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Saudades do Colchão

por Paulo Cunha Porto, em 14.10.08

Quem poderá censurar a famílias de elevados proventos a ausência de disponibilidade financeira? Não os bancos, decerto! É mais do que líquido que a resposta seria: pois, diz o roto ao nu, não é? Vocês também têm muitos investimentos óptimos, mas de liquidez, nicles!

Ai que saudades do tempo em que as economias eram encerradas no açucareiro, ou no enchimento da realidade... subjacente; e em que não existia a fixação nos números a virtualizar o pecúlio acumulado! Aliás, tenho fundadas dúvidas sobre se as injecções de milhões e mais milhões anunciadas para imunizar o sistema bancário não serão vacina baseada na hipnose quotidiana que as cifras astronómicas imprimem.  Confiança, chamam-lhe. Lá que se pretende confiados, não tem dúvida. Menos certa será a razão para estarmos confiantes.

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14 comentários

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De Once a 14.10.2008 às 09:01

muito menos diria Caro Paulo .. este mascarar de realidade assusta-me mais que o possível "apanicar" se a verdade fosse divulgada.
e a outra face da moeda? suponho que ninguém virou ainda ..



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De Anónimo a 14.10.2008 às 09:20

Que se ponham as dívidas nos colchões.
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De Anónimo a 14.10.2008 às 09:35

E eu, que ainda não há muito me levantei, como é que estou já com saudades do colchão?
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De l.rodrigues a 14.10.2008 às 10:03

Cheira-me é que esses de que fala a notícia andaram a estoirar o dinheiro em açucareiros. Quem não se orienta com 5000 por mês, não merece a minha pena...
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De Manuel Leão a 14.10.2008 às 15:20

l.rodrigues, escreveu:

«Quem não se orienta com 5000 por mês, não merece a minha pena...»


Com cinco mil quê?
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De l.rodrigues a 14.10.2008 às 17:56

O post não era em Euros?
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De Manuel Leão a 15.10.2008 às 23:39

O que fará então quem ganhe por exemplo 600, com recibos verdes e licenciado em engenharia. E ter de pagar a segurança social, para poder garantir direitos. Isto não é ficção, é real.
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De Paulo Cunha Porto a 16.10.2008 às 00:27

Safa, Meu Caro Manuel Leão,
agora compreendo o Comentador que me acusou de dureza por pretender relegar o Sr. Sócrates para a actividade particular. Se isso sucede a profissionais medianamente competentes, imagine-se no caso!
Abraço
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De mike a 14.10.2008 às 10:26

Injecções envenenadas, caro Paulo. Mas de nada servem para imunizar o sistema bancário de coisa alguma. Apenas servirão para apaziguar uma crise aguda, como de administração de morfina se tratasse.
Abraço.
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De Paulo Cunha Porto a 14.10.2008 às 10:55

Querida Once,
claro que a Espíritos Rectos assusta mais a dissimulação do que o pavor, mesmo que este possa vir a ser mais prejudicial. É a exigência ética que não se apregoa como tal ao contrário das que visam encher o olho dos outros.

Caro Anónimo das 9,20H,
não tenha dúvida de que há muito devedor cheio de vontade de dormir sobre o assunto, para evitar ter de reagir de imediato...
E a Sua proposta é pertinente, ou não tivesse o faquirismo popularizado a imagem do colchão de pregos.

Caro Anónimo das 9,35H,
no que Lhe respeita, parece-me claro que é o triunfo da poupança sobre o consumo!

Meu Caro L.Rodrigues,
óbvio, não entramos em choradinhos por quem esturra à doida. A questão está em a imprudêcia bancária ter tornado ilegítima a crítica, por quem tem o direito de cobrar.

Meu Caro Mike,
a menos que se gere um tsunami de optimismo. Parece haver um esboço nas Bolsas. Até à próxima...
Mas enquando os índices vão e vêm folgam os especuladores.
Beijinhos e abraços
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De Rudolfo Moreira a 14.10.2008 às 11:44

S. Parece que o enterro ainda não foi desta
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De Paulo Cunha Porto a 14.10.2008 às 14:21

Meu Caro Rudolfo Moreira,
não estou tão certo quanto a muitas famílias, embora assim aparente quanto à Banca. Digamos que foi o ensaio geral, rezemos para que a Première das exéquias não decorra estando nós em vida.
Abraço
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De Luísa a 14.10.2008 às 15:27

É sobretudo essa «virtualidade» que assombra, Paulo. Onde está a riqueza palpável? Onde entram os bens? Como é que a «confiança» e a transacção de «papéis» podem destruir um potencial produtivo real e com procura? Fica-se com a sensação de que a falência das organizações nada tem a ver com o seu estado de saúde. Consigo perceber, pela lógica dedutiva, alguns mecanismos de mercado, mas à interferência de factores psicológicos e especulativos não há, de facto, lógica dedutiva que resista. :-)
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De Paulo Cunha Porto a 14.10.2008 às 18:36

Querida Luísa,
é bem verdade, a extrema racionalidade da organização cede perante o Irracional absoluto das disposições e estados anímicos. E, como diz, e o post Consigo, o mal está em não ter deixado nos cofres a substância suficiente para esbater a imaterialidade em situações de aperto.
Beijinho

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