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As coisas são como são, ou como parecem?

por João Villalobos, em 31.07.09

Como escreveu hoje Rui Ramos, o programa do PSD agora dava muito jeito era ao PS. Assim a modos que a tempo de se preparar para as surpresas que aí vêm. A esses, e a todos os portugueses desejosos de ler programas eleitorais na praia ao sol de Agosto, todos esses paterfamilia saturados da Bola e do Record, todas essas senhoras insatisfeitas com a Hola e a Caras, todos eles e todas elas carentes de parágrafos lindos e pejados de significado como, por exemplo: «Assegurar, até 2015, que 50 por cento dos veículos comprados pelo Estado sejam híbridos ou eléctricos e que, até 2020, 750 mil veículos em circulação sejam híbridos ou eléctricos». Cá para mim, entre os socialistas, há cada vez mais híbridos e menos eléctricos. Mas pode ser só uma sensação e as coisas, sendo, não serem o que parecem.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 31.07.09

Faltam 58 dias para a eleição legislativa. O PSD, que está há quatro anos e meio na oposição, ainda não considerou oportuno apresentar o seu programa aos portugueses.

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Dois regressos

por Luís Naves, em 31.07.09

Este momento era muito desejado. A blogosfera é um meio dinâmico e tem destas coisas. Às vezes as pessoas separam-se e depois voltam a juntar-se. Estou em condições de anunciar o regresso de Duarte Calvão e João Távora, dois históricos do Corta-Fitas que têm escrito no Risco Contínuo. O Duarte é fundador e o João praticamente fundador. Eles dispensam apresentações, pois os leitores ainda se recordam, certamente com saudade, das suas crónicas e posts aqui publicados. São ambos conservadores (no sentido autêntico da palavra), monárquicos e sportinguistas. Têm bom gosto, trato cordial e melhor sentido de humor. Estes dois cavalheiros juntam-se à equipa a partir de agora. A seu tempo haverá outras novidades e o Corta-Fitas começa a ficar parecido com um conhecido clube que tem 19 pontas-de-lança a atropelarem-se na grande área.

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Yellow Friday

por João Villalobos, em 31.07.09

 

Cheryl Cole

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Fala do que sabe

por Pedro Correia, em 31.07.09

Pacheco Pereira pronunciou-se ontem, com o seu habitual ar de enfado, contra os bloguistas que a seu ver terão dado uma "caução" a José Sócrates só por terem comparecido ao recente debate com o primeiro-ministro. Se há assunto em que Pacheco está muito à vontade para se pronunciar é precisamente este das "cauções". Logo ele, que dá uma "caução" semanal ao candidato socialista à Câmara Municipal de Lisboa, sentado a seu lado num programa da SIC Notícias.

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A fatalidade ibérica

por António Figueira, em 31.07.09

Se as nações são, como queria Renan, um "plesbicito diário", então Portugal deverá ser entendido como uma manifestação da vontade política dos portugueses, que durará enquanto esta durar, e não como uma simples decorrência da geografia ou, sequer, da cultura, um fado de qualquer espécie. Neste entendimento de nação, o único que me parece compaginável com a liberdade, nós somos porque queremos ser, não porque simplesmente  sejamos ou tenhamos de ser. Acho por isso que tem toda a razão o autor deste artigo, que o DN albergou na sua edição de domingo passado: Portugal é um conceito político, a Ibéria é uma fatalidade geográfica, um acaso, um azar: por isso entre Portugal e Espanha deve haver relações luso-espanholas e nunca ibéricas. Jangadas de Pedra vão sempre ao fundo.

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Palavras que odeio (286)

por Pedro Correia, em 31.07.09

Aproveitacionismo

 

Com um abraço ao Nelson Reprezas, autor da sugestão.

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Mediocridade

por Alexandra Carreira, em 30.07.09

Já várias pessoas falaram da mediocridade da entrevista ao presidente do Instituto Português de Sangue hoje publicada no I. Além de assinar por baixo de alguns comentários, quero dizer que fiquei particularmente chocada com algumas tiradas deste senhor ao longo de uma entrevista em que mostra um discurso vulgar, inconsequente e incongruente. Não me quero deter em todas as respostas - e quase todas têm pérolas...

Logo no arranque, Gabriel Olim diz que vai "evitar usar a palavra homossexual". "Porque parece que não é politicamente correcto. Por causa do politicamente correcto, quase nos falta palavras para usar". Caro senhor, politicamente incorrecto é colocar a questão nestes termos e não perceber que a crítica lhe chega precisamente porque nem alcança o que verdadeiramente está aqui em causa. A dada altura, mais adiante, Olim prossegue na mesma argumentação que me leva a acreditar ainda mais que o presidente do IPS ainda não captou o porquê de esta ser uma questão polémica e de muitos se levantarem contra uma discriminação que existe e que o IPS pratica (e da qual se orgulha). À interpelação da jornalista "Em 2006, o IPS mudou as regras.", Olim responde que o que o IPS fez " foi retirar a palavra homossexual e substituir por comportamento de risco. Politicamente correcto. Na prática, manteve-se o mesmo." Ora aqui é que fiquei mesmo de boca aberta. Não só não entende e pede (várias vezes durante a entrevista) que a sociedade aceite o que estipulam os especialistas, como nos toma a todos por parvos. Há várias teorias que dizem que é também pela repetição que se aprende - vou tentar, pode ser que ajude: a homossexualidade não é um comportamento de risco. É que ele há coisas que enervam, e ainda bem que somos muitos a ficar de cabelos em pé com demonstrações abjectas. Infelizmente, só consigo concordar com uma colega que dizia há tempos que esta é uma luta para cem anos.

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Ele prometeu-me uma Vodka Martini

por Tiago Moreira Ramalho, em 30.07.09

 

Aqui o nosso João Tordo conseguiu o prodígio de escrever um livro viciante. Levem esta sugestão para as férias e não digam que vão daqui.

 

Adenda: é só para avisar que a malta invejosa que vier falar mal levará com o gigantesco e extremamente poderoso lápis azul ramalhiano.

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Umas entrevistas manhosas

por Tiago Moreira Ramalho, em 30.07.09

Não sei se já repararam nos anúncios às grandes entrevistas que a Judite de Sousa faz, mas parece-me pouco correcto que um anúncio de uma estação pública de televisão fale de Paulo Portas como um dos «mais combativos deputados» ou dê equiparáveis mimos a Francisco Louçã como deu na sua vez. Ainda sou do tempo em que os anúncios da Grande Entrevista (com maiúsculas, respeito) eram anúncios limpinhos, sem mimos despropositados. 

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Obama depois de visitar o médico de Michael Jackson...

por Maria Inês de Almeida, em 30.07.09

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Galdéria que envelhece

por Tiago Moreira Ramalho, em 29.07.09

O debate de ontem, mais que um duelo titânico de dois eternos sempre-em-pé, mostrou, ou melhor, voltou a mostrar algo de extraordinário. Se Lisboa espirra, Portugal estremece.

É extraordinário como é que uma câmara, mesmo tomando em atenção o facto de ser a maior e a capital, consegue receber tanta, mas tanta atenção por parte da população. Um indivíduo analfabeto que viva junto das ovelhas de Idanha-a-Nova sente-se capaz e, pior, no direito de emitir juízos profundíssimos, na sua perspectiva, claro está, sobre o estado da cidade. É homem para dizer que o Santana é um malandro que quer é copos e que o António Costa é um pão sem sal que não faz nada de jeito.
Para além de interessante para quem observa, como eu, que sou alfacinha apenas e só de nascimento, este fenómeno é extremamente prejudicial para a cidade. Ao longo dos últimos anos Lisboa não foi mais que uma galdéria na mão dos engatatões da política nacional. Funciona constantemente, mandato após mandato, como uma espécie de curso, de sítio de aprendizagem para mais altas paragens. Com isto, a cidade que, não sendo minha, me pertence também, tem vindo a envelhecer, como as galdérias envelhecem, a aparecer esburacada, sem brilho no olhar, com o cabelo estragado das pinturas baratas e com aquelas roupas muito estranhas. Provavelmente, daqui a uns anos, estará tão estragada que já nem os mais aventureiros lhe pegarão. Aparecerão outras galdérias, mas os que dependem desta ficaram com o indignado braço no ar a pedir explicações ao passado. Ou isto, ou então sou eu que estou a dizer disparates.

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Uma aventura, com o patrocínio de Carolina

por José Aguiar, em 29.07.09

A receita de envolver personalidades conhecidas do grande público em iniciativas de campanha é tudo menos nova, especialmente em Portugal, onde as marias-vão-com-as-outras abundam. Os apoios apartidários dão sempre momentos de comunicação interessantes, aumentando por vezes a visibilidade de temas que não seriam notícia ou que dariam apenas para uma breve. Esta iniciativa, contudo, não será dessas. Como diria o meu amigo F: "denota trabalho específico".

 

 

 

 

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Propaganda, mas de qualidade

por Tiago Moreira Ramalho, em 29.07.09

Depois de José Sócrates ter utilizado como arma para a campanha eleitoral o facto (não é bem facto, já explico) de terem sido avaliados 90% dos funcionários públicos, este tipo de coisa cai mal. O Paulo Guinote denunciou falhas nos números e eu aproveitei para colocar a questão a José Sócrates na blogoconferência que foi dada. Hoje o Correio da Manhã divulga que os númeors foram mesmo inflaccionados e que a taxa de avaliação dos funcionários públicos real não é de 90%, mas apenas pouco acima dos 50%. Podem saber de tudo aqui.

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It's oh so quiet...

por Alexandra Carreira, em 29.07.09

Concordo em absoluto com o que Carlos Barbosa de Oliveira escreveu ontem no Delito de Opinião sobre o silêncio de Joana Amaral Dias a propósito do convite que terá recebido por parte de alguém do Partido Socialista. E para que se prove que a ex-dirigente do Bloco de Esquerda é dotada de "uma rara e forte personalidade política", impõe-se que, sem mais demoras (e já vem tarde), venha esclarecer tudo o que diz respeito ao episódio do convite.

 

 

 

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Sócrates, o pá!

por Tiago Moreira Ramalho, em 28.07.09

Na blogoconferência de ontem fiquei com a sensação que José Sócrates, com todos os seus defeitos que bem conhecemos, consegue ser muito, mas muito melhor que a generalidade dos seus acólitos. Assim é que é, pá!

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A caminho da Avenida da Liberdade

por Tiago Moreira Ramalho, em 28.07.09

Nasceu o Rua Direita, um blogue de apoio do CDS. Tenho algumas coisas a dizer: em primeiro lugar admiro a frontalidade de quem, num país canhoto, tem a coragem de se assumir sem qualquer tipo de pruridos de direita. Não dou valor aos termos, para ser sincero; mas admito que haja uma espécie de adequação das ideias a esse arco de 180º que vai da esquerda à direita. Em segundo lugar, tenho a dizer que o grupo tem imensa qualidade. Para nomear alguns, e os outros que não fiquem tristes que vai daqui um beijinho também para eles, temos o for ever fiteiro João Távora, o Adolfo Mesquita Nunes, o Henrique Burnay, o Nuno Miguel Guedes e o Tiago Loureiro. Se o CDS defendesse realmente aquilo que alguns dos que ali estão defendem, eu não hesitaria. O problema é que não é tanto assim.

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Malcolm Lowry: um século

por Pedro Correia, em 28.07.09

 

E eis que, de súbito, me lembro de Malcolm Lowry. Autor daquele que é, possivelmente, o mais pungente, dilacerante, hipnótico e arrebatador romance de todos os tempos. Debaixo do Vulcão (1947), assombrosa descida aos infernos de um homem absolutamente incapaz de ser feliz, acompanhou-me noites a fio em tempos que jamais conseguirei esquecer. Ninguém fica incólume após ter mergulhado a fundo neste livro, dominado pela figura do Cônsul afogado em mescal enquanto relia a derradeira carta da única mulher que alguma vez amou nesse México povoado de luzes e sombras em Dia de Finados.

Que é o homem senão uma alma pequenina dentro de um cadáver?

Faz hoje cem anos que nasceu um dos escritores mais perturbantes e geniais de que há memória. Cheers, Malcolm.

 

Imagem do filme 'Debaixo do Vulcão' (1984), realizado por John Huston, com Albert Finney e Jacqueline Bisset 

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Hi hi hi hilariante

por José Aguiar, em 27.07.09

Este post (genuinamente com graça) e o primeiro comentário (nem sei como adjectivar). Que pérola!

 
Já agora, numa de gargalhada, vejam aqui a sequência de twits do JMF (a propósito da super-inovadora-e-modernaça-very-obama-blogconf).

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Aparelho de Estado

por Francisco Almeida Leite, em 27.07.09

O Henrique Burnay tem um aquecimento central "socialista". Quem diria? Fiquei a saber pelo novíssimo Aparelho de Estado.

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