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JMF e a crítica

por Corta-fitas, em 23.06.06
O post de João Morgado Fernandes aqui é um exemplo perfeito de como não abordar a polémica em torno da crítica que temos.
João Morgado minoriza a questão e diz que «tudo se resume ao problema do acesso aos media». Que, coitadinhos, aqueles que denunciam só o fazem porque não conseguem ser críticos encartados. Que têm ao seu dispor, «fora dos media tradicionais, possibilidades imensas (aqui ri-me bastante ao lê-lo) para essa mesma divulgação». Em suma, que anseiam por protagonismo.
Depois, em lugar de afirmar dá - de forma muito pouco intelectualmente corajosa - alfinetadas em jeito de perguntas: «Essa crítica não terá telhados de vidro igualmente interessantes? Não haverá amiguismos desse lado? Não haverá capelinhas universitárias? Dependências mesmo? Interesses económicos até?».
Boas perguntas, ó João Morgado. Haverá? E se houver, o que é que isso interessa? Em que medida é que a bosta no quintal do vizinho desculpa o estrume no meu quintal?
«Há ainda uma questão de fundo, de inteligência, que me espanta fundamentalmente nesta polémica. Hoje, os mecanismos de difusão das obras culturais estão incrivelmente democratizados», escreve para depois concluir: «Mas acharão eles que os outros são parvos»?
Quem são «eles», quem são os «outros»? E que dislate é esse da democratização dos mecanismos de difusão, numa altura em que a construção do consenso nunca foi tão óbvia, a menorização da crítica face à divulgação pura e dura tão imposta e os meios de comunicação tão concentrados num grupo reduzido de grupos económicos?
Tratar «esta pequena polémica» assim, como ele lhe chama menorizando uma questão que só é pequena porque convenientemente ignorada pelos tais «mecanismos democratizados» é tapar o Sol com uma peneira. Uma peneira de um único buraco. Grande, e escuro, e inútil.

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11 comentários

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De transmontano a 23.06.2006 às 12:53

E se fossem trabalhar, cambada, em vez de perder tempo com mariquices e pelinhos púbicos e fufices? Carago, que gente tão arrabichada que sois! Aposto que ides todos à marcha dos mariconços e bate-pratos e marcianos sexuais no sábado! Chô!
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De Anónimo a 23.06.2006 às 12:09

Nem vai ao Lux.
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De Anónimo a 23.06.2006 às 12:07

Esse JMF é um infeliz que não aprecia as Vampiras Lésbicas, até apostava.
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De aninhas a 23.06.2006 às 12:06

Então e eu?
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De anonimex a 23.06.2006 às 12:06

Qual Joaninha, a Aninhas!!! Isto é o fã da Joaninha que por aqui anda que me está a baralhar as ideias.
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De anonimex a 23.06.2006 às 12:03

A Joaninha é que me podia ler umas histórias antes de eu adormecer (a sonhar com ela)...
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De Anónimo a 23.06.2006 às 12:02

Vendo a polémica de longe, parece-me que a parte da democratização dos mecanismos de difusão é real, e exemplos são o French Kissin' e o Corta-Fitas. E também a consistente quebra de vendas da imprensa tradicional.
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De João Villalobos a 23.06.2006 às 11:56

Caro outro anonymous. Na Blitz não faço crítica. Só divulgação ;)
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De Anónimo a 23.06.2006 às 11:53

Ando distraído, ainda não li a crítica de livros no aliás na Blitz.
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De João Villalobos a 23.06.2006 às 11:53

Obrigado anonymous. Vou corrigir :)

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