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Votos de boas entradas...

por João Távora, em 31.12.14

Isto de acabarmos cada ano zangados com o que acaba e eufóricos com o que começa, só se entende à luz (?) de muito champanhe.

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Passagem de Ano

por João-Afonso Machado, em 31.12.14

NATAL.JPG

Antigamente, dizem os jornais de então, havia festa rija de Ano Novo em Famalicão. Era na Associação Comercial e o evento – para utilizar termos de agora – envolvia casacas e vestidos de noite, jantar e ceia requintadíssimos e muita gente, os mais importantes cá do burgo e número avultado de – cito – advogados e médicos vindos do Porto. Um acontecimento digno de crónicas pormenorizadas, exclamativas, reverentes e atentas. Em papel bastamente adjectivado, quase cor-de-rosa mas, para infelicidade nossa, desprovido de fotografias.
Por isso nos resta apenas a imaginação, querendo reconstituir, rebobinar, esses bailes em que se dançava valsa, tango e o foxtrot. Com os advogados e médicos vindos do Porto à compita com os cavalheiros famalicenses, num cenário onde decerto não faltariam damas fascinantes faiscando as suas jóias nos salões. Na Associação Comercial, isto é, no casarão de azulejos amarelos que pertenceu ao Barão de Joane e actualmente abriga o Millenium-bcp. Não haver por ali dois ou três parzitos de fantasmas, ainda de colarinho engomado ou decote atrevido, enchendo o Tempo com o seu hábil passado no foxtrot!... Para, ao menos, a gente aprender como é…
Não aproveito a deixa para voltar ao triste “caso Garantia” – uma causa por que me bato – tão a jeito de tanta coisa, e sem qualquer necessidade agora de importar advogados e médicos do Porto. Mas aquilo é espaço para muito, até para uns bailaricos assim foxtroteados. Para algo diferente dos reveillons costumeiros, sem originalidade alguma, de cone enfiado nas cabeças e gaita estica-encolhe nas bocas, mais o inevitável espumante goelas abaixo, tudo a preços pouco – digamos assim – competitivos. Mas necessários à remuneração do parodiante especialmente convidado para animar o espírito das gentes essa derradeira noite.
A festa fazia-se cá. Evidentemente, sem bagunça e com foxtrot. Ou, vá lá, com o twist ou mesmo o disco-sound. O revivalismo é de demonstrados resultados positivos nestas ocasiões.
Enquanto não, a lareira entre os nossos serve muito bem, em vagares para toda a preguiça derreter ao lume. Aí pela meia-noite, uma troca de beijos – que significa sempre uma promessa a honrar – e um brinde com algumas uvas passas. O despertar da conversa, o copito de branco, mais uma fatia de bolo-rei, um fugaz pensamento nos ausentes. Uma pontinha de saudade, outra de ansiedade em face do futuro. E depois a deita, que já cronometrámos mais um ano completo.
Pois seja o próximo proveitoso e com muita saúde para todos! É o meu sincero desejo. Até 2015!

 

(Da rúbrica De Torna Viagem, in Cidade Hoje de 31.DEZ.2014).

 

 

 

 

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Entrevistas a António Costa são pura perda de tempo:

por Vasco Lobo Xavier, em 31.12.14

Ao que lhe é perguntado o homem responde banalidades ou hollandisses que o próprio François já viu serem impossíveis, ou então remete para o futuro o que irá decidir quanto a questões concretas que necessitam de resposta hoje. Questões que as pessoas querem saber hoje como ele as enfrentará, com as regras que existem hoje, e não com desejos irreais ou encobrimentos contabilísticos.

 

Ora se o homem não sabe o que vai fazer e remete sempre tudo para um momento apropriado ou para o momento devido ou coisa que o valha, sempre no futuro, o melhor, para evitar que incautos como eu percam tempo a ler entrevistas como a que deu ao Correio da Manhã, é que só lhe voltem a perguntar alguma coisa quando ele finalmente se tiver decidido. Antes não vale a pena!

Agora estar sempre a ouvir ou a ler uma pessoa que permanentemente diz que só no futuro irá decidir e anunciar a decisão é uma perda de tempo, um disparate pegado, nem percebo como é que a comunicação social aceita isto, é burrice de quem diz, de quem pergunta e de quem ouve ou lê e compra os jornais. Vá para casa decidir o que tiver a decidir, ó António Costa, e depois diga o que tiver a dizer, mas até lá não nos dê seca, não nos faça perder tempo, e a comunicação social não nos faça gastar dinheiro em jornais!

Não volto a perder tempo nem dinheiro para ouvir ou ler o António Costa a dizer que mais à frente dirá o que tiver a dizer. Não caio mais nessa.

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S. João de Baños de Bande

por João-Afonso Machado, em 30.12.14

BANHOS.JPGA primeira imagem: o estranho areal, silenciosamente plano, e as águas no azul mais parado, o voo rasante dos patos. Uns passos adiante, a estranha configuração de pedras a fazer crer uma ceifa em construções antigas. Dezenas e dezenas de compartimentos nessa considerável área. Tudo são hipóteses.

Enfim, os tanques. As águas de um excelente banho quente, a libertar vapor. Cá fora o vento uiva e restam ainda bocados de geada nas sombras definitivamente esquecidas pela fraqueza do sol. Regredimos ao passado da romanização. Bande é no concelho de Ourense e galegos e minhotos gozam essas novidades da Civilização, as termas. Ouvem-se ainda os ecos longínquos de gládios e escudos e o relinchar de cavalos - haverá já mortos e feridos? - e a imaginação atinge temperaturas perfeitas em tão reais águas.

Aquis Querquennius, um acampamento dos exércitos dos Césares, diz-se também, um hospital deles. Afinal, o Tempo não anda sempre para a frente.

 

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Será piada ao António Costa?!?....

por Vasco Lobo Xavier, em 30.12.14

 

 

Leio no Público, escrito por António Correia de Campos (PS):

«O país está anémico, esvaído, descrente, dividido. Se não vir alternativa, entregar-se-á ao primeiro salvador de pacotilha. Aparecem sempre

Só pode ser piada dirigida ao António Costa.

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Parece um pormenor, no meio de tudo disto, mas tem sido abundantemente noticiado que o anterior Primeiro-Ministro pagava ao seu motorista grande parte do seu (dele, motorista) salário por fora, em dinheirinho vivo, para assim se furtar ao IRS e Segurança Social. Ninguém nega, ninguém liga, ninguém quer saber, ninguém explora. Mas diz muito sobre um antigo Primeiro-Ministro. Ainda que viva na Braamcamp e se vista em alfaiates de primeira.

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Entre fatos e pratos suburbanos e de segunda:

por Vasco Lobo Xavier, em 29.12.14

Interessa-me pouco onde jantam Isabel Moreira e Raquel Varela e só espero que comam bem, seja em sítios caros ou baratos. Mais relevante, para mim, é que a segunda se permita rebater acusações idiotas acusando Passos Coelho de ser “morador suburbano” e de usar “fato de alfaiate de segunda”. Eu sabia que a esquerda achava que o fato faz a pessoa, que se babava por Sócrates ser considerado bem vestido (sem se incomodar de onde viriam os eypos para os fatos), que ficava com água na boca por um dia poder passar à frente dos restaurantes lisboetas preferidos por Soares (já nem falo dos parisienses preferidos pelo anterior): o que não sabia é que ninguém à esquerda se incomodava por pessoas de esquerda lançarem este tipo de acusações sobre outras pessoas (estilo “vive em Massamá”). Se alguém à direita resolvesse falar das roupagens de gente de esquerda, ou das suas tatuagens, ou dos bairros menos sonantes onde vivia, cairia o Carmo e a Trindade. Mas como é gente de esquerda a arrotar disparates, isso já é legítimo.

 

As pessoas de esquerda não são todas iguais, claro, mas este tipo de que Raquel Varela faz parte deve ser daquele que considera que a roupa não deve passar para os irmãos mais novos e que meter uns remendos nos joelhos das calças ou cotovelos das camisolas é sinal de remendado (a menos que venham já de fábrica em roupa de marca), é de gente ruim. Faz parte daquele tipo que também acha que só o bolo de bacalhau (pastel, para os lisboetas) em forma de paralelepípedo pode ser degustado. E apenas em cama de puré de não sei o quê e nunca abraçado a um arrozinho de tomate ou de bacalhau, ambos brilhantes de azeite (o de bacalhau com ovos estrelados, claro, com a gema a esvair-se). E que pescadinhas de rabo na boca é comida de pobre, qual açorda que não traga mariscos acoplados.

 

Eu nunca reparei e não sei se os fatos de Passos Coelho são de “alfaiate de segunda” nem sei onde Raquel Varela terá aprendido a estar à mesa, mas fiquei a saber muito sobre as origens de Raquel Varela. E sobre o que ela julga, naquela cabecinha de esquerda, que “é bem”. Este país é muito divertido.

 

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Mal empregado tanto papel

por João Távora, em 29.12.14

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O "Ano Trágico" que hoje o Diário de Notícias titula em manchete na página 3 a propósito da queda do avião da AirAsia, 2014 terá sido o ano com menos acidentes de sempre no que diz respeito à aviação civil. Pior ainda é o artigo impreciso e parcial da Fernanda Câncio no suplemento comemorativo sobre o Portugal de há 150 anos intitulado "Antigos, Porcos e Maus: retrato de um passado menos que perfeito". Se o presente já se mostra tão díficil de interpretar, como se poderia esperar um bom ensaio de História de um mau jornalista?

 

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Leituras que não se podem perder:

por Vasco Lobo Xavier, em 29.12.14

«Ler da pena de Mário Soares que "está há um mês preso, sem ter sido julgado nem haver qualquer razão jurídica para o ser" será, para José Sócrates, qual Dreyfus perante o seu Zola, um bálsamo, a par do que parece ser a Filosofia. Mais do que em anteriores escritos que fez passar para o exterior, transparece da carta um Sócrates para quem o tempo morto, não sendo um bom lugar, como no romance de Manuel Jorge Marmelo, tem servido para refletir sobre a sua condição pessoal como reflexo da condição humana.

Assim surgem as referências ao poeta francês René Char, que tomou armas para combater a ocupação nazi e sofreu duras provações, nâo apenas para elogiar Soares, mas também para enquadrar a própria atitude, ao regressar de França quando sabia que o esperavam: "Depois, de coração limpo, avancei para lhes fazer frente". »

Pedro Olavo Simões, do JN, sobre a troca de cartas entre Sócrates e Soares, cartas que o jornalista qualifica de "acção política pura e dura". Falam também de Kierkegaard. A ler. Quer a prosa dos dois quer sobretudo a do Simões. Uma delícia, todas

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150 Anos do Diário de Notícias

por João Távora, em 29.12.14

Na leitura de “As Vantagens do Pessimismo” do filosofo britânico Roger Scruton chamou-me a atenção a antiguidade da escola secundária High Wycombe Royal Grammar School, frequentada pelo autor, estabelecimento de ensino público (gratuito) fundado em 1542 em High Wycombe, Buckinghamshire.  A questão remete-me para o significado e importância da longevidade das instituições e só a título de exemplo, através de consulta rápida na Internet, descubro que a fundação Banco Barclays e a águia representada como seu logotipo ascende ao ano de 1690 e que a origem do reputado semanário londrino The Spectator remonta a 1711.
A resiliência de instituições, organismos e empresas reflecte muito sobre a comunidade de que emanam, e o facto é que em Portugal é corriqueiro que se extingam e substituam a recomeçar zero numa vertigem parola como se não houvera ontem. Irónico como a bandeira do nosso País de quase 900 anos de história tem pouco mais de 100 anos e que, por exemplo, a nossa rádio nacional hoje “Antena um” já tenha mudado de nome e de imagem vezes sem conta desde a sua criação como Emissora Nacional em 1935.
Tudo isto vem a propósito não das consequências da crise do BES, mas dos 150 anos que o Diário de Notícias completa hoje dia 29 de Dezembro e que, a par com o jornal Açoriano Oriental (1835) e o semanário Aurora do Lima (1855), são os últimos títulos centenários resistentes. Admirador confesso da marca que me habituei a conviver de tenra idade em casa dos meus avós, tenho a confessar que por estes dias já só leio o DN aos Domingos, muito por causa das finas e humoradas crónicas de Alberto Gonçalves. Muito pouco para um jornal com tanta história, cujos dados mais recentes apontam para um acelerado declínio de vendas, apesar das diversas restruturações e operações de cosmética efectuadas nos últimos anos.
Tenho para mim que uma marca antiga e com tanta história como a que ostenta o Diário de Notícias possui, só por isso e apesar da crise, uma incalculável vantagem competitiva no mercado da comunicação social. A não ser que dentro daquelas paredes se não tenha sabido preservar e transmitir o capital de saber acumulado que deveriam conferir 150 anos de experiência. E que os seus actuais gestores não saibam merecer esse legado: o Diário de Notícias não é uma marca qualquer. 

 

Texto adaptado, publicado originalmente aqui

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Cuidado!... Piropos proibidos...

por Vasco M. Rosa, em 29.12.14

M p.jpg

 

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Lá nas alturas

por João-Afonso Machado, em 28.12.14

HÉLICE.JPG

Há aviões a mais no ar: aviões que desaparecem sem deixar rasto, aviões abatidos por mísseis, aviões simplesmente protagonistas de avarias e quedas. Foram muitos os casos este ano. Parece que o céu se igualou  à floresta virgem, aos meandros sírios e iraquianos ou às estradas portuguesas. Quando é, são muitas dezenas de vidas de uma vez só. E já não é só de vez em quando.

Em suma, está definitivamente posta em causa a confiança no tráfego aéreo. Algo com que temos de aprender a lidar...

O pior é o resto, o principal: as pessoas. Os infelizes que viveram derradeiros minutos (queira Deus, tenham sido pouquíssimos minutos) de horror. E os seus familiares, os milhares ainda agora a sofrerem a incerteza, a perda e a revolta. Os números escandalizam, assustam, fazem-nos pensar, sim ou não?... - havemos de embarcar. Será que ocorre cada número é um ser humano, uma vida perdida ou amargurando os familiares, o número que ninguém quer mas todos podem ser?

 

 

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A crise de Bruno de Carvalho ..

por João Távora, em 28.12.14

SCP_logo_1945.jpg

Apesar do seu carisma eminentemente populista, factor a que o meu feitio mais reflexivo adere com dificuldade, desde que foi eleito sempre concedi o meu apoio ao presidente do Sporting Bruno de Carvalho, cujo mandato em algumas ocasiões e em muitos aspectos me veio a surpreender pela positiva. Quanto à novela com o treinador Marco Silva que ele provocou há dias, (ele conhecerá como poucos as "regras de funcionamento" do jornalismo desportivo que temos) o desastre comunicacional extravasa quanto a mim tudo o que seria possível imaginar. Se me parece legítimo que um presidente dum clube coloque publicamente pressão no seu treinador, o modo como o fez definitivamente não terá sido o melhor. Se é um facto que conseguiu colocar a marca Sporting no top of Mind durante a época natalícia - em que não há jogos - não se vislumbra qualquer ganho efectivo com isso, em face a um discurso que claramente descontrolado se descredibilizou. É um facto que Bruno de Carvalho é mestre numa retórica bombástica, que apesar de transparecer um perigoso improviso, muitas vezes teve o mérito de unir as hostes em volta do emblema. Ora acontece que este modelo contém muitos riscos, se não submetido a uma disciplinada gestão dos tempos de silêncio que bem administrados valorizam as intervenções do presidente. Dá ideia que Bruno de Carvalho não tem (ou não permite) que alguém o aconselhe friamente na gestão da sua imagem e discurso que, para gáudio dos nossos adversários, se tornou por estes dias apenas num confrangedor ruído. Além disso, deste modo o presidente do Sporting coloca a cabeça no cepo, pois a sua narrativa atrevida e continuamente ribombante só é sustentável com vitórias. Que paradoxalmente exigem serenidade no balneário e estabilidade para o projecto. 

 

Publicado originalmente aqui

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Das relações humanas

por João Távora, em 28.12.14

O problema não são os cães, o desafio é amar o próximo.

 

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Domingo (Da Sagrada Família)

por João Távora, em 28.12.14

Sagrada Família.jpg

 

Evangelho segundo São Lucas 2, 22-40

 

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino, para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele. 

Da Bíblia Sagrada

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Critérios, interesses, pessoas

por João-Afonso Machado, em 27.12.14

PALMENSE - INTERV..jpg

Em número de 44, a Comunicação Social invocou as mais famosas personalidades que nos deixaram este ano. Contas feitas por alto, 25 pertenciam à esfera da Sétima Arte. Há-as também oriundas da música mesmo que apenas pela circunstância de se nascer filha de um músico. E, em doses muito pequeninas, equitativamente repartidas, do desporto, do jornalismo, da moda, da literatura e da política. Além da Duquesa de Alba obviamente.

Talvez tudo isto dê para pensar. Como seria se Gabriel Garcia Marquez não tivesse morrido em 2014? Nem Ariel Sharon?

Lê-se pouco isso é verdade. E dos governantes muito se pode esperar de desentusiasmante. Ainda assim corre-se o risco de fazer da fantasia realidade. Ou de se circunscrever o mundo às páginas cor-de-rosa de algumas revistas. Numa espécie de propensão para - quanto mais depauperados mais fascinados com o glamour das estrelas do cinema.

Estas agradecerão, entretanto, a atenção dispensada (certificando a sua relativa eternidade) mesmo porque, de outro modo (em vida), queixar-se-iam também de a sorte os ter deixado na mendicidade ou quase.

 

 

 

 

 

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Não tem o mínimo de senso comum

por Vasco Mina, em 27.12.14

Alberto Martins.jpg

 

Somos hoje confrontados, de acordo com esta notícia, com o seguinte: um livro enviado pelo socialista António Arnaut ao seu camarada José Sócrates foi devolvido pelos Serviços Prisionais. Tal aconteceu em resultado da legislação em vigor e que de acordo com o post de João Miranda foi aprovada pelo Governo dirigido pelo ex-Primeiro Ministro agora detido. Esta lei foi promulgada em Março de 2011 e assinada por vários ministros sendo então Alberto Martins quem tutelava a Justiça.

Ora António Arnaut considerou hoje, conforme declarações aqui, que «se esse regulamento existe, ele é absolutamente contra natura, não tem qualquer senso. Isso é uma violação dos direitos fundamentais. Eles [guardas prisionais] não podem condicionar o recebimento de uma correspondência ou de uma encomenda. Por isso, se esse regulamento existe, ele é arbitrário, é inconstitucional e tem de ser revogado porque foi elaborado por uma pessoa que não tem o mínimo de senso comum. Isso não se faz!».

Irão agora Alberto Martins e o Partido Socialista solicitar a inconstitucionalidade da lei que aprovaram quando eram Governo? É o que se espera após três anos de tanto zelo Constitucional!

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Em 1906 o fado cantava-se assim

por João Távora, em 26.12.14

MANASSÉS.JPG

 A escutar este registo HMV de 1906 da voz de Manassés Lacerda, reputado nome da canção de Coimbra, a interpretar este inédito "Fado Lisboa" escripto pelo Sr. Luiz da Silva Andermath

 Imagem daqui, com a devida vénia.

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