Paulo Mota Pinto, vice-presidente do PSD, fazendo o balanço de seis meses de "liderança"
Cuidado com as correntes de ar, camaradas.
1. Cinco anos de Causa Nossa. Parabéns à dupla Ana Gomes-Vital Moreira.
2. O 31 da Armada festejou dois aninhos. Daqui vão as minhas saudações, personalizadas num beijinho mais que merecido à Sofia Bragança Buchholz.
3. Torquato da Luz iniciou há quatro anos o seu Ofício Diário. Muitos parabéns.
4. Original é a iniciativa de que se lembrou o Coutinho Ribeiro para assinalar o segundo aniversário do seu Anónimo. Também vou aderir.
5. Risco Contínuo é nome de um novo blogue onde conto vários amigos, já em laboração contínua. Bem-vindos, parceiros.
6. Sérgio de Azevedo abriu o Red Light District. Que não lhe falte fôlego nem inspiração.
7. Outubro é um blogue recém-surgido que se propõe estimular o debate à esquerda. Só é pena não admitir comentários.
8. Fechou o Bem Pelo Contrário, um blogue de que sempre gostei. O José Gomes André fica, para já, a escrever apenas aqui.
9. Só agora conheci o Cinédrio. Mas quem gosta de cinema, como eu, só pode recomendar.
10. Outro blogue que recomendo é o Bereshit. Vão lá e vejam.
11. O Miguel Castelo-Branco começou a enumerar as expressões que detesta. Também lá hei-de ir, quando acabar a minha lista de palavras que odeio. Já faltou mais.
12. Com o Natal quase à porta, a Ana Cláudia Vicente lembrou-se disto: já que damos tanta coisa, porque não também dar sangue? Excelente sugestão.
13. Salvador Massano Cardoso espanta-se, na Quarta República, por os comunistas russos pretenderem a canonização de Estaline. Eu não.
14. Leonel Vicente volta a estimular a memória blogosférica. Ainda bem.
"Sou muito racional. Olho o mundo, o amor e os outros de forma menos apaixonada". A frase é da nossa Filipa, no caderno Actual, da edição de ontem do Expresso. Vale a pena ler o texto de Alexandra Carita e regalar os olhos com a fotografia do Luiz Carvalho. Ainda a propósito do lançamento do "Elogio do Passeio Público", que a Filipa Martins publicou na Guimarães Editores.
Para mim, é uma das frases da semana. Ontem, na reunião da Comissão Nacional socialista, José Sócrates saiu-se com esta: "Os maus são sempre aqueles que estão na direcção do PS". A boca era, como é óbvio, dirigida a Manuel Alegre e à chamada ala esquerda do partido, mas também a António José Seguro, que tem dado sinais de poder estar interessado em começar a fazer o seu caminho para o pós-Sócrates.
Julguei, sinceramente, que o primeiro-ministro estivesse mais lúcido nesta fase. Com uma crise internacional sem precedentes, com o País estagnado, Sócrates ainda se dá ao luxo de fazer graçolas para consumo interno. Faz mal. Julgo que não ganha nada em andar a "picar" as tendências no PS que não lhe são favoráveis, porque a menos de um ano das eleições, dá-me a ideia de que a maioria absoluta se pode esvair justamente por esse lado. Pela esquerda do PS.
A menos que Sócrates já tenha interiorizado que não vale a pena sequer tentar chegar lá e que não está para fazer acordos pós-eleitorais ou para tentar governar em minoria. Apesar do caos no PSD, Sócrates começou a fazer humor e a brincar com coisas sérias. Se já não esparava ouvir um líder da oposição com discurso de taxista, também não pensava nos tempos mais próximos que ia ouvir um primeiro-ministro a fazer uma birra. Porque não pega ele na bola e vai a correr para casa?
Eis os 26 membros do Comité Central do Partido Comunista russo em 1917, quando eclodiu a Revolução de Outubro. Destes, mais de metade terminou às mãos dos próprios camaradas: nove foram executados na sequência de julgamentos-fantoche, dois foram assassinados (um deles era Trostsky), um "suicidou-se" e dois morreram na prisão. Todos às ordens do aqui sorridente Estaline, um dos raros membros da elite comunista dessa época que acabariam por falecer de causas naturais. A União Soviética era tão igualitária que as primeiras vítimas dos crimes do partido começaram por ser os seus dirigentes. Como sublinha o PCP nas suas teses ao congresso do Campo Pequeno, "a contribuição da URSS e, posteriormente, do campo dos países socialistas, para os grandes avanços de civilização verificados no século XX foi gigantesca."
(clicar nas fotos para aumentar)
Na abertura do congresso comunista, Jerónimo de Sousa propôs, como sempre o PCP faz, uma "alternativa de esquerda" à actual "política de direita" (para o PCP, as políticas são sempre "de direita"). No mesmo discurso, desancou o BE por ter um "carácter socialdemocratizante" e a ala esquerda do PS por "alimentar ilusões". Conclui-se que o PCP quer construir a "alternativa de esquerda"... com os "Verdes". Ou seja: está disposto a manter tudo na mesma, perpetuando assim as "políticas de direita".
Entenderam? Eu também não. Nada de novo no Campo Pequeno.
Ler também:
- O partido enquistado. De Luís Rainha, no Cinco Dias.
- Clareza ideológica. De Daniel Oliveira, no Arrastão.
- Do valor da necrofilia como energia partidária. De João Tunes, na Água Lisa.
Nos primeiros dias de Dezembro, José Sócrates vai anunciar a criação de um novo museu, o África.cont. Consta que este novo museu será um enorme centro de arte contemporânea vocacionado para a cultura africana. Nada a opor, bem pelo contrário. Só não percebo como é que Portugal não se lança, de uma vez por todas, na construção de um mega-museu dedicado aos Descobrimentos, a maior façanha colectiva deste povo. Imagino uma construção moderna a fazer lembrar uma onda e, lá dentro, réplicas de caravelas, astrolábios verdadeiros, moedas de ouro daqueles tempos, mapas interactivos com os percursos dos marinheiros e as descobertas de Portugal. Seria um sucesso, entre nacionais e estrangeiros. Mais, teria uma importante vertente educacional e de apelo à memória de toda uma nação. E ninguém aposta nisto?
São mesmo assim, com "uma espécie de comodismo de viúva de militar", como escreve o Nuno Costa Santos.
Castro Almeida, vice-presidente de Manuela Ferreira Leite, apela ao regresso de Marques Mendes à vida política. Paula Teixeira da Cruz exige o que mais falta: propostas alternativas às do PS. A distrital de Braga, afecta a Santana Lopes, já fala em congresso extraordinário. Pedro Passos Coelho não abandona as manchetes, seja qual for o motivo. Alexandre Relvas corre em pista própria. Plenamente de acordo com o Paulo Gorjão: "Se se mantiverem nas sondagens os valores do PSD na casa dos 26% tenho sérias dúvidas que Ferreira Leite resista até às legislativas".
Mau Tempo no Jornal (dos Açores)
* a encontrar desculpas para não estudar

A selecção, a dita, jogou no Brasil e perdeu por 6-2.
O Sporting jogou em casa e perdeu por 5-2.
O Benfica jogou na Grécia e perdeu por 5-1.
O Braga jogou em casa e perdeu por 3-2.
Talvez conviesse que o Governo instituísse também um modelo de avaliação dos futebolistas e dos treinadores e dos dirigentes. Os professores, sozinhos, não podem carregar com os fardos todos do país...
* post importado do abnoxio, com a devida vénia
Honório Novo, deputado do PCP e uma das figuras com maior impacto mediático dos comunistas. Vítor Dias, ex-membro da Comissão Política e antigo braço direito de Carlos Carvalhas. António Abreu, outro destacado ex-colaborador de Carvalhas, que foi vice-presidente da Câmara de Lisboa, membro da Comissão Poliítica comunista e candidato à Presidência da República em 2001. Maria do Carmo Tavares e José Ernesto Cartaxo, dois históricos dirigentes da CGTP-Intersindical que se notabilizaram como membros da sua Comissão Executiva.
O que têm de comum estes cinco comunistas? Vão deixar de integrar o Comité Central a partir deste fim de semana. Se o PCP fosse tratado com os padrões noticiosos que se aplicam aos restantes partidos portugueses, não faltariam múltiplas notícias sobre estas saídas, colunas de opinião a procurar interpretá-las e até editoriais a questionar esta súbita "renovação" no Comité Central comunista, onde se mantêm vários membros da velha guarda mais ortodoxa, como o "operário" Domingos Abrantes, o "intelectual" Albano Nunes e o "operário" José Casanova.
Mas o PCP, que há 32 anos não se apresenta a eleições com a sua própria sigla, é um partido diferente. Até nisto. Tudo se passa dentro das "paredes de vidro", mais opacas que nunca, sem correntes de ar que transpirem para o exterior nem a maçada das "dissidências", sempre incómodas. Por isso o congresso comunista se realiza à porta fechada, ao jeito do PSD-Madeira: Alberto João Jardim havia de gostar.
Em rigor não se pode dizer que o processo Casa Pia esteja a chegar ao fim. Dois anos de investigação e quatro de tribunais criaram um monstro burocrático e judicial que se arrastará pelos tribunais durante muito tempo. E entretanto alguns (a maioria?) dos crimes podem até prescrever. Quando tudo acabar realmente a que ínfima expressão estará reduzido o alcance da nossa justiça? Amanhã o Expresso desenvolve este assunto.
O desemprego na zona euro aumentou em Outubro, subindo uma décima, para 7,7%. Em Portugal a taxa de desemprego manteve-se nos 7,8%, registados em Setembro - li hoje no site da Lusa.
Depois experimentei ler a mesma notícia à moda de José Sócrates: O desemprego na zona euro aumentou em Outubro, subindo uma décima, para 7,7%. Em Portugal a taxa de desemprego manteve-se.
E não é que fiquei muito mais optimista?
É gira! – disse ele guloso quando a viu aparecer. Olhei o mais rapidamente que pude, num reflexo instintivo que não há como evitar. Era, com efeito, gira. Gira, não. Linda! Segundos depois aquele rosto de boneca abriu-se num sorriso e logo a seguir um miúdo da sua idade cumprimentou-a com um impúdico beijo na boca.
O rosto do pavão (com idade para ser pai daqueles dois), que entretanto se tinha empoado a meu lado, num instante se desmoronou. Sussurrei-lhe, divertida: É a vida!
Nem me respondeu.

Kate Winslet

Emmanuelle Chriqui.
O PCP vai reunir em congresso, a partir de amanhã, para aprovar umas Teses que defendem isto:
E isto:
E mais isto:
E ainda isto:
Leio que estas Teses foram aprovadas por unanimidade no Comité Central comunista. Pasmo com esta unanimidade: como é possível que deputados prestigiados como Agostinho Lopes, António Filipe e Honório Novo, autarcas de mérito como Ruben de Carvalho e Rui Sá, sindicalistas combativos como José Ernesto Cartaxo e Maria do Carmo Tavares, o ex-secretário-geral do partido, Carlos Carvalhas, e até um poeta como Manuel Gusmão possam subscrever parágrafos como os que acima transcrevi? Que partido é este que sacrifica o debate interno à regra da unanimidade em defesa de modelos ditatoriais, verdadeiras perversões do ideal socialista?
Limicorum (de Ponte de Lima)
Oh Pacheco Pereira, tem que ter um pouco de humildade para falar da arrogância dos outros - António Costa, para José Pacheco Pereira agora mesmo, na Quadratura do Círculo.
À nossa frente um caminho branco mas agreste e cercado por árvores caídas. E a seu lado outro, aparentemente mais fresco, um onde as sombras se deitam e nada ofusca ou parece cansar.
Ambos se estendem enquanto ao longe escutamos a música de água que corre sem que se perceba de onde vem. Por momentos, hesitamos. Depois, esses momentos tornam-se dias e estes semanas. Meses, até.
Há então um pássaro que se levanta e voa, que escolhe um dos sentidos indiferente ao nosso espanto. Tomamo-lo por um presságio, seguimos a direcção das suas asas como um gesto inesperado provoca outro. É a escolha, finalmente leve...Ou assim pensamos... Até que o caminho se divida uma vez mais.
Mudar o quê? Mudar para quê? Barack Obama encheu a boca e o seu cardápio de promesas com a palavra “mudança”. Prometeu não só mudar os Estados Unidos, mas também o mundo. Parece-me tarefa demasiado ambiciosa para um indivíduo só. Além disso, o tempo dos homens providenciais já passou – e não deixou saudades. Em vez de prometer grandes passos e apregoar grandes metas tendencialmente utópicas, como garantir os serviços básicos de saúde gratuitos a cada cidadão norte-americano, Obama podia começar por etapas mais curtas e concretas. Fechar a prisão militar em Guantánamo, por exemplo. Nada mais simples, nada mais emblemático. John McCain, se tivesse ganho, começaria muito provavelmente por aqui. Obama ganhou. É bom que comece por aqui também.
Goldfrapp, «Happiness»
"A eleição de Barack Obama obriga-nos a reencontrar o lado melhor da sociedade americana."
José Medeiros Ferreira, Bicho Carpinteiro
Na semana passada, em Berlim, fui a uma exposição de fotografia política chamada "Burocracia", onde ao mesmo tempo era apresentado o último número da revista Cicero - Magazin für Politische Kultur, uma excelente ideia e aposta a todos os níveis. A revista tem uma galeria de arte própria, onde são expostas obras com interesse político e artístico - desta vez eram fotografias de mesas eleitorais um pouco por todo o mundo, com um realismo impressionante - e tem um site com notícias de actualidade e opinião. A revista, em si, é fabulosa e fez-me lembrar a saudosa George, que desapareceu pouco tempo depois da morte de John F. Kennedy Jr. No número de Dezembro que trouxe na mala, a capa tem Barack Obama, a palavra "Hope" por baixo, e uma série de outras chamadas como "Sex und Geld" (sexo e dinheiro). Lá dentro, temos uma entrevista com Gordon Brown em mangas de camisa e sem gravata, um ensaio de Ralf Dahrendorf sobre o autoritarismo, um artigo de Madeleine Albright, outro de Mikhail Gorbachev, para além do especial Obama, com a família, a mulher, as comparações com figuras do passado e um texto do próprio presidente eleito.
Posto isto, dei comigo a pensar como é que um País como o nosso não tem nada do género, depois das revistas K, V, PM e Atlântico terem fechado por razões mais ou menos conhecidas. Este é um dos sintomas do nosso atraso. Se vamos a entrar para um avião e nos esquecemos de um livro para ler, olhamos para os escaparates e o que temos? Caso já tenhamos lido os jornais do dia, os semanários e as revistas de informação, resta-nos a imprensa dos mexericos, as revistas de carros, de viagens, de culinária, de economia, de moldes, de costura ou de mulheres nuas com gadgets à mistura. A política está banida. Nem sequer temos alguma coisa ao estilo de uma Esquire ou Vanity Fair para nos contentarmos. Pobre País, este.
Não percebo este recado de Pedro Lomba: "Vejam por isso se resguardam o Presidente, que do regime não sobra muito". Ao Presidente da República bastam-lhe a Constituição e a Lei. Não precisa que ninguém o resguarde. A proteger, proteja-se, defenda-se a Verdade. Mas isto é pedir muito.
Pedro Passos Coelho entende que o Governo deveria aumentar em 50% (mais 10 mil milhões) as garantias aos bancos para a concessão de créditos. «É preciso o Estado ter este activismo», afirma ele.
Entretanto, Manuela Ferreira Leite chama a atenção para o peso excessivo do mesmo Estado na economia e para os encargos assumidos pelo Governo com consequência no inevitável peso da carga fiscal «até 2040 e tal».
Duas abordagens discursivas opostas; uma conjuntural e a outra estrutural. Passos Coelho centra-se no agora (lembram-se do slogan das directas?). Manuela Ferreira Leite tem em conta as gerações futuras. Politicamente falando e para citar Highlander, esse grande filme, «there can be only one».
Sinusite é uma inflamação dos seios nasais, normalmente associada a um processo infeccioso. Quando é crónica, a drenagem do muco nasal fica mais difícil e a mucosa torna-se mais espessa e fibrosa. É isto mais ou menos que diz o saber enciclopédico. Então e sobre o Sinusite Crónica? Eu diria que é um excelente blogue, que voltou em grande ao nosso convívio blogosférico. Com uma série de nomes fortes, o SC é um blogue que se recomenda por várias razões, logo à cabeça os excelentes textos que alguns dos autores escrevem num registo mais intimista do que fazem noutras moradas colectivas, como é aqui o caso do meu amigo Pedro Marques Lopes: "Quer dizer, anda um indivíduo a ler Platão, a ver Visconti, a ouvir o Toy para depois um qualquer pâncreas, que salvo melhor informação tem a alma de um gambuzino, me dizer que o body-pump é melhor que um branco seco?"
Distraidamente meti-o na frigideira com o tempero habitual. Vi-o encolher enquanto pensava nos mexericos do dia. Passou de rosa a castanho e à medida que desaparecia e desaparecia e se esvaía não em sangue, mas numa aguadilha suspeita (soro? antibióticos?), deixei os mexericos e a crise financeira e a Manuela Ferreira Leite e o Sócrates e o novo governo do Obama a marinar e, pela primeira vez em muito tempo, pensei seriamente em... bifes.
Sabemos - porque continuamos a vê-los reduzir para metade e a espumar líquidos suspeitos na frigideira - que a carne que comemos nos faz mal, que os produtores continuam a adulterar as rações e a injectar os bichos com medicamentos. Mas depois da crise das vacas loucas passámos a assimilar tudo isto com uma tranquilidade bovina. E no entanto onde é que estes hábitos alimentares nos podem levar? Que relação existe, por exemplo, entre a nossa alimentação e os elevados índices de cancro do cólon que temos em Portugal? Será que alguém já se deu ao trabalho de averiguar? - perguntei-me enquanto mastigava o último pedaço de alcatra.
O molho, apesar do soro e do antibiótico ou lá o que era, estava bom.
Assim está Cuba sob a dinastia Castro, que o PCP aponta como farol da humanidade. Pior só mesmo a Coreia sob a dinastia Kim.
O fundamentalismo islâmico, que quer riscar todas as culturas diferentes do mapa, ataca a qualquer hora e em qualquer lugar, como hoje se viu em Bombaim. Ninguém tenha dúvidas: este é o maior problema do nosso tempo. O primeiro dos problemas que Barack Obama terá de enfrentar já a partir de 20 de Janeiro. O resto é lirismo para conforto das boas consciências europeias que ainda não perceberam que tudo mudou. Este início do século XXI decorre sob o signo da morte arbitrária, que irrompe às cegas quando menos se espera e de onde menos se espera. Haverá outros nomes para isto - inclusive alguns com denominações a la carte, com o embrulho eufemístico da correcção política. Prefiro chamar-lhe da forma mais crua e ajustada possível - parafraseando o que Conrad escreveu na sua novela O Coração das Trevas. O terror, o terror.
Ler também:
- A Besta voltou a atacar. De Sérgio de Almeida Correia, n' O Bacteriófago
- Bomba(im). De Nuno Mota Pinto, no Mar Salgado.
- Mumbai. De Ana Gomes, na Causa Nossa
- Christiane Amanpour comenta o atentado em Mumbai. De Luís M. Jorge, na Vida Breve
- A guerra do terror. De Luís Rainha, no Cinco Dias
- Caridade. De Paulo Tunhas, na Atlântico
- Em guerra, De Jorge Assunção, no Despertar da Mente.
- Coisas dramáticas. De Jorge Ferreira, no Tomar Partido
O mito Ségolène Royal esfumou-se. A antiga candidata presidencial contra Nicolas Sarkozy foi derrotada pela ex-ministra Martine Aubry. Uma derrota por meia dúzia de votos que deixa a belle toujours da esquerda europeia (e de alguns media) fora da liderança do PSF por uns tempos e, quem sabe, fora da luta pelas próximas presidenciais. Na recta fical, Aubry defendeu uma aproximação aos sindicatos e aos movimentos da extrema-esquerda, Ségolène queria aliar-se aos centristas numa espécie de bloco central à grande e à francesa que pudesse fazer tremer a UMP que apoia Sarko. Deu-se mal. Veremos agora como se irá comportar a filha de Jacques Delors. Quem sai aos seus...
"Aos poucos, como aconteceu com outro PR por causa de Macau, vai-se montando um cerco a Cavaco. (...) Basta, no entanto, olhar à nossa volta - Parlamento, governo, gabinetes, partidos, elites da administração pública, banca - para ver como Macau acabou em bem. Em certo sentido, Cavaco é um 'corpo estranho' a este regime". João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS
(Seven Brides for Seven Brothers, 1954)
Realizador: Stanley Donen
Principais intérpretes: Howard Keel, Jane Powell, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tony Rall, Virginia Gibson
"As danças coreografadas por Michael Kidd são o melhor ingrediente deste deslumbrante musical." (Susan e Daniel Cohen)
Da vida partidária portuguesa não tenho saudades - Durão Barroso, agora mesmo, na SIC Notícias.
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