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Domingo

por João Távora, em 21.01.18

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 


Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os. Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus. 


Palavra da salvação. 

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Na passada segunda-feira, dia 15 de janeiro, foram conhecidos os resultados dos Prémios Mesa Marcada: Os 10 Restaurantes e 10 Chefes Preferidos 2017.

A cerimónia de entrega de prémios foi no Alcântara Café, em Lisboa, e evento foi acompanhado pelas iguarias dos Chefes Sergi Arola (Restaurante Lab na Penha Longa, Sintra) e Pedro Almeida (Restaurante Spices, Penha Longa, Sintra).

O grande vencedor da noite foi João Rodrigues, chefe do restaurante Feitoria, conquistando o primeiro lugar no topo das duas categorias principais: Restaurante e Chefe. João Rodrigues repete a dose do ano passado, o primeiro ano em que ficou em primeiro lugar nas duas categorias. 

Para quem não sabe, desde 2009, ano em que foi criado o blogue, que o Mesa Marcada (do "nosso" Duarte Calvão) se afirmou como o mais importante blogue de gastronomia.

João Rodrigues do Feitoria assuma cada vez mais o lugar que José Avillez ocupava nos últimos sete anos.

Vasco Coelho Santos foi outro chefe que se destacou, com a entrada direta do seu restaurante Euskalduna para o 8º lugar no TOP dos 10 Restaurantes Preferidos e uma subida galopante de 50 lugares em relação a 2016 ao atingir o 9º lugar no TOP 10 Chefes Preferidos de 2017. O chefe portuense levou para casa ainda o prémio de Chefe Revelação do Ano, um prémio que homenageia o cozinheiro que mais se destacou, entre os primeiros, na lista de “Os 10 Restaurantes e 10 Chefes Preferidos do Mesa Marcada. Entre os nomeados estava João Oliveira (Vista) e Rodrigo Castelo (Taberna Ó Balcão).

Em 2016 o Chefe Revelação do Ano foi Pedro Pena Bastos, ex-Herdade do Esporão. O Euskalduna, restaurante liderado por Vasco Coelho Santos, venceu também o Prémio Especial Estrella Damm Destaque do Ano 2017, atribuído ao restaurante que mais subiu, entre os primeiros, no ranking dos “Preferidos” do Mesa Marcada”, e que tinha dois adversários à altura: Midori (Sintra) e Vista (Portimão). Este prémio foi para o Loco no ano passado.

Também no Prémio Mesa Diária houve mudanças, a Taberna da Rua das Flores, de André Magalhães, que tem arrecadado este prémio todos anos desde que é atribuído, foi ultrapassada pela Taberna Ó Balcão, de Rodrigo Castelo, considerado pelos votantes como “o restaurante favorito de preço moderado que frequentam regularmente, ou que recomendam a um amigo”.

Já no Prémio Especial Quinta do Ataíde Restaurante Novo do Ano estavam em jogo três casas lisboetas: Pesca, Local e JNcQuoi e foi este, o restaurante trendy da Avenida da Liberdade, comandado na cozinha por António Bóia, que levou para casa a distinção.

Por fim, mas não menos importante, anunciou-se nesta 9ª edição dos Prémios Mesa Marcada a introdução de uma nova distinção: Prémio Maria José Macedo – Produtor / Fornecedor do Ano, atribuí- do a Pedro Bastos, da Nutrifresco, uma escolha feita com consulta a vários chefes.

Em 2009, o blogue Mesa Marcada decidiu promover uma votação que elegesse os melhores restaurantes e chefes de cozinha do ano.  Na primeira edição responderam ao convite 43 votantes, mas ano após ano o painel aumentou, diversificou e o resultados de 2017 contaram com a participação de 153 votantes de todo o país incluindo Açores e Madeira. A lista de votantes pode ser consultada no blog.

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Para variar, um post a dizer bem do Governo

por henrique pereira dos santos, em 18.01.18

Vários dos meus amigos chamaram-me a atenção para as declarações de Miguel Freitas (declaração de interesses, que conheço há anos e trato por tu) sobre a intenção do Governo apoiar a pastorícia enquanto instrumento de gestão de combustíveis (e, consequentemente, de paisagem).

Tenho algumas reservas no que li, porque me parece a repetição do erro do plano nacional de fogo controlado: os serviços insistem em ter uma visão estatista e centralizada de bem comum, portanto definem previamente os sítios em que os programas se aplicam (a rede primária de combustíveis) e depois esperam que a sociedade se adapte às suas ideias, em vez de partir do princípio de que mais vale menos qualidade estratégica da intervenção, mas mais envolvimento das pessoas que existem e a podem executar.

Acresce que ainda por cima restringem os beneficiários a associações de produtores e autarquias, nem sequer contemplando os gestores de baldios ou mesmo os proprietários e gestores individuais.

Ainda assim, são passos na direcção certa.

E porque com o sex appeal das cabras se corre o risco de não reparar noutro ponto da intervenção de Miguel Freitas ontem na Assembleia da República, aqui fica outra linha de trabalho tão importante como essa:

“Vamos ter um trabalho com os resineiros, no sentido de os manter 12 meses na floresta”, informou o governante, precisando que a ideia é que estes profissionais desenvolvam “uma atividade a favor da floresta”, prestada como um serviço público, quando não estiverem a desenvolver a sua atividade económica.

A ver vamos o que sai no fim, mas são passos na direcção certa.

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A clivagem central

por henrique pereira dos santos, em 16.01.18

Não faço ideia, penso que ninguém faz (duvido de que o próprio faça) de como vai evoluir o PSD e, ao contrário de muito do que tenho lido, acho relativamente indiferente se o PSD (ou o PS, ou qualquer outro partido) desaparece amanhã: ou os partidos representam alguma coisa socialmente, ou o seu desaparecimento só é um problema para os seus aparelhos e outros mais úteis aparecerão.

A clivagem central que me interessa é entre os que, como o actual primeiro ministro e seus apoiantes, acham que é razoável andar a jogar à roleta com as finanças públicas e os que acham que é mais sensata uma gestão prudencial dos dinheiros públicos, isto é, do dinheiro dos contribuintes.

Não se trata de limitar as opções políticas a esta questão, dentro de cada uma destas opções há milhares de maneiras de fazer uma gestão de casino ou uma gestão prudencial das finanças públicas.

Por exemplo, pode-se defender a privatização da Caixa Geral de Depósitos ou a sua capitalização com dinheiro dos contribuintes, que são opções políticas diferentes, quer num contexto prudencial, quer jogando com a sorte.

Só que em Portugal, infelizmente, ainda há quem tenha poder e faça a opção de contar com o petróleo barato, os juros baixos, o crescimento dos nossos parceiros económicos para comprar votos usando liberalmente os dinheiros públicos, esperando que os ventos favoráveis se mantenham o tempo suficiente para que o exercício do poder compense.

Quem vier atrás que feche a porta e resolva depois os problemas de não ter margem para gerir, sem dor excessiva, os tempos de maré vaza.

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Saberá Rui Rio liderar um partido de direita?

por Maria Teixeira Alves, em 14.01.18

A questão que paira sobre os eleitores do PSD é se Rui Rio lhes serve como líder de direita. Sim de direita. Nunca mais o PSD irá para o poder se não for em aliança com o CDS. A PAF veio para ficar. Caso contrário o PSD corre o risco de ser eterna oposição e corre até o risco de perder eleitores para o CDS, sobretudo se começar a tentar formar blocos centrais com o PS. 

O CDS de Cristas é, nesta altura, mais perto de Pedro Passos Coelho do que Rui Rio, veremos se essa percepção mudará com o tempo.

O centro acabou. Acabou não apenas no nosso sistema eleitoral, acabou um pouco por toda a Europa. O futuro do PS será um Pedro Nuno Santos, mais próximo do Bloco de Esquerda. Um PSD de esquerda não serve para nada. 

Olha-se  e vê-se que um pouco por toda a Europa o centro está a morrer. Os partidos ideológicos declaradamente de esquerda ou de direita estão a subir e a ganhar eleitores. Os grandes partidos de massas estão a ser derrotados por candidatos independentes e coligações ideológicas. Veja-se o que aconteceu, por exemplo, ao partido socialista francês.

Rui Rio tem assim dois caminhos: ou vai servir os seus apoiantes dentro do partido (Pachecos Pereira e companhia) e vê o partido perder dimensão, porque os eleitores de direita têm de se rever nalgum partido e tendo saído Pedro Passos Coelho o PSD fica indefinido e viram-se para o CDS. Ou Rui Rio faz um flik-flak e caminha em direção à recriação de uma segunda PAF com o CDS de Cristas, mesmo correndo o risco de deixar desiludidos os seus grandes e históricos apoiantes. Não há alternativa "à frente de esquerda" sem o CDS.

 

Ler aqui as declarações de Rui Rio

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Domingo

por João Távora, em 14.01.18

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios 


Irmãos: O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só Espírito. Fugi da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo; mas o que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo. 


Palavra do Senhor. 

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Hoje é dia de eleições

por João-Afonso Machado, em 13.01.18

É tudo igual, afora ser sábado e não domingo. Mas estão lá os apelos, a incerteza quanto ao vencedor, sondagens e projecções, e a televisão à porta dos locais de votação.

Já com a campanha foi o mesmo, isto é debates e passeios pelo campo. Ou até à Provincia, se quiserem. De onde é oriundo um dos candidatos, o tal que, no segundo frente-a-frente com o seu urbaníssimo rival, usou dos mesmos métodos e o entalou no seu próprio passado. 

A conclusão é óbvia, conquanto não entusiasmante: a política em Portugal é um confronto de partidos. Interna ou externamente. Do que tem sempre resultado, a melhor escolha possível é a do menos mau. Se sou contra os partidos? De modo algum. Os partidos é que são contra Portugal, em nome da sua própria sobrevivência.

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Hipocrisia

por João Távora, em 11.01.18

Se estão comprovados benefícios medicinais da Cannabis, então que seja ministrada na forma de um medicamento (comprimidos, óleos, sprays) como recomenda a Ordem dos Médicos. Parece-me profundamente hipócrita a proposta do Bloco de Esquerda e do Partido dos Animais para a legalização do cultivo doméstico desta planta para ser fumada, quando o fim em vista é a liberalização a prazo do seu consumo recreativo, que será mais um passo para a desagregação social, o capricho de uns quantos pseudo-intelectuais para fragilizar os mais fracos.

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Souto Moura

por henrique pereira dos santos, em 11.01.18

Nestes dias têm-se multiplicado, e bem, os elogios a Joana Marques Vidal.

Grande parte desses elogios são mais que merecidos no que dizem de Joana Marques Vidal e da sua independência, mas na verdade alguns são bastantes injustos para Souto Moura, involuntariamente, quando se referem a Joana Marques Vidal como a única Procuradora Geral independente.

Joana Marques Vidal tem bastante mérito no que tem vindo a fazer pela independência do Ministério Público e pela sua impermeabilidade à influência dos poderes fácticos, mas é justo lembrar que, tendo sido nomeada em 2012, passou uma parte do seu mandato, em especial a fase inicial de afirmação, no contexto de um Governo que nunca procurou, que se saiba, interferir no funcionamento da justiça e dos jornais.

Pelo contrário, Souto Moura, a partir do meio do seu mandato, teve de lidar permanentemente com a enorme pressão de um Partido Socialista unido na sua raiva contra o Ministério Público, numa aliança absurda com grande parte do mundo mediático (Eduardo Prado Coelho, por exemplo, logo em 2003 falava do "gato constipado" a propósito de Souto Moura, mas estava longe, muito longe, de ser o único a apoiar, mais ou menos tacitamente, mais ou menos explicitamente, o feroz ataque ao Ministério Público em geral, mas ao seu Procurador Geral em particular, que resultou do caso Casa Pia), tendo passado metade do seu mandato concentrado numa única coisa: defender o Ministério Público do maior ataque de que foi alvo por parte da elite política e mediática (nisto se incluindo o triste papel a que se prestou Jorge Sampaio para proteger os seus correlegionários).

Foram relativamente poucos os que nessa altura se puseram claramente do lado da independência do Ministério Público e a luta de Souto Moura foi uma luta muito solitária, culminando na desgraça seguinte que foi nomeada Procurador Geral da República.

Um bom elogio a Joana Marques Vidal não precisa de diminuir Souto Moura ao ponto de o meter no mesmo saco de outros, pelo contrário, ganha em reconhecer como tudo o que se passou com Souto Moura contribuiu para o que hoje permite a Joana Marques Vidal exercer o seu mandato sem que alguém tenha margem de manobra suficiente para questionar a sua independência, obrigando o Governo actual às manobras de baixa política habituais para ir preparando o caminho para a sua substituição.

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A declaração de Paris

por João Távora, em 09.01.18

É importante dedicar algum tempo a ler este fantástico documento redigido em Maio passado, e dado a conhecer em Outubro, por um grupo de intelectuais - nos quais se incluem Roger Scruton e Robert Spaemann entre outros - que se encontrou na capital francesa por darem voz à sua preocupação pelo futuro da Europa na forma de um manifesto. 

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Se é uma evidência que uma pessoa comum deve ser muito prudente quando pede (e mais ainda quando aceita) um presente a alguém, de modo a não comprometer a liberdade de que essa relação carece, acho estranho que um Ministro das Finanças não perceba ao que se expõe quando pedincha lugares para ir à bola a um clube de futebol. Não há “código de conduta” que substitua o bom senso e a boa educação, e era bom que os nossos representantes percebessem de uma vez para sempre a exigência ética que implica o serviço público.

 

Foto: Jornal Recrord

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As trapalhadas de João Miguel Tavares

por henrique pereira dos santos, em 07.01.18

Eu gosto de João Miguel Tavares como cronista, não me interessa tanto como Paulo Tunhas, por exemplo, mas diverte-me mais.
No entanto, devem ser mais as vezes com que não concordo com o que escreve, ou mesmo as que considero que poderia investir um bocadinho mais a testar os seus preconceitos usando de uma maior consideração para com os factos, que as vezes em que estou de acordo, de fio a pavio, com uma crónica.
Desta vez, não a única, João Miguel Tavares resolveu dar livre curso a uma ideia mainstream, das que são boas para fazer crónicas porque caem sempre bem no público (e no Público) e ninguém se dá ao trabalho de procurar confirmar os factos: as trapalhadas de Santana Lopes como primeiro-ministro.
Devo ser dos poucos portugueses que acham que o Governo de Santana Lopes nem foi mau e que o pior que tinha (para além da imprensa) era, provavelmente, o então Primeiro-Ministro, não exactamente pelo que lhe atribuem de irresponsabilidade e leviandade, mas pela negligência com que tratou o contexto desfavorável que o cercava.
Ao contrário de João Miguel Tavares, eu lembro-me de boas coisas desse governo, mesmo para lá do excelente desempenho do Ministério do Ambiente de então (aquele com que eu lidava de mais perto), mas pela coragem política demonstrada, por exemplo, em duas medidas rapidamente revertidas por Sócrates, para não indispor os poderes fácticos: o sistema de troca de livros escolares e a revisão do arrendamento urbano.
Os factos são o que são (é fácil verificar, por exemplo, tudo o que se passou no arrendamento urbano), as interpretações sobre eles são naturalmente subjectivas.
O que, aparentemente, não suscita controvérsia geral, é este pedaço da crónica de João Miguel Tavares, que vou comentar intercalando texto em itálico e entre parêntesis.
“[Rui Rio] atrapalhou-se na hora de identificar as trapalhadas do adversário em 2004. Não se percebe a hesitação. Da metáfora da incubadora
(Como? Terei lido bem? Uma metáfora falhada, ou mesmo um discurso inteiro falhado feito há mais de dez anos é uma trapalhada que demonstra a incapacidade de um governo e da pessoa que é responsável por ele? Por este critério não deve haver um único governo que não seja trapalhão, talvez com a excepção do último governo de Passos Coelho, que durou quinze dias, e outros que tenham demorado tempo semelhante).
aos erros na colocação de professores
(sim, correu mal, mas essa é uma trapalhada muito transversal a quase todos os governos, será mesmo uma demonstração de incapacidade de um governo acabado de chegar no ano em que pela primeira vez se faziam concursos que permitiam a entrega via internet? Talvez uma simples cronologia com a deste post evitasse tanta leviandade no comentário de João Miguel Tavares aqui
das pressões para correr com Marcelo da TVI
(é verdade, uma trapalhada frequente, que me lembre só um primeiro ministro está isento desta trapalhada, chama-se Passos Coelho, todos os outros se metem em trapalhadas destas, uns com mais habilidade, outros com menos, ,mas pretender que este disparate demonstra a incapacidade de um governo ou de quem é responsável por ele é um pouco estranho)
à demissão de José Rodrigues dos Santos de director da informação da RTP
(idem, embora tenha sido o próprio a pedir a demissão, por causa de uma questão de concursos internos para correspondente em Madrid, depois do próprio ter garantido que nunca tinha sofrido pressões do governo)
das figuras patetas de Rui Gomes da Silva
(confesso que invocar isto como trapalhadas de um governo me parece uma patetice tão grande que não consigo sequer encontrar um ângulo para comentar, e o mesmo direi para a trapalhada seguinte)
à demissão de Henrique Chaves por “falta de lealdade do Primeiro Ministro”, é inesquecível a quantidade de asneiras que Santana conseguiu acumular em apenas quatro meses.”
Francamente, João Miguel, esta lista de horrorosas trapalhadas comparada com uma análise do actual governo feita por Rui Rocha, e que transcrevo de seguida, diz mais sobre a trapalhice do jornalismo que sobre Santana Lopes.
“António Costa chegou ao poder há pouco mais de dois anos. Para lá da recalibração do financiamento do estado promovendo o aumento do peso dos impostos indirectos, de medidas avulsas e com lógica de curto prazo alinhadas com o ciclo económico e da aposta numa estratégia de comunicação que prescinde do princípio da realidade com razoável à vontade, há quatro marcas estruturais do mandato:
a) a aliança, por motivos puramente oportunistas, com propostas políticas que não têm qualquer compromisso com os elementares princípios democráticos;
b) a normalização do nepotismo como forma de ocupação do Estado;
c) o desprezo pelo princípio da responsabilidade política;
d) a erosão acelerada da capacidade de o Estado assegurar as suas funções essencias, na Protecção Civil com evidência trágica, mas na Defesa, na Saúde e na Educação também com profundas consequências.
Em pouco mais de dois anos, repito. Não é pouca coisa.” (Rui Rocha muito bem dixit).

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Domingo (Epifania)

por João Távora, em 07.01.18

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 


Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 


Palavra da salvação. 

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As armadilhas do capitalismo popular

por Maria Teixeira Alves, em 06.01.18

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Todos apontam o dedo à privatização dos CTT como a causa de todos os males. Mas o problema dos CTT não desapareceria com a presença do Estado, pelo contrário, era provável que se agravasse, pois haveria uma inércia para mudar o modelo de negócio, e mais uma vez seria o Orçamento de Estado a pagar os prejuízos crescentes de uma empresa pública. (Não vale a pena virem com o argumento que os CTT dão lucro desde antes da privatização. Pois essa coisa do lucro tende sempre a cair e a acabar com a quebra das receitas por se manter um modelo de negócio obsoleto. Era apenas uma questão de tempo).

Há agora uma onda de regresso às utopias da esquerda comunista que vê a salvação das empresas na nacionalização. Uma apologia a um PREC revivalista, mas agora mais perigoso porque vem disfarçado de salvação nacional e tem até apoiantes de direita. Quem defende a nacionalização dos CTT defende precisamente a manutenção do modelo de negócio obsoleto e respectiva infraestrutura, rumo à falência da empresa, mas sustentada pelo dinheiro dos contribuintes.

Ora o que aconteceu com os CTT? O que se passa com os CTT é que o volume do correio endereçado está em queda livre, e a quebra do envio de cartas é uma situação que já começou em 2001, sendo hoje cerca de 50% inferior a esse ano (hoje é de 0,7 mil milhões de correio endereçado). Assistiu-se a uma aceleração da queda nos últimos trimestres com uma queda de 6% nos primeiros nove meses de 2017, o que compara com quedas médias de 4% entre 2014 e 2016.

Nas cartas a empresa de correios é o líder e incumbente e detém a concessão do Estado, mas há cerca de um ano, o Governo  anunciou que ia deixar maioritariamente de enviar cartas aos cidadãos, passando o e-mail a ser o meio de comunicação utilizado.

Por causa disso, os lucros dos CTT caíram até setembro 57% para 19,5 milhões de euros. Mas acima de tudo, a empresa liderada por Francisco Lacerda anunciou um corte dos dividendos que serão distribuídos aos accionistas referente ao último exercício, passando de 48 para 38 cêntimos, que ainda assim representa um pay-out de 160% e como tal tem sido alvo de críticas por se tratar de distribuir reservas porque os dividendos aos accionistas superam os lucros da empresa.

Ora porque é que os CTT têm de distribuir dividendos desta magnitude? Por causa do perfil dos accionistas. Sendo maioritariamente fundos de investimento internacionais só estão interessados na rentabilidade financeira do seu investimento, e se ela não existe querem mudar a gestão. É a lógica do mercado. Isto é precisamente o efeito nefasto do capitalismo popular. A pulverização do capital que em tempos foi a realidade do BCP de Jardim Gonçalves já se revelou poder ser um enorme empecilho. A ideia de pulverizar o capital que numa primeira fase favorece a gestão, numa segunda fase é o seu maior inimigo. 

O que falta aos CTT é um accionista maioritário privado que tenha uma estratégia de negócio (com lucro), mas antecipando as mudanças de contexto, a evolução da actividade, que invista nessa mudança prescindindo de dividendos se for preciso, que reinvista na empresa e tenha uma lógica de investimento a longo prazo. 

O próprio BCP, em tempos o ícone do capitalismo popular, há muito que mudou essa realidade ao ter dois accionistas de referência com claro domínio do capital. 

A gestão dos CTT está precisamente a ser vítima das fraquezas da pulverização excessiva de capital. Reparem: O maior accionista é a Gestmin de Manuel Champalimaud tem 11,61% e é o único accionista que pode dizer-se que tem uma estratégia de longo prazo para o seu investimento. De resto os CTT pertencem à: Global Portfolio Investments (5,66%); ao Credit Suisse Group (3,31%); ao Norges Bank (3,15%); ao BNP Paribas Asset Management (3,10%); ao Wellington Management Group (2,07%); Kairos Partners (2,05%); Goldman Sachs (1,52%), e outros.

Isso explica que a gestão esteja a ser pressionada para cortar rapidamente custos e aumentar a rentabilidade e assim os lucros.

O que se passa na empresa (e em todo o sector a nível global) é uma redução forte no volume de correio e um aumento das encomendas e das encomendas ligadas ao comércio electrónico. Quando há uma redução do volume dos correios o preço sobe dentro de determinadas balizas (a maior parte delas regulatórias). Nesse contexto os custos têm de ser controlados e principalmente o que é preciso ver é se a infraestrutura principal dos CTT é a mais adequada ao novo modelo de negócio dos CTT, onde cada vez se distribuem mais encomendas e menos cartas.

O que o plano de reestruturação apresentado pelos CTT pretende fazer é desenhar uma infraestrutura diferente da actual adaptada à realidade de hoje e aquela que a empresa antecipa para os próximos dois anos, e isso implica menos 800 pessoas e menos balcões (vão fechar 22 balcões).

O plano prevê um programa de rescisões nos próximos 3 anos (até 2020) que deverá atingir 800 trabalhadores, o encerramento de lojas com pouca procura e o corte de salários na administração.

Além da redução de 800 colaboradores em três anos, os CTT pretendem ainda racionalizar activos não estratégicos (mais ou menos 30 propriedades) e ainda optimizar a cobertura da rede de lojas através da conversão de lojas em postos de correio ou fecho daquelas com pouca procura por parte dos clientes, de acordo com o plano divulgado em Dezembro.

O objectivo deste plano é gerar poupanças de 45 milhões de euros por ano a partir de 2020.

Depois há a questão do serviço universal. Os CTT não recebem nada pelo contrato de concessão (que tem a duração até 2020). O que há é o custo líquido do Serviço Universal, que é pago pelos CTT. Lá fora o Estado paga à empresa pelo serviço universal. 

As bases da concessão do serviço postal universal estabelecem os serviços e actividades concessionados aos CTT e definem os direitos e obrigações da concessionária, nomeadamente ao nível dos serviços prestados e da rede postal.

O serviço postal universal consiste na oferta permanente de determinados serviços postais em todo o país, com uma qualidade determinada e a preços acessíveis, de forma a responder às necessidades de comunicação das pessoas e empresas.  O serviço universal abrange, dentro do país e relativamente a envios internacionais com origem ou destino em Portugal: os envios de correspondência, livros, catálogos, jornais e outras publicações periódicas até 2 kg de peso; os envios de encomendas postais até 10 kg de peso; a entrega no território nacional de encomendas postais com origem noutros Estados-Membros da União Europeia até 20 kg de peso; os envios registados; os envios com valor declarado.

Cabe também aos CTT, enquanto operador do serviço universal, assegurar em exclusivo os seguintes serviços e actividades: colocação de marcos e caixas de correio na via pública para o depósito de cartas e outros envios postais; emissão e venda de selos postais com a menção “Portugal”; serviço de correio registado utilizado em procedimentos judiciais ou administrativos; prestação do serviço de vales postais.

Não estão abrangidos pelo serviço universal os serviços de correio expresso nem a publicidade endereçada.

Enquanto operador do serviço postal universal, os CTT têm de cumprir determinados níveis de qualidade, nomeadamente respeitantes a: prazos de encaminhamento; regularidade e fiabilidade dos serviços (extravios ou demoras prolongadas); tempos de espera no atendimento nas lojas.

Os objectivos de desempenho do serviço universal que os CTT se encontram obrigados a assegurar, no período de 2015 a 2017, abrangem os seguintes serviços postais: envio de correspondência, nas modalidades de correio azul e correio normal; envio de jornais e outras publicações periódicas; encomendas postais na modalidade de encomenda normal; envio de correspondência registada, na modalidade de correio registado em mão. 

As condições de prestação do serviço universal devem ser reavaliadas a cada cinco anos pelo Governo. A ANACOM avalia todos os anos se os CTT cumprem os níveis de qualidade de serviço a que a empresa está obrigada e publica um relatório com os resultados. O que a ANACOM considera na sua avaliação é o nível médio de serviço ao longo do ano e não a qualidade do serviço prestado num caso concreto.
Se se verificar que os CTT não cumpriram os níveis de qualidade de serviço a que estão obrigados, a ANACOM pode aplicar uma sanção à empresa que limita os preços a praticar no ano seguinte. Desta forma, visa-se compensar a generalidade dos utilizadores afectados pela reduzida qualidade de serviço verificada.
Os CTT devem também publicar todos os anos um relatório com o resultado da medição dos níveis de qualidade do serviço verificado no ano anterior.

Os preços dos serviços incluídos no serviço postal universal são determinados por proposta dos CTT, validada pela ANACOM, e devem obedecer a regras específicas, nomeadamente: acessibilidade a todos os utilizadores; transparência; não discriminação entre utilizadores.

Além disso, os preços dos serviços que integram o serviço postal universal não podem exceder determinada variação máxima, em cada ano.

Os CTT devem divulgar informação sobre os preços que praticam, designadamente publicando-os na sua página na Internet.

No que respeita aos restantes serviços prestados pelos CTT ou por outros operadores (fora do serviço postal universal), os preços são livremente fixados.

Francisco Lacerda (CEO) já veio defender a manutenção do contrato de concessão, mas defende a evolução desse contrato de serviço público em função da “evolução dos tempos e da realidade”.

Falemos agora da gestão. Perante o acelerar da queda da actividade core dos CTT (envio de correio), a administração da empresa veio apresentar o plano de transformação operacional que pretende ser a reinvenção da actividade dos correios. Mas só o fez no fim do ano passado, quando o ritmo de quebra de receitas era já acelerado. Até Setembro o EBITDA recuou 25% para 68 milhões de euros, num período em que os gastos operacionais aumentaram 5,6% para 23,7 milhões de euros. Portanto o "pecado" da gestão foi ter reagido em vez de ter antecipado a quebra de receitas e mudado antecipadamente o modelo de negócio a um ritmo mais brando. 

O melhor que a gestão fez foi apresentar este plano de reestruturação (mais vale tarde que nunca). No entanto o timing pode virar o feitiço contra o feiticeiro. Porque surge numa altura de grande crispação política (a esquerda quer a renacionalização dos CTT, aliás querem renacionalizar tudo, e se possível nacionalizar tudo, o BCP, o Novo Banco, o BPI e que mais viesse) e a contestação dos sindicatos a da comissão de trabalhadores e depois de uma queda abrupta das acções dos CTT (que deixou descontentes os accionistas). É a chamada tempestade perfeita.

Os analistas apontaram no plano a falta de medidas para aumentar as receitas (o plano centra-se muito no corte de custos). "Salientamos também que este plano será difícil de executar e vai enfrentar pressões políticas severas e ainda contestação significativa dos sindicatos”, disseram os analistas do Caixa BI.O banco de investimento que fez uma análise ao plano de reestruturação apresentado e escreveu ainda que "tendo em conta a cotação actual, o elevado free float do título e o potencial desenvolvimento autónomo de alguns dos segmentos, nomeadamente do Banco CTT e do Expresso e Encomendas, é justo assumir (ou pelo menos não excluir a probabilidade acrescida de uma alteração significativa na estrutura accionista".

Na minha opinião os CTT devem continuar privados, e deve ser encontrado um accionista estratégico (com uma participação significativa) que apoie a gestão de forma a sustentar a implementação do plano, ainda que à custa da não distribuição de dividendos (ou pelo menos de menos dividendos). 

A serviço postal universal deve ser reajustado à realidade comercial dos CTT, e possivelmente devia ser pago, porque o Estado deve servir para isso, para pagar serviços que os privados não podem fazer, em nome de ajudar as populações carenciadas.

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Santana, a causa de Sócrates

por João-Afonso Machado, em 05.01.18

Não é mentira. E se vamos falar do passado, é a actualidade - um saudosismo quase de Pascoaes. Aquele Governo de 2004 foi um desastre e Sampaio foi demasiadamente esperto para perceber que assim seria, e entregar o Poder à Esquerda. À primeira maioria absoluta do PS. A partir daí...

Foram anos tremendos. A perda para Passos & Cª foi desejada pelos socialistas, sei-o de fonte segura emanada do proprio PS. Na altura escrevi isso no Corta-Fitas. Que Costa aldrabe essas contas, é só mais uma. Que Santana as utilize em proveito próprio, é um drama.

O drama de um País sem retorno. Antevisto ontem no debate televisivo.

Santana sabe mais de baixa política. Trazia fotografias, enquanto Rio trazia ideias. Infelizmente em Portugal é assim, sem embargo de todos criticarem o Correio da Manhã...

Todos leram ou ouviram a Imprensa. Parece que Santana encostou Rio às cordas, dizem. Então, ninguém reparou, nos breves instantes em que se falou do futuro, Rio ensinou Santana sobre elementares questões de Finanças e Contabilidade.

Haverá tempo para mais, ocorrerão outros debates televisivos. A eleição é interna, os intereses estão instalados. Velho Costa, o teu karma é fantástico - sempre a ganhar com a perda dos adversários...

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A indústria dos pobrezinhos

por henrique pereira dos santos, em 03.01.18

O meu post anterior sobre os efeitos para as respectivas organizações do uso da liberdade de expressão por parte de responsáveis pela Padaria Portuguesa, pelo Pingo Doce e pelo Banco Alimentar teve um efeito que confesso que me surpreende pela dimensão: a quantidade de pessoas, aqui nos comentários, ou no meu Facebook, que se empenham em demonstrar o que eu disse, é comovente.

Por isso gostaria de homenagear todas as pessoas que dedicaram o seu tempo e o seu esforço a demonstrar que os factos lhes são completamente irrelevantes quando se trata de destratar "os chorudos ganhos imorais" desses malandros que dizem o que pensam, reproduzindo parcialmente um comentário, a que acrescentarei os meus próprios comentários para realçar a imensa sabedoria que suporta a crítica a organizações criminosas como o Banco Alimentar e outras centrais de crime organizado, como as empresas citadas.

"O Banco Alimentar conquanto possa ter algum mérito, não deixa de fomentar alguns belos e chorudos ganhos imorais, para não os chamar de escandalosos:"

O Banco Alimentar não é pois, uma organização que nasceu para fazer uma função que ninguém fazia (o encontro entre os produtores de excedentes alimentares existentes no mercado e as pessoas sem recursos para aceder ao mercado de consumo), mas antes uma alavanca para fomentar chorudos ganhos imorais e escandalosos.

Vejamos a brilhante demonstração do comentador (repito, não é um comentador muito original, esta tese é muito popular sendo repetida vezes sem conta nos mais diversos meios)

"A) IVA para o Estado relativo aos milhares de produtos que o Público adquire para para doar e mostrar à sua "má consciência esbanjadora" que é muito solidário."

O primeiro ganho imoral e escandaloso é o ganho do Estado com um imposto sobre o consumo. A tese do comentador é inatacável: se não se alimentarem as pessoas que não têm dinheiro para comprar alimentos, os alimentos não se vendem, logo, o Estado não consegue arrecadar IVA, actividade que, como todos sabemos, é imoral e escandalosa. Certamente por falta de espaço, ou mesmo por modéstia, o comentador não trouxe à discussão os outros benefícios que a sociedade poderia obter por não alimentar quem não tem dinheiro para comer: como é tudo gente que só consome e não produz, o ganho em poupança nas prestações sociais e outras despesas estúpidas começar-se-ia a notar logo ao fim das primeiras semanas em que se acabasse com esta mania de alimentar quem não tem dinheiro para comer, deixando o Estado de necessitar de tanto dinheiro do IVA para acudir aos mais pobres

"B) As Grandes Superfícies que à conta vendem mais uns milhares de toneladas de bens que se não fosse o "Banquinho Alimentar" não saíam naqueles dias das prateleiras."

Ora cá temos mais um ganho imoral e escandaloso: ganhar dinheiro a vender bens de consumo de primeira necessidade, como batatas, arroz, massa e essas coisas. De novo a mesma tese e absolutamente certa: se não se desse de comer a quem não tem dinheiro, os produtos não se vendiam e as grandes superfícies teriam muito menos lucro, com as vantagens marginais já antes referidas. Se não fosse a mania do Banco Alimentar dar de comer a quem tem fome, já não existiam esses lucros imorais e escandalosos das grandes superfícies.

"C) Os chamados "pobrezinhos" que nem precisam de procurar trabalho pois é só levar o carrinho das compras aos centros de distribuição e carregar "aquelas coisinhas que me fazem muita faltinha"."

Mais uma tese absolutamente inatacável: as pessoas só trabalham se tiverem fome e portanto é preciso assegurar que nenhum alimento lhes chega à boca que não seja produto do seu trabalho. Sejam doentes, sejam velhos, sejam desempregados, seja o que for, é evidente que só não trabalham porque o Banco Alimentar lhe leva a comida à boca, o que é péssimo para todos e até, como vimos acima, provoca venda de produtos e cobrança de impostos, duas actividades absolutamente imorais e escandalosas.

"D) Jonets e toda aquela gentinha atarefada; diziam os antigos, "Quem lida com o azeite sempre unta as mãos".
Estou certo que não estão ali a trabalhar para aquecer:
Esperam beneficiar de algo, no presente ou no futuro."

Aqui o ideal era mesmo os comentários virem assinados a sério para ficarmos todos a saber que, em qualquer circunstância, com estas pessoas o melhor é não confiar nem um bocadinho, porque são muito claras a explicar a sua visão do mundo: à mínima oportunidade, servem-se a si em vez de servir os outros.

E pronto, era só isto, a descrição dos fundamentos da indústria dos pobrezinhos que desmascara totalmente a ideia estúpida e absurda de dar de comer a quem tem fome.

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Nos noticiários nunca ouviremos explicar nem o número de utentes de cada posto de correios que fecha, nem a que distância fica o posto de correios mais próximo do posto que fecha. Nem de correio electrónico, nem de concorrência de serviços de expedição de parcelas. Nem de vida moderna.

De maneira que mais vale um humorista para falar de coisas sérias:

https://www.youtube.com/watch?v=xR1ckgXN8G0

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