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Públicos anseios

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

Há pequenos desabafos pungentes mais reveladores dos anseios secretos do que as letras de programas inteiros. A notícia sobre o combate Seguro/Costa na edição de hoje do Público é um desses casos comoventes em que ficam postos a nu inadvertidamente os próprios anseios e frustrações.

Começa por afirmar o Público no texto que sustenta a manchete que «no rescaldo da longa noite no Rato, os socialistas e o país tentam compreender o que se passou.» «os socialistas e o país...» O Público vê, portanto, Portugal inteiro, o pleno das forças vivas, todos os lares, os 10 milhões, presos e ansiosos de uma dissensão socialista qualquer.

O Público acha que é isso que se passa, e acha-o pelas suas razões. É que, segundo o Público, o que se passou até às 5 da madrugada no Rato foi «a mais viva e participada reunião da comissão política socialista dos últimos dez anos». 

O entusiasmo era muito. Tanto que levou a enganos e má informação (mais gritante do que é costume), como nos conta mais adiante o próprio Público a propósito da hipótese de António Costa avançar para a liderança do PS: «Houve tantos socialistas convencidos que esse seria o passo que vários sites de jornais (incluindo o PÚBLICO) chegaram a dá-lo como certo.» Não se poderia esperar maior candura na confissão dos processos de desinformação.

No meio dos enganos e suposições, há, porém, duas ou três coisas que o Público nunca propõe nem supõe: que António Costa recuou; que recuou porque compreendeu (ao contrário dos que o empurravam) que o ambiente político mudou numa semana, e que não se avista crise; e que recuou por estar incómodo com os empurrões e colagens dos Silva Pereira, dos Santos Silva, e, em geral, dos que não aprenderam nada, não se arrependem de nada, e nem ameaçam compreender ou arrepender. 

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Noites sombrias, sombrias, sombrias, com a seda de Nona Marie

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

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Uma canseira...

por João Távora, em 31.01.13

 

O excerto da frase de Fernando Ulrich utilizada para título nesta notícia do Expresso está instrumentalmente descontextualizada: Assim, durante uma semana se entretém o pagode nas redes sociais a segregar bílis, anima a luta de classes e promove o ressabiamento.

 

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Manhãs de Fé

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

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Fred Astaire em 1931 ouvia-se assim:

por João Távora, em 31.01.13

 

Fred Astaire em 1931 no principio da sua fulgurante ascensão, grava esta pequena pérola: "Maybe I Love You Too Much" de Irvin Berlin para a His Master Voice - Victor Talking Machine Company, aqui reproduzido num aparelho da mesma marca.

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António Costa recuou. O recuo de António Costa.

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

Serve este post exclusivamente para ver escrita em alguma parte a ideia que, desta vez, os jornalistas não tiveram gosto nem força para escrever: António Costa recuou ou foi feito recuar na sua corrida à liderança do PS. Recuo de António Costa. António Costa recuou. Quem sumiu, porque ficou sem espaço atrás, foi Pedro Silva Pereira, o segundo Sócrates, que com tanta persistência e zelo se vinha colocando em segundo plano à direita de Costa. Faltou-lhe o espaço depois do recuo de Costa. Saíu pela direita baixa.

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Ora aqui está um exemplo de jornalismo falacioso

por Maria Teixeira Alves, em 31.01.13
 

Começa assim a peça da SIC "Uma voz quase solitária no país". O que para além de ser tendencioso, é falso. Conheço muita gente que percebe as palavras de Fernando Ulrich e concorda com elas. Eu sou uma dessas pessoas, mas há muitas mais. É que nem toda a gente se deixa alienar por esta cegueira colectiva que as televisões propagam em tom de verdade.

 

 

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Os feios espíritos encontram-se

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

Sob pretexto de não ser castrado, Marinho e Pinto, o bastonário da Ordem dos Advogados fez, ontem, na abertura do ano judicial, uma alocução espadeirante e desbocada contra políticos, juízes, magistrados e também advogados excepto ele. Um juíz presente não quis comentar este do total de 5 discursos, dizendo que só reparara nos 4 discursos importantes e inteligentes que foram feitos.

Sendo as coisas o que são, e valendo a nossa comunicação social o que vale, as televisões concentraram-se, portanto, no discurso de Marinho e Pinto.  

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* Desculpe este sistemático roubo de títulos, José...

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Propostas para um Portugal melhor

por Maria Teixeira Alves, em 31.01.13

 

O jornalismo deveria ser uma actividade regulada, como é a banca, a advocacia, a bolsa, a medicina. Porque é que o jornalismo é uma profissão tão informal? Tão fora-da-lei.

Era preciso criar um regulador a sério, com um código realista e com a aplicação de multas, como acontece com os reguladores de qualquer outro sector.

Por exemplo, um jornalista escreve um artigo e que quando é publicado é o completamente alterado, mudando o sentido essencial do artigo, devia ser passível de ser supervisionado e aplicada uma multa aos responsáveis. De cada vez que isso acontece, o regulador seria avisado, o caso seria analisado e em caso de confirmação seria aplicada uma multa, ainda que simbólica, de 100, a 200 euros. Só para pôr ordem nisto. Pois a obstrução à liberdade de expressão pode muito bem vir de dentro do meio, não vem forçosamente da relação fontes/jornalistas. Outros casos, uma entrevista a falsos interlocutores também deveria dar lugar a multa.

Falsas notícias, quando provadas também deveria dar lugar a multas, e libertava-se os tribunais dos processos. Passava a ser mera contra-ordenação. Deveria haver um código de corporate governance para o jornalismo. Premiar o mérito, medida em termos de quantidade de notícias importantes publicada pelo mesmo autor. A remuneração teria de ter uma pequena parte variável, poderia ser simbólica, meramente. Deveriam ser publicados os resultados uma vez por ano, no site ou no jornal. Uma espécie de quadro de honra. 

É absolutamente necessário profissionalizar o jornalismo.

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Simpático, Seguro e oco

por José Mendonça da Cruz, em 31.01.13

António José Seguro esteve bem na entrevista que ontem deu a José Gomes Ferreira, no Negócios da Semana. Esteve seguro, cordato, simpático, fluente. O problema de Seguro não é Seguro, o problema de Seguro são mesmo as ideias, umas más, outras más e irrealizáveis.

Há, primeiro, a ideia que Seguro tem de que todos os sucessos políticos e financeiros obedecem a sugestões antigas dele, e a total falta de compreensão do mesmo Seguro sobre os tempos políticos e a necessidade de dar passos para atingir objectivos.

Diz Seguro que foi ele que disse que União Europeia e Banco Central Europeu deviam ter um papel mais activo na resolução da crise. Seguro acha que o papel mais activo de UE e BCE, agora, não tem a ver com o caminho prévio de austeridade, disciplina e consolidação orçamental na Europa.

Diz Seguro que era ele que recomendava há meses que fosse contraído um empréstimo de 5 mil milhões junto do Banco Europeu de Investimento para ajudar as PMEs, sem explicar como seria possível antes do cumprimento das metas da troika, e esquecendo os 4 mil milhões que acabam de nos chegar após cumpridas as metas e exactamente para esse propósito.

Há, depois, as propostas de Seguro.

Diz Seguro que a dívida pública continua a crescer, mas recusa Seguro sequer falar sobre cortes, porque, diz ele, «cortar não resolve nada», e que não se pode reduzir as prestações sociais, nem admitir «o empobrecimento». Então como há-de ser? Ora, pelo crescimento, que na cabeça de Seguro há-de ultrapassar os 4% do PIB (supõe-se que com os exactos rigor e políticas de crescimento com que Sócrates fez crescer a ruína). E pode Seguro garantir que, sendo governo, o país cresce? Não, Seguro diz que não pode fazer promessas dessas.

Diz Seguro que para chegar aos 2,5% de défice em 2014 não se pode ir por aquilo a que ele chama «a austeridade custe o que custar» (os nossos credores chamam-lhe «necessária»), mas antes pela «defesa de políticas públicas que protejam os cidadãos» (o que quer que isso seja). 

 Reina, pois, o consenso no PS: é que António Costa (o da duplicação de sedes da CML, das trapalhadas na Avenida e dos gastos perdulários com o dinheiro de uns terrenos vendidos) e José Sócrates (o da propaganda e da bancarrota) não hesitariam em subscrever tudo o que disse Seguro.

Disse Seguro, logo no início da entrevista, que «quando o PS ganha, ganhamos todos». Os socialistas, sem dúvida.

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Retrato-robot

por João-Afonso Machado, em 30.01.13

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E o final foi assim: afinal não era. Num sorriso macaco, dicção nada convincente.

A seu lado (à sua direita) um olhar divertido, gaiato, de quem pregou a partida; na outra banda (à sua esquerda) a pose meditativa, atirada para o firmamento, de outro profissional das manigâncias.

A Imprensa não se coibiu de frisar o vendaval em mais uma conspiração política intra-muros.

Nitidamente com os dedos escorregando na humidade do musgo, a figura central do enredo balbuciou palavras pouco firmes sobre a recandidatura à Câmara Municipal. Parecia envelhecido. Triste e vergado ao peso da traição que o atingia.

Nada foi digno de crédito.

Crê-se ser um retrato fiel. De quem?

Achega: o cenário é actual. Nele não intervém Bernardino, Costa (Afonso) ou os seu sequazes. Mas alguém invocou a famigerada trilogia Liberdade-Igualdade-Fraternidade...

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Opinião...

por Luísa Correia, em 30.01.13
Cevou por aí, há dias, uma polémica ridícula em torno de não sei que declarações racistas de não sei que dirigente sindical. Não procurei, realmente, saber coisa nenhuma, porque a nota era dissonante, uma evidente fífia de execução. Mas agora, com Costa a perfilar-se tão extemporaneamente no PS, a polémica parece reenquadrar-se. Para um herdeiro do "socratismo", o melhor - ou único! - argumento para a vitória, num cantinho provinciano como o nosso, onde o "efeito imitação" encontra terreno fertilíssimo, é fazer dele - do cantinho - um pioneiro ocidental, o primeiro, na Europa, a subscrever os princípios da vanguarda "politicamente correcta", que alçou Obama à presidência do país mais poderoso do mundo. Saltar da cauda económica para a testa moral do velho continente é uma tentação irresistível para muito português. Insista-se, pois, na fífia, apele-se, acto contínuo, a uma "ética de modernidade", e ter-se-á cegado muito português para a circunstância de que Costa, sendo um homem simpático e bem falante, tem o currículo de um indeciso e de um inoperacional.

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Boa onda!

por João Távora, em 30.01.13

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Blasfémias

por João Távora, em 30.01.13

 

É irónico como na nossa cultura hedonista, que venera as aparências e o prazer, não haja parábola mais eficaz sobre as virtudes do mérito e do sacrifício do que a da (boa) forma física: é que esta depende fatalmente da austeridade alimentar e dum sério compromisso (!!!) com um exercício esforçado e... regular!

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Os Miseráveis

por Luísa Correia, em 30.01.13

Convém que não opine sem duas prévias ressalvas. A primeira é que não adiro facilmente a musicais, senão em teatro, ao vivo. E a segunda é que vi o filme no pequeno ecrã, o que amortece o seu impacto audiovisual, se a aposta foi na monumentalidade dos cenários e na força dos decibéis.
Esclarecidos estes pontos, aí vai: não gostei da última adaptação cinematográfica do romance de Victor Hugo. Desde logo, pela representação. Hathaway imprime-lhe o tom certo, reconheço, mas tem uma participação curta. Já aos estremecimentos de voz de Jackman, um Jean Valjean que nos acompanha em meio falsete durante três longuíssimas horas, ouvi-os com a complacência com que o Capitão Haddock reagia aos trinados da Castafiore. De uma forma geral, achei as interpretações pouco convincentes, por imposição óbvia do modelo e do ritmo da cantoria.
Também não soube apreciar a riqueza melódica da composição, que, mesmo nos solos, me pareceu repetitiva e entediante como uma lenga-lenga. São anos de luz que afastam este "Miseráveis" do fulgor de um "My Fair Lady" e de um "Música no Coração". Apesar do que o primeiro beneficia em maturidade tecnológica. Mas a tecnologia ainda não fabrica, sozinha, nem emoção, nem bom-gosto.

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Grand Corps Malade

por José Luís Nunes Martins, em 29.01.13

letra e tradução inglesa aqui





letra original aqui e tradução inglesa aqui

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E esta a mim - hoje... - também não

por Luísa Correia, em 29.01.13

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Esta nunca me sai da cabeça

por José Mendonça da Cruz, em 29.01.13

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