Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Inaceitável

Lá, como cá, a intenção é a mesma: derrubar pela pressão da rua governantes sufragados nas urnas. A diferença é que lá são os alunos a fazer isso, partindo tudo quanto encontram pela frente, e aqui são os sindicatos dos professores a declarar guerra ao Governo, como se estivessem dispostos a assaltar o Palácio de Inverno. É preciso dizer sem sombra de ambiguidade: tudo isto é inaceitável. Tantos as pilhagens da racaille em fúria como a linguagem bélica das "vanguardas" sindicais, ao melhor estilo leninista. Em democracia, os governos derrubam-se pelo voto - não se derrubam pelas acções de "massas", por mais que consigam encher as avenidas.
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2008 às 14:27
O poeta Alegre manda dizer que não apreciou nada este post do seu admirador nº 1.
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2008 às 14:51
Já o sr. dr. Bochechas manda dizer que gostou muito. No tempo do prof. Cavaco primeiro-ministro não gostaria, mas agora voltou ao caminho certo.
De Margarida Pereira a 11 de Dezembro de 2008 às 18:00
Adorei.
De jccatarino a 11 de Dezembro de 2008 às 19:18
Compara o incomparável, metendo no mesmo saco realidades perfeitamente distintas, que só por má fé se podem associar. Desculpe, mas é desonestidade intelectual. Na Grécia, temos anarquia, em condições e por causas que desconheço. Aqui, há uma classe desunida que se uniu para combater uma imposição absurda. Os professores têm esse direito e, se o não tivessem, deveriam lutar por ele. Isso não tem nada a ver com o derrube do governo.
De orabolas a 11 de Dezembro de 2008 às 21:50
O problema é que pelo voto, não se derrubam governos: mudam-se as moscas. Mude-se isso e aí talvez valha a pena o voto.
De maria a 12 de Dezembro de 2008 às 14:52
O Orabolas é que tem razão. Enquanto as moscas não perceberem que já nos andam a chatear à brava , e que queremos abelhas e mel , eleições não servem para nada. O fedor com elas não passa.
Este teu moralismo é divertido Pedro, confesso. Quase me divirto tanto como lendo os teus textos sobre o PCP. Não é que concorde com eles. É só mesmo porque leio e dá-me para rir!
Um abraço camarada.
Ainda bem que te faço rir, Helder. Abraço
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