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Cavaco e os jagunços da Madeira

por Pedro Correia, em 07.11.08

O Presidente da República, que ainda há pouco provocou um vendaval político no País por causa de umas alíneas do Estatuto Regional dos Açores, não pode agora permanecer inactivo perante as graves ocorrências na Madeira, onde está em causa o normal funcionamento das instituições. A suspensão do parlamento regional, por iniciativa unilateral da maioria social-democrata, é um acto inconstitucional que deve merecer total repúdio de Cavaco Silva e do seu representante na região autónoma, Monteiro Diniz, que reagiu ao facto de forma tíbia e titubeante, numa evidente demonstração de que é o homem errado no lugar errado.

É preciso falar claro. O deputado José Manuel Coelho, do Partido da Nova Democracia, não pode ser impedido de entrar na Assembleia Legislativa Regional por um bando de jagunços: foi eleito pelo povo no exercício soberano do voto, só o povo pode destituí-lo em futuras eleições. E, como muito bem sublinha o constitucionalista Vital Moreira, enquanto parlamentar goza de impunidade penal no que se refere à formulação de votos e de opiniões: o facto de ter exibido uma bandeira nazi no plenário, exercendo legitimamente a crítica política a um poder que tem o direito de considerar despótico, em circunstância alguma deve servir de pretexto para o banir dos trabalhos legislativos - sem haver sequer processo instruído ou qualquer acção formal contra ele - e muito menos para encerrar a Assembleia Legislativa, um dos órgãos de governo próprio da Madeira.

O Presidente da República, garante supremo da legalidade constitucional, está politicamente impedido de se refugiar no silêncio. Sob pena de manchar um mandato até agora digno de generalizado apreço e consideração dos portugueses, mesmo de muitos que não votaram nele.

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6 comentários

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De Anónimo a 07.11.2008 às 09:47

Tíbia e titubeante? Costuma ser tíbia e peróneo...
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De Anónimo a 07.11.2008 às 11:31

Tíbia e titubeante parece uma frase saída de um discurso do Deputado Jorge Neto. Da mesma fonte, aconselhamos ainda o sempre utilizável "ínvia e canhestra", que fica sempre bem!
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De Tamanho impressionante a 07.11.2008 às 11:43

Boa foto!
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De tric a 07.11.2008 às 11:50

Cavaco e os jagunços !!???

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De Margarida Pereira a 07.11.2008 às 12:11

'muitos que não votaram nele' continuam a não esperar nada, a não ser os silêncios e os amuos do costume.
O que se passou no Funchal, arriscaria dizer, só lá poderia ter sucedido (em território pátrio).
Aquilo é uma coisa à parte... ; em bons e maus aspectos.
Mas ao menos o despautério teve visibilidade.
Este teve-a.
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De Manuel Leão a 09.11.2008 às 00:06

Margarida:

Eu que não votei nele, nem nunca votaria, até acho que ele tem razão na questão do Estatuto dos Açores.

Mas tive a percepção nítida que a frontalidade, desta vez, seria maias "lateral".

Tenho de reconhecer que o poder do Jardim é muito mais forte do que eu pensava.
Afinal de contas, nem Soares, nem Sampaio conseguiram por o homem em sentido. E ainda não parece ser desta.

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