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Episódios do Minho

por João-Afonso Machado, em 31.05.13

Andam há muitos anos nisto e se não crescessem não continuariam a arrendar mais terras para sustentar o seu gado. Trabalham para eles próprios, sem mais alguém. Identificá-los na rua, além dos das suas relações, só talvez quem lhes cobre as rendas... Mas o ritual é antigo. Estão aí duas dezenas de hectares a lavrar num dia. Com o tempo a voar, será o tempo de deitar abaixo umas tantas toneladas de milho híbrido. Dois tractores uma noite toda, iluminada como uma romaria. Lá para Setembro, dois tractores - os tais - ainda em tempo das rãs e dos ralos e do calor, uma noite - essa - estranhamente enfarolada para a vizinhança.

São empresários, três irmãos, não há quem os conheça por ricos. Somente não esbanjam e trabalham. Em abrindo a boca qualquer subsídio, é claro, aproveitam. Mas não vivem à espera deles, não choramingam e desconhecem sindicatos. Quanto a horários...

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Sexta-feira com Orçamento Rectificativo

por Corta-fitas, em 31.05.13


Tiffany Thompson daqui

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Valeu de alguma coisa?

por José Mendonça da Cruz, em 31.05.13

Valeu de alguma coisa a esta direita e a este centro-direita essa mania da abrangência, esse amor acrisolado ao adversário, essa obsessão da equidistância? Com a timidez desconvocaram o descaramento e a irresponsabilidade dessa esquerda que nos trouxe à ruína? Com a sua complacência obtiveram alguma complacência desses movimentistas de segunda, que devem ao acaso a Câmara de Lisboa (onde fizeram pior que nada) e a presidência da República (onde derrubaram governos legítimos por não serem da cor) ? Travaram alguma peixeirada indigna antes, durante e depois de um conselho de Estado? Com a tecla gasta do consenso chamaram à razão algum velho senil e incendiário? Impediram que algum acesso de histeria ou demência lançasse apelos públicos à violência, que, em rigor, devem merecer a atenção da Justiça de um Estado democrático? Estão essa direita e esse centro-direita contentes com o ódio dos seus adversários (que voltam a não temer proclamá-lo) e a estranheza do seu eleitorado? Não aprendem nunca?

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Libertar Portugal da Austeridade?

por João Távora, em 31.05.13

soares.jpg

 

Estes malfadados tempos de aperto dão para tudo: é extraordinário como num Portugal "moderno e europeu" a oposição é protagonizada por um político reformado com dificuldades de concentração e falta de memória que invoca a luta de rua contra um governo legitimado por uma maioria parlamentar, e mais grave que tudo, contra uma austeridade para qual não se conhece qualquer alternativa. Como refere Bruno Faria Lopes do jornal de Negócios, "Libertar Portugal da Austeridade" é um slogan político mentiroso (o que implica dolo) ou simplesmente lunático (o que implica uma leitura errada da situação do país). Dentro do euro haverá mais austeridade. Fora do euro haverá mais austeridade. A comparação do nível de austeridade dentro ou fora do euro está ainda muito por fazer - mais ou menos intensa, durante mais ou menos tempo - mas jamais algum destes caminhos significará "Libertar Portugal da Austeridade" nos próximos anos. Reconhecer isto não é o mesmo que desejá-lo - é, apenas, um reconhecimento elementar do contexto do país.

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O Estado não tem dinheiro

por Maria Teixeira Alves, em 30.05.13

Pedro Passos Coelho põe o dedo na ferida: “Estado não tem dinheiro para sustentar a factura salarial” da função pública. Mas não chega falar, é preciso actuar e rapidamente.

Se há alguma coisa a apontar a este governo é o atraso na corte estrutural dos gastos do Estado, não há alternativa à redução do número de funcionários públicos. O Governo tentou ser soft, mas no fundo adiou o inevitável. Passos Coelho confessou mesmo "que todas as outras medidas implementadas pelo Governo para reduzir a massa salarial do Estado foram inviabilizadas pelo Tribunal Constitucional". Espero que não seja tarde demais.

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E por favor desliguem-me esse ar condicionado!

por João Távora, em 30.05.13

Às vezes tenho a viva impressão de que o meu País acaba à porta da minha casa, imanente na maltratada bandeira que desfraldámos e nos transcendentais valores em que nos reconhecemos. O meu Portugal é cada vez mais uma rede descontinuada de amigos, famílias e de símbolos onde o reconheço plasmado. O resto parece-se demais com um condomínio que dividimos e pagamos por mera necessidade e sentido prático.



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D. Manuel Clemente e a co-adopção

por João Távora, em 30.05.13

Em declarações a jornalistas portugueses, em Bruxelas, D. Manuel Clemente disse ter «as maiores dúvidas» que, em «em relação a essa medida (co-adoção), que ainda não está definitiva, e em relação a outras chamadas fraturantes, as decisões políticas tenham sido suficientemente informadas por um esclarecimento dos próprios deputados».

 

Notícia TSF

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O Corcunda está de volta

por João Távora, em 30.05.13

(...) Porque é que a libertação do modelo familiar não pode emancipar-se das concepções de conjugalidade (que no fundo são meras emanações do paradigma religioso) e transformar-se realmente em algo puramente livre? O grupo deswingers da Avenida da Boavista, a comunidade de amor-livre da tenda 4 do Boom Fest, ou o Grupo Excursionista e Recreativo do Parque de Campismo da Costa da Caparica, são aglomerações humanas com tanta dignidade e insondabilidade de afectos como outra qualquer. Deverão ver reconhecida a sua relação, como outras quaisquer, tendo assim possibilidade de casar, adoptar e de ser reconhecidos como núcleo essencial de vida e educação. (...)

 

Continuar a ler o Corcunda n'O Governo dos Mortos

 

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Machado Fm

por João-Afonso Machado, em 29.05.13

E assim continuámos a lutar contra a invasão disco sound. Sem colarinhos aborboletados, mirabolantes, e sem sapatos de tacões obscenos. Quase num silêncio comunitário feito destes sons que empolgavam e apelavam ao sonho. The Doobie Brothers e o seu Long Train Running. Em tantas noites de conspiração contra a "música comercial".

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O segredo da recuperação económica

por Maria Teixeira Alves, em 29.05.13

Paralelamente à necessária reforma e reestruturação do Estado, que tem de ser feita sem medos e sem tabus. É preciso divorciar o risco soberano do risco bancário. E isto só se faz com a União Bancária, onde os bancos todos da Europa passam a ser regidos por Bruxelas e pelo BCE. É fundamental que seja implementado. Começa agora e continuará pelos próximos anos até estar realizado em pleno. Mas é o segredo de um contínuo financiamento à economia. Como bem o disse Vítor Gaspar:

«UNIÃO BANCÁRIA É UMA PRIORIDADE ESSENCIAL PARA O GOVERNO PORTUGUÊS»

A «união bancária é uma prioridade essencial para o Governo português», devendo avançar «o mais depressa possível», uma vez que é de «importância primordial» para o regresso ao crescimento económico, afirmou o Ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, em conferência de imprensa com o seu homólogo da Holanda e presidente do grupo dos países do Euro, Jeroen Dijsselbloem, sobre a sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira e a união bancária, em Lisboa.

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Mãe há só uma!

por João Távora, em 28.05.13

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Boa defesa da nossa causa

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.13

Fantástico o testemunho de Pedro Madeira Rodrigues no Prós e Contras, que adoptou uma criança tendo já imensos filhos biológicos.
Quero aqui elogiar também a intervenção do Bastonário da OA, Marinho Pinto, e do director do Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas.

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Estou com o Marinho

por Maria Teixeira Alves, em 28.05.13

É preciso um pai e uma mãe.

Os óvulos são das mulheres e espermatozóides são dos homens. 

Esta é uma lei fraudulenta por convida a contornar a lei que proibe a adopção por homossexuais. 

Vocês querem fazer experimentalismo social.

 

Grande Marinho Pinto!

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Do cimo do mirante

por João-Afonso Machado, em 27.05.13

Vem de mais a norte, da serra da Estrela. Mas ainda rapazelho, curveteando entre as serranias. É o Zêzere, no exacto momento em que marca os limites dos concelhos do Fundão, de Oleiros e da Pampilhosa da Serra. E os distritos de Castelo Branco e Coimbra também. É muita responsabilidade para um rio só, ainda por cima tão novo, tão magricelas visto do alto do miradouro de Orvalho. E entre os sucessivos povoados postos à sombra dos pinheirais e eucaliptais ocorre-me o nome de um - Bogas de Cima. A querer explicar que também existe Bogas de Baixo. Assim com Escalos - de Baixo e de Cima, igualmente. É muito peixe, muitas águas e todo o mistério que nelas se oculta. São os sinos das aldeias, as vozes longínquas, os imensos falares dos animais. E tudo o que a nossa imaginação quiser se passe lá em baixo, dos vales para as encostas.

No fundo, é o Portugal ainda português. Esse de que é impossivel não gostar.

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Aos meus amigos benfiquistas

por João Távora, em 27.05.13

"Com o futebol vivem-se tão vertiginosas quanto efémeras alegrias e tristezas, euforias e desilusões que se curam depressa, com uma boa noite de sono e um pouco de juízo."

"Liberdade 232" pp. 153. 
À venda aqui: http://www.liberdade232.com/

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Recortes

por João Távora, em 27.05.13

(...) Um homem singular pode ser um bom pai, como uma única mulher pode ser uma boa mãe e, por isso, é razoável que um só indivíduo possa adoptar. Mas dois homens ou duas mulheres, não só não são melhores pais ou mães – na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe – como, em caso algum, podem ser pai e mãe, o que só poderá ocorrer se forem, respectivamente, homem e mulher.

Por outro lado, se se entende que duas pessoas do mesmo sexo podem ser dois bons «pais» ou «mães», por que não permitir que três ou mais indivíduos do mesmo sexo, possam adoptar?! Afinal de contas, a exigência da heterossexualidade do casal é tão natural quanto a sua composição dual: se duas pessoas, do mesmo sexo, podem ser casal e família, porque não três, quatro ou cinco?! A obrigação legal de o casal serem só dois não será também preconceituosa?!

De facto é e, nisto, os defensores da co-adopção têm toda a razão. É um preconceito, como preconceituosa é também a essência heterossexual do casal. É um preconceito porque é uma realidade anterior a qualquer racionalização do amor, da família ou da geração: a natureza heterossexual da união fecunda não decorre de nenhuma ideologia, cultura ou religião, mas é uma realidade originária e natural e, apenas neste sentido, é um pré-conceito. É uma realidade aliás universal, porque 97% das uniões estáveis são constituídas, em todo o mundo, por pessoas de diferente sexo e 100% dos casais naturalmente fecundos são heterossexuais. É por isto que o casamento é matrimónio: a união que faz da mulher mãe, ou mater, em latim, porque, quando se exclui a geração, não há verdadeiro casamento, nem família. (...)

 

Padre  Gonçalo Portocarrero de Almada aqui no jornal i

 

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Na "região do pinhal interior"

por João-Afonso Machado, em 26.05.13

Viagens como se fossem para mundos tão diferentes, afinal sem irmos além fronteiras. A Beira Baixa! A "região do pinhal interior", "aldeias do xisto"... a afirmação de uma identidade que procura suplantar a desertificação e da pobreza fazer riqueza.

O Hotel de Santa Margarida, em Oleiros - no distrito de Castelo Branco - é obra da Câmara Municipal. Concessionado a privados, constitui uma aposta iniciada em Outubro de 2012. A partir dali, são todas as belezas da maior mancha florestal do País absolutamente ao alcance do nosso deslumbramento. E, a seu lado, a ribeira de Oleiros sujeita a regime especial de pesca desportiva.

Uma vez mais, as autarquias ao leme da inovação. Ou de mãos nos remos, contra a maré...

 

 

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Perdoar-me

por José Luís Nunes Martins, em 26.05.13

Nem sempre as minhas ações estão de acordo com o que sou. Umas vezes pela vontade de impedir o bem; outras, pela de permitir o mal. Quase sempre por medo.

 

O principal dano das minhas culpas recai sobre mim mesmo, uma vez que transgrido a mais essencial de todas as leis de que faço parte: o meu projeto íntimo de felicidade.

 

A culpa é um estado de dívida que visa ser saldado por uma pena que, justa, reponha o homem de novo a caminho do seu destino.

 

Porque o passado é, por essência, inalterável, sobra o tempo que se tem por diante. O arrependimento é a firme disposição de mudar o futuro para remissão da falta cometida.

 

Estamos condenados ao arrependimento, somos livres e erramos, e este sofrimento voluntário é a única forma de purificação realmente eficaz... Embora a culpa só desapareça com o perdão de todos os que prejudicámos... e a tentação do mal esteja sempre por perto, depois da penitência até mais do que antes...  mas também é verdade que, como o disse S. Catarina de Sena, “o mal é fraco porque só pode aquilo que eu lho permitir.”

 

A coragem com que me disponho a redimir-me da culpa, que honestamente assumo, determina a minha paz, o meu valor... o que sou.

 

Há culpas maiores que outras, mas nenhuma se transpõe abanando-lhe os ramos, o que importa mesmo é arrancá-las pela raíz. Ainda que trema o chão que nos segura os pés.

 

Só eu sou causa da minha decadência e apenas eu me posso resgatar dela. Porque, afinal, só eu posso ser o herói da minha vida. Quando for capaz de, apesar do medo, me fazer maior que os meus erros.

 

 

 

(publicado no jornal i - 25 de maio de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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Dom Manuel Clemente

por João Távora, em 26.05.13

Por mais entrincheirados que nós católicos vivamos nestes dias num Portugal também ele fracturado, a paz terá que ser sempre negociada. Nesse sentido Dom Manuel Clemente é uma boa noticia, pois só a convocação massiva de inteligência travará essa continuada capitulação.
A não perder o artigo de Henrique Raposo na revista do Expresso sobre o novo Patriarca de Lisboa.

 

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La Manif Pour Tous

por João Távora, em 26.05.13

Neste momento em França a Direita desfila em 23 cidades pela revogação da lei que permite a adopção de crianças por duas mães ou dois pais. Nos Invalides em Paris já estão centenas de milhares de pessoas. Entretanto em Portugal a parte da direita abstém-se, não vá a Isabel Moreira acusar de homofobia. 

 

Pedro Pestana Bastos

 

Foto La Manif Pour Tous

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