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O erro não faz sentido

por José Luís Nunes Martins, em 31.12.11

Uma forma infalível de compreender o porquê dos acontecimentos é causá-los. Parece profético, mas é um disparate. Ideias como “só me arrependo do que não fiz” revelam uma pobreza de espírito digna de compaixão. Cometemos erros, sim, mas seria muito melhor se não tivéssemos sido autores, actores, espectadores e vítimas de algo... errado.

 

É ainda pior quando esta inconsciência leva os sujeitos a ignorar os primeiros sinais adversos, mais subtis. Nestes casos, ou os acidentes são suficientemente grandes para ultrapassar a anestesia da ignorância, ou nem sequer são percebidos.

 

É possível compreender muitos aspectos da vida sem ser necessário errar. Outros, nem errando. É necessário tempo, domínio de si e uma certa sabedoria. Tempo para percorrer caminhos interiores; domínio de si para não ceder aos gritos da necessidade de conclusões rápidas; e a sabedoria humilde que faz aceitar que existem lógicas mais complexas que as que somos capazes de compreender.

 

A sabedoria, mais que cumulativa, é subtractiva. Se pensarmos bem, vamos aprendendo o que não fazer, como não fazer, em quem não confiar, etc. O nosso intelecto vai ganhando, progressivamente, capacidade de filtrar o lixo que o povoa.

 

Um sábio não é alguém que vê o extraordinário, mas sim aquele que conseguiu ficar cego em relação a coisas para que os outros olham. Antes disso, é preciso inteligência e confiança para aceitar que aquilo que faz sentido, no fundo, talvez não faça sentido nenhum.

 

 

(publicado no jornal i - 31 de dezembro de 2011)

 

imagem daqui

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O Poder da Arte

por João Távora, em 31.12.11

  

 

Desde a primeira hora “muito cá de casa”, Kate Bush é principalmente uma poetiza e compositora de raro talento, e a sua música uma sublime panaceia para almas sensíveis e sofisticadas. Quem relacionar esta artista britânica apenas com os seus sucessos de teenager nos anos setenta, como Wuthering Heights ou Babooshka certamente não entenderá do que falo.
Trinta anos depois, com o recém-publicado 50 Words for Snow, Kate Bush faz-se ouvir quase em surdina na serenidade de composições maturadas, com poucas referências pop, mais perto das referências eruditas e do Jazz. Neste disco, construído sob constante presença do elemento neve, somos embalados para uma assombrosa intimidade, sussurrada ao nosso coração, composto por longos recitais de palavras e sons que lentamente entranham até à exaltação, uma mansa euforia.
Gravado com um núcleo de músicos que incluem Danny Thompson e Steve Gadd e com as participações vocais de Bertie (filho de Kate), Elton John e Stephen Fry, 50 Words for Snow vem na corrente de composições anteriores como This Woman’s Work ou A Coral Room, sábios caminhos que só a “antiguidade” e um raro talento podem proporcionar e que, culminam em temas sublimes como Among Angels ou Misty.

Deixarmo-nos "cativar” pela música de Kate Bush, na acepção dada por Saint-Exupéry, é um privilégio exclusivo de “quem a viu e de quem a vê” de mente e coração abertos, neste atravessar de quase trinta longos anos: afinal aquela menina "gazela" de vestidos e danças exóticas sempre foi muito mais do que isso… e tal só poderá ter escapado àqueles que passaram ao lado de temas premonitórios como The Man with the Child in His Eyes ou And Dream of Sheep

50 Words for Snow é o meu disco de 2011, que em contraciclo com estes duros dias lhes incutirá um indelével cunho de beleza. É este o poder da Arte, é esse o poder do Espírito.

Votos de feliz Ano Novo.

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Recortes

por João Távora, em 31.12.11

 

(...) Como é habitual em todos os vícios, seja a droga, seja o álcool, o tabaco ou o jogo, a ressaca é dolorosa e nem sempre leva à cura do viciado. Depende da vontade, da força e da esperança de uma vida melhor e mais responsável. Muitas pessoas e muitas empresas não vão resistir à ressaca. Não vale a pena vender ilusões. Muitos ficarão pelo caminho. Mas os outros, os que resistirem, têm a certeza que o futuro pode ser construído em bases sólidas e não em cima de castelos de areia. É por isso que as reformas que aí vêm no trabalho, nas rendas, na justiça, na Segurança Social e no Estado não podem ser tímidas, feitas por gente com medo de descontentamentos, protestos ou mesmo violentas contestações sociais. Não há lugar para recuos, hesitações, medidas dúbias para agradar a gregos e a troianos. É preciso determinação e coragem. (...)

 

António Ribeiro Ferreira hoje no jornal i

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Um Bom Ano!

por João-Afonso Machado, em 31.12.11

Mais (ou menos...) um ano. Se este foi mau, o próximo afiançam-lo muito pior. Seja o que Deus quiser e a gente da politica conseguir. Por cá, o objectivo foi alcançado: a pequena já sabe o que é uma codorniz, vale dizer, para o que nasceu.

Vivamos assim: gozando, apreciando as pequenas coisas dos nossos dias. Sem aspirar a muito - é mais prudente.

Para todos, Amigos e Leitores, um 2012 com muita força, toda a combatividade e, acima de tudo, saúde em abundância

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Um gato às direitas!

por João Távora, em 30.12.11

 

 

 

Confesso que não esperava tanto do Gato das Botas, que é porventura a única coisa que se aproveita da inenarrável sequela de Shrek, da DreamWorks Animation, cujo filme conseguiu pôr a minha filhota (muito crente na beleza, em príncipes e princesas, e pouco em arrotos e alarvidades) a chorar de desconsolo, e cujo “catálogo” balança entre o puro mau gosto e a macaqueação da concorrência Disney e Pixar em estilo suburbano. 

Com um guião divertido, a trama decorre numa Espanha seiscentista numa inteligente miscelânea do conto original de João Pé de feijão e a galinha dos ovos de ouro (aqui uma gansa…) e o  Humpty Dumpty da lengalenga à mistura. Tudo isto sem o cinismo que marca a série Shrek: o gatinho é um indómito cavalheiro com um sensível coração latino, e acaba por protagonizar uma inaudita acção de charme, redimindo um pouco a imagem dos simpáticos bichanos, injustamente mal-amados por tanta gente e tradicionalmente tão malquistos nos desenhos animados. Nestas férias de Natal, o Gato das Botas é definitivamente uma boa escolha para passear a criançada a ressacar das Festas. Boa onda!

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Das "Memórias de um Átomo"

por João-Afonso Machado, em 30.12.11

«Na agonia da antiga civilização europeia, de África e da longínqua Asia rumaram povos sedentos de conquista. O pequeníssimo e simpático Portugal foi o seu anfitreão e o seu tubo de ensaio.

Chegaram primeiro os angolanos, cujo Imperador enviou, à frente do séquito de parlamentares e (à cautela) de alguns contigentes de ferozes ninjas, o dilecto general, nem mais do que a própria filha (querida da vitória) Isabel Santos, mulher formosíssima, quanto guerreira fria, implacável. Será lenda, apenas, mas muitos atribuem o súbito desaparecimento político de Pêro Santana Lopes, Condestável, a uma paixão atrevida e incontrolada pela magnética Isabel - de que resultou a ordem pronta da sua morte pelo horroroso processo de em vida lhe extrairem o coração pelas costas.

Os angolanos saciaram-se com os tesouros das Grutas e Armazéns dos Lagares de Petróleo (GALP), enquanto os chineses -  a segunda vaga de ocupadores - misticamente acometeu as fontes filosóficas da Energia Divina Pura (EDP). E, pusilânimes, absorvendo-a, nem sequer empalaram António Mexia e outros guadiões do templo. Nem uma vez se ouviu o sinistro sibilar do sabre oriental, mesmo porque rápidamente a sua capital, estabelecida em Varziela, Vila do Conde, se achou repleta de estátuas de Buda, oferecidas por Joe Berardo, um convertido, e do caminhar descalço dos budistas vindos da praia.

E assim viveu Portugal então. Ainda com fome, já não esfomeado. Sempre menos português, salvo numa imensidade de pequenos recantos druídicos onde os seus costumes e as suas crenças, as suas danças e cantares de outrora, são zelosamente mantidas por meia-dúzia de iniciados».

 

(Com a devida autorização do meu Amigo J. da Ega, a quem mui grato sou).

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Sexta-feira da lei das rendas

por Corta-fitas, em 30.12.11

 Ashley Anne Vickers daqui

 

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 30.12.11


«Lista», em espanhol, quer dizer «pronta».

Em português, quer dizer «espera».

 

Muito mais no Blog do Dalai Lima

 

 

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“Conforme as regras de direito natural, e humano, ainda que os Reinos transferissem nos Reis todo o seu poder, e império para os governarem, foi debaixo de uma tácita condição de o regerem, e mandarem com justiça, sem tirania, e tanto que no modo de governar usarem delas, podem os Povos privá-los dos Reinos, em sua legítima natural defesa.” Foi assim que em 1641, no assento das cortes, justificámos a revolta e sublinhámos a legitimidade democrática de D. João IV. Escrito “aos 5 dias do mês de Março de 1641”, o texto prova que vieram dos portugueses as primeiras ideias iluministas da história [“iluminismo representa a saída dos seres humanos da menoridade que estes se impuseram a si mesmos”], anos antes da era da razão, 135 anos antes da Declaração de Independência dos EUA – “[...] sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins [vida, liberdade e felicidade], cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la” – e 148 anos antes de Paris forjar os Direitos do Homem e do Cidadão – “Nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela [nação] não emane expressamente”.  Ler mais»»»

 

 

Filipe Paiva Cardoso no jornal i 

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A Fundação Cupertino de Miranda, em V. N. de Famalicão

por João-Afonso Machado, em 29.12.11

«(...) Uma obra de semelhante envergadura, onde até há pouco a feira, das gentes queridissima, era rainha e senhora, causou incómodos, perplexidades e críticas. O modelo arquitectónico escolhido, esse, - pura e simplesmente chocou a grande maioria dos famalicences. Cupertino de Miranda houve disso plena consciência e reconheceu-o em voz alta, quando da apresentação do "Palácio" às entidades oficiais: "tem dado escândalo o seu exterior",  referia, mas "seria impensável construi-lo de modo a que as suas linhas, perspectivas, alturas, proporções, tonalidades, a todos agradassem".

(...) Estava-se em 1971, mas a inauguração (...) apenas aconteceria no ano seguinte. (...) E já então a complacência da população, para com aquela torre  de 34 metros de altura, era mais perceptível. É claro, os seus quatro paineis cerâmicos, imensos, a tocar nas estrelas, continuavam a ser encarados como uma ramboiada de mulheres nuas, distorcidas, escondidas atrás da arte abstracta (...).

Vieram os entendidos à liça, esclarecendo o povo sobre o trabalho do escultor Charters de Azevedo - a maior superfície de azulejos decorativos da Europa, obra figurativa com um significado perfeitamente determinado, simbolizando: o painel norte, "o Homem e o Universo"; o sul, uma "alegoria à Educação e às Artes"; o nascente, a "protecção"; e o poente, a "conjugação de esforços". Nada, pois, que, rebuscadamente embora, visasse marotices de (enormes) pequenas em pêlo.

(..) Famalicão honra-se do seu Banqueiro "socialista" - no apolítico (ou, pelo menos, politicamente descomprometido) sentido de quem utiliza a sua fortuna, reflexo do seu labor, como um instrumento de bem-fazer à comunidade. (...) Cupertino, um dos homens que os excessos de 1974-75 anatematizaram, discursava, em 1913, a inaugurar o Congresso do Partido Socialista, em Guimarães...

(...) orgulhoso das suas origens, proclamava, em 1971, pretender-se com a Fundação "aproximar-se Lisboa de Famalicão" e não "Famalicão de Lisboa" (...)».

 

(in Famalicão - Recordações de uma Vila, ed. Circulo da Cultura Famalicence, 2004).

 

(Dispôs Mário Cesariny de Vasconcelos que, à sua morte, todo o seu espólio literário pertenceria à Fundação Cupertino de Miranda, em V. N. de Famalicão, onde actualmente se conserva).

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Uma estação tola com pretensões

por João Távora, em 29.12.11

 

Tem algo de visceralmente religioso e infantilmente devoto esta profusão de balanços que todos os anos os média dedicam aos acontecimentos do ano que termina. Não há blog, noticiário televisivo ou radiofónico, jornal de mais ou menos "referência" que por estes dias não provisione os seus crentes com toneladas de crónicas, sínteses, fotografias e notícias requentadas, numa fanática revisão e fecho de contas de tragédias, frases bombásticas, escândalos de vária ordem, como se, entre o dia 31 de Dezembro e o 1º de Janeiro existisse uma barreira física, um restart, para a ilusão duma ressurreição colectiva. Felizmente no próximo Domingo todos seremos os mesmos de Sábado, na continuidade do tempo e no espaço um dia mais velhos... uns quantos talvez com a boca a saber a papel de música, mais ressacados e confusos que habitualmente. O fim-do-ano não é mais do que uma estação tola com pretensões. É que afinal, a não ser que a natureza nos surpreenda com a sua indómita fúria em qualquer quadrante do globo, se há data em que nenhuma ruptura social ou política acontece, se há tempos mais conservadores e inócuos, esses são os da passagem de ano.

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 29.12.11

 

É uma vergonha, a obra de Lobo Antunes ainda não estar traduzida para português.

 

Muito mais no Blog do Dalai.

 

 

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Um inevitável paradigma

por João Távora, em 28.12.11

 

 

É salutar e recomendável a procura de modelos e heróis inspiradores na nossa História. Mas aqueles que se dedicam a mistificar longínquas idades douradas e predicados, apenas confirmam o nosso mais trágico defeito: o ancestral provincianismo, que o mesmo é dizer, uma fatal incapacidade de criar distância e critério na auto-apreciação. Sem dúvida aquilo que somos hoje tem matriz e raízes no nosso passado histórico e genético. Acontece que hoje como ontem o nosso futuro depende do que cada um escolher fazer do seu presente. Um inevitável e redentor paradigma.

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Balanços e previsões de fim-de-ano

por João Távora, em 28.12.11

 

Afinal, com o fim do mundo profetizado para 12.12.2012, o governo da Nação tem pouco menos do que um ano para as urgentes reformas e baixar o deficit. Ou então não. 

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O cabalístico 2012

por João-Afonso Machado, em 28.12.11

Estranha mistura de acontecimentos pela nossa frente! Talvez excessiva para um ano só. E, sobretudo, com significados cruzados, radicando uns no Passado, projectando-se outros na boca escura e assustadora do Futuro. Será mesmo o fim do Mundo, 2012?

É nele que a Rainha Isabel II comemora o 60º aniversário da sua entronização; e, efeméride tremenda, o centenário do naufrágio do Titanic; mas, também, será o tempo de mais uma edição dos Jogos Olimpicos e do Europeu de futebol...

De somenos importância, refira-se ainda, em 2012 vão a votos Putin, Sarkozy e Obama. E, de permeio, a precaríssima saúde do euro, um prognóstico mais que reservado, meses pela frente nos "cuidados intensivos", quem afiança chegará ao fim de 2012?

Festejos, datas históricas, grandes momentos desportivos, não despreziveis ocorrências políticas, a total indefenição na economia e nas finanças...

«Paira um luxo de Adaga em mão de Moiro», poetava Mário de Sá-Carneiro em Paris, no início de 1916.

Não há dúvida: em tanta variedade de sucessos, 2012 vai ser o fim do mundo. Ou o fim da picada, vá lá.

 

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Herrata ao Dalai

por Jorge Lima, em 28.12.11

DA EDP, BIMBO!

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 28.12.11

 

Novos donos do Galp não distinguem Rei da Rússia e Lei da Lúcia.

 

 

Muito mais no Blog do Dalai

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Pensamentos do Dalai Lima

por Jorge Lima, em 27.12.11

 

O Natal é como o Fugu, o peixe japonês. Divinal, mas se não se tirar o espinho venenoso, pode matar-nos.

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Sol minhoto de Natal

por João-Afonso Machado, em 26.12.11

É, não havendo surpresas, uma das dádivas natalícias.

(De resto, essa noite já tão antiga foi estrelada e não consta chovesse na manhã seguinte... Por isso é justo, ainda agora, um pouco de jardim, um lote de cores alegres e umas horas de calor solar a impedir o passeio curto, apressado, distraído).

Como se se tratasse de braços abertos, um sinal de boas-vindas.

(Vêm chegando mais da Família, o perú leva os retoques finais... Antes do almoço é o que se impõe: a voltinha encasacada pelo sol. Estamos no Minho onde, felizmente, há rabanadas).

A lareira surgirá a seu tempo. Depois das camélias e das toutinegras entre a sua ramagem. A miudagem circula por ali, de bicicleta. Todos os recantos são de ouro e sossego. Urge prosseguir, até se apanhar a própria sombra. Sensivelmente quando o perú der sinal de apuro e também o sol começar as suas despedidas, já descaindo sobre o bosque.

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The day after

por João Távora, em 26.12.11

 

Não se imagina a aflição que, no meio da euforia das festas, pode significar para um miúdo de quatro anos as rodas metidas dentro de um automóvel miniatura da loja do chinês, acidentalmente calcado, mas subitamente tornado o único, o mais importante de todos os presentes. Não se imagina o heróico e bem querido que se pode tornar um Pai que, numa delicada operação de conserto, desventra o frágil brinquedo e consegue recuperá-lo com êxito.

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Corta-fitas

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