do rasganço. Segundo Manuela Ferreira Leite, "ninguém vai rasgar nada" e as mudanças serão feitas sem "crispação", sem "agressão às pessoas".

Acho que é uma posição sensata. É preciso tirar os rancores desta campanha, pois um país sem divisões precisa sempre de inventar as suas divisões.

Mas acho que o grande teste a esta inesperada sensatez estará nas listas de deputados. Os social-democratas vão incluir todas as suas facções ou triunfa o princípio do vencedor lficar com tudo?    



publicado por Luís Naves
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3 comentários:
De Ricardo S a 10 de Julho de 2009 às 10:42
Bom dia Luis.
Sinceramente, nao dislumbro onde está a "sensatez" de que fala. O que eu vejo é contradições atrás de contradições. Prmeiro "rasga-se tudo", depois (segundo António Borges) "não se rasga tudo" e agora, pela própria MFL, "não se rasga nada". Como é, rasga-se ou não? E qual destas 3 posições é a "sensata"? A última, de não rasgar nada? Então as políticas e as medidas deste governo afinal são tão boas que se aproveitam todas?
Eu compreendo (e concordo) com o objectivo do post do Luis: MFL fez bem em recuar e aceitar que, tendo em atenção as acusaçoes de que foi alvo (de que iria rasgar o csi, o salario minimo, etc) teria mesmo de recuar. Mas o que convinha mesmo e convém daqui para a frente é apresentar ideias, já que até ao momento só há soundbytes vazios e críticas sem fundamento e apenas "do contra". Se quer ser PM, MFL terá, necessariamente, apresentar ideias.
Cumprimentos.


De Luís Naves a 10 de Julho de 2009 às 11:15
Caro Ricardo, parece-me que a sensatez está na linguagem. Ou seja, em vez de ter uma abordagem de confronto e crispação, a líder do PSD escolhe palavras um pouco mais prudentes e menos raivosas. É evidente que os dirigentes do PSD terão de criticar medidas anteriores do Governo (que outra razão haveria para votar neles?), mas o estilo dos ataques tem de ser diferente daquele que o PS usou durante quatro anos, que foi o do confronto sem fazer prisioneiros. Se forem os dois iguais, para quê votar na oposição? Esta terá de se afirmar pela responsabilidade; tem de dar segurança ao eleitorado. Ora, alguém que promete rasgar tudo dá alguma segurança aos eleitores?


De Anacoreta Cenobita a 10 de Julho de 2009 às 13:13
O problema real é a demagogia, a falta de convicções e o por ao centro das preocupações os interesses individuais / partidários e não os do país.

É a facilidade com que se diz e se des-diz, com que se definem objectivos de circunstancia, se encurtam memorias e se sacodem responsabilidades.

A Manuela Ferreira Leite tem passado, sabemos como governa. Sabemos como nada fez quando foi ministra da educação e como o fez. Não reformou, não foi de consensos nem de convicções. A rua (alunos e professores) ganharam.

Foi ministra das finanças vendeu a PT que valia 2000 milhões por 350 milhões, titularizou dividas de 11 mil milhões por menos de 2 mil milhões. Tudo para não atingir os objectivos.
MLF pode até ganhar as eleições, pode mudar de discurso em função das conveniências, pode tudo.
O que não muda é o facto de não ter ideias, princípios. Não muda o facto de não por o país em primeiro lugar e provavelmente não mudara nada de fundamental no país.

Alias o país só mudara quando os portugueses quiserem mudar e para já dão sinais de querer mais do mesmo. É por isso a a MFL pode fazer de conta que não tem passado, que não é demagogia e que tem ideias. É tudo de que os Portugueses precisam para voltar a votar na continuidade.


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