Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Unidade
Quando, há algum tempo, Paulo Portas foi sozinho às eleições para presidente do CDS, nas quais apenas um terço dos militantes participaram e a vitória foi esmagadora, todo um universo blogosférico, e não só, apareceu com as velhas críticas de falta de pluralidade, de um partido centrado numa única pessoa e tudo mais aquilo que bem ouvimos e lemos.
Agora foi José Sócrates a ir sozinho a eleições e foram essas eleições a ter uma participação de um terço dos militantes. Falta de pluralidade? Um partido centrado numa única pessoa? Nada disso. O PS simplesmente está unido, unido para malhar (e bem!) na Direita. Mesmo sabendo nós que o leque ideológico do PS é francamente maior que o do CDS, continuamos a acreditar que todo o PS está unido em torno José Sócrates e que apenas uma parte do CDS se revê em Paulo Portas. Devem ser as forças ocultas...
Bastante assertivo. Há coisas que se mantêm sempre iguais... Sócrates e o PS devem ter muito que se queixar das "forças ocultas", devem...
De
Luis Melo a 15 de Fevereiro de 2009 às 22:07
Ora nem mais caro Nuno. Ainda se queixam estes senhores, de campanhas negras na comunicação (dita) social.
O que diria Santana Lopes da comunicação (dita) social na altura em que foi PM? Simplesmente não teria adjectivos para caracterizar...
Saudades da União Nacional? (http://apresencadasformigas.blogspot.com/2009/02/saudades-da-uniao-nacional.html)
tudo se resume a um enorme pluralismo...
pois...
De
mdsol a 15 de Fevereiro de 2009 às 23:15
Não tem sido assim ultimamente em 4 dos 5 partidos com "assento" no parlamento? Ou a disputa no PC e no Bloco foi renhida e não se deu conta?
:))
Ninguém disse o contrário mdsol. Só um reparo, no Congresso do Bloco havia três Moções. O que eu quis relevar foi o facto de toda a gente ter tratado o CDS como um partido Portas-cêntrico, ao passo que o PS está "unido". Enfim, formas de ver as coisas, certamente...
De António Pestana Simões a 16 de Fevereiro de 2009 às 00:18
Noutros tempos, aos actos eleitorais em que concorria uma lista única (una, de unidade, etc. ), chamava-se PLEBISCITO. Em democracia havia eleições, nas ditaduras, plebiscitavam-se os líderes. Sirva a quem sirva...esta questão terminológica.
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