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E ela a vê-los passar

por João Villalobos, em 16.12.08

Dela apenas sabemos que é operadora de caixa num supermercado da Sonae. E que escreve pequenas histórias, por vezes com um erro ou outro mas boas histórias, apontamentos vivos do que sente ao ver desfilar os clientes e as suas compras. Gosto muito de a visitar. É, como diria o nosso Pedro, um blogue do país real. Chama-se A lupa de Alguém e fica aqui um dos posts, como exemplo:

«Um destes últimos dias atendia um senhor alto elegante, aparentemente com cerca de sessenta anos. O senhor muito educado lá ia falando de política, disse algo negativo sobre Sócrates (já nem me lembro bem o que foi, já que todas as pessoas se queixam dele). A certa altura uma cliente entreviu (sic) na conversa, ambos lá iam apontando as falhas dos políticos. Á conversa se juntou mais um cliente, o assunto político e os erros do primeiro-ministro estava na ordem do dia. Eu penso que nenhuma daquelas pessoas se conhecia, mas mesmo depois de estarem atendidas ficaram por lá a falar no mesmo tema. Isto tudo para concluir que até numa fila/caixa de hipermercado estranhos se unem para debater a situação politica do país. Tal não é a crise…».

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18 comentários

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De Ora Abóbora a 16.12.2008 às 13:30

Um senhor muito educado não diz algo negativo sobre Sócrates.
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De Anónimo a 16.12.2008 às 13:31

O senhor Lobos deve recomendar à sua criada que nunca dê conversa a estranhos nas filas da caixa.
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De Eu Outra Vez a 16.12.2008 às 13:33

Se fosse um senhor alto elegante, aparentemente com cerca de setenta anos, de barbas e espingarda de tiro aos pratos ao ombro, era o Manel Alegre.
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De Anónimo a 16.12.2008 às 14:25

Já no caso de ser um senhor de uns cinquenta e cinco, muito mal criado, a trocar os vês pelos bês e que 'entrevisse' a dizer mal como o caraças da D. Manuela Ferreira Leite, não tinha nada que saber: era o Luís Filipe Menezes.
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De Hoje deu-me para a desbunda a 16.12.2008 às 14:31

Que marca de preservativos é que o senhor alto, elegante, aparentemente com cerca de sessenta anos comprou?
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De Ana Pereira a 16.12.2008 às 14:53

As caixas dos supermercados da Sonae,alem de na maioria terem um contrato a prazo e ganharem o minimo da tabela,devem ficar ao fim do dia saturadas de ouvir as conversas dos clientes.
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De Anónimo a 16.12.2008 às 15:09

Operadoras de caixa donas de blogs? E ainda se queixam das Novas Oportunidades...

Ingratos!
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De causa vossa a 16.12.2008 às 15:34

E será pelas caixas dos supermercados que a revolta alastrará! Eu aliás quando vou a uma (todos os dias), aproveito para arengar às massas, seja levantando e manuseando bem alto as fraldas das crianças, seja invectivando a necessidade de pagar a comida dos animais (lá de casa), seja aproveitando para dar/receber lições de economia ao nosso brilhante ministro das finanças, sobre a arte de bem contar e poupar nos tostões (perdão cêntimos! que já me falha a cabeça).

Quando saio do supermercado vou de sorriso de orelha a orelha: é que quanto mais gosto do meu povo, mais vontade tenho de descalçar os sapatos e atirá-los para a residência do PM (e olhe que são 44!).

Seu pavão, seu Brutus, convencido que é melhor pessoa que a escritora-caixa do supermercado!
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De Anónimo a 16.12.2008 às 16:14

Ó seu idiota, onde tirou a instrução primária? Em Cacilhas, certamente.
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De dutilleul a 16.12.2008 às 22:33

" Querida vou ao supermercado chatear a operadora de caixa, queres que te traga alguma coisa?"

( http://a-lupa-de-alguem.blogs.sapo.pt/tag/caricatos )
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De Ana Vidal a 18.12.2008 às 16:25

Lá fui espreitar, obedientemente, João. Encontrei um desfile de banalidades e outros tantos pontapés na língua, e até um conselho aos pais que é melhor que não seja lido pelos patrões dela: "No Natal, é melhor não levarem os filhos para o supermercado porque eles querem comprar brinquedos" (!!)
Mas tem, surpreendentemente, a palavra "supérfluo" bem escrita e bem empregue, o que a redimiu.
Feito o balanço... não volto àquele supermercado.

E prontos, já entrevi.
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De Anónimo a 02.01.2009 às 23:11

esta menina deve ser muito presunçosa ou muito nova com pouca experiencia xama desfile de banalidades ao quotidiano de pessoas comuns, sera que ela so sabe akilo que aprende com os livros? quanta ignorancia. .
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De Anónimo a 05.01.2009 às 15:21

É isso, Anónimo (a?)... a menina é 1 chavala bué ignorante k tá a xamar nomes akilo k n conhece. N ligue, ok?
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De Sílvia Fernandes a 07.01.2009 às 23:31

Cara Ana Vidal,
Reduza-se à insignificância da sua mente redutora e reduzida.
Só alguém que vive noutro planeta e noutra conjuntura poderia aproveitar esta bela oportunidade para criticar as acções dos outros desta forma...
Pelo menos, a escritora de supermercado de quem se fala não plagia, não copia, não tenta manipular consciências em seu favor. Muito pelo contrário. As suas grandes preocupações são o meio ambiente, as dificuldades económicas que todos nós passamos e que ela própria vive e sente na pele, na sua e na da sua família, e, acima de tudo, as crianças, esses seres pequeninos que sempre quis ajudar, com quem sempre quis trabalhar, mas às quais este país miserável tirou a oportunidade de com ela poderem crescer acompanhados.
Se dá mais ou menos erros de Português, o certo é que a mensagem das suas histórias passa. Se para si são apenas banalidades, para ela são o seu dia-a-dia, uma forma de vida que não escolheu. Mas que, mesmo assim, aproveita para continuar a aprender, procurando sempre fazê-lo da melhor forma. Em vez de andar carrancuda, triste e amargurada com o trabalho que lhe coube em sorte (ou azar?), tira dele o melhor que pode e dele se evade com os seus textos. Já por várias vezes ela me pediu para que a advirta dos erros que comete, mas não tenho coragem, veja lá... Eu, hoje, sou professora, mas, para a minha querida prima, não o consigo ser. E, além disso, os textos são dela, com todas as suas características positivas e negativas. Como poderia eu atrever-me a corrigir quem me ensinou as primeiras palavras e frases escritas a giz na parede de uma garagem perdida nos confins do Ribatejo? A ela devo o meu início nas letras. Se a si tanto a chocam os pontapés no Português dos textos da minha prima, aqui lhe deixo a sugestão do meu blog, mas cuidado, talvez ainda não seja suficientemente erudito para a sua cabecinha...

http://propostasliterarias.blogspot.com

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De JM a 30.12.2008 às 00:06

Sou jornalista. Isto dava uma boa reportagem. Uma operadora - escritora. Interessante!
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De Sílvia Fernandes a 07.01.2009 às 23:17

Quer uma entrevista com a própria? Faça favor de me enviar um mail: silviafernandes.b30@hotmail.com. A operadora de caixa em questão é minha prima! Depois logo lhe digo se ela está interessada.
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De Anónimo a 09.09.2010 às 23:38

Para quem é jornalista o sr não deve estar muito a par da situação real do pais. Há por ai muitas operadoras de caixa com formação académica. A caetana pode não ser uma delas mas tem todo o direito a escrever o que lhe apetecer.... ou já não há liberdade de expressão ??? Posso lhe dizer que trabalho no mesmo Hipermercado que a Caetana e tenho várias colegas licenciadas que gostam do que fazem apesar de ser frustrante "levar" com a má disposição dos outros. Eu também não sou "doutorada" porque infelizmente os meus pais não tiveram a possibilidade de suportar mais os meus estudos e fiquei pelo 12º. Se não fosse isso, podia ser sua "colega" porque ia seguir jornalismo, mas enfim...   Contudo posso lhe afirmar que gosto do que faço e a nossa empresa dá oportunidades de se crescer sem se ser Dr.

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