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'Austeridade?' Nem por sombras!

por Rui Crull Tabosa, em 28.02.11

 

"Temos que reafirmar de forma clara o compromisso de que tudo faremos para cumprir os objectivos orçamentais e que dispomos de medidas adicionais, se necessárias, para garantir esse cumprimento", disse hoje o ministro das finanças. Esta declaração de Teixeira dos Santos depois dos aumentos de impostos e dos cortes salariais e nas prestações sociais que o Governo impôs, parece-me, bem, se calhar, é capaz de siginificar 'mais austeridade', ou não?

Claro que para estes sacripantas anónimos, dizer que Portugal está em "austeridade" é um exagero. Tanta estupidez e falta de sensibilidade social, só mesmo nos descarados assessores de José Sócrates.

É que isto está tudo "porreiro, pá!"

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Os erros são sempre dos outros

por Maria Teixeira Alves, em 28.02.11

José Sócrates disse hoje na Conferência da TSF/Reuters várias "pérolas", quase todas estão resumidas nesta ideia de que os Estados Unidos e a União Europeia estão sempre a errar.

 

 

Eu à espera que ele viesse humildemente pedir desculpa aos portugueses por ter gerido mal as contas públicas, de tal forma que o país não aguentou uma sucessão de crises internacionais. Eu à espera que ele pedisse desculpa por ter de cortar o rendimento das familias. Mas afinal a culpa é do subprime, da regulação, da Europa, de todos menos dele e do seu Governo. Sócrates veio, mais um vez em tom de comício, dizer que pôs mais pessoas a estudar (esqueceu-se de dizer que provavelmente irão todas para o desemprego) e melhorou o financiamento da segurança social (alguma coisa ele deve ter feito enquanto lá esteve).

Eu gostava de lembrar ao Senhor Primeiro Ministro que a crise do 'subprime' afectou muito os bancos, mas nenhum deles português (que não tinham desses títulos em carteira) e que os mais afectados pelo 'subprime' foram os Ingleses, os alemães, para além dos norte-americanos claro, etc, etc, etc.

Mas curiosamente esses, que levaram com o 'subprime', são precisamente aqueles que não têm qualquer problema de se financiarem nos mercados internacionais.

Portugal conseguiu a proeza de, sem ter de intervencionar nenhum banco fruto da crise financeira internacional (o BPN foi por falcatrua e o BPP foi por erro da regulação, em ambos o Estado ainda não pôs dinheiro nenhum) ter elevado a dívida pública sobre o PIB para 83% e essa sim ser a causa da crise da dívida soberana que o país atravessa e que por sua vez está a contagiar os bancos.

 

Não deixa por isso de ser irónico que os que gerem o país venham dizer aos bancos como devem ser geridos: vendam activos e aumentem o capital vindo de um Ministro das Finanças de um país à beira da falência.

 

 

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Curiosidades do mundo judicial

por João-Afonso Machado, em 28.02.11

Ao fim de 25 anos de advocacia, só lamento faltar-me já a paciência para - como vai acontecendo - continuar presenciando os mais espantosos casos.

Alguma vez, em lugar algum, assistirá alguém ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça ameaçando um Juiz de Instrução com um processo disciplinar por não destruir provas? E reforçando a pressão com o labéu de uma condenação indemnizatória?

São personagens deste enredo o Conselheiro Noronha do Nascimento e o Dr. Carlos Alexandre. O guião versa as escutas de conversas e mensagens telefónicas, trocadas entre José Sócrates e Armando Vara. O cenário, o processo "Face Oculta"...

Outra:

O ilustre deputado Sérgio Sousa Pinto (PS) criticou a proposta do Governo de pôr cobro aos estágios de advocacia não remunerados. Tem toda a razão, o Sr. Deputado. E sendo certo que os cidadãos cada vez mais recorrem ao "Apoio Judiciário", proceda-se ao pagamento justo e pontual das intervenções oficiosas dos advogados. Os quais, de modo nenhum podem prescindir do regular funcionamento do Ministério da Justiça. Como todos os portugueses, de resto, incluindo os ditos estagiários.

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Um rei, um príncipe e uma deusa

por José Mendonça da Cruz, em 28.02.11

Parabéns a O Discurso do Rei, grande vencedor da noite dos óscares com Melhor Actor (Colin Firth), Melhor Realizador, Melhor Filme e Melhor Argumento Original. Encantadora a história contada pelo realizador, Tom Hooper: a sua mãe foi ver a antestreia de uma pequena e ignorada peça de teatro e, chegada a casa, telefonou-lhe: «Tom, acho que descobri o teu próximo filme!» Moral da história, segundo o realizador premiado: «Dêem sempre ouvidos à vossa mãe.»

Encantadora também uma certa reverência que a antiga colónia parece nutrir pelas instituições do colonizador.

E parabéns à divina Natalie Portman pelo óscar que já merecia.

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E Pedro Passos Coelho?

por João Távora, em 27.02.11

 

(...) Tem medo que o julguem apressado e medo que o julguem indiferente. Tem medo de avançar e tem medo de continuar parado, deitando pelos povos pérolas de sabedoria. Tem medo do CDS e tem medo de precisar do CDS. E tem principalmente medo que os génios que arranjou não cheguem para endireitar Portugal. O medo vai de ponta a ponta, de Cavaco ao PSD. O medo paralisa. E o medo mete medo.

 

Vasco Pulido Valente Público 27-2-2011

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Aberta ao domingo

por João-Afonso Machado, em 27.02.11

Há de ser destes soalheiros inícios de tarde de domingo. No silêncio e no esquecimento do que foi e do que está para vir. Ou, apenas, no contágio da fé, em vaga abertura à esperança. Enfim, num momento de fraqueza... - acreditamos.

Acreditamos que voltarão o bom gosto e o bom senso. A eficiência. Um ideal. O entusiasmo. A paz. A felicidade, em suma.

Ou a prosperidade, como agora também se diz.

(Ao menos entre as paredes graníticas, nos pachorrentos, imparáveis, rituais da Barbearia do Reino).

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Domingo

por João Távora, em 27.02.11

Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios


Irmãos: Todos nos devem considerar como servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora o que se requer nos administradores é que sejam fiéis. Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por um tribunal humano; nem sequer me julgo a mim próprio. De nada me acusa a consciência, mas não é por isso que estou justificado: quem me julga é o Senhor. Portanto, não façais qualquer juízo antes do tempo, até que venha o Senhor, que há-de iluminar o que está oculto nas trevas e manifestar os desígnios dos corações. E então cada um receberá da parte de Deus o louvor que merece.

 

Da Bíblia Sagrada

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Por estes dias não nos resta mais que os semáforos para refriar a euforia dos lampiões!

 

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Até já!

por João-Afonso Machado, em 26.02.11

Bem vistas as coisas, contava-me ela, - antes de sairem para o supermercado - é muito melhor. Tudo está em habituarmo-nos, desde logo à suspensão do veículo, algo diferente do usual.

Mas depois: o consumo... não mais do que umas horas de pasto. A velocidade - q. b. nas estradas nacionais, repletas de rotundas impeditivas de grandes acelerações; sem taxamento em portagens, nem filas intermináveis nas auto-estradas. Isento do risco de descarrilar como um vulgar Alfa; desobrigando de esperas e noites (não) dormidas nos aeroportos.

Acresce ainda, só são fabricados modelos coupé-cabriolet. Elegantes e femininos, arrojados e varonis. Sempre familiares.

O motor não polui e produz fertilizante. Mais, na versão senhora, amplas quantidades de matéria-prima para as indústrias de cosméticos e de leite em pó.

Chamam-lhe já a revolução de Jericó. Vindo galopantemente do Médio Oriente para cá.

 

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Estado social(ista)

por Rui Crull Tabosa, em 26.02.11

"Uma ambulância do INEM em serviço de urgência a uma idosa com suspeitas de estar a sofrer um enfarte foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça".

E, depois, enchem a boca com a conversa fiada de que defendem 'o Estado social', são pela igualdade e contra os privilégios.

Uma vergonha de gente, tão pequenina e tão inchadinha...

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Sócrates: se (ao menos) Zapatero servisse de exemplo...

por João-Afonso Machado, em 26.02.11

A propósito dos conflito na Líbia, Faria de Oliveira, Presidente da CGD, prontamente avisou já: os portugueses vão ser penalizados com novas subidas do preço dos combustíveis. Quase simultâneamente, José Sócrates, também em reportagem televisiva, declarava não pretender alterar a despesa orçamental, até porque, de momento, "está atento e não há qualquer motivo de peocupação" para nós todos.

Como não me apetece chamar-lhe mentiroso - a um sábado, logo de manhã - urge concluir pela sua total irresponsabilidade. E adivinhar, talvez, nas suas palavras, a deseperança de quem já não acredita em muitas mais semanas de Governo.

Entretanto, aqui ao lado, Zapatero - pelo sim, pelo não... - lembrou-se de algo, a vários títulos proveitoso: impôs o limite máximo de 110 km/h nas autos-estradas. A reduzir o consumo e o risco de acidentes.

Algo que, pelos vistos, não preocupa o nosso atento 1º...

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Santini

por Maria Teixeira Alves, em 26.02.11

 

Não sei como dizer-vos o quanto me custa ler o "novo" Santini a apregoar que vai lançar gelados de Hortelã com Fios de Chocolate (mas somente no Santini Chiado). Ou ler na lista de sabores: Morango com Pimenta da Jamaica ou Maçã com Canela.

 

O Santini está a aventurar-se para fora de si...

 

Cresci a Santinis. Graças ao Santini não gosto de nenhum outro gelado.

Desde miúda que o Santini era a paragem obrigatória para quem saía da praia ao fim do dia, ou quem ia à noite para Cascais.

Vivi a sair da praia do Guincho e a ir ao Santini de Cascais, que estava aberto apenas da Primavera até ao fim do Verão, princípio do Outono. O Santini nunca se tinha expandido. Desde 1949 que o Santini era orgulhosamente regional. Só no Santini se podia comer um gelado de morango que sabia aos morangos que os morangos de hoje já não sabem. Feito com leite Vigor. A fruta era a melhor. Os morangos eram apenas da época, nada destes morangos que não sabem a nada porque são cultivados em estufas e "insuflados" com sei lá o quê. Os morangos dos gelados do Santini eram morangos naturais, 'mignons' como só os morangos sabem ser. O Santini era perfeito. Nada é perfeito e tenho para mim que a perfeição não eleva aos céus. Mas o Santini era a excepção a esta sentença.

Devo dizer que fiquei radiante quando este ano, já com uma nova estrutura accionista, o Santini abriu no Chiado. O Santini em Lisboa, que notícia espectacular. Mas não previ que exigências comerciais pudessem transfigurar o Santini.

Este ano, no inverno, fora da época dos morangos, o Santini do Chiado não resistiu à tentação de continuar a fazer gelados de morango... e o resultado foi que deitei fora o gelado. Não era o Santini. Pela primeira vez, em toda a minha vida, este inverno, encontrei um gelado de morango do Santini que não era o gelado de morango do Santini. Pela primeira vez, uma desilusão.

Agora o morango aparece ainda transvertido de uma combinação exótica: pimenta da Jamaica?! Um gelado de morango é um gelado de morango. Assim como um chocolate é um chocolate. O que é isso de um chocolate que sabe a pimenta?

 De tanto se querer ser original acaba-se fora de pé. Temo que isso acabe por acontecer ao "novo" Santini, e que muitos acabarão por dizer como eu: que saudades do "meu velho Santini".

 

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Gente realmente importante

por João-Afonso Machado, em 26.02.11

Foi uma juventude irrequietíssima, da qual sou testemunha. Hoje, os dias vão mais calmos. Ficou na história o jornalismo desportivo, a paixão pelo automobilismo. Os anos passam sem distinção para quem quer que seja. E, no seu curso, muitos méritos: o Rali do F. C. Porto trazido para V. N. de Famalicão, o apoio prestado a um punhado de teams ligados à competição - o James, o Diabolique...

Findo o tempo das aventuras, sobreveio o do trabalho. O Rogério Ferreira abriu um dos grandes restaurantes famalicences - o Pátio das Figueiras, em Gavião, com o que há de melhor da gastronomia minhota. E fados às sexta-feiras. Uma recomendação. Melhor do que a comida, só a recuperação de uma bela casa rural.

Por muitos e bons anos, Rogério!

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O amigo da onça de Kadhafi

por Rui Crull Tabosa, em 25.02.11

Hoje, à pergunta sobre se «continua a achar Khadafi um líder carismático, como disse em Outubro de 2005?», o primeiro-ministro afirmou não se lembrar de ter proferido tal frase.

Eu ajudo:  por exemplo, em Dezembro de 2007, como a imprensa, aliás, profusamente noticiou na altura, José Sócrates disse que "Julgo que Muammar Kadhafi é um líder carismático da maior importância em toda a geo-política africana".

E é pena que Sócrates agora renegue o seu amigo beduíno. É que eles têm alguns pontos em comum, como o Pedro Palha Araújo bem evidencia.

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o cábula vai à escola

por Rui Crull Tabosa, em 25.02.11

Já se percebeu bem que José Sócrates pretende arrastar o País para a responsabilidade de pagar juros altíssimos, incomportáveis a prazo, por se recusar a reestruturar a dívida pública a médio prazo e por continuar a adiar as reformas de emagrecimento do Estado.

Até agora tem sido principalmente o Banco Central Europeu e, a prazo, os contribuintes portugueses a suportar os custos da teimosia do ainda primeiro-ministro.

Mas o cerco está-se a apertar.

A Alemanha está farta de suportar o despesismo do Governo português, que ainda não percebeu (nem perceberá) que finanças sãs significa o Estado, normalmente, não ter despesas superiores às receitas e não lançar sobre as gerações futuras, ou outros povos, os encargos por endividamentos não reprodutivos e não sustentados na riqueza nacional efectiva.

A compra de votos que Sócrates despudoradamente fez com os aumentos da função pública em 2009 e os medicamentos gratuitos para os velhinhos (em 2010 o consumo de medicamentos em ambulatório desceu perto de 6%, enquanto os encargos do SNS subiram quase 10%. Contraditório? Não, simplesmente demagógico, criminosamente demagógico...), a escassos meses das últimas eleições legislativas, são bem a marca da sua (des)governação demagógica e irresponsável.

Agora, parece que Sócrates foi chamado a Berlim e, por mim, creio que a conversa com a Sr.ª Merkel não lhe será tão fácil como os exames com o “meu caro” reitor Eng. Luís Arouca.

Balão de oxigénio? Ultimatum? Diktat?

Só depois de 2 de Março saberemos, talvez, o que José Sócrates foi ouvir.

Seja como for, chegámos a um ponto tal que confio mais que a Sr.ª Merkel (também já um pouco desconfiada, na foto) defenderá melhor os interesses portugueses do que o lic. Pinto de Sousa. É que pior do que ele já fez a Portugal é impossível. E tem de ser a Europa a obrigar o Estado português a equilibrar as suas contas, não do lado da receita, como fazem os socialistas, mas pelo da despesa, como faria qualquer governante patriota, sério e responsável perante o nosso futuro colectivo.

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Licença para multar

por Maria Teixeira Alves, em 25.02.11

Alguém já reparou que desde que entrou o plano de austeridade em vigor, a Emel, a Polícia de Segurança Pública, as Repartições de Finanças, e agora até a companhia das águas, preparam-se para extorquir o máximo de dinheiro possível à população? Todos os meses podemos contar com uma multazinha, um imposto disfarçado. Quem quiser conteste...

Vejamos: A Emel multa onde deve e onde não deve; a polícia procura à exaustão nos condutores motivos de multa, as Finanças aplicam multas pesadas por atrasos de impostos e outras coisas mais, algumas vezes cobra multas indevidas depois, quando alguém dá pelo facto, diz que foi um erro informático.

 

Agora é a vez da companhia das águas. Desde a entrada em vigor do Orçamento de Estado de 2011 que um dia de atraso no pagamento da factura da água dá direito a uma multa que pode ir até ao triplo do valor da cobrança, uma vez que segue para execução fiscal com as custas e respectivos juros de mora. Por ser feita por entidades públicas, a cobrança da água tem as mesmas regras das execuções fiscais das Finanças, ditadas pelo Código de Procedimento e Processo Tributário.

 

A ordem é para multar, multar.

 

Mas já agora, e quando nos cortam a água, podemos nós executar o Estado com as custas e respectivos juros de mora?

 

Deixo aqui uma carta do Eça de Queiroz, já nesse tempo, a companhia das águas era alvo de sátira:

 

 

Eça de Queiroz, Carta à Companhia das Águas  

 

Ilus. e Ex.mo Senhor Carlos Pinto Coelho

digno director da Companhia das Águas e

digno membro do Partido Legitimista:

 

Dois factos igualmente graves e igualmente importantes, para mim, me levam a dirigir a V. Exa. estas humildes regras: o primeiro é a tomada de Cuenca e as últimas vitórias das forças Carlistas sobre as tropas Republicanas, em Espanha: o segundo é a falta de água na minha cozinha e no meu quarto de banho.

Abundam os Carlistas e escassearam as águas, eis uma coincidência histórica que deve comover duplamente uma alma sobre a qual pesa, como na de V. Exa., a responsabilidade da canalização e a do direito divino.

Se eu tiver fortuna de exacerbar até às lágrimas a justa comoção de V. Exa., que eu interponha o meu contador, Exmo. Senhor, que eu interponha nas relações de sensibilidade de V. Exa., com o Mundo externo; e que essas lágrimas benditas de industrial e de político caiam na minha bandeira!

E, pago este tributo aos nossos afectos, falemos um pouco, se V. Exa. o permite, dos nossos contratos. Em virtude do meu escrito, devidamente firmado por V. Exa., e por mim, temos nós – um para com o outro – um certo número de direitos e encargos. Eu obriguei-me, para com V. Exa., a pagar a despesa de uma encanação, e aluguer de um contador e o preço da água que consumisse.

V. Exa. fornecia, eu pagava. Faltamos, evidentemente, à fé deste contrato; eu, se não pagar, V. Exa., se não fornecer.

Se eu não pagar, faz isto: corta-me a canalização.

Quando V. Exa. não fornecer, o que hei-de fazer, Exmo. Senhor? É evidente que para que o nosso contrato não seja inteiramente leonino, eu preciso, no análogo àquele em que V. Exa. me cortaria a canalização, de cortar alguma coisa a V. Exa.

Oh! E hei-de cortar-lha!…

Eu não peço indemnizações pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas, eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água. Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos nem prejuízos…

Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e bem razoável, perante o direito e a justiça distribuída: – quero cortar uma coisa a V. Exa.!

Rogo-lhe, Exmo. Senhor, a especial fineza de me dizer, imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu posso cortar a V. Exa.

Tenho a honra de ser

De V. Exa. com muita consideração

e com algumas tesouras

 

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Trabalho precário: uma realidade duradoura

por João-Afonso Machado, em 25.02.11

Em bom rigor, no momento de nacional aperto em que vivemos, era expectavel todos abríssemos mão do nosso bem- estar, em prol do de um amanhã diferente e melhor.

Todos - começando pelo Estado. Blood, sweat and tears...

Essa é a história dos BMW's. Não está em causa a mossa que a frota automóvel pública possa causar na qualidade de vida dos particulares. Mas sempre ficaria o gesto de solidariedade, um comedimento de quem evita o escândalo e se compadece com a desgraça alheia.

Qualquer coisa como não ir de gravata garrida a um velório...

A questão torna-se ainda mais acintosa dentro do próprio aparelho. Refiro-me aos servidores estatais a prazo: no Ensino, na TAP...

E refiro-me, também, a cada vez mais notórias manifestações que vão despontando: como a do auto-proclamado movimento de luta laboral "Precários Inflexiveis".

Isso mesmo, inflexiveis. É para onde caminhamos - para a inflexibilidade. Contra os poderes públicos, sem apelo nem agravo.

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Massacrante!

por João Távora, em 25.02.11

 

Ouvido esta manhã no ginásio: qual é a coisa pior do que o 11 de Setembro? O onze do Sporting. 

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The Look of Love, Dusty Springfield

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Sexta-feira do Brent

por Corta-fitas, em 25.02.11

Freida Pinto

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Corta-fitas

Inaugurações, implosões, panegíricos e vitupérios.

Contacte-nos: bloguecortafitas(arroba)gmail.com




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