
A extrema-esquerda extra-parlamentar não desiste de derrubar na rua o Governo grego, sufragado nas urnas. Ainda para mais com o cínico pretexto de vingar a trágica morte de um adolescente morto por um polícia, o que não justifica um só dos múltiplos actos de vandalismo já cometidos em Atenas e que ameaçam, por mero efeito de contágio, incendiar outras capitais europeias. Como já aqui referi, é totalmente inaceitável que a rua se substitua ao voto: os extremistas não podem contar, em circunstância alguma, com o apoio de quem acredita nas virtualidades do sistema democrático. Os que encolheram desplicentemente os ombros quando viram o Reichstag a arder em 27 de Fevereiro de 1933 foram tão culpados pelo crime de lesa-democracia como os que lhe lançaram fogo.
Comparar um jovem assassinado com a inventona de Hitler a propósito do Reichstag, é todo um programa.
Tens razão, Nuno. É todo um programa - contra os extremismos que movimentam irracionalmente e demagogicamente as "massas" nas ruas. É o mesmo que comparar um incêndio com a primeira faúlha desse incêndio. Quem não condena a faúlha torna-se cúmplice do incêndio. Dizes bem: todo um programa.
Tens toda a razão. chamo-lhe mesmo manipulação e cegueira ideológia, mas não me estava a referir aos manifestantes.
Olha, piquei o te artigo no 5 dias. Estamos a elaborar uma discussão sobre a Grécia neste fim de semana. Se tiveres mais publica que eu venho aqui buscar ou envia para o grecia@5dias.net
OK, já vi que estamos em desacordo, o que é óptimo.
De nuno granja a 13 de Dezembro de 2008 às 11:42
concordo a 100%
a todos os incendios começam numa faulha
desde o início que achei estranho, que a imprensa não questione ao ver gente a tentar atingir policias com cocktails molotov, destruir propriedade privada e pública para vingar a morte de um estudante que participou numa agressão à policia...que deu para torto
não tenho grande consideração pelo actual governo grego, mas como diria o sarko "racaille" é "racaille" e entre um mau governo eleito que posso mandar embora ao fim de 4 anos e uma turba que quando esta zangada acha que tem direito de destruir tudo e todos (é só uma questão de sorte o facto de um cocktail molotov ainda não ter acertado em ninguem) a minha opção é clara
De Peter a 13 de Dezembro de 2008 às 12:48
Que comparação mais ridícula, largue os isotrópicos.
De nuno granja a 13 de Dezembro de 2008 às 12:58
peter
que nome mais ridiculo, por favor large a segurança do mix heterónimo/nick name
De Peter a 13 de Dezembro de 2008 às 20:06
Antes demais Peter é uma alcunha de infância e quem me conhece sempre me tratou assim, e depois verdade seja dita o que é que você tem a ver com isso. Eu uso e faço o que bem me entender, a isso chama-se liberdade, capisce?
Cuidado. Estámos perante uma nova guerra mundial.
Ou então é a Al-Qaeda que está a invadir a Grécia.
Nos anos 30 havia muita gente a falar assim, contra os raros que viam os sinais do tempo. Depois foi o que se viu. Devemos aprender alguma coisa com as lições da história.
Nos anos 30, existiam figuras fortes à frente das grandes manifestações.
Não estou a ver nenhuma agora... alias para mim a grande figura foi o indivíduo morto pela polícia. Mas esse já não pode ser líder de nada.
Além do mais, nos anos 30, as manifestações estavam embebidas em grande ódio racista e xenófobo.
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