Quarta-feira, 2 de Julho de 2008
Como a clara do ovo
Assim tão clara foi a entrevista a Manuela Ferreira Leite. E o resumo são duas coisas fundamentais: Uma a de que o modelo de desenvolvimento apresentado não passará pelas obras públicas mas por um reforço da componente social no programa de Governo. A outra que não haverá lugar no meio da disputa que se segue para discutir assuntos como o casamento civil de homossexuais (ou outros orientados para a captação de goodwill em grupos específicos do eleitorado). As duas têm o mesmo denominador comum: Não agradam às elites.
A primeira porque contraria o anunciado novo ciclo do betão (ou obras públicas que no fundo são negócios dos privados) o que aborrece à grande os empresários e o sector financeiro por razões óbvias. E aqui a pergunta fulcral a fazer é: Como pretende MFL financiar o PSD e a sua campanha com um programa assim?
A segunda afasta igualmente as elites porque são elas as que têm posições mais liberais em questões como a do casamento dos homossexuais.
Em suma, fica da entrevista transparente e claro aquilo que MFL teve a dizer para desagradar a alguns. Falta explicar o que tem a dizer ainda e que possa ser bem acolhido, se não por todos, ao menos pela maioria.
De Fonte próxima a 2 de Julho de 2008 às 12:46
Concordo, senhor João Villalobos, mas creio que o seu post é inglório. Está a pregar para uma imensa audiência composta por autistas liberais, a começar por alguns dos seus companheiros de blogue, cujas críticas pífias à honesta prestação de MFL podem ser lidas mais abaixo.
De Manuel Leão a 2 de Julho de 2008 às 14:01
O Senhor João Villalobos acredita, mesmo, que com MFL o modelo de desenvolvimento passará (ou passaria) por um reforço da componente social, no programa de Governo? Só vendo, como S. Tomé. E, mesmo que começasse a ver qualquer coisa, haveria de começar por julgar que tratava de uma alucinação!
Provavelmente, o que se passa é o seguinte: Sócrates já se colocou, tão à direita, que MFL aparece completamente desmarcada à esquerda, de tal modo que dá a ilusão de estar fora de jogo!
«Uma a de que o modelo de desenvolvimento apresentado não passará pelas obras públicas mas por um reforço da componente social no programa de Governo.»
bom, para algo que se elogia como claro seria difícil escolher exemplo mais obscuro. É que se bem se recorda ela disse que não há dinheiro, que não se pode endividar ainda mais o país etc. ,etc., isso relativo ás tais obras faraónicas.
Ora se assim é (e eu não duvido disso e fico satisfeito por ela, pela primeira vez se ter convencido, ao invés da sua infeliz actuação anterior), onde pensa ela ir buscar dinheiro para o tal «reforço da componente social»?
Não sei. Não pertenço à equipa da Drª MFL :) Mas posso acrescentar apenas aquilo que escrevi no post acima.
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