Para além de curioso, gosto de distribuir o mal pelas aldeias, por isso, não me fico pelo líder blogosférico dos socialistas, 'atiro-me' também ao líder blogosférico dos social-democratas: José Pacheco Pereira (sem link, para lhe dar um bocadinho do seu veneno).
JPP tem andado numa roda viva a fazer recortes de jornais, tendo uma especial obsessão com o Jornal de Notícias. Pelos vistos, o paladino de Manuela Ferreira Leite que se indignava com o facto de os jornais não mostrarem o melhor lado da sua 'Dama', indigna-se agora por os jornais não falarem mal que chegue de José Sócrates.
Tal como fiz com Vital Moreira, fui aos arquivos de JPP e eis o que encontrei:
(13.12.08) COISAS DA SÁBADO: AXIOMA
Tudo o que apareça nos jornais sobre Dias Loureiro e os seus negócios cai em cima do Presidente Cavaco Silva, do PSD e só em último lugar de Dias Loureiro. Por esta ordem. Ninguém sabe isso melhor do que o PS e o governo.
Pelos vistos, no caso de Dias Loureiro, havia uma cabala para enfraquecer o PSD e o Presidente. No caso de José Sócrates a cabala é amadora e o JN devia de se aplicar mais. Orwell, orwell... o que eu não dava para voltares e veres o que por aqui se passa.
Adenda: tal como o Voador disse na caixa de comentários, JPP defendeu a demissão de Dias Loureiro na altura do 'caso BPN' (que ainda não acabou, diga-se). No entanto, e apesar de isto ser verdade, o que eu quis mostrar foi a dualidade de critérios na análise do senhor. Ele que sustenta que a comunicação social faz uma "campanha negra" contra o seu partido, queixa-se agora que a "campanha negra" contra o PS não é suficiente. É a incoerência no seu estado puro. Para além disso, gostaria de deixar aqui escrito que não me posicionei, tal como qualquer leitor atento poderá constatar, em relação a esta questão. Não digo se há ou não campanha negra, simplesmente porque não sei. Não digo se há servilismo ou o que quer que seja por parte de qualquer jornal porque não me interessa. Os jornais ainda são empresas privadas e se o Sol tem o direito de investigar os podres do primeiro-ministro por conta própria, o JN tem o direito de os "esquecer". É para isso que temos diversidade na oferta e é por isso que cada um lê o que quer. Espero que agora não façam as acusações da praxe da "falta de seriedade".
De Voador a 31 de Janeiro de 2009 às 14:08
Só que convém não esquecer que ele disse que o Dias Loureiro se devia demitir. É a diferença entre um homem livre e as personagens mesquinhas que o atacam de forma miserável.
De
tric a 31 de Janeiro de 2009 às 14:17
O Tio de Socrates prova e demonstra com as suas afirmações que não existe nenhuma Cabala contra José Socrates ! isso é uma evidência
quanto à "dupla face", a minha questão é se tambem se aplica a algum blogguer deste blogue, ou seja, para ser mais preciso a Pedro Correia ?
De
Nilton a 31 de Janeiro de 2009 às 14:49
Tiago, acho que te devolvo a armadura, hoje vais precisar mais que eu.
De Anónimo a 31 de Janeiro de 2009 às 14:54
Este exemplo é tão puerilmente ridiculo que me pergunto se é a sério.....
JPP perde muito em ser 'livre' ao ponto de se separar das pessoas que pensam, tal como tu fazes, Tiago, e bem, na demais bloga. Era preferível que fosse livre, mas federasse, interagisse e fosse assim menos isolado olímpica, para não dizer asininamente. Em certo sentido ele socratiniza o seu raciocínio, isto é, emprega-se a fundo em ser um EGO pensante lá onde o outro se afadiga em ser um EGO Propagandesco e pouco mais.
Quanto à pertinência do ataque ao JN de JPP por falta de comparência do primeiro na candente questão Freeport, o JN é livre de fazer o que quiser. O problema é que o JN na verdade não é livre de fazer/escrever o que quer. Vivo no Porto e sei e sinto, e comigo milhares de leitores e compradores apesar de tudo do JN, que é um jornal súcubo: adeus, independência! Adeus realidade. Viva o dictat partidário PS, sobretudo no tratamento editorial de diversas matérias pelo José Leite Ferreira.
A partir daí, ninguém sai ileso. Eu bem li a posta do nosso Pedro acerca do 'linchamento moral' a inferir no último QdC e é muito natural que nos vejamos no papel de linchadores ideológicos dos que lincham moralmente os que nos lincham economicamente por negligência, aquela negligência que Anuncia, Anuncia, mas Não Faz.
Basta pensar conforme tu fazes, e muito bem, diga-se.
De JOÃO COSTA a 1 de Fevereiro de 2009 às 02:33
ESTA DO JN E ESTRANHA PQ VIVI DURANTE TRINTA ANOS NO PORTO ERA ASSINANTE DO MESMO E NUNCA ME DEI CONTA DE SERVILISMO DO JORNAL DE NOTICIAS, SO SE MUDOU NESTES ULTIMOS 4ANOS M DO Q DUVIDO, PQ TANTO QUANTO CONHEÇO ALGUNS JORNALISTA DO JN , NUNCA ME PASSOU PELA CABEÇA Q ISSO POSSA AOCNTECER ATE PQ A MAIORIA DELES AINDA ESTAO NO JORNAL, O Q PODE DIZER E Q O JN NAO ALINHA COM DETERMINADAS COISAS E SO NOTICIA QANDO TEM A certeza do q faz
joão costa
e-mail jjrcosta@gmail.com
gostei em particular do sem links.
A credibilidade deste senhor, JPP, já há muito tempo que me passou ao lado
Abstraindo do Pacheco Pereira, cujo "caso" não me interessa, só duas perguntas, a que V. responderá se quiser:
Acha, sinceramente, que o comportamento do JN não é vergonhosamente anti-jornalístico?
Aplaude o servilismo socratista de que o jornal tem diariamente feito prova?
Muito francamente não leio o JN, não gosto do jornal.
De qualquer forma, não é essa a questão aqui. O que eu quis mostrar, sem me posicionar pessoalmente, é a falta de coerência tanto de JPP como de Vital Moreira que são apenas uma parte do todo. Se os jornais estão na cabala, se são servis, se atacam MFL: pouco me importa, cada um lê o que quer e os jornais têm o direito a ter linhas editoriais definidas. Na América é mais que evidente...
Não respondeu ao que perguntei, mas fiquei esclarecido...
Obrigado! Não voltarei a incomodá-lo.
De Francisco a 1 de Fevereiro de 2009 às 16:59
Este post, para ser absolutamente sério, devia acrescentar o que o 'Voador' escreveu no primeiro comentário. José Pacheco Pereira escreveu o que escreveu depois de defender a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado.
Assim como está não abona em favor do seu autor.
De Morgadinho a 3 de Fevereiro de 2009 às 10:59
Foi pior a emenda que o soneto. É preciso muita imaginação para daquele excerto retirarr conclusões do tipo que Pacheco Pereira estava a insinuar qualquer campanha negra. Evidente é que no caso de Loureiro houve uma tentativa de "colar" o caso a Cavaco Silva. Isso foi evidente e é isso que é realçado. Exposta a fraqueza e desonestidade do post, a emenda foi só o insistir no erro grosseiro...
Morgadinho,
Em primeiro lugar, não sei quem se julga ser para me acusar de ser pouco sério. Se calhar uns irmãozinhos mais velhos fizeram falta.
Em segundo lugar, para mim, pouco sério é perceber apenas aquilo que nos interessa perceber (o título deste post, aplica-se na perfeição). E com isto me calo, que pouco me importa se concorda comigo ou não: cada um pensa o que quer e não tenho paciência para debates surdos.
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