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Socorro, os impostos estão a procriar!

por João Távora, em 30.04.14

Eu sei que é produto das orientação do Tribunal Constitucional, mas este “IVA Social” de 0,25% com que se pretende viabilizar o sistema de pensões é um extraordinário estratagema para a perpetuação do socialismo. Imagine-se tantas outras subcategorias que podem brotar rosadinhas e rechonchudas, o "IVA da Ciência", o "IVA do Ambiente", o "IVA da Saúde". Neoliberal, o Governo? Imagina se não fosse!

 

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Lido no Facebook

por Maria Teixeira Alves, em 30.04.14

Governo aumenta IVA para 23,25%; TSU dos trabalhadores sobe 0,2% e em troca o Governo repõe 20% dos cortes salariais na função pública em 2015. Bom...é aumentar impostos e aumentar despesa pública. Viva o Socialismo!

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RIP tiki-taka

por José Mendonça da Cruz, em 30.04.14

 

Os 4-0 do Real Madrid ao Bayern souberam muito bem, mas o melhor foram os momentos altos.

 Os dois primeiros, foram a alegria genuína e a solidariedade de todos os jogadores com Cristiano Ronaldo quando bateu o recorde de golos na Champions e, a alegria ainda maior quando ele reforçou o recorde. Uma grande equipa é aquilo.

O outro momento foi o pender de cabeça desanimado de Pep Guardiola ao sofrer o 4.º golo. Foi quando ele compreendeu que o seu manhoso tiki-taka estava morto, porque demasiadas equipas descobriram não só como se resolve o enigma, mas também como se marcam golos à custa dele.

Um amigo meu bávaro, que ficou tão triste ontem, há-de ter essa consolação: agora, o Bayern pode regressar ao futebol claro e viril com que teve tanto sucesso.

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Flight n. FR1885

por Luísa Correia, em 30.04.14

 

Até já.

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Vozes da história

por João Távora, em 30.04.14

Muito curioso este monólogo bem humorado de Vasco Santana publicado num disco (infelizemente lascado ao início) Brunswick dos anos 30. 

 

A acompanhar mais curiosidades aqui.

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Quem pára o Palito?

por João-Afonso Machado, em 29.04.14

O homem tem um aspecto razoavelmente inofensivo, franzino, quase vergado ao peso da bigodaça. E um nome bonito - Baltazar, uma alcunha catita - o Palito. Nada faria supor. Mas um destes dias, tomado pela cegueira - falemos assim - deitou a mão à caçadeira e chumbou quatro mulheres, todas ligadas a si por laços de agora e de antigamente. Uma era sua filha; outra a mãe da sua filha; outra ainda a substituta da mãe da sua filha; a derradeira já não me ocorre quem era. E matou duas  e mandou as restantes para o hospital.

Foi um alvoroço sem precedentes lá na terra. A notícia correu o País e o Palito correu a refugiar-se hoje mesmo não se sabe onde. A Polícia partiu no seu encalço, de metralhadora em riste e cães farejadores à trela. Em vão. Alcançou a fronteira - conjecturou-se; que não - afirmou-se depois - escondem-no os seus comparsas, e há quem jure ele ter regressado a casa, saciado a fome (e a sede, decerto) e debandado novamente.

As mulheres da região nem ousam sair depois do anoitecer. Os seus maridos precavém-se. Parece que o Palito afinal tinha precedentes sanguinários, uma indeclinável tendência para o crime violento. E os jornais diariamente viram mais uma página desta novela que tanto podia ter sido protagonizada pelo João Brandão de Midões como escrita por Saramago sob encomenda de Hollywood. Mas não: o caso aconteceu em Valongo dos Azeites, algures entre a Pesqueira e Penedono, não longe de Espanha já. Seria uma historieta engraçada não fora o caso de as vidas perdidas e maltratadas serem reais. O Portugal actual traz à superfície as males de antigamente e e encolhe o campo de originalidade que era tão do acerto dos escritores ficcionistas. Sai-nos tudo ao contrário!

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Ser de quê? Como?

por Luísa Correia, em 29.04.14

A propósito da polémica recorrente sobre o que é ser de esquerda e de direita, e no sentido de me orientar nesse denso nevoeiro conceptual, produzi  a tabela que segue.

 

 

   

Ser de esquerda é...

  Ser de direita é...

Pelo critério do coração

 

 

Deplorar a pobreza, insurgir-se contra a desigualdade de oportunidades, lutar pela liberdade, pensar mais nos outros do que em si próprio. Gostar de mudança.

 

  Ser avarento, ambicioso, egoista, não olhar a meios para atingir os seus fins pessoais, nem aceitar que possa pensar-se de forma diferente. Valorizar a estabilidade. 
Pelo critério da cabeça  

 

Entender que se detém o exclusivo da razão, precisamente porque os fins são belos e românticos.  Entender, também, que esses fins justificam os meios, como a manipulação informativa, a engorda e o reforço do poder do Estado, e a restrição da liberdade individual em prol das «liberdades colectivas» (?). Entender que as mudanças devem fazer-se no seu próprio tempo de vida, recorrendo, no extremo, à política da tábua rasa e a métodos revolucionários e/ou ditatoriais.

 

  Entender que o primado é da liberdade de cada um. Entender que ao Estado compete apenas assegurar a igualdade de oportunidades e o cumprimento de regras mínimas de lisura social e económica. Entender que as mudanças necessárias devem fazer-se por via reformista, «sustentadamente» e no tempo de quantas vidas for. Entender que pode haver perigo nos idealismos de esquerda, - porque os idealismos tendem para a radicalização - e combater esse perigo, recorrendo, no extremo, a métodos golpistas e/ou ditatoriais.
Pelo critério do estômago   

 

Considerar que os primeiros pobres são os de esquerda, porque a esquerda é, por natureza, pobre (e/ou conhece casos traumatizantes de pobreza no seu passado ou ascendência próxima). Acautelar, portanto, prioritariamente, os seus próprios desejos e necessidades.

 

  Considerar a propriedade e a riqueza como direitos individuais legítimos e factores de prestígio e de motivação no trabalho. Preferir, entre as causas de perda de riqueza, aquelas que redundem em benefício palpável de estômagos alheios; ou seja, preferir a caridade à correcção fiscal.
Em síntese   

 

Viver de impulsos românticos, avaliando as consequências de forma leviana.

 

  Avaliar as consequências de forma cautelosa, comedindo os impulsos românticos.

 

Revejo o exercício e o nevoeiro continua cerrado. 

Ainda assim - e na linha conciliadora dos franceses, que reconhecem ter o coração à esquerda e a carteira à direita -, diria que ser-se de esquerda serve razoavelmente a nossa vida privada, em que os idealismos são inócuos, proporcionam divertidas discussões existenciais e compõem uma imagem generosa e apegada aos valores humanistas. Já ser-se de direita serve melhor a nossa vida pública (se a temos), porque o pragmatismo, a eficácia e a paciência são qualidades essenciais à administração do bem comum. Podemos, portanto, ser muitos num só, com ganho de interesse e sem perda de coerência.

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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 29.04.14
(Santa Catarina)

 

Passeio a pé [é um ] exercício moderado, constituído pelo movimento alternado das pernas e dos pés através do qual nos deslocamos docemente e por recreação de um lugar a outro.  (Encyclopédie Méthodique)

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Jurisprudência?

por João Távora, em 29.04.14

“o reconhecimento da personalidade de seres humanos está fora do alcance e da competência da lei”, qualquer que seja a sua natureza, não sendo o nascituro “uma simples massa orgânica, uma parte do organismo da mãe (…), mas um ser humano, com dignidade de pessoa humana, independentemente de as ordens jurídicas de cada Estado lhe reconhecerem ou não personificação jurídica”.

 

 

 

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Em defesa de um aniversário do 25N tão bronco como o do 25A

por José Mendonça da Cruz, em 29.04.14

Depois das «reportagens» que vimos nas televisões a propósito dos 40 anos do 25 de Abril, estou seguro de que Sic e TVi não deixarão de comemorar os 39 anos do 25 de Novembro como uma reacção militar contra movimentos que favoreciam a extrema-direita ou mesmo contra a extrema direita. Boaventura SS e Raquel Varela poderiam ser consultados para fornecerem provas e contexto. Não há razão nenhuma para que a ignorância, a estupidez e a manipulação se ocupem apenas de uma data.

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Nunca mais é 1974

por João Távora, em 29.04.14

Se o 25 de Abril é o dia da liberdade não podem existir prisões. Nem em forma de cadeias, nem em forma de ideologias. A liberdade pressupõe possibilidade de mudança e, na política, de adaptação do regime. Supõe um sistema democrático, mas politicamente neutro, onde caibam todos. Passa por aceitar que hoje estamos em 2014, amanhã em 2044, mas nunca mais em 1974.

 

A ler André Abrantes Amaral aqui na intergra

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Quando no passado domingo, dia 27, Portugal perdeu um dos seus últimos grandes intelectuais, eu escrevi aqui que tinha morrido um dos grandes intelectuais de Direita. Fui criticada. Cometi o sacrilégio de dizer que um dos homens mais inteligentes do país era de Direita. Como eu sou. Quase que me disseram que eu estava a denegrir o Vasco Graça Moura.

Um país sempre disponível para o pensamento fácil e estereotipado, de que Vasco Graça Moura não era um exemplo, facilmente bebeu a aversão à palavra Direita. Ninguém quer ser de Direita. Têm medo da palavra. Vê-se muita gente de Direita a dizer que é de Centro. O Centro é como o preto para as Senhoras: "com um vestido preto nunca me comprometo"! Portugal é assim povoado pelas meias-tintas. Tudo muito preocupado com o politicamente correcto. O que a maioria dos mediáticos disserem é que é para seguir. Ser de Direita é um insulto que serve apenas para atirar aos Governos quando são de Direita, como o de Pedro Passos Coelho.

Vem este intróito para dizer que finalmente alguém diz sem medo, e sem retirar os merecidos elogios, que Vasco Graça Moura era um homem intrinsecamente de direita e conservador. Diz Daniel Oliveira na sua crónica do Expresso que "Graça Moura era, ao contrário do que diz Maria Teresa Horta, intrinsecamente de direita. Mesmo como intelectual. E no que defendia como políticas públicas para a cultura ainda mais". E acrescenta que: "Acontece que Graça Moura era um conservador. E ser de direita e conservador, apesar de não ser irrelevante para o seu perfil intelectual e cultural, em nada beliscava as suas qualidades literárias".

"Penso perceber o que estava na cabeça de Maria Teresa Horta. No momento do elogio fúnebre (ainda por cima a um amigo), misturam-se, mesmo que involuntariamente, duas coisas: um preconceito específico da esquerda e o preconceito político mais geral. Para Maria Teresa Horta, um intelectual tão admirável não podia estar no lado oposto da barricada. O preconceito da esquerda é este: a direita é ignorante, inculta e odeia a liberdade das artes. O que torna o posicionamento político de Graça Moura, homem culto e "das letras", "contranatura". É claro que é um disparate. A direita não é nem mais nem menos culta do que a esquerda. Acontece apenas que a esquerda foi culturalmente hegemónica na segunda metade do século XX. E ainda mais em Portugal. Contou, por isso, com o apoio da grande maioria dos intelectuais. Mas, como é evidente nas gerações mais novas, não vive numa qualquer superioridade intelectual ou cultural. Tem um olhar diferente sobre o papel dos intelectuais na vida pública? Provavelmente. Tem um olhar diferente sobre a democratização do acesso à cultura? Seguramente. E nisso Graça Moura era indiscutivelmente de Direita".

Confesso-me surpreendida porque das únicas vezes que troquei mensagens com Daniel Oliveira senti-o precisamente um preconceituoso de esquerda. Nesta crónica prova que afinal consegue não o ser. Mais do que isso, consegue reconhecer que há um preconceito de esquerda que vê todas as pessoas de Direita e conservadoras como ignorantes. Isso é muito bom. Mesmo muito bom.

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Late night

por José Mendonça da Cruz, em 29.04.14

Um pato que não gosta dos outros patos é anti-pático

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A lei é uma arma contra a tonteria

por José Mendonça da Cruz, em 28.04.14

 

Do Código Penal elaborado e aprovado democraticamente:

 

Artigo 328.º (Ofensa à honra do Presidente da República)

1. Quem injuriar ou difamar o Presidente da República, ou quem constitucionalmente o substituir é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

2. Se a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente, de publicação de escrito ou de desenho, ou por qualquer meio técnico de comunicação com o público, o agente é punido com pena de prisão de 6 meses a 3 anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias.

3. O procedimento criminal cessa se o Presidente da República expressamente declarar que dele desiste.

 

Artigo 330.º (Incitamento à desobediência colectiva)

1. Quem, com intenção de, incitar, em reunião pública ou por qualquer meio de comunicação com o público, à desobediência colectiva de leis de ordem pública, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

2. Na mesma pena incorre quem, com a intenção referida no número anterior, publicamente ou por qualquer meio de comunicação com o público:

a) Divulgar notícias falsas ou tendenciosas susceptíveis de provocar alarme ou inquietação na população;

b) Provocar ou tentar provocar, pelos meios referidos na alínea anterior, divisões no seio das Forças Armadas, entre estas e as forças militarizadas ou de segurança, ou entre qualquer destas e os órgãos de soberania; ou

c) Incitar à luta política pela violência.

 

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Peregrinando

por João-Afonso Machado, em 28.04.14

As serranias no horizonte são uma luz. Não porque a caminhada não as vá deixar muito para trás, somente devido ao que se busca nestes dias cujo único sentido será talvez buscar um sentido. Um rumo. Ou uma mão-cheia de confiança e de vontade, um desejo imenso decerto escondido na beleza da paisagem, no rumor da brisa. Às vezes sob um sol a queimar os olhos, o piso, a garganta, outras debaixo de um mar jorrado das nuvens. Quantos não compreenderão estas horas de marcha gritadas aos pés em voz de sargento!

Mas quantos, também, aprenderam já rogar pragas às pedras nos trilhos faz parte do programa; e que há sempre uma ave flanando, a frescura de uma ribeira, quantos e quantos trechos e cores onde é possivel acreditar em amanhã e sempre...

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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 28.04.14
(Amoreiras)

 

A parte nova da cidade é a favorita dos jovens modernos, que também frequentam o «Calhambeque» (à Av. de Roma), onde é preciso um passaporte para entrar, e o «Pop Clube», inaugurado em Agosto de 1966, mais tarde «Primorosa de Alvalade» (à Av. Estados Unidos da América). No topo da Avenida da Liberdade fica a «Galeria 48», onde actuam a brasileira Maysa, Simone de Oliveira, Carlos do Carmo e o Thilo's Combo, entre outros. Ao final da noite, os mais boémios misturam-se com a fauna do Parque Mayer no «Cantinho dos Artistas» e arriscam um caldo verde no mal-afamado «Cova do Galo», com boîte na cave (Parque Mayer), onde actua o dono, o pianista Eugénio Pepe. Em noites mais criativas dá-se um pulo até ao «Hot Clube» (Pr. da Alegria) para ouvir jazz. A cinco minutos fica o «Ritz Club» (R. da Glória), cabaré duvidoso, perto do bordel de Madame Blanche, já demasiado bas-fond para a maior parte da juventude ié-ié. 

A 13 de Maio de 1967 abre na Lapa o «Relógio» (R. do Olival), boîte elitista do artista plástico Francisco Relógio e que em 1970 dará lugar ao famosíssimo «Stone's» de Manecas Mocelek. É justamente Mocelek que em Maio de 68 faz uma revolução na noite da alta-sociedade lisboeta ao tomar conta do «Ad Lib» (R. Barata Salgueiro) no sétimo e último andar de um prédio acabado de estrear. «Ad Lib», da expressão latina «ad libitum», que significa «à vontade» - mas apenas para os amigos ou amigos dos amigos do proprietário, João de Castro. Pedro Leitão, pintor retratista próximo do jet-set internacional, assina a decoração de estilo oriental: estátuas indianas (made in Portugal), cadeiras de encosto semicircular forradas a pele, paredes e chão encarnados. A colaboração já não é uma estreia para a dupla Leitão-Mocelek, que dois anos antes criara o espaço mais emblemático de Cascais, o «Van Gogo». (Joana Stichini Vilela e Nick Mrozowski, LX60)

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O bom senso de Pedro Mota Soares

por Maria Teixeira Alves, em 28.04.14

Congratulo-me que o Ministro Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, tenha conseguido convencer os agentes da troika a recuar na recomendação de redução das indemnizações pagas aos trabalhadores em caso de despedimento ilegal. 

Reduzir as indemnizações por despedimento ilegal seria a mesma coisa que baixar as multas de trânsito por excesso de velocidade: um convite à ilegalidade.

 

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Terra sangrenta

por João Távora, em 28.04.14

Maria Teresa Horta disse que sempre considerou «inexplicável que um homem como o Vasco Graça Moura fosse de direita». (…) «Para mim era contranatura», acrescentou.
A escritora, do pedestal da sua tacanhez acredita genuinamente numa superioridade moral por via ideológica. Na unanimidade no pensamento. Depois de Hitler e de Estaline porque será que tantos tardam aprender a viver em Liberdade?

 

Foto DN

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As amplas liberdades

por João Távora, em 27.04.14

 

Amália Rodrigues apanhada no processo da caça às bruxas comunista do pós 25 de Abril. A ouvir a partir do 3º Minuto.

PS: Aquele que em bicos de pés interpela Amália trata-se de Pedro Jordão um obscuro músico, e a conversa que está na genese da discussão pode ser ouvida aqui

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Foto-fitas do dia

por Luísa Correia, em 27.04.14

 

(Bica)

 

[...]

não rodarás nas rotas como dantes, 

quer murmures, escrevas, fales, cantes, 

mas apesar de tudo ainda és nossa, 

e crescemos em ti. nem imaginas 

que alguma vez uma outra língua possa 

pôr-te incolor, ou inodora, insossa, 

ser remédio brutal, vãs aspirinas, 

ou tirar-nos de vez de alguma fossa, 

ou dar-nos vidas novas repentinas. 

enredada em vilezas, ódios, troça, 

no teu próprio país te contaminas 

e é dele essa miséria que te roça. 

mas com o que te resta me iluminas. 

 

Vasco Graça Moura, Lamento para a língua portuguesa

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