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Domingo de Páscoa

por João Távora, em 31.03.13

Jesus, desonrado e ultrajado, é deposto com todas as honras num túmulo novo. Nicodemos traz uma mistura de mirra e aloés de cem libras destinada a emanar um perfume precioso. Agora na oferta do Filho revela-se, como sucedera já na unção de Betânia, um excesso que nos recorda o amor generoso de Deus, a «superabundância» do seu amor. Deus faz generosamente oferta de Si próprio. Se a medida de Deus é superabundante, também para nós nada deveria ser demasiado para Deus. Foi o que o próprio Jesus nos ensinou no discurso da Montanha (Mt 5, 20). Mas é preciso lembrar também as palavras de S. Paulo a propósito de Deus, que «por nosso meio faz sentir em todos os lugares o odor do seu conhecimento. Somos, para Deus, o bom odor de Cristo» (2 Cor 2, 14-15). Na putrefacção das ideologias, a nossa fé deveria ser de novo o perfume que reconduz às pegadas da vida. No momento da deposição, começa a realizar-se a palavra de Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24). Jesus é o grão de trigo que morre. Do grão de trigo morto começa a grande multiplicação do pão que dura até ao fim do mundo: Ele é o pão de vida capaz de saciar em medida superabundante a humanidade inteira e dar-lhe o alimento vital: o Verbo eterno de Deus, que Se fez carne e também pão, para nós, através da cruz e da ressurreição. Sobre a sepultura de Jesus resplandece o mistério da Eucaristia.


Joseph Ratzinger Meditações sobre a Via Sacra (14ª Estação) 

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Mécia já cá está

por João-Afonso Machado, em 30.03.13

Para reforço do governo das nossas almas. É uma remodelação. Nascida da classe média, numa família de oito irmãos, quer o pai, quer a mãe, afamadíssimos na caça à perdiz, onde lograram extenso curriculo.

Mécia ainda ontem viajou de V. N de Gaia para as famalicenses terras de mistério e tradição. Conheceu a sua nova casa e repousou um pouco, durante a tarde. Almoçou com muito apetite e da melhor disposição.

Ainda teve tempo para guerrear o gato (com quem se está tratando faça as pazes) e, à noite, assistiu à procissão de Sexta-Feira Santa.

As tribos minhotas têm, de uma forma ou de outra, manifestado o seu gáudio pela chegada de Mécia à nossa Provincia.

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Mais uma

por Vasco M. Rosa, em 29.03.13

Álvaro Lins foi um herói para Portugal, no famoso caso Humberto Delgado, mas foi também um crítico literário de valor, reconhecido na sua época, até por Victor Cunha Rego, que lhe dedicou páginas no jornal Portugal Democrático. A verdade é que saiu no início do ano no Brasil um livro deste literato e político e a crítica e a imprensa portuguesa, sempre tão desatentas, nada disseram. Ah, grande ano Brasil Portugal Agora, que vais de vento em popa!!



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Os inimputáveis

por José Mendonça da Cruz, em 29.03.13

Soares meteu-nos na união Europeia. Guterres meteu-nos no Euro. Sócrates meteu-nos na bancarrota e na troika. Mas, obviamente, não têm nada a haver com coisa nenhuma. Para demonstrar derradeiramente a sua absoluta inimputabilidade, ao PS já só falta aprovar uma moção de censura ao PS.

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Tem razão José Pacheco Pereira ao dizer que mais que o conteúdo da entrevista de Sócrates - em geral (resumo grosseiramente) foi tudo mentira, ou, nas palavras de Joaquim Aguiar, um evento do foro psiquiátrico - que mais que o conteúdo, interessam os efeitos da entrevista de Sócrates. Deixo de lado os efeitos políticos que me pareceram despiciendos, para sublinhar a triste naturalidade com que revi conhecidos jornalistas saudarem a «ferocidade», a veia «felina», o «instinto matador» de Sócrates, mesmo (admitiam eles à margem e de mau grado) ao serviço da mentira e da manipulação de factos e números. Foram esses jornalistas dos mais toscos (como Luís Delgado ou os pivôs que cairam em sucessivos actos falhados chamando «primeiro-ministro» ao ex-primeiro-ministro mandado embora), aos mais previsíveis (como António José Teixeira que, entusiasmado, já fazia equivaler os dois últimos anos do seu querido «felino» com os dois anos do governo Passos Coelho), aos mais insuspeitos (como Pedro Santos Guerreiro, que gabava a «combatividade» de Sócrates ao expor fantasias). Estes serão talvez os mesmos jornalistas que se indignariam se alguém elogiasse um falsário por recorrer a métodos particularmente humorados, ou que não suportariam ouvir elogios a um criminoso apenas porque junta ao seu modus operandi alguns elementos lúdicos. Com Sócrates, parece-lhes diferente (e nem reparam que se menorizam intelectualmente). Faz pena vê-los assim (mas não deixa de ser higiénico).

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Offline

por João Távora, em 28.03.13

Retiro-me até Domingo para as celebrações do Tríduo Pascal. Votos de uma Santa Páscoa para todos.

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Foi daí que pediram uma celebração da memória?!

por José Mendonça da Cruz, em 28.03.13

Outros protagonistas que a RTP devia convidar para a entrevista e o comentário, em honra da memória e na senda da interpretação de serviço público que actualmente perfilha:

- convite a Mário Lino para explicar como é que o aeroporto de Lisboa afinal jamé saiu da OTA, e como foi divertido fazer auto-estradas para a Arruda e novas pontes sobre o Tejo no Carregado para acesso ao Algarve e onde hoje não passa vivalma; e se ainda acha boa ideia a oitava auto-estrada para o Porto; e se a outra banda ainda é um deserto;

- convite à dupla António Mendonça/Paulo Campos, para, em uníssono, defenderem que foi pena não se fazer o TGV porque assim Portugal nunca vai ser praia de Espanha, e explicarem como foi boa ideia negociar e renegociar SCUTs e outras PPPs de forma a subir os encargos para os contribuintes e os lucros para as empresas amigas; e para aplaudirem a visão por detrás de um aeroporto Internacional vazio em Beja; e para em geral celebrarem os gastos perdulários em situação de falência; convite acessório a João Cravinho sénior para vir contar outra vez aquela anedota engraçadíssima sobre como «as PPPs são benéficas para o Orçamento»;

- convite a Pedro Silva Pereira para vir reafirmar que foi uma atoarda a denúncia de um plano do governo Sócrates de controlar a comunicação social (restante), vendendo a TVi, encerrando o Sol, etc. ; e como também nunca houve pressões do procurador Lopes da Motta sobre os investigadores do caso Freeport e que ele só foi demitido por maldade; e outras caturreiras dele e do seu sósia ou vice-versa;

- convite a Manuel Pinho para recordar a gloriosa carreira no BES que o conduziria ao posto de ministro socialista, para representar uma cena de corninhos em Assembleia, para recordar as minas que reabriu e afinal não reabriram, para negar que a sua e de Sócrates «aposta nas energias renováveis» conduziu direitinha às rendas excessivas de hoje, e para relembrar o gosto das aulas que deu nos EUA pagas pela EDP, único caso conhecido de exportação subsidiada de ex-ministro (a do primeiro subsidiada pela Caixa não conta);

- convite ao pior ministro das finanças da Europa (Economist dixit) para reconstituir os últimos dias de desgoverno, e dizer se na sua opinião Sócrates era mesmo o último português que não sabia que Portugal estava falido, se era o único português que ignorava que quem o tinha levado à falência era ele, e porque é que o pior ministro Santos andava então tão mal encarado;

- convite para participação em programa de variedades à Dr.ª Isabel Alçada, para que leve de novo à cena esta encantadora rábula, depois de explicar se a principal razão para ser feita ministra e sofrer poucas críticas durante o exercício terá sido o facto de ser mulher do então presidente da Gulbenkian; convite subsequente à Dr.ª Rodrigues para falar outra vez enfaticamente sobre a grande festa da Parque Escolar;

- convites semanais a tatuadas pro-gay, boutades à Galamba, grosserias à Lello, fracturas à Pinto, mitómanos e troca-tintas, e mais tropa fandanga genérica.

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O mitómano

por João Távora, em 28.03.13

 

Os poucos que se extasiam com os olhos piscos de Sócrates são os mesmos que há tempos se embeveceram com Baptista da Silva. Burlão por burlão, prefiro o segundo. Por causa dos óculos.
Quanto ao mais, a realidade passa alheia ao mirabolante circo de horrores que a RTP decidiu patrocinar. De facto, só um banco do Estado para emprestar dinheiro para o mitómano Sócrates viver em Paris dois anos, assim como só a televisão do Estado para lhe "dar voz”. Por estes dias, cada um tem a casa dos segredos e as novelas que quiser nas Tvs. O difícil mesmo é sacar dinheiro à Europa, ter economia e sair da crise.  

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A narrativa embusteira

por João-Afonso Machado, em 27.03.13

Confirma-se: Sócrates esteve na Sorbonne e estudou Herodoto. Trouxe a boca cheia de narrativas e narrou, narrou, narrou, até ao adormecimento geral. Vale dizer, não se saiu mal, também, na retórica e no sofisma. Valeu-lhe a pena o "empréstimo" e a estadia em Paris.

É claro, safou Sócrates a, bem ou mal intencionada, precipitação dos entrevistadores. Era deixá-lo falar, desguardar-se e cair-lhe em cima com os argumentos certeiros. Mas não: sempre a oratória ganha uma vez instalada a confusão de vozes.

Assim se ouviram ditos inolvidáveis: os seus esforços para manter o rigor orçamental, a rejeição do célebre PEC4, única determinante do pedido de ajuda externa (a que acabou por aderir por se sentir sozinho na "luta"), a fidelidade de princípios que invocou para manter no OE o aumento de 2,9% da Função Pública...

Pelo caminho, deu forte em Cavaco, de quem já não consegue ocultar querer suceder.

E usou e abusou do termo "embuste". Fez muito bem! A entrevista foi isso mesmo.

 

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Perspicácia

por Maria Teixeira Alves, em 27.03.13

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Férias em casa

por João Távora, em 27.03.13

 

"Pai, pai, hoje é o meu dia de sorte: a mãe deixou-me fazer tudo menos disparates!".

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Esta, hoje, não me sai da cabeça...

por Luísa Correia, em 27.03.13

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Elucubrando sobre o Jurássico...

por Luísa Correia, em 27.03.13

Há especulações impagáveis e o Sunday Times dá-nos nota de uma delas na sua edição do passado Domingo.
A questão é como acasalariam os dinossauros? Em causa estão aqueles exemplares que, como o estegossauro (acima) ou o anquilossauro, apresentavam tremendos espigões ósseos e outros expedientes defensivos no lombo e na cauda, inviabilizando o recurso à técnica zoo-clássica da abordagem pelas costas, devido aos riscos de ferimento dos machos, incluindo perda de capacidade viril.
A comunidade científica, para a qual a questão não é de somenos, por isso que se prende com a adaptação de criaturas que dominaram o planeta durante umas dezenas de milhões de anos (prazo a que o homem, por este andar, não chega...); a comunidade científica, dizia, divide-se entre duas teses: a primeira, a de que as fêmeas adoptariam, para o efeito, uma variante próxima da chamada posição do missionário; outra, a de que os machos disporiam, para o efeito, de equipamento convenientemente adaptado no sentido do comprimento, a tese apontando para extensões de alguns metros!
(In)felizmente, a especulação não vai ter fim. Porque, segundo a mesma comunidade científica, a resposta passaria pela descoberta de provas fósseis, o que parece ser praticamente impossível, na medida em que os tecidos moles não costumam fossilizar... no sentido literal, entenda-se.

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Instantâneos de Lx

por Luísa Correia, em 26.03.13

(De São Vicente de Fora...)

“There are three kinds of despots. There is the despot who tyrannizes over the body. There is the despot who tyrannizes over the soul. There is the despot who tyrannizes over the soul and body alike. The first is called the Prince. The second is called the Pope. The third is called the People.”
(Oscar Wilde)

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O factor humano

por João Távora, em 26.03.13


O pilar fundamental de qualquer aplicação para internet, mais do que a sofisticação da tecnologia com que é desenvolvida é a ideia subjacente. Como sempre e uma vez mais desaguamos nos fundamentos da comunicação web: o conteúdo é rei e senhor

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Opinião feminina

por Luísa Correia, em 26.03.13

Impressionantes, as imagem da "manif para todos" de Domingo, em Paris, contra o "casamento para todos". Um sucesso que os organizadores dizem esperar reforçar na próxima oportunidade, duplicando o número de manifestantes com a adesão de desempregados e trabalhadores descontentes.
O desejo de que este segmento populacional participe no movimento precisa, de certo modo, os seus objectivos: é sair em defesa da família tradicional, sim, mas reclamar, sobretudo, contra a ordem de prioridades do governo Holland, que passa por um pino de impopularidade.
Este quadro é-nos, a nós, portugueses, muito familiar, da experiência recente que temos de socialismo no poder.
Incapaz de promover a geração de riqueza, pela ambiguidade das posições (e políticas) que advoga, e, consequentemente, incapaz de distribuir riqueza - porque só se distribui o que se tem - o socialismo vem-se apegando a uma agenda muito própria, feita de todas as causas que são matéria ética ou de consciência de vanguarda, causas que respeitam, quase sempre, a minorias e cujo interesse prático é reduzido em tempos economicamente críticos. Em Portugal, o socialismo tem feito também gosto em se antecipar a todos os outros, como é característico dos que querem parecer maiores ou melhores do que o que são. Para o essencial, o socialismo não apresenta soluções, porque as únicas minimamente eficazes pressupõem cedências a perspectivas conservadoras básicas.
A vida é "conservadora" por natureza. É por isso que é tão difícil ser-se socialista e coerente. É por isso que os socialistas que conhecemos falam sempre com sete pedras na mão. E é por isso que o socialismo que conhecemos cada vez convence menos... se é que não tem, como suponho, os dias contados.

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Esta, hoje, não me sai da cabeça...

por Luísa Correia, em 25.03.13

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Virar a página?

por João Távora, em 25.03.13


Passado algum tempo (demasiado) em que o Sporting vem sendo para mim um assunto profundamente desagradável e com pouco que ver com futebol, eis que estou de volta aos assuntos da bola para umas curtas considerações. 
Em primeiro lugar lamentar o triste espectáculo que resultou da comunicação dos resultados eleitorais, condicente com o que se vem verificando nas quatro linhas: um desastre de improvisos e amadorismo gritante. Em segundo, sendo eu avesso ao estilo de Bruno Carvalho, reconheço-lhe uma enorme virtude em relação às candidaturas concorrentes: um visível gosto e determinação férrea em conquistar o poder, condição que julgo valiosa para a tarefa ciclópica que o aguarda.
Foi este dilema que me levou pela primeira vez a abster-me em eleições no meu clube. Pela minha parte felicito a nova direcção e torço para que, imbuída de realismo e muita ambição, esteja à altura da história deste (ainda) grande clube que ocupa o meu coração. Tenho sede de vitórias e um enorme desejo voltar a Alvalade. Boa sorte, Bruno de carvalho.


Publicado originalmente aqui

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O mal: atentado à integridade

por José Luís Nunes Martins, em 25.03.13

O mal não é uma entidade. Não existe por si só, não tem substância nem consistência, não pode ser olhado nos olhos. É a ausência de bem – uma falha no ser. Ferida que corrompe até ao fundo, albergando-se na intimidade a fim de a destruir completamente.

 

Trata-se de algo com uma extrema crueldade que deseja aniquilar o que há de mais humano no homem. A nossa integridade. O mal manifesta-se numa vontade potente que visa erguer-se a um estatuto de deus através, não da criação, mas da destruição.

 

A estratégia é intemporal e imutável: dividir para dominar – fragmentar para enfraquecer. Sempre a partir de dentro, sempre numa base de confiança próxima com que, sem grande dificuldade, atinge as pontes que compõem os alicerces do nosso coração. Assim se destroem identidades, famílias, instituições... assim se vão desfazendo as partes do mundo que preferem a preguiça que esteriliza à fecundidade do amor.

 

Enquanto o bem cria, reúne e completa; o mal separa, desincorpora e fragmenta. Conversão, perversão. A primeira produz uma verdadeira aliança de todas as partes, a segunda faz de cada elemento um rival de cada um dos demais.

 

No universo, um buraco negro é algo que se consome a si mesmo, ao mesmo tempo que absorve toda a matéria e luz que lhe chega perto. Excelente metáfora da forma como opera o mal: um egoísmo que se alimenta de si próprio, atraindo a si tudo o que lhe passa perto para o dominar através da anulação.

 

O homem é um palco onde o bem se debate com o mal, pois a nossa condição exige a cada momento que cada um de nós decida, livremente, o que pretende fazer de si mesmo. São muitas as tentações que pairam diante de nós, caminhos de aparente facilidade que prometem tudo... mas que nunca cumprem o que prometem. No calor do momento, desculpando-nos com a nossa não-omnipotência, cedemos à maldade... depois, e ainda sem consciência plena, atribuímos ao destino o que foi afinal da nossa responsabilidade...

 

Existem várias formas de mal, muitas das quais completamente estranhas à vontade humana e essas também abrem abismos no mundo... escandalizam ainda mais porque escapam a qualquer tentativa de compreensão... o sofrimento aparentemente gratuito de inocentes é um mistério. Mas será essa a razão suficiente para sentenciar o mundo como absurdo?

 

Muitos pensadores julgaram que a existência do mal era facto bastante para concluírem a não existência do Bem. Mas, que seria o mal sem o bem? O mal mede-se pelo bem que destrói.

 

O mal é a prova inequívoca da existência do Bem.

 

Culpar Deus pela presença do mal é uma tentação permanente que serve o propósito de nos escusarmos a lutar contra um inimigo que, dessa forma considerado, deixa de ser nosso. Mas que, connosco nessa atitude, encontra as portas abertas para a destruição da nossa paz. Aliás, ele nunca arromba portas...

 

Que podemos nós contra o mal? Com tempo e em silêncio cuidar da integridade do que somos. Nunca com pressas. Nunca com argumentos.

 

O mal é avesso a toda a espécie de pureza... desdobra-se em tentativas incansáveis para a destruir. Todos os dias. Fazer o bem é ser capaz de sempre amar de novo. Todos os dias. Ao milésimo dia como no primeiro...

 

Naquilo que nos diz respeito, o mal é sempre fruto de uma escolha... onde o bem é também sempre uma possibilidade... se é um facto que podemos conceber um mundo onde só exista o bem, não conseguimos sequer imaginar um mundo onde apenas o mal exista.

 

Então se o mal não tem valor, que sentido pode ter uma vida má?

 

Só o amor dá valor, sentido e paz à vida de cada um de nós.

 

 

 

 

(publicado no jornal i - 23 de março de 2013)

 

ilustração de Carlos Ribeiro

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O regresso de Sócrates

por João-Afonso Machado, em 24.03.13

PINÓQUIO.JPG

Com incontida emoção cá recebi a notícia do comentário político de Sócrates, na RTP1, a estrear já na próxima quarta-feira. E, confesso, não percebi as ondas de indignação erguidas em volta da dita novidade.

Tudo isto por razões obvias.

Desde logo porque nunca ne chocaram os depoimentos do terrível Capitão Roby - lembra-se? - autoflagelando-se no fogo em que punha as suas mãos pela sua própria honestidade. Ora então, porque não o mesmo com o nosso recordista mundial de PPP's?

Depois porque Tozé Seguro se é perigoso em alguma coisa será na vacuidade dos seus dizeres, que nem os mais imaginativos conseguem criticar e desmascarar. Mesmo a evidência de que anda debaixo das fustigadinhas de Costa (o Marajá), já nada produz, nem um textozito de cacaracá.

Assim voltaremos ao grande figurão. E em directo. Teremos, outra vez, a sua vozinha nasalada de criativo da moda, as suas mirabolantes versões, o ar malcriado de quem não gosta que um entrevistador competente o confronte com a realidade.

E caso o entrevistador não seja competente... cá estaremos nós, a Imprensa livre, os blogs isentos, para lhe cortar cerce no nariz.

E, sobretudo, para contrariar a sempre fraca memória da opinião pública.

Não podiamos, por isso, esperar melhor ideia da RTP1.

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