«Como uma mentira perfeita». Assim é, na verdade, a soma destes dias por viver.
A minha mão sobre o teu corpo que não estremece, os meus olhos que nada guardam ofuscados por essa vontade indizível, sobre eles uma venda tão inútil quanto a boca fechada contigo lá dentro.
Essa calma de que falas é uma casa aberta. Mas não sei, ao entrar, o que esperas que transporte nos braços para além do teu nome. Só tenho para dar-te pão fresco pela manhã, verdes aromas em folhas de chá, a fervura da água e dos meus beijos.
Muito nossos
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