Sábado, 31 de Outubro de 2009
Nas colunas


publicado por João Villalobos
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Diário 2

Gosto tanto disto. Quase dá a ideia que a gente é importante e tal. Qualquer dia temos o Paulo Querido a mandar-nos um mail ou, muito mais excitante, uma mensagem directa no twitter para fazer uma grande reportagem sobre o Corta-fitas. Claro que nós mandávamos logo o Villalobos, que é o senhor comunicação – é vê-lo na Rádio Europa à sexta-feira. Sim, vê-lo na rádio.
Estou muito contente. Tenho de dizer ao Paulo, que com certeza não me vai levar a mal, que o grafismo não está grande coisa. Mas tudo se faz. E que aquela coisa do Olix é muito foleira. Metam uma coisa mais discreta para ganharem os trocados necessários. Mas, no geral, dou-lhes um grande sim senhor. Bela ideia e boa sorte.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Música com altas conotações políticas

 

Façam o favor de ser felizes.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Tantos a falar para dizer o mesmo de sempre

 

"Não há ninguém em melhores condições de ser presidente do PSD do que o professor Marcelo Rebelo de Sousa", veio agora dizer José Eduardo Martins. Fazendo coro com Paulo Rangel, José Luís Arnaut, Alexandre Relvas, José Matos Correia, Nuno Morais Sarmento, Macário Correia e Guilherme Silva, entre outros (são já tantos que começo a perder-lhes a conta). Vários destes membros do clube de 'notáveis' do partido integraram as direcções de Durão Barroso, Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite. Só descobriram que Marcelo é "o melhor presidente do PSD" depois de terem dito o mesmo de Durão, Santana, Mendes, Menezes e Manuela. Querem que Marcelo sirva agora de argamassa para colar os mil cacos em que se transformou o partido precisamente pela acção (e omissão) de muitos destes notáveis, sempre dispostos a empurrar os outros para o palco sem arriscarem eles próprios dar um passo nessa direcção. Com isso podem inviabilizar a melhor candidatura presidencial de direita, daqui a 15 meses, na hipótese de Cavaco Silva não se recandidatar. Mas isso pouco lhes interessa desde que consigam prosseguir a tranquila gestão das suas actividades profissionais com ocasionais incursões na vida partidária para manter a espécie de baronato vitalício que lhes foi outorgada. É caso para perguntar a alguns deles por que motivo, estando tão preocupados com o futuro do PSD, não aceitaram sequer um lugarzinho elegível nas listas parlamentares do partido. Manuela Ferreira Leite ter-lhes-ia agradecido.


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publicado por Pedro Correia
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Já cá faltava o candidato das bases...

               Sempre que há eleições no PSD, aparece um candidato que acha que representa "as bases". Se a conversa já era despropositada antes, agora, com as eleições directas, não faz sentido nenhum. Foram as bases, as elites e os barões que deram a vitória a Manuela Ferreira Leite, deixando Passos Coelhos, se a memória não me atraiçoa, a uns seis pontos percentuais e Santana Lopes a outros tantos. Nada indica que Passos Coelho valha agora mais do que os 30% que teve, nem que Marcelo Rebelo de Sousa, a confirmar-se a sua candidatura, ou outro candidato de igual peso, tenha menos representatividade entre as bases do que ele. Se os apoiantes de Passos Coelho são tão liberais quanto dizem, até devem apreciar que apareça concorrência, em vez de ficarem nervosos com a hipótese de Marcelo concorrer. No meio de tudo isto, como sempre, surgem aqueles que nem são militantes ou simpatizantes, que até gostam no fundo de ser governados pelos socialistas, mas que acham que sabem aquilo que é melhor para o PSD...



publicado por Duarte Calvão
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Não se canse

A malta só percebe o que dá jeito.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Às vezes convém lembrar o óbvio

Lamento recordar, mas no PSD a escolha do líder não resulta de um concílio de notáveis, mas do voto secreto, expresso por milhares de militantes. Queriam as directas? Pois as directas implicam isto. A opinião de um notável vale o que vale: um voto. E nada mais.


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publicado por Pedro Correia
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As prioridades

O mais interessante em toda a discussão do casamento homossexual é que aqueles que gritam, desesperados, que não se trata de uma prioridade por causa da crise – como se fosse dever do governo ou da Assembleia da República resolver crises económicas… – encontrariam uma outra qualquer prioridade mais prioritária caso estivéssemos em plena prosperidade económica. É triste, mas a falta de argumentos dá nisto.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Alguns erros, claro

Continuo a ficar impressionado com textos deste tipo. Sem ofensa para o meu quase homónimo, que o objectivo não é esse. Mas é para mim extraordinário como é que alguém pode sequer tentar demonstrar algo de positivo nos regimes ditatoriais do século XX, cuja maior marca foi o assassínio em massa de largas camadas de população, indígena ou forasteira. O Tiago Mota Saraiva pode falar-me de progressos na economia russa. Pode. Realmente era uma economia fortíssima. Ao mesmo tempo, milhões de pessoas morriam à fome, em campos longe do mundo. Sociedade mais justa, mais livre, e mais igualitária? Não podemos estar a falar da Rússia de Estaline, Tiago. A Rússia de Estaline tinha tudo menos liberdade, justiça e igualdade. Eu sei que estas palavras têm perdido valor e todos as usam a seu bel-prazer, mas há limites. O que o Tiago escreveu é o mesmo que dizer que o regime Chinês, apesar das dezenas de milhão de mortos, progrediu muito – como se os mortos fossem apenas um pormenor insignificante. É o mesmo que dizer que, apesar dos milhões de mortos em câmaras de gás, o regime de Hitler permitiu que a Alemanha voltasse à ribalta internacional, depois do vexame na primeira Grande Guerra e depois da triste república de Weimar. Não, Tiago. Os regimes ditatoriais não são condenados por terem cometido alguns erros. O comunismo não é condenado por ter cometido alguns erros. O comunismo é condenado por só existir recorrendo aos erros. Os piores erros. Os erros que cometeu.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
O poder

João Gonçalves tem razão de fundo neste seu post. O texto onde defendo um debate de ideias na corrida à liderança do PSD é ingénuo.

Aos líderes pede-se poder, escreve o autor de Portugal dos Pequeninos. Só e sempre o poder. Mas o raciocínio do post, embora muito difícil de contestar, contém uma pequena contradição: se todos os líderes só querem poder, então o que os distingue uns dos outros? Qualquer um servirá, não é assim? De preferência com sorriso pepsodent e suficientemente tudólogo para ter resposta pronta na língua.

Para o João, o candidato Passos Coelho é um "espalha-brasas" e "profissional de candidaturas". Não posso afirmar se tem outras qualidades e defeitos, mas na lógica do texto, Passos quer o poder e, pelo menos aí, não é diferente dos outros. Em resumo, chegamos a um corolário simples: quem está em melhores condições de fornecer essa matéria intangível a que chamamos poder? A actual estratégia do PSD foi um fracasso e, por isso, não me parece que seja alguém demasiado ligado à actual estratégia essa tal mítica pessoa capaz de levar os social-democratas a uma vitória.

Eu, como sou francamente ingénuo, prefiro pensar que os candidatos são diferentes uns dos outros e que terão uma ou duas ideias distintas na cabeça. É um pensamento confortável, que me faz acreditar no lado positivo da política.



publicado por Luís Naves
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Gente chata

Os meus ouvidos estão moídos de cansaço. É que ouvir os acostumados discursos sobre a falta de mulheres aqui e ali já cansa. Cansa mesmo, porque a verdade é que o discurso é oco e apenas pretende agitar e não construir.
Ora vejamos. O governo tem cinco mulheres e onze homens. Em vez de se preocuparem se as pessoas escolhidas são ou não as mais competentes para os cargos, e aí há pano para mangas, todos se preocupam em dizer que o governo devia ter mais mulheres. Como se a ocupação de cargos por elementos de um dado sexo fosse um fim em si mesmo. Isto é tão descabido como defender que o governo devia ter mais negros, mais loiros, mais morenos, mais homossexuais, enfim todos aqueles «tipos de pessoas» que uma população com pretensões higienizantes faz questão de diferenciar, agravando cada vez mais os estigmas.
Aquilo com que as pessoas têm de se preocupar é em ter, em cada ministério, a pessoa mais competente que for possível. Então, deveríamos perguntar-nos: será que o Augusto Santos Silva é o melhor Ministro da Defesa que podíamos arranjar? Ou, por outro lado, será que Marcos Perestrello é o melhor Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar que podíamos arranjar? Ou, ainda, será que Valter Lemos, o venerabilíssimo ex-Secretário de Estado de Maria de Lurdes Rodrigues, é o melhor Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional que podíamos arranjar?
Esta é a diferença entre ser uma mosca que passa o tempo a zunir e a chatear para alguém que realmente se preocupa com a política em Portugal.
 



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Substituto funcional - um exemplo

O Sindicato da Construção do Norte afirmou que se não arrancarem as grandes obras públicas previstas, até final do ano haverá 10.000 novos desempregados.

 

 

Em vez de ser o Governo a dizê-lo, arranja-se outro que o diga. Assim não tem que se ir a correr ouvir a Oposição e a mensagem, plim, passa bem.

 



publicado por José Aguiar
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Discos da minha vida – 53

 

 

Sleepwalker

The Kinks

Arista - 1977



publicado por João Távora
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Para o debate república 'versus' monarquia

"Por volta de 1900, quase todos os direitos [femininos] estavam a ser conquistados, especialmente nos países protestantes. Não havia, no entanto, uma única juíza, política, generala ou empresária em toda a Europa. Curiosamente, a monarquia, uma das mais antigas instituições, permitia ocasionalmente que uma mulher estivesse acima de todos os homens. Em 1900, a mais famosa mulher no mundo inteiro era a rainha Vitória, que então celebrava o seu 63º ano no trono britânico."

Geoffrey Blainey, Uma Breve História do Século XX 

(Livros d' Hoje, 2009)



publicado por Pedro Correia
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O labirinto do PSD

Um partido não pode ser só as suas elites ou o aparelho e concordo com o Tiago Moreira Ramalho (mais abaixo neste blogue) no elogio a Paulo Rangel, que me parece ser um político competente e decente. Mas convém acrescentar que é também um político ainda não testado. O Tiago faz um link a um texto de João Gonçalves, este com um justo elogio a Rangel e um ataque (presumo que a Passos Coelho) cuja linguagem faz adivinhar até que ponto o confronto vai ser complicado.

No labirinto da sua crise interna, o PSD só tem a ganhar com a participação dos melhores numa verdadeira eleição do próximo líder. O País necessita de um PSD unido e forte, porque a partir de agora o Governo precisa de oposição autêntica e, a prazo, antes que seja tarde, Portugal espera uma mudança.

Dito isto, subscrevo o texto de Pedro Correia onde se critica a chamada "vaga de fundo" a reclamar a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. É "mais do mesmo", escreve o Pedro. Concordo. Não me incomoda o conceito de comandantes a chamarem as tropas a favor de um general, mas era bom que, por uma vez, não passassem atestados de menoridade aos militantes de quem dependem.

Dada a popularidade do professor Marcelo, não entendo por que razão precisa o candidato de uma vaga de fundo.

Como observador externo, gostava de ver um confronto de ideias entre Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio, que me parecem ser os três únicos dirigentes do PSD que saberiam governar o País. Mas temo que a intriga já esteja de tal ordem inscrita no código genético deste partido, que um confronto leal não seja de todo possível. Temo que os comandantes, mais uma vez, nem queiram verdadeiramente ouvir os soldados, que nem tencionem fazer prisioneiros.

Ao afastarem as facções derrotadas, os vencedores comprometem a paz após a batalha. Ao tratarem desrespeitosamente as facções que se perfilam, os vencedores criam ódios que impedem a segurança futura.

Como um dia escreveu o sábio Sun Tzu, na Arte da Guerra, "a raiva pode com tempo transformar-se em resignação; o humilhado é capaz de viver em contentamento. Mas um reino que uma vez foi destruído não poderá existir de novo. Nem aos mortos é restituída a vida".

 

 



publicado por Luís Naves
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Tirem as batinas

Como de costume, fui mal interpretado. Mesmo depois de ter escrito um texto a explicar pontas soltas sobre a questão da intervenção da Igreja em matérias políticas. Tentarei explicar de forma mais clara ao João Luís Pinto o meu ponto.
Em primeiro lugar, que é para não haver confusões, que eu levo estas coisas muito a sério, eu não defendo que a ICAR seja censurada ou proibida de emitir opinião. Isso não está escrito em parte nenhuma do meu texto.
Continuando, a Igreja não é uma «associação» qualquer. A Igreja é muito mais que isso. A Igreja é a representação na Terra de Deus. Significa isso que, por definição, o que diz a Igreja é o que diria Deus se fosse ele a falar. Não fui eu que criei esta definição, pelo que creio que ela é pacífica.
Ora, ao utilizarem a Igreja como forma de intervenção política, os membros do clero português estão a abusar de uma relação espiritual entre a população portuguesa e um Deus que dizem representar. Estão a revestir-se da sua posição enquanto mensageiros do Senhor, fazendo passar as suas mensagens como se estas fossem Dele. Isto é pouco ético. Francamente condenável, na minha opinião.
Se os membros do clero português quiserem intervir activamente na política nacional, eu não tenho nada contra. Acho que são bem-vindos. Mas primeiro devem tirar as batinas e deixar claro que aquelas são as posições deles. Porque se não o fizerem, estão a abusar da posição que ocupam.

 

P.S.:

Isto foi o melhor que consegui para explicar o que penso. Se, ainda assim, continuarem a ler neste texto que sou anti-religioso, que defendo um silenciamento forçado dos padres e tal e tal e tal, podem ficar a falar para as paredes.

 



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Gostamos

 

O João Gonçalves diz que gosta do Rangel. Eu digo ao João Gonçalves que não é o único.

 



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Posta inútil

Dou por mim a pensar o que levará uma pessoa a ler um blogue como o da Ana Garcia Martins, vulgarmente conhecida como Pipoca e autoproclamada como a mais doce de todas as que à partida julgamos iguais, mas que não são, por serem, pelo menos, menos doces. Brincadeira finda, que o tempo não é coisa que se desperdice, digo que dou por mim a pensar no que levará uma pessoa a ler um blogue daquele tipo por ser aquele tipo de blogue um tipo de blogue puramente pessoal. Temos ali a Ana, sim senhor, bonita fotografia no novo livro, já agora, a falar dos sapatos que compra e que quer, dos benficas que vê e das pernas esticadas que tem em cima da mesa da sala. Tem graça, a Ana. Não duvidemos. Mas a Ana, desculpe-me Ana, tem a mesma graça que as Anas que conhecemos no nosso dia-a-dia. Às vezes chamam-se Maria, outras vezes outras coisas – pouco importa. O que interessa é que qualquer um de nós facilmente descobre uma pipoca, mais ou menos doce, no meio da agenda do telefone ou da lista dos emails. Alguém a quem podemos dizer: - Ó Ana, vamos beber um café e rir um bocadinho? Mas não. As pessoas que lêem o blogue da Ana Garcia Martins, e falo do blogue da Ana Garcia Martins porque estou sentido com a saída de fininho que se seguiu à entrada de rompante, e, já agora, porque lhe invejo os milhares de fãs; dizia eu que as pessoas que lêem o blogue da Ana Garcia Martins parecem preferi-lo à companhia física de uma outra Ana e tal constatação perturba-me. Porque mesmo que os oito mil leitores da pipoca que, convencida, acha que é a mais doce, não conheçam mais anas para além daquela, aperta-me o coração a ideia de se divertirem com as coscuvilhices da vida da Ana e comentando as coscuvilhices da vida da Ana, num anonimato que, incomodativo, é por vezes substituído por um nickname cheio de números e letras arbitrárias para que sim. Sem chegar a nenhuma conclusão após tão longa reflexão, já lá vão uns minutos, vou acabar o relato do esforço mental a que me sujeitei. Calhando, vou ler mais um bocadinho do blogue da Ana, a ver se me vem qualquer coisa à ideia.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
Mais do mesmo, mais do mesmo

Parece uma operação militar. No mesmo dia, na mesma noite, quase à mesma hora, um conjunto de notáveis - certamente sem terem acertado posições previamente - decidem criar uma 'vaga de fundo' que possibilite a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à presidência do PSD. Paulo Rangel na RTP, José Luís Arnaut na SIC Notícias, Alexandre Relvas na Rádio Renascença, José Matos Correia e Nuno Morais Sarmento ao semanário Sol - por assinalável coincidência, em uníssono todos incentivam Marcelo a avançar. Reedita-se a lógica dos senhores feudais com pretensão de decidir quem será o líder que se segue no maior partido da oposição, procurando condicionar a vontade das bases por um conjunto de manobras palacianas. Repete-se assim um dos maiores erros que têm vindo a ser cometidos na última década e meia no maior partido da oposição, impedindo um verdadeiro debate interno entre os sociais-democratas. Como escreve o Paulo Gorjão, "quando Marcelo Rebelo de Sousa os deixar de mão a abanar, todos eles serão responsáveis por, objectivamente, terem tornado o candidato que emergir no seu campo numa segunda escolha".

Mais do mesmo - sempre mais do mesmo - no partido enquanto o mundo todo muda em redor. Dir-se-ia que ninguém aprendeu nada com a imensa sucessão de erros cometidos na última década, nos últimos anos, nos últimos meses.

 

ADENDA

Paulo Rangel merece entretanto ser felicitado por ter garantido esta noite, na entrevista dada à RTP, que honrará o mandato no Parlamento Europeu para que foi eleito em Junho. É uma decisão que deve ser aplaudida, até por contrariar outras, como a de João de Deus Pinheiro. Verifico com agrado que me enganei ao escrever este postal: Rangel faz questão de assumir os compromissos. Um ponto claro a seu favor.


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publicado por Pedro Correia
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Coluna de som

 Uma excelente crónica de um dos melhores cronistas da nossa praça.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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A mão que embala a mística

Verdadeiramente obcecados com o fenómeno alienante da política, os portugueses pouco ligam a coisas sérias como o futebol. E é pena: em vez de gastarem dinheiro em jornais e revistas de politiquice, deviam era ler os jornais desportivos, e em especial os clubistas, que são aqueles que melhor formam os carácteres e ensinam o que realmente interessa na vida. Entre a variegada imprensa dos nossos clubes, tenho uma particular predilecção pelo jornal do Benfica, tanto pelo arrojo estilístico como pela riqueza da informação: o número datado de 30 de Outubro de 2009 (amanhã, portanto), abre por exemplo com este título sumptuoso: "A mão que embala a mística" e inclui no interior uma circunstanciada reportagem sobre a mais que provável compra pelo polvo portista da Champions League da época 2003-2004. As fontes de "O Benfica" são tanto a análise das arbitragens nacionais e estrangeiras do FCP nessa época (que os detentores da Taça Lucílio Baptista 2008-2009 descrevem com sentido nojo e grande elevação desportiva) como escutas telefónicas a que teve acesso e permitem nomeadamente saber que Terjeh Hauer, o árbitro norueguês que apitou o Porto-Lyon disputado em 23 de Março de 2004, não só foi brindado com a tradicional "fruta", que os dirigentes portistas sempre oferecem aos juízes forasteiros, como teve direito, nas palavras de um dos seus homens de mão, a "risco ao meio e tudo" (sic). Será possível que os portugueses, obnubilados agora com as minudências do governo Sócrates II, continuem a ignorar estes monumentos da prosa e dos bons costumes que teimosamente se vão erguendo, semana após semana, ao seu lado?!



publicado por António Figueira
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Crónica mundana

 

Sou um homem vulgar daqueles que com demasiada facilidade se maravilha com a beleza de uma mulher. Apenas o meu "estatuto" e a noção de ridículo me impedem de tropeçar enlevado com alguma carinha laroca que se cruze no meu caminho. Digo “carinha laroca” porque, ao contrário do que possa parecer, é pelo charme e beleza da sua cara que uma mulher verdadeiramente seduz. Admito que há atributos mais berrantes, mas após um impacto imediato, sem a uma verdadeira Graça, rapidamente se esvaziam (salvo seja).

Tudo isto para dizer que me desgosta o aspecto daquelas mulheres que se escondem atrás de betumes coloridos com que se entretêm feitas Paulas Regos nas filas de trânsito. Responder-me-ão que uma maquilhagem bem feita, mal se nota. Esse argumento apenas vem reforçar a minha tese: se é para não se notar, para quê mascarar?

Por influência das séries juvenis norte-americanas até a minha filha de oito anos anseia por cremes e pinturas. Ando a tentar convencê-la de que ela é uma privilegiada, que não estrague a sua pele imaculada.  

Enfim, na minha modesta opinião, uma cara bonita é uma cara bonita, com as suas marcas de expressão, com sombras e acidentes de percurso até chegar aos olhos onde só um verdadeiro brilho, reflectido por uma alma feliz, pode impressionar o mais empedernido príncipe. A mim parece-me que o resto da traquitana é mero placebo de outras maleitas, ou então um simples entretenimento para engarrafamentos de trânsito, ou atrasar um jantar ou uma cerimónia qualquer. Palavra de admirador. 


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publicado por João Távora
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Passado presente (III)

«Os grandes partidos alteram a sociedade, os pequenos agitam-na; uns despedaçam-na e os outros corrompem-na; os primeiros salvam-na, algumas vezes abalando-a, os segundos perturbam-na sempre sem proveito.»

 

Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Costumes

Pedro Passos Coelho apresentou-se há um ano como «liberal». Os outros que vão à frente, não vá haver minas, apresentam-no como liberal. Eu até acreditei que Passos Coelho fosse liberal. Defendia a privatização da CGD e tal. Mas Pedro Passos Coelho deu uma entrevista. E as entrevistas são tramadas. Nos primeiros cinco minutos, conseguiu dizer que era a favor de um Estado Social forte, redistributivo e que achava que era preciso o país criar riqueza e que o governo tinha de proporcionar isso. Enfim, as acostumadas ideias dos acostumados incumbentes. Enquanto a caravana passa, continuarei a ler Tocqueville.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Ó da guarda!

A Eugénia de Vasconcellos acabou de perpetrar um crime hediondo. Fechou um dos mais bem escritos blogues cá da terra. Alguém que a prenda.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Estranhos tempos

A minha mulher foi ontem chamada à pressa ao colégio porque o nosso petiz de dois anos estava (pela enésima vez na sua curta existência) com febre e tosse. Foi encontrá-lo na “sala de isolamento” acompanhado por uma auxiliar de máscara na cara. Este cenário parece-me no mínimo cómico, oriundo dum local, um colégio infantil, que por natureza é um foco das mais variadas moléstias que frequentemente os bebés contagiam uns aos outros. Confesso que a mim parecem-me estranhas estas “distracções”, com que anafadamente nos alimentamos nos dias de hoje. 


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publicado por João Távora
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Ele há gaffes com piada, não há?

Sócrates e a Checoslováquia, do Daniel Rosário no Correio Preto.

Honestamente, chamar-lhe "gaffe" é, no mínimo, ser muito simpático...



publicado por Alexandra Carreira
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Pequeninos, pequeninos

Estamos a cerca de duas horas do início da cimeira de líderes da União Europeia. Da agenda oficial não faz parte a questão institucional que diz respeito à atribuição de cargos como o de presidente permanente do Conselho Europeu e do Alto Representante para os Assuntos Externos e Política de Segurança. Ainda assim, entre jornalistas e alguns meios diplomáticos, a candidatura de Tony Blair parece ser já carta de fora do baralho. Pela parte que me toca, nada mais justo. Não ouvi nenhum argumento a favor de Blair que pague o sapo que teria de engolir se este senhor fosse distinguido com tal promoção, o de se tornar no primeiro presidente da União Europeia.

Muitos desses argumentos, utilizados por políticos, diplomatas, etc, aludiam quase sempre ao facto de Blair ser uma figura internacional, de poder dar-se ao luxo de falar de igual para igual com os Estados Unidos da América, de ter carisma. Sinceramente, isto parece-me um chorrilho de disparates que só mostram a muito, muito, pouca ambição que algumas pessoas têm para a Europa.

Tony Blair é conhecido mundialmente - verdade, mas talvez não pelos melhores motivos. É preciso não esquecer que o ex-primeiro-ministro britânico esteve directamente envolvido na manipulação de factos que levaram à invasão do Iraque em 2003. A isto Blair ficará para sempre associado. Além de que representa uma era em que a Europa se partiu em dois e Blair escolheu o lado errado do Atlântico. Também por isto, não acredito que Blair consiga hoje falar de igual para igual com Obama da forma que fazia com Bush.  

Acima de tudo, seria uma vergonha que os líderes europeus se decidissem por Blair pela sua popularidade e carisma. Que fez Blair em favor da Europa enquanto foi primeiro-ministro? Que legado deixa Blair como Enviado do Quarteto para a Paz no Médio Oriente? Quais são os méritos de Blair, na realidade??! É que por alguma razão as listas de argumentos contra o referido candidato são bem mais extensas do que as a favor.


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publicado por Alexandra Carreira
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Passado presente (II)

«De qualquer modo, chegam épocas em que as transformações que se operam na constituição política e no estado social dos povos são tão lentas e tão insensíveis, que os homens pensam ter chegado a um estado final(...).

É o tempo das intrigas e dos pequenos partidos.

O que eu denomino como grandes partidos políticos são os que se ligam mais aos princípios que às suas consequências, às generalidades e não aos casos particulares, às ideias e não aos homens. Estes partidos têm em geral traços mais nobres, paixões mais generosas, convicções mais reais, um comportamento mais franco e mais audacioso do que outros. O interesse particular que tem sempre o papel mais importante nas paixões políticas, esconde-se aqui mais habilmente sob a aparência do interesse público; ele chega mesmo algumas vezes a ocultar-se dos olhares dos que anima e faz agir.

Os partidos pequenos, ao contrário, não têm em geral crença política. Como não se sentem elevados e sustidos por grandes fins, o seu carácter tem gravado um egoísmo que se repercute ostensivamente a cada um dos seus actos. Exaltam-se sempre a frio; a sua linguagem é violenta, mas a sua caminhada é timida e incerta. Os meios que empregam são miseráveis, assim como o próprio objectivo a que se propõem.»

 

Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América


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publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Reflexão

O que estava neste post passou para aqui



publicado por Luís Naves
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Grande Entrevista de hoje

Com um novo Governo e tantos novos Ministros, só um e um motivo apenas levará Paulo Rangel a ir à RTP. Só o futuro do maior partido da oposição importa mais do que os tantos novos Ministros que irão preencher a programação da Grande Entrevista durante umas boas semanas.

 

Concordo com o Pedro Correia. Até porque a eleição de Pedro Passos Coelho deve ser disputada. Uma eleição albanesa não interessa ao PSD e muito menos ao país.

 

(Quanto à forma, diria que Rangel seria mais de primeiro anunciar ao partido e só depois ao País. Serão os novos óculos um sinal de novos e arejados olhares sobre a política?).



publicado por José Aguiar
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Discos da minha vida – 52

 

 

Goodbye Yellow Brick Road

Elton John

MCA Records- 1973



publicado por João Távora
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Obrigado

«Na América, o povo nomeia os que fazem as leis e os que as executam; ele próprio constitui o Júri e pune as infracções à lei.»

Alexis de Tocqueville

 

Vi há pouco na televisão um caso que me deixou embasbacado. Sinceramente. Ainda há coisas surpreendentes. Vou tentar relatar a coisa, de memória, e do que me foi dito pela jornalista.
Aconteceu que uma senhora proprietária de uma casa para arrendamento, tendo um terreno para construção ao lado da dita casa, decidiu construir nova casa. Ó gente empreendedora que escasseia desde os navegadores. Lá fez a casinha, a senhora, muito feliz por poder ter mais um rendimento. Eis se não quando a inquilina da casa que já havia mete uma queixa no tribunal por achar que devia ter uma passagem de 89 centímetros, salvo erro, entre uma casa e outra. Isto já de si é, para mim, fenomenal. Mas o que veio a seguir é ainda melhor. O tribunal de primeira instância disse que a inquilina não tinha razão. Porque tinha outras passagens, que pelos vistos até eram melhores e tudo, e que não havia fundamento para se demolir a casa recém-construída à conta de 89 centímetros. A inquilina não se ficou e recorreu da decisão. Após recurso houve um tribunal deste país que lhe deu razão. O resultado? A proprietária vai ter de demolir a casa recém-construída até dia 13 de Novembro.
Tentando negociar, a dona da casa fez propostas à inquilina para que ela retirasse a queixa. Várias. Das que me lembro, havia qualquer coisa de nunca mais pagar renda ou receber uns milhares de euros mais isenção de renda durante 15 anos. Enfim, umas negociações que parecem completamente ridículas. O mais extraordinário é que a inquilina rejeitou as propostas todas e exigiu 40 000€ para além de nunca mais pagar renda na vida. A dona da casa recusou.
Com tudo isto, uma pessoa vai demolir uma casa que ainda está a pagar, apenas porque em Portugal tudo funciona ao contrário. Obrigado partidos que me escuso a referir. Obrigado deputados que me escuso a nomear. Obrigado tribunais que não valem um chavelho. Obrigado. Por mim, pela senhora e pelos outros todos.
 



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Daniel Hannan

 



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Discos da minha vida – 51

 

 

O Regresso da Pantera Cor de Rosa

Banda Sonora do Filme

Henry Mancini

RCA - 1975



publicado por João Távora
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Passado presente

«(...) pelo concurso de estranhos acontecimentos, a religião encontra-se alistada de momento precisamente no centro dos poderes que a Democracia derruba, e acontece-lhe muitas vezes repelir a igualdade que ama, e maldizer a liberdade como se se tratasse de um adversário, ao passo que se a tomasse pela mão, poderia santificar aí os seus esforços.»

 

Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América


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publicado por Tiago Moreira Ramalho
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Desapontamento cor-de-rosa

 

Num impulso nostálgico e a pensar na “cultura” das minhas criancinhas pus-me a coleccionar os DVDs da  Pantera Cor-de-Rosa de Friz Freleng que sai aos sábados com o Público. Na minha memória eu guardava o fascínio do personagem principal, a divertida banda sonora de Henry Mancini, os cenários geométricos em esquiço de cores garridas, e o sentido de humor da série delirantemente sarcástico. Não podia eu imaginar o nefasto efeito de indigestão causado pela visualização de inúmeros episódios seguidos, da repetição exaustiva do tema musical, da receita do humor sempre igual e dos os invariáveis e minimais grafismos: ao terceiro episódio, todo encanto e graça da Pantera, mesmo sendo Cor-de-rosa, esvaíra-se totalmente, e as minhas crianças olhavam para mim de soslaio insinuando uma imensa “seca”. Talvez pouco convincente, ainda lhes expliquei que antigamente era uma Graça caída dos céus, quando o canal único de televisão exibia um episódio avulso e acidental, entre um programa de agricultura e um telejornal chatíssimo sem facadas ou inconfidências da vida real. Não entenderam e voltaram insolentes para os seus computadores pessoais trocar mensagens, ficheiros mp3 e clips do youtube enfim, a interagir com o mundo. 

 


publicado por João Távora
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Mais um impasse no PSD

Comentado aqui.


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publicado por Pedro Correia
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Menezes ou o Optimismo

O sr. Menezes até tem tido umas declarações interessantes. No outro dia ouvi-o dizer que o PSD tinha de se assumir como um partido liberal na economia e tudo. Mas nada é eterno, digo-vos eu. E provo tal teoria geral com a última tirada do personagem. Diz o sr. Menezes que se não tivesse saído da liderança do PSD, poderia estar agora a formar governo. Que engraçado é o sr. Menezes, mais as suas ideias do outro mundo.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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É ajudar os animaizinhos, sff.

 

Se tiverem dúvidas, podem confirmar que é coisa séria aqui.



publicado por Tiago Moreira Ramalho
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